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23.6.10

A Importancia das Histórias Fábulas, Filmes e Teatro Infantil nos Medos Infantis

Medos Infantis e a arte (histórias, fábulas, filmes, teatro, entre outras) Sempre que pensamos em bebês e criançinhas, nosso pensamento é inundado de coisas boas, cores pastel, ursinhos de pelúcia, fadas e outros tantos personagens angelicais. O universo infantil nem sempre é assim, como diríamos, tão... Tão simples e colorido como parece ou na verdade como gostaríamos que fosse. Ele pode ser povoado de criaturas adversas. Lembremo-nos dos contos, histórias e filmes infantis – o roteiro é constituído de monstros, bruxas, seres com formas estranhas e aterrorizantes e ,as vezes, nem tanto, como é o caso de alguns personagens da série “monstros”, que são criaturinhas de um olho só e são muito simpáticas. Não importa se são bons ou maus, todos eles são necessários ao desenvolvimento do psiquismo infantil – ora, as crianças nessa fase são muito ambíguas, e convivem de maneira muito particular com o bom e o mau. A infância é um período mágico na vida do ser humano, é uma fase onde as fantasias são habitualmente regadas e exacerbadas. É um momento em que há necessidade de inventar para enfrentar a realidade e desse processo criativo (o brincar dentro da fantasia e do mundo imaginário), boa parte da personalidade futura será constituída e fortalecida. Bem, vocês estarão me perguntando: mas para que serve tantos monstros e criaturas aterrorizantes? Certamente, elas simbolizam uma forma da criança lidar com a realidade fazem parte do imaginário delas. Tanto os contos, como qualquer forma de expressão artística voltada `a infância, dão movimento, luz, cor e som aos sonhos, para num momento final e de esplendor (sim, podemos falar assim), elas podem expressar e eliminar os diversos medos, como por exemplo: do escuro, do trovão, do ladrão, do palhaço, da bruxa e de tantos outros não imaginados por nós adultos. Quando jogamos luz no mundo psíquico da criança, ele é visto naturalmente exagerado – tudo é grande ou pequeno demais e tudo é possível. Se isso ocorre na mente infantil, é claro que os pais desempenham um papel fundamental na vida das crianças, ou seja, eles servem entre tantas outras funções, como mediadores da realidade interna e externa da criança – eles fazem a ponte entre o mundo imaginário infantil e a realidade. Nos contos de fadas e nas outras formas de expressão criativa infantil, as crianças encontram semelhanças no modo de enxergar o mundo. Ao vislumbrar os monstros, o pensamento infantil pode depositar suas aflições, medos, ansiedades, angústias e etc.. Por meio desses personagens, as crianças percebem que os adultos também são vulneráveis e nem sempre estão por perto. A relação da criança com os membros de seu mundo real (pais, tios, avós, professores) são ambivalentes, ou seja, pode coexistir na forma de amor e ódio. Esse ódio é esperado (terapeuticamente falando), porém culturalmente ele não pode ser expresso e sentido, pois, pode ser observado ou notado como pecado ou inadequação infantil. Além disso, no pensamento infantil pode haver amores mais intensos por um dos pais, desejos sangrentos, massacres de indivíduos que se interponham entre seu pensamento infantil e os seus desejos mais primitivos. Nesse contexto, as diversas mídias infantis, possibilitam a criança representar esses fatos e afetos e utilizar o simbólico para expressar uma emoção ou desejo intenso. Por exemplo: o bicho papão ou fantasma, permitem a criança representar diversas formas de afeto. A bruxa pode ser a mãe que não satisfez seu desejo em dado momento; o lobo mal, o desejo infantil de agredir, morder e estraçalhar. É importante apontar que os medos estão muito relacionados as relações vinculares atuais, fragilizadas e descontextualizadas. As crianças estão muito desamparadas, com agendas cheias de atividades, mas com pouco espaço para a proximidade física, para o afeto e para o acolhimento amoroso e protetor de seus pais e familiares. O que importa é que as formas de arte infantis, possibilitam a criança refletir dentro de suas capacidades e seguir em frente, estimular sua capacidade criativa e resolver seus conflitos. Esse espaço de criatividade proporciona a criança perceber que nada é absoluto, ou seja, nem todo príncipe é bonzinho (como o caso do príncipe encantado do filme “Shereck” e nem todo monstro ou feiozão é malvado ou assustados (Shreck) – as coisas são relativas e depende de como podemos enxergar o mundo e como o mundo está nos acolhendo. O que faz uma arte infantil ser um sucesso, é a capacidade que a obre tem em despertar no imaginário infantil e do adulto as idéias criativas e a imersão em suas fantasias mais remotas e o resultado aparece na forma de um diálogo mútuo e na troca de idéias. O medo do desconhecido continuará permeando a vida de todos nós e em todas as fases do nosso ciclo vital. O que muda com o tempo, é como cada faixa etária vai lidar com seus próprios medos e como esse medo viaja dentro do princípio da realidade de cada um de nós. Sugestões envie ao blog.

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