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23.9.10

Fetos, Bebês Sentem Dor? Emocional ou Física?





Fetos sentem dor? Bebês sentem dor? Dor física ou emocional? Bem, estudos recentes sobre o desenvolvimento de fetos, enfocados na área de neurociências, revelaram que não há evidências de que os fetos sejam capazes de sentir dor antes da 24ª semana de gestação. A pesquisa concluiu que as conexões nervosas no cérebro não se formam completamente antes deste período e o bebezinho, no ambiente do útero materno, é induzido a um estado de sono profundo, semelhante a inconsciência (Royal College Obstetricians Gynaecologists). Quanto a dor emocional em fetos, os trabalhos efetuados com ultra-som ainda apontam para a influencia dos estados emotivos da mãe no comportamento intraútero. Portanto, as condições emocionais da mãe durante a gestação, influenciam o componente psicológico do bebezinho. Outro dado interessante foi publicado no University College Hospital (Lancett). Os estudiosos observaram que nem sempre as expressões faciais dos bebês expressavam suas verdadeiras emoções. Nem sempre o sorriso corresponde à sensação de felicidade ou calmaria. O estudo foi realizado com dois grupos de bebês. No primeiro grupo, os pesquisadores mediram a atividade cerebral durante as procedimentos dolorosos, tais como: teste do pezinho, punção venosa para coleta de material para exames entre outras e simultaneamente ofereciam a criança uma colher de sopa de açúcar. No segundo grupo eles realizavam o mesmo procedimento, mas não ofereciam a água com açúcar. Conclusão do estudo: as crianças do primeiro grupo, mesmo não chorando ou fazendo cara de dor relacionada ao desconforto ou mal estar produzido pelo procedimento, tinham uma maior atividade na área cerebral correspondente a dor. A pesquisa também concluiu que, em ambos os grupos, a atividade na parte do cérebro que corresponde a dor foi a mesma, porém a resposta a ela é que foi diferente no primeiro grupo. A água com açúcar trouxe aos bebês do grupo inicial maior tranqüilidade e reduziu as expressões faciais ligadas `a dor. Portanto, a água açucarada não atua como analgésico. O melhor da conclusão do estudo é que: a filosofia de nossas avós estava correta: água com açúcar “acalma”. A água com açucar, dentro dessa visão pode ser substituída por um bom colinho, palavras de conforto e, às vezes, complementada com um bom balanceio. Esses dados mostram a necessidade de termos profissionais que trabalham em hospitais, clínicas e que lidam diretamente com bebês e prematuros, serem mais disponíveis, afetivos e realmente gostarem de trabalharem com os pequeninos.

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