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14.7.16

Passar por cima ou corrigir os maus modos das crianças


Não é incomum, ver uma criança dar um tapinha nos pais, quando é contrariada ou quando um objeto lhe é negado. De início seus pais não corrigem o ato por achar que seu filho fez algo engraçado, ou por achar, que ele demonstra desde pequeno “atitude”, ou, até mesmo um temperamento “forte”.
Assim, as ideias pré-concebidas dos pais e a própria história de vida de cada progenitor pode levá-los a tolerar comportamentos ou ações que outros pais não tolerariam ou aprovariam.
Quem está certo?
Se olharmos pela ótica das crianças, cada atitude ou comportamento dos pequenos tem um sentido para eles: “Ele pegou meu brinquedo, logo vou bater nele”; “Eu quero aquele carrinho agora, logo posso pegá-lo e brincar com ele”. As crianças são imediatistas e ainda estão numa fase voltada para tudo que lhes deem conforto e prazer. O que estou querendo chamar a atenção, é que as crianças ainda não aprenderam maneiras adequadas ou satisfatórias de lidar com os problemas ou desafios e de quebra ainda saírem satisfeitos com a situação. Estamos falando da imaturidade emocional, típica das crianças na primeira infância!
Para enfrentar ou lidar com os problemas de comportamento dos pequenos, os pais precisam em primeiro lugar serem o exemplo de conduta que eles querem para seus filhos. Não adianta mandar os filhos pararem de gritar, se somos os primeiros a gritar com nosso parceiro, esbravejar na fila do banco, ou xingar um sujeito que fez algo que não apreciamos. Os pais precisam ser disciplinados em suas convicções e terem constância em suas atitudes.
Um casal respeitoso entre si serve de exemplo para seus filhos e mostra que desrespeito e intolerância não são as palavras de ordem da família. É como se a família criasse um código de conduta no lar e que algumas pequenas coisas podem ser toleráveis e outras não podem ser aceitas em hipótese alguma. Lembre-se, ensinamos respeito e tolerância as crianças dentro de casa, e, o comportamento vai reverberar no convívio com as demais pessoas.
Eu sei que cuidar de uma criança demanda habilidades 24 horas por dia, 365 dias do ano. Entretanto, não podemos abrir mão de nossas responsabilidades paternas e terceirizar a criação de nossos filhos para uma Empresa “Criacional”. As coisas básicas são aprendidas no convívio do lar!
O convívio com as crianças exige empenho, paciência e perseverança. Os maus comportamentos e as más atitudes devem ser pontuadas e corrigidas na hora. Todavia, alguns incidentes, podem ser avaliados pelos pais como diminutos e com pouca influência no andamento e nas crenças de retidão familiar. Assim, se tudo que as crianças fizerem nós formos levar a ferro e fogo, o convívio dentro da família se tornará chato, inflexível e sem um colorido particular. Como pais também temos, que demonstrar jogo de cintura, mostrar que em algumas situações podemos ser mais brandos e afáveis.
É a famosa métrica relacional!
Métrica essa que não pode variar com o estado emocional dos pais. Se hoje estou bem posso relevar determinado comportamento de meu filho. Se amanhã estou nervoso ou irritado, o mesmo comportamento de meu filho será punido com o mais severo rigor da lei! Socorro!
Moral da história, ter um plano disciplinar em casa pode ser uma saída eficiente para ensinar a criança desde cedo a ser responsável e a ter atitudes positivas que ajudam a solidificar suas aquisições emocionais.


4.7.16

Crianças fortes e seguras

   
Outro dia, estava eu conversando com uma mãe numa livraria, que ao saber que eu trabalhava com família, perguntou-me como ajudar seu filho de 5 anos a ser forte emocionalmente, para ele poder conseguir enfrentar os problemas do futuro com competência e assertividade. Parecia até que eu teria uma receita de bolo pronta e que as coisas seriam simples e fáceis assim.
Refletindo sobre o ocorrido, entendi que o que ela mais queria ouvir era como criar e educar seu filho com carinho, competência e sem violência. Pelo menos acho que foi isso. Não tivemos muito tempo para conversar, pois eu estava indo para um seminário na referida livraria.
Para que a criança se sinta forte e segura para enfrentar seu dia a dia, ela precisa ser protagonista de sua história, sentir que ela tem um lugar de destaque em sua família, que possui competências e que seus pais, ao mesmo tempo, que são dedicados, expressam claramente limites e o que esperam de seus filhos, tendo como norte a idade e a maturação dos mesmos.
Os pais possuem uma grande importância no desenvolvimento das competências de seus filhos para que eles cresçam fortes emocionalmente, e, para isso algumas características precisam estar claramente expressas na mente dos progenitores. Entre elas podemos citar:
1-      A capacidade que os pais demonstram em aceitar a personalidade e o temperamento natural (essencial) de seus filhos,
2-      A expertise e a sensibilidade que os pais mostram aos seus filhos para delegar e estimular a responsabilidade baseadas na idade cronológica e mental das crianças,
3-      A habilidade que os pais demonstram em confiar em seus filhos para que eles sejam capazes de tomar decisões e resolver problemas de acordo com a idade cronológica e mental dos pequenos.
4-      A destreza com que os pais conduzem um erro cometido por um filho, e, como esse erro pode se tornar um desafio para a criança se sentir motivada para repará-lo, e, no futuro poder fazer diferente numa outra situação.
Como visto acima, não é tão simples “dar conselhos” em como educar e criar um filho, para que ele seja emocionalmente saudável para lidar com as situações conflitantes do cotidiano familiar, afinal das contas, criar e educar um filho, não é um assunto comum na literatura mundial, mesmo por que nos deparamos com as diversas culturas e com formas diferentes de pensar e agir.
Porém, uma coisa é certa e amplamente demonstrada pela literatura acadêmica: nenhuma forma de violência deve fazer parte da criação e educação de um filho. A violência trás sequelas indeléveis na autoestima das crianças e prejuízos importantes em seu psiquismo na fase adulta!
Costumo conversar com as famílias que atendo, que a infância não é romântica, que é uma fase que pode apresentar-se conflitante, e, que o papel dos pais é fundamental na superação desses conflitos. Algumas crianças são mais arteiras, outras são mais tranquilas e afáveis. Antes dos pais e da comunidade rotular um comportamento da criança como “problemático” é preciso traçar um panorama do que está acontecendo na família, que estressores podem estar ocorrendo naquele momento (morte ou separação de um ente querido, chegada de um irmãozinho, entrada ou mudança na escola, mudança de casa ou de cidade, problemas financeiros, doenças graves num familiar, mudança de emprego de um dos pais, entre outras).
Por vezes, a criança pode exibir um determinado comportamento por não estar sabendo lidar com seus sentimentos, e, normalmente a raiva é um dos sentimentos mais difíceis para a criança contornar, tendo em vista sua imaturidade e sua dificuldade em lidar com ela. É nesse momento que os pais precisam lançar mão de suas competências e habilidades para ajudar seu filho.
Quanto à receita de bolo, vou ficar devendo!


