Postagens Mais Acessadas

16.12.11

A mamãe de cada signo do zodíaco


Embora, eu não seja nenhuma estudiosa de astrologia, astronomia e astrofísica, muitas mães sempre me indagavam sobre o temperamento de seus bebês e suas relações com os signos do zodíaco.
Umas diziam que seus filhos tinham mais dificuldade para iniciar o sono por serem do signo de Áires - estavam ativos o tempo todo. Outras referiam que seu filhinho, desde pequeno, demonstrava senso de organização, e, isso era atribuído ao fato dele ser do signo de virgem.
De início achava curioso e meio sem propósito. Até que uma colega, instrutora de Yoga, comentou sobre o assunto e acabou me influenciando a fazer uma pesquisa sobre o tema.
Pesquisei em alguns livros e poucos continham material suficiente que direcionasse a astrologia para bebês. Para meu espanto, em meu trabalho, encontrei um material que vou dividir com voces.
A primeira parte do artigo falou sobre o signo dos bebês (postagem já publicada) e a segunda falará como são as mães de cada signo (postagem atual).
Gostaria de lembrá-los que, diferentemente do que escrevemos rotineiramente neste blog, esta matéria não tem um cunho científico. É apenas uma expressão da curiosidade da autora deste blog.
Se divirtam assim como eu me diverti!!
*MAMÃE DE ÁIRES
Dinâmica e rápida, faz tudo ao mesmo tempo. Transmite confiança e encorajamento ao bebê, desde seus primeiros dias de vida, o que o estimula a autonomia e independência.
*MAMÃE DE TOURO
Estável e segura, é uma espécie de "porto seguro" para o bebê. Como é muito organizada, zela como ninguém pela ordem e tranquilidade da casa. Esta harmonia se reflete em toda família.
*MAMÃE DE GÊMEOS
Bem informada e versátil, consegue consiliar os cuidados maternos com as várias atividades do dia. Adora falar do bebê com as outras mães e sempre busca novas informações.
*MAMÃE DE CÂNCER
Com forte talento maternal, está constantemente atenta em relação aos cuidados do bebê. De natureza caseira, a família ocupa espaço primordial em sua vida.
*MAMÃE DE LEÃO
criativa e cheia de energia, vai aprender com facilidade a dividir seu reinado com o bebê. faz questão de cuidar dos filhos, comandar a casa e o trabalho com firmeza e generosidade.
*MAMÃE DE VIRGEM
Crítica e interessada em aprender. É provável que desenvolva um método prático de cuidar do bebê, sem nunca esquecer de nada e com tudo muito bem organizado.
*MAMÃE DE LIBRA
Tranquila e afetuosa, ela é ponderada e dona de um bom senso de união. Na decoração do quarto e do enxoval vai demonstrar todo seu bom gosto e senso estético apurado.
*MAMÃE DE ESCORPIÃO
INFLUENTE E DE PERSONALIDADE FORTE, É CAPAZ DE ENCONTRAR SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS MAIS COMPLEXOS DO DIA A DIA efaz uso deste talento para cuidar bem de seu bebê.
*MAMÃE DE SAGITÁRIO
Otimista e entusiasmada, encara a maternidade com espírito de aventura. no início pode estranhar a perda da autonomia, mas facilmente achará formas criativas de cuidar do bebê.
*MAMÃE DE CAPRICÓRNIO
Atenta e sensata, é cuidadosa para que tudo esteja em ordem e funcionando em casa e no trabalho. quando relaxa, é capaz de compartilhar momentos deliciosos com o bebê.
*MAMÃE DE AQUÁRIO
Intelectualizada e intuitiva, pode parecer não dar muita atenção as questões de ordem prática. Entretanto, consegue prever as ações marotas de seu filhinho.
*MAMÃE DE PEIXES
Carinhosa e inspirada, expressa artisticamente seu amor materno. Tem percepção aguçada quanto as necessidades do seu bebê, chegando a desabar em lágrimas quando ele sente dor.

Lembre-se, essas características são apenas a expressão lúdica das mamães de cada signo!

