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3.11.09

Desenvolvimento Emocional do Bebê




Desenvolvimento emocional do Bebê

A vida emocional do bebê, assim como dos adultos, é regulada por uma região cerebral denominada de Sistema límbico ou mais conhecido como cérebro emocional, compreendendo a amígdala cerebral (central das emoções) a qual está em íntimo contato com outras regiões do cérebro responsáveis pela reação de fuga/luta (demosntraveis por reações como: elevação da freqüência cardíaca e respiratória, aumento da sudorese, aumento do tamanho das pupilas e elevação da adrenalina – o hormônio do estresse). Quando o bebê nasce, ele já tem cerca de metade dos circuitos cerebrais funcionando, o resto irá se desenvolver ao longo dos primeiros anos, e isto é suficiente para o bebê começar a experienciar as suas emoções. Embora o cérebro do bebê continue amadurecendo até a adolescência, vamos considerar, no momento, o que acontece apenas no primeiro ano de vida da criança. Vocês se lembram que eu comentei sobre o sistema límbico? Pois é. Temos um inferior e outro superior, isto porque o cérebro vai se desenvolvendo das camadas inferiores para as camadas superiores de acordo com a evolução do indivíduo. Bem, não vamos nos ater em anatomia e fisiologia em demasia, o que importa são as emoções! Com o objetivo de clarificar o desenvolvimento emocional do bebê, procurei desenvolver o assunto por trimestres – vamos lá: 1º trimestre: as emoções do bebê são espontâneas e meio incontroláveis. Exemplo: os bebês fazem caretas quando sentem dor ou desconforto e sua primeira expressão de emoção é o choro. Desde o início os órgãos dos sentidos do bebê fazem uma leitura do ambiente e os estímulos que advém deles podem ser de prazer ou de desprazer, exemplificando: excesso de luz, ruídos, temperatura alta ou baixa em demasia, cheiros desagradáveis, etc. O importante é saber que o bebê está conectado a tudo, ou seja, ele está ligadão no universo. Sua conecção com o mundo segue a ordem dos sentidos: tato, olfato, audição e visão. Por volta dos 3 meses o bebê inicia o sorriso e começa a imitar a mãe (principalmente se ele estiver bem vinculado a ela). Ele chora para demonstrar desconforto, cansaço, sorri em atividades prazerosas e também quando está alegre. Murmura quando está feliz ou animado. Sustenta seu olhar por períodos cada vez maiores, desenvolve o sorriso social em resposta a um sorriso de outrem. Associa ações: se eu choro logo alguém me pegará no colo. Percebe que quando chora provoca na mãe uma reação, do tipo, preciso sanar o desconforto do meu bebê. Quando a mãe está em sintonia com seu bebê, este aprende a confiar nela e no mundo ao seu redor. Neste período o bebê expressa emoção de descontentamento por meio da face, por exemplo: sabores diferentes do costume (enrugando a testa e os olhos)ou ainda emoção de contentamento, por exemplo: quando sente o gosto do leite quentinho e gostoso na hora de mamar (abrindo a boquinha e colocando a língua para fora). È o início da comunicação pré-verbal. 2º trimestre: temos a atuação do sistema límbico superior, já mais em relação com o córtex cerebral. – O cérebro do bebê está dando um passo gigantesco (um verdadeiro "up-grade". O bebê já é capaz de reconhecer a face humana, lugares, objetos familiares e interage muito mais com o ambiente, até mesmo com os bichinhos de estimação. É capaz de mostrar por meio da expressão facial e pelo balbuceio o que sente, tal como: cansaço, tristeza, alegria, surpresa e outros estados afetivos/emocionais. “Conversa” sozinho quando vai dormir, abraça ou solicita seu objeto querido (ursinho, bonequinho, fraldinha, pedaço de um paninho, e outros) – Objetos que simbolizam a mãe e que promovem conforto quando o bebê está só. Acalma-se com mais facilidade mediante o suporte emocional da mãe ou de