4.6.16

Como falar de morte com as crianças



Falar de morte com crianças não é mesmo nada fácil. Uma das coisas, que todos os especialistas são unânimes, é que, independentemente, da idade e da situação, se morreu um bicho de estimação, um parente próximo, ou, um conhecido distante, não se deve mentir, ou, esconder o fato das crianças. As crianças, são só crianças, não bobas. É difícil dizer o que seu filho entende em cada idade. Mas é certo, que mesmo tão cedo quanto aos dois anos, as crianças são capazes de perceber mudanças no clima e nas emoções da casa.
A gente também se engana, quando acha, que nossos filhos nunca ouviram falar da morte. Ela está nos livros infantis, nos filmes, os pais de Simba morrem em O Rei Leão, os vilões são mortos pelos mocinhos no final, nas notícias da TV, nas conversas das pessoas na rua. Também está naquele pernilongo que ela vê morto, e, nas flores que murcham no vaso.
Viajando nesse contexto, “morte”, trago um texto muito bacana sobre o assunto para refletirmos, publicado no Portal da Revista Crescer, por Cíntia Marcucci, a saber:
“Por volta dos 6 anos, a criança não entende que a morte é irreversível. “Nessa fase ela não difere fantasia da realidade, acredita que, assim como nos desenhos animados, dá para se levantar depois que cai uma bigorna na sua cabeça”, ensina Julio Peres, psicólogo e autor do livro Trauma e Separação (Ed. Roca). Ele explica que é preciso deixar a criança “brincar de morto”, sem repreender. Isso, somado às pequenas mortes do dia a dia, dos insetos, plantas e pequenos animais, são um bom treino para entender a sequência da vida e facilita na hora de lidar com uma morte de alguém próximo.
Claro que o curso do mundo nem sempre permite essa sequência ideal e que, mesmo com esse “contato prévio”, a hora que a situação vira real, muda tudo. E receita pronta para fazer tudo certo não existe. Depende de quem morreu, de como foi a morte, da proximidade da família e da criança, das crenças de cada um, da personalidade do seu filho. Mas alguns pontos são importantes para se levar em conta:
Na hora de contar
Se for alguém próximo e você estiver sofrendo muito, procure se acalmar primeiro. Use uma linguagem simples que seu filho entenda. Rita aconselha usar o verbo morrer mesmo. Se a pessoa estava muito doente ou tinha muita idade, isso vai responder à famosa pergunta “por quê?”. Já as metáforas que os adultos usam para falar de morte podem não funcionar tão bem, principalmente para as crianças menores de 6 anos. Dizer que o vovô foi viajar, que a tia foi morar com o papai do céu, ou que o primo vai dormir para sempre são conceitos difíceis para os mais novos. Eles ficam imaginando por que o papai do céu não deixa vir visitar, podem ficar com medo de dormir e não acordar mais, ou do pai ir viajar e nunca voltar. Seja simples e espere pelas dúvidas de seu filho. “Temos o hábito de antecipar a angústia da criança pela nossa própria e por vezes damos informações além das que ela precisa e pediu. Dê tempo para ela compreender tudo”, comenta Julio.
Os rituais
A participação infantil nos rituais de velório, enterro, cremação e até mesmo a visita a um parente doente é uma questão muito particular. Há quem pense que nenhuma dessas situações é adequada para crianças, que é melhor guardar apenas memórias dos entes queridos saudáveis e vivos, e há quem acredite que elas podem e devem estar junto, uma maneira de demonstrar que a família se reúne nos momentos felizes e tristes. A decisão vai variar de acordo com os valores de cada família. De novo, o que é importante é avaliar e respeitar os limites e capacidades de seu filho. Se o ambiente estiver carregado de muita emoção, pessoas chorando e demonstrando desespero, como ocorre no caso de mortes violentas ou inesperadas, evite envolver mesmo os mais velhos, até 12 anos. Outro ponto é analisar os seus próprios sentimentos. Você está sob controle? Tem como dar suporte ao seu filho ou algum parente próximo que possa cuidar dele também? Caso a sua decisão for levar as crianças, explique como vai ser antes. Que vai haver uma caixa, a pessoa vai estar deitada lá dentro, mas que não pode ouvir, falar ou se mexer, diga que as pessoas vão estar tristes, chorando, que é um momento de dizer adeus àquela pessoa. Conte até mesmo se terá flores, incensos, música ou velas. Se possível, depois de explicar, deixe a criança decidir se quer ir ou não. Se ela for, esteja pronto para trazê-la de volta para casa se ela não quiser ficar, não espere que ela consiga acompanhar quieta ou séria o tempo todo e entenda se ela falar algo que, no mundo dos adultos, não seria apropriado.”

26.5.16

Brigas entre irmãos



A disputa entre irmãos é comum e esperada, tanto pela atenção dos adultos, como por brinquedos, ou, pela satisfação dos próprios desejos. É compartilhando da experiência e vivência de termos irmãos, que aprendemos que o mundo não gira, somente para o nosso lado, que dividir a presença dos pais, a atenção de familiares, de brinquedos, é a coisa mais normal do mundo.
Nessa oportunidade de aprendizagem, a criança entra em contato com afetos diversos, e, ao mesmo tempo, ensaia como vai ser a “concorrência” no mundo lá fora, conforme vão crescendo e se desenvolvendo em todos os sentidos (físico, emocional, mental).
Contudo, nem sempre as coisas saem como, nós pais, gostaríamos, e, a briga começa a correr solta dentro de casa.
O que podemos fazer nessa hora?Adicionar aos favoritos
PARA PREVENIR
* As ações ensinam mais do que as palavras, então, dê o exemplo. A maneira como os pais lidam com os conflitos em casa, no trabalho, ou, no trânsito, servirá de modelo aos filhos.
* É muito importante reforçar, valorizar, elogiar, os momentos em que há paz e acordo. Mas não se engane com a ausência de brigas. Ela pode significar que uma das partes está insegura e acuada.
* As disputas são uma excelente oportunidade de trabalhar com as crianças, valores de justiça e de moral. Aliás, pode ser mais fácil entender esses conceitos, a partir de uma briga do que em momentos mais pacíficos.
NA HORA DA BRIGA
* Em situações simples, como pequenas discussões, procure não interferir, observando os argumentos, e o modo de expressar o pensamento de cada um dos filhos. Permita, que eles tentem resolver às questões sozinhos.
* Promova autonomia, mas não fique alheio ao embate. É preciso monitorar, mesmo que a distância.
* Caso julgue, que é necessário interferir, tente provocar uma reflexão, questionando o motivo inicial, expondo à razão de ambas as partes.
* Se a diferença de idade ou de tamanho for grande, fique atento aos excessos por parte do mais velho, ou, ao protecionismo pelo menor.
* Senso de justiça não é sinônimo de igualdade. Cada criança tem características, ritmos e necessidades próprias, e, os pais devem agir de acordo com elas.
* Não há nada de errado em tomar partido, quando entender, que um dos filhos está errado. Mas isso deve ser feito com base em princípios claros, justos e compartilhados com todos os envolvidos.
QUANDO ELES PASSAM DOS LIMITES
* As crianças têm uma limitação no controle da frustração, por isso, partir para a violência física não é anormal. Interfira imediatamente, sem agredir ninguém, claro. É necessário explicar veementemente que não serão aceitas trocas de agressões.
* Atue como um juiz: ouça todos os lados, e avalie a melhor forma de resolver o conflito.
* De acordo com a gravidade do atrito, talvez funcione privá-los de alguma atividade de lazer. Ou, ainda, quando os ânimos acalmarem, colocar as partes envolvidas na briga para conversarem, reconhecerem o erro, e, se comprometerem a rever sua conduta.

7.5.16

Alguns motivos para comemorar o dia das mães


Dificilmente encontramos famílias que não festejam o dia das mães. Por que será que este dia tem tanto simbolismo, mesmo na contemporaneidade.  O dia das mães representa não só a mãe, enquanto figura simbólica da família, mas também a maternidade, a mulher que trás a luz e a vida. A comemoração desse dia tem suas raízes na Grécia antiga, onde a entrada da primavera brindava Rhea, a mãe dos Deuses.
A partir desse conceito, Ann Jarvis, nos Estados Unidos, fundou, no final dos anos de 1850, o “Clube de Mães”, com o objetivo de promover a saúde de adultos e crianças do pós-guerra da Secessão. Em 1907, Anna Jarvis cria um memorial para sua mãe Ann, e, inicia uma campanha para que o governo americano reconhecesse o “Dia das Mães”. Com a crescente difusão da data, o dia das mães assume um caráter de amorosidade e ao mesmo tempo de comercialização ao redor do mundo.
É sobre essa amorosidade que gostaria de fazer uma reflexão junto ao leitor. A relação mãe-filho é um envolvimento complexo, sendo brindada, na maior parte das vezes, com carinho e dedicação. As mães, desde a concepção de seus bebês, vão proporcionando a sua prole um ambiente fertilizante: úmido, quente e escurinho. E assim, os bebês vão crescendo e se desenvolvendo, trocando amor, alimento e ao mesmo tempo uma relação muito íntima e pessoal.
Com o nascimento dos filhos, as mães, quando contam com um ambiente facilitador, procuram amparar sua cria, promovendo as crianças um ambiente suficientemente adequado, caloroso e nutridor. De início as mães se fazem muito presentes, e, com o passar do tempo, vão se tornando menos necessárias, ao ponto de “darem linha” para que seus filhos se preparem para alçarem voo solo.
É entre o cuidado íntimo e o “dar linha”, que as relações mãe-filhos vão se construindo. Muito caminho será percorrido, e, como em todo trajeto, nem tudo serão flores. Algumas mães no afã de suprir todas as necessidades de seus filhos invadem a linha tênue entre criar um reizinho mimado, infantilizado, e, despreparado para a vida, e, uma mãe distante das necessidades básicas de sua prole, negando-se a oferecer o calor e o caldo enriquecedor para o desenvolvimento de uma mente sadia. Os extremos são sempre problemáticos, o equilíbrio é a melhor saída.
 Como atingir esse equilíbrio?
A mãe “superbonder” pode correr o risco de criar filhos dependentes, inseguros e pouco assertivos. Por outro lado, o filho incentivado a dar conta de tudo, numa fase imatura de sua vida, pode crescer acreditando que ele não precisa de ninguém, e, assim, desenvolver um escudo para se proteger do mundo, visto e sentido como hostil. É o famoso “cara” durão por fora e inseguro por dentro. Portanto, a genialidade na relação com os filhos é encontrar o meio termo. Encontrar o equilíbrio na adição dos temperos, que irão assegurar o ponto certo ao bom paladar.
A relação confiável e a amorosidade entre mãe e filhos ajuda a construir cidadãos fortes e independentes, principalmente, quando a mãe demonstra claramente seu afeto às crianças, e, ao mesmo tempo mostra, que para viver nesse mundão de Deus é preciso ter regras e limites claros. Desse equilíbrio materno nascem as bases seguras para a construção de crianças confiantes em relação ao mundo de amanhã, e qual o papel que elas deverão se dedicar para ter um futuro digno.
E é nesse vai e vem, nesse sobe e desce, que se constrói, que se aprimora, que mãe e filhos vão tecendo os fios da vida, dando significado a cada fato que acontece no cotidiano, e, de quebra assegurando a saúde mental dos pequenos.
E ai?  Você ainda tem dúvida por que devemos comemorar o dia das mães?
Esqueça o lado comercial!
Foque apenas na missão que a nobre mulher-mãe tem para com a humanidade!