Bebês e os signos do zodíaco: traços de personalidade

,Embora, eu não seja nenhuma estudiosa de astrologia, astronomia e astrofísica, muitas mães sempre me indagavam sobre o temperamento de seus bebês e suas relações com os signos do zodíaco.
Umas diziam que seus filhos tinham mais dificuldade para iniciar o sono por serem do signo de Áires - estavam ativos o tempo todo. Outras referiam que seu filhinho, desde pequeno, demonstrava senso de organização, e, isso era atribuído ao fato dele ser do signo de virgem.
De início achava curioso e meio sem propósito. Até que uma colega, instrutora de Yoga, comentou sobre o assunto e acabou me influenciando a fazer uma pesquisa sobre o tema.
Pesquisei em alguns livros e poucos continham material suficiente que direcionasse a astrologia para bebês. Para meu espanto, em meu trabalho, encontrei um material bacana que vou dividir com voces.
A primeira parte do artigo fala sobre o signo dos bebês (postagem atual)e a segunda sobre como são as mães de cada signo (próxima postagem).
Gostaria de lembrá-los que, diferentemente do que escrevemos rotineiramente neste blog, esta matéria não tem um cunho científico. É apenas uma expressão da curiosidade da autora deste blog.
Se divirtam assim como eu me diverti!!
Primeira parte - Signos do zodíaco e sua influência sobre o temperamento dos bebês
*AQUARIO de 21 / 01 a 19 / 02
Um bebê surpreendente e criativo. Tem preferências pouco comuns na alimentação e nos brinquedos. Prefere áreas livres para se divertir e se sentir independente. Surpreenda o pequeno aquariano com mudanças na rotina e novidades legais. Para compensar tantas emoções fortes, prepare um ambiente calmo e silencioso, com iluminação suave na hora de dormir.
*PEIXES de 20 / 02 a 20 / 03
Um bebê sensível e encantador. Ainda ligado à vida uterina, absorve com facilidade a energia dos ambientes onde está. A música é uma ótima alternativa para tranquilizá-lo e agradá-lo. O sono é muito importante para ele, uma vez que demonstra uma necessidade de descanso maior do que os outros bebês. Tem muita sensibilidade nas extremidades e por isso tenha muito carinho na escolha dos sapatinhos para o seu psiano.
*ÁRIES de 21 / 03 a 20 / 04
Um bebê ativo e cheio de energia. De movimentos precoces para a idade e uma força muscular acima da média, ele não tem tempo a perder; inclusive com o sono. prefere explorar todo o ambiente a sua volta com muita tenacidade. Não gosta muito de ficar parado, nem mesmo para comer.
*TOURO de 21 / 04 a 20 / 05
Um bebê que adora conforto. Tudo que é macio, aconchegante e está dentro de uma rotina estável, é com ele mesmo. Sente-se seguro ao ter horários certos para banho, mamadas e sonecas. Sua tranquilidade está ligada ao ambiente e a presença dos seus objetos prediletos. É um bebê que gosta muito de ser tocado, por isso técnicas de massagens, como a Shantala, são perfeitas para acalmá-lo.
*GÊMEOS de 21 / 05 a 20 / 06
Um bebê muito ativo mentalmente. Tem como característica marcante a mudança de humor. Adora movimento e quer mexer em tudo, portanto fique de olhos bem atentos. Absorve e aprende tudo muito rápido tudo que vê e ouve. Aliás, a comunicação é sua palavra de ordem. O vocabulário  é reproduzido de uma maneira surpreendente. uma casa onde todos conversam e leem com frequência é o ambiente ideal para que ele desenvolva todas as suas grandes potencialidades.
*CÂNCER de 21 / 06 a 22 / 07
Um bebê caseiro e muito emotivo. O que ele mais deseja é receber carinho e constantes mimos. A segurança emocional vem da constância do ambiente e da estabilidade das pessoas que cuidam dele. não gosta muito de agitação, mas por ter uma grande capacidade imaginativa, vai gostar de histórias e teatrinhos desde a tenra idade.
*LEÃO de 23 / 07 a 22 / 08
Um bebê carismático e travesso. se tem uma coisa que ele gosta é de público para suas gracinhas. Cheio de atitude, ele centraliza olhares e não gosta de ficar em segundo plano. Decidido, não hesita em enfatizar suas preferências. Desde pequeno é capaz de demonstrar seu apreço por tudo que é vistoso e sofisticado. É um bebê que tem muita vitalidade e disposição física.
*VIRGEM de 23 / 08 a 22 / 09
Um bebê ordeiro e detalhista. Ele é capaz de notar detalhes que voce nem imagina. Desconfiado e um pouco tímido, é bom que seja lembrado, desde pequenino, de que ele é importante e cheio de habilidades. Ele se concentra com muita facilidade e pode ficar entretido numa mesma brincadeira por horas seguidas.
*LIBRA de 23 / 09 a 22 / 10
Um bebê vaidoso e com forte senso estático. Para ele a harmonia é tudo: na decoração do quarto, nas estampas, nas roupas. não é muito chegado à desordem. Para manter sua energia vital e concentração em alta, mantenