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3.7.09

Reabilitação "Vagina Larga/Aberta" e Incontinências



REABILITAÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO EM DIFERENTES SITUAÇÕES
Incontinências – Desordens ginecológicas – Proctológicas - Pré Parto, Parto, Pós-Parto

Breve introdução ao tema:

Como produzimos urina?

1º PASSO - Sempre que comemos ou bebemos algo, o corpo absorve líquidos;
2º PASSO - Os rins filtram as impurezas, separando-as dos fluídos corpóreos, e absorvem as substâncias necessárias para o organismo;
3º PASSO - O produto resultante desse processo é a urina, que é enviada através do ureter até a bexiga, onde é armazenada;
4º PASSO - Quando a bexiga está cheia, terminações nervosas no local enviam sinais ao cérebro. É ai que vem a vontade de urinar;
5º PASSO - Ao mesmo tempo, os esfíncteres musculares que envolvem a uretra relaxam e deixam passar a urina – é o que de maneira simples chamamos de micção. ‘A partir deste conceito fisiológico, podemos ter alterações da função miccional e mais comumente conhecida como incontinência urinária "Incontinência" significa a incapacidade de exercer o controle voluntário da micção, ocorrendo perda de urina pela uretra conforme pode ser relatado pelo cliente ou demonstrado por exames específicos para este fim.

As denominações dos diferentes tipos de incontinência urinária (IU) baseiam-se nos sintomas: Incontinência total. O paciente tem perda de urina todo o tempo, tanto em repouso como ao fazer movimentos que requerem esforço. Incontinência de urgência. O paciente sente forte desejo de urinar, mas não consegue controlar a micção até chegar em casa ou mesmo até chegar ao banheiro. Incontinência de estresse ou esforço. O paciente apresenta perda de urina em conseqüência de qualquer esforço que aumente a pressão abdominal para a bexiga e uretra -isto é, tossir, rir, espirrar, carregar peso, eliminar flatus. Incontinência com fluxo constante.

O paciente é incontinente devido a certos tipos de bexiga neuropática ou com desordens neurológicas deste orgão. Incontinência transitória.

O paciente apresenta freqüentemente incontinência durante as infecções do trato urinário ou na ocorrência de outros problemas agudos que incidam sobre o trato urinário inferior (por exemplo, interações farmacológicas).

Outras formas de incontinência urinária – incontinência masculina Incontinência pós-prostatéctomia. Tanto o câncer de próstata como a hiperplasia prostática benigna (HBP) podem ser tratados com medicamentos, procedimentos cirúrgicos e terapia por radiação.

As intervenções cirúrgicas no câncer de próstata incluem a prostatectomia radical retropúbica – prostatectomia radical perineal no tratamento da neoplasia localizada.

Quando a prostatectomia é efetuada, a uretra prostática também é removida e a incontinência urinária pode ser vivida, uma vez que a continência será assegurada pelo colo vesical e pelo esfíncter externo.

Tratamento Conservador
É baseado em três áreas: medicamentos, reabilitação do assoalho pélvico ou dos músculos do assoalho pélvico e o uso de pessários (dispositivo intra-vaginal que reduz ou impede a perda urinária).

1- Utilização de medicamentos prescritos exclusivamente pelo seu médico especialista que podem retardar o desejo miccional, reduzir a perda de urina durante os esforços (tosse, espirro e outros) e a urgência para ir ao banheiro.
2- Reabilitação do Assoalho Pélvico com e sem aparelhos (VEJA A BAIXO)
3- Pessários: Mulheres com contra-indicação clínica, ou que não estejam motivadas para terapêutica cirúrgica para correção de incontinência urinária ou correção de prolápso, são candidatas ao uso de pessário vaginal, que é alternativa efetiva de terapêutica não-cirúrgica. Portadoras de prolapso vaginal, apresentam tipicamente, exteriorização vaginal do prolapso e alargamento do canal vaginal. O pessário pode ocupar adequadamente o canal vaginal, para que não seja expelido. Os pessários também podem ser usados como dispositivos temporários em pacientes para as quais a cirurgia, à curto prazo, não é recomendada.

Outras desordens ou situações que podem ser tratadas com a reabilitação do Assoalho Pélvico:
* Cistite intersticial
* Vaginismo
* Vulvodinia
* Descoordenação do ato miccional
* Prolápsos
* Gestação - Pré Parto - Parto Pós - Parto (ênfase na promoção do tônus da musculatura perineal e prevenção de queda de orgãos pélvicos e "alargadura" vaginal).

REABILITAÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO

Uma forma bastante simplista de realizar os exercícios seria da seguinte forma:

1) Contraia sua vagina ou ânus como se quisesse “espremer uma esponja” saturada de água 5 vezes com intervalos de 1 segundo entre as contrações, pelo menos 1 vez / dia
2) Contraia sua vagina ou ânus por 5 segundos e relaxe por 10 segundos – Faça este exercício 10 vezes por período ou seja, 10 pela manhã, 10 ‘a tarde e 10 ‘a noite e vá aumentando os exercícios gradativamente.

Não se esqueça de respirar normalmente enquanto efetua os exercícios perineais e procure relaxar seu abdome, glúteos (músculo do bumbum e coxas).

Em caso de dúvida, procure o enfermeiro especialista

Importante: Sempre trabalhe sua respiração durante os exercícios para os MAP.

Procure relaxar e respirar de maneira lenta, suave e profunda.

Nunca prenda a respiração, pois desta forma provavelmente os abdominais estarão sendo indesejavelmente contraídos, ao invés dos MAP, contrariando os objetivos do treino.

A duração das contrações e o número de repetições variará de acordo com a indicação clínica.

Os resultados podem ser sentidos logo em algumas semanas, ou em alguns meses.

A duração do efeito depende geralmente de um programa mais leve para a manutenção da força conseguida.

Preferencialmente a mulher ou o homem devem estar confortavelmente sentados e com as mãos repousando sobre as coxas. Porém, conforme vai se adquirindo prática.

Os Exercícios de Kegel (médico – ginecologista que desenvolveu esta técnica no final dos anos 40) podem ser realizados durante praticamente todas as atividades cotidiana, como durante o banho, os afazeres domésticos, no trânsito, assistindo TV… O importante é criar o hábito diário e manter um horário para evitar a desmotivação e descontinuar a prática dos mesmos.

É normal que nos primeiros dias a mulher ou o homem sinta algum desconforto na região perineal, principalmente aqueles indivíduos não habituadas a contrair esta musculatura.

Em caso de dor intensa ou persistente, o treino deve ser descontinuado, e os sintomas relatados ao enfermeiro especialista.
Dúvidas entre em contato conosco pelo blog ou pelo e-mail

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