29.4.16

5 importantes reflexões para você fazer após uma cesárea!



1-      Amamente: amamentar após uma cesárea pode ser um pouco desconfortável, mas nada é impossível. Uma almofada pra amamentação pode ajudar a posicionar melhor o bebê e quem sabe até lançar mão da posição invertida (football americano). Essas medidas visam aliviar a pressão sobre a ferida cirúrgica, promover conforto a mãe e manter o bebê perto e aconchegado.
2-      Segurar o bebê nos braços: durante os primeiros dias pós-parto não é uma tarefa fácil, pois a pressão sobre o abdome materno pode ser desconfortável. Procure posicionar o bebê um pouco acima da barriga, bem abaixo dos seios. Caso você decida usar o “Sling” pode sentir o mesmo desconforto. Portanto, aguarde algumas semanas, que logo tudo passa a ser natural e adorável.
3-      Dormir junto: algumas mães / casais preferem dormir junto ao bebê (co-sleeping) para atender as necessidades emocionais e físicas do bebê prontamente, e, proporcionar facilidades para a mãe. Não vejo problema nessa escolha, desde que o casal entre em entendimento e o bebê tenha seu espaço assegurado. Quem sabe um bercinho acoplado a cama da mamãe também seja uma boa ideia.
4-      Intenções pós-cesárea: em algumas situações a mãe já sabe de ante mão que fará um parto cirúrgico. Assim, a futura mamãe pode combinar com a equipe de saúde que após o nascimento do bebê, e, ainda na sala de parto, ela quer ver, tocar, acariciar, beijar e se possível aleitar seu filhinho. É uma maneira da mãe ter uma boa experiência em dar a luz, mesmo na ausência do parto normal.
5-      Não era isso que eu queria: muitas vezes, a mulher se prepara para o parto normal, mas isso não acontece (por “n” motivos). Essa situação pode frustrá-la, decepcioná-la, entristecê-la, desapontá-la e trazer ações e emoções negativas que podem repercutir diretamente em seu humor e até no aleitamento. É um momento muito favorável para a mãe poder contar com um suporte emocional tanto da equipe de saúde como de seus pares: mãe, irmãs, amigas, tias, ou outras de sua confiança e convívio. Essas mulheres poderão acolher e conter as frustrações da mamãe, além de incentivá-la a iniciar os primeiros cuidados a si própria e ao seu bebê com amorosidade, confiança, paciência e muito carinho.