um adulto afetivo. Chora quando está entediado, principalmente quando fica na mesma posição por muito tempo ou quando é pouco estimulado. É capaz de expressar raiva quando um brinquedo é retirado de sua mão ou de seu campo visual. Consegue demonstrar certa teimosia ou alguns maneirismos: grita e encosta o queixinho no peito para mostrar insatisfação com o ambiente, chama a atenção do adulto e observa o rosto dele para ver se ele responde a sua manhinha e adora quando alguém lhe pega no colo para lhe mostrar coisas novas e interessantes. Está numa fase que consegue demonstrar suas preferências alimentares com excitação: sorrindo, batendo as perninhas e esticando o corpinho. Comunica quando não quer mais ficar no carrinho ou no berço se contorcendo, resmungando e dando sinais de um chorinho maroto. 3º e 4º trimestre: adora a presença humana – isso o excita e o acalma. Compreende mais do que consegue se comunicar. Responde a um chamamento virando a cabecinha em direção ao interlocutor. Curte se ver no espelho: sorri, dá tapinhas e lambe sua imagem. A relação vincular com a mãe é muito forte e também com as pessoas mais próximas. Fica reticente em relação as pessoas estranhas – ansiedade de separação – pode enterrar a cabeça no ombro da mãe, chorar, virar a face em sinal de esquiva para o estranho. Mamãe agora não é hora de cobrar um comportamento social ou mais educado. É uma fase - tenha paciência. Já sabe diferenciar adulto de criança. Sua memória se desenvolve dia a dia – lembra-se de várias pessoas de seu dia rotineiro, das brincadeiras que mais gosta (esconde/esconde – cadê o nenê, cadê a mamãe?). Brincadeiras “fortes” ou mais violentas podem deixar o bebê estressado e amedrontado (jogá-lo para o alto). Sua capacidade mental é maior que a sua capacidade de se comunicar e por isso pode ficar descontente quando não consegue expressar o que deseja e assim demonstrar mal humor, manha, agressividade. Portanto nobre mamãe, seja tolerante e diga ao bebê que você a compreende e que procurará junto a ele encontrar uma solução para sua queixa, como pr exemplo: é sua bonequinha que você quer?; é este ursinho?; ah, já sei é sua horinha da soneca? E por assim em diante. Responde ao tédio as vezes de maneira agressiva: quando não quer mais uma refeição cospe, bate no prato, joga a colherinha no chão ou efetua outras expressões de descontentamento – Este é um bom momento para os pais desencorajarem este tipo de comportamento, conhecido como comportamento de reizinho ou de princezinhas do lar. Mas como fazer isto? Ajudando o bebê a desenvolver algumas competências emocionais: está bem, eu entendo que você não quer mais comer e eu não vou insistir. Não precisa cuspir ou jogar as coisas no chão. Eu posso lhe entender melhor se você não ficar tão bravinho e agir desta maneira. Agindo desta forma, os pais deixam de assumir uma postura critica, autoritária e impulsiva e mostram para seus filhos que as palavras são as melhores formas de comunicação e quando junto vem um pensamento afetivo e reflexivo a coisa é melhor ainda. Esperamos ter contribuído um pouco mostrando uma face da vida afetiva de seu bebê. Boa sorte! Sugestões: escreva para o blog ou envie um email.

2 comentários:

  1. Meu bebê está na última fase, ótima orientação para evitar a síndrome do reizinho.

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    1. Olá Renata, voces já andaram um bom caminho juntos e aprenderam a se conhecer com amorosidade e respeito. Essa é uma fase de integração da negativa e dos limites. Vá com calma e com muita "sapiência" e perseverança mostrando os limites de maneira clara para seu filho. Viver no princípio do prazer todo mundo quer, mas a realidade é diferente. Ela nos ajuda a conquistarmos nosso lugar no mundo.
      Um abraço!

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