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3.11.09

Atendimento Domiciliar Mãe-Bebê / Família-Bebê


Quando empreender em um tratamento psicológico mãe-bebê ou família-bebê no domicílio? Atendimento terapêutico domiciliar funciona? Pausa para reflexão ...

A verdade é que técnicas mais ortodóxas não recomendam o atendimento no domicílio. Entretanto, pesquisas mais recentes tem demonstrado que a mudança no estilo de vida ou da modernidade, acabam por impulsionar novos arranjos que facilitem o processo terapêutico, de maneira a trazer alívio e redução do sofrimento familiar.


As mãe que solicitam o atendimento no lar geralmente referem sentir-se muito carentes e muito deprimidas ou mesmo com dificuldade de acesso a um consultório.


Seus sentimentos e comportamentos são de evitação, de ruptura do vínculo amoroso com seu bebê - que se pensarmos no apego (teoria do apego de Bowlby), evoca tipicamente num modelo/sistema ansioso de evitação e baixa auto-estima.


Essas mães (e até mesmo futuras mães) quaixam-se de isolamento e centradas em sí mesmas. Muitos destes sintomas tem a ver com a maternidade próxima, com o medo das incumbências do presente ou do futuro e com a leitura interna de que são ou podem a vir a se tornarem incompetentes para cuidarem de seus filhinhos.


Os sintomas de tristeza ou de depressão também podem estar associados a um acontecimento doloroso recente ou a reminiscencias da parentalidade (desafetos com mãe ou pai - carga transgeracional de deveres e obrigações relacionadas ao abandono, graves negligências ou até maus tratos na infância e adolescência).


Face a tal problemática, a consulta terapêutica domiciliar pode vir de encontro ao atendimento das necessidades psicológicas mãe-bebê ou família-bebê, no sentido de recuperar e manter a relação vincular sadia e a recuperação do modelo de apego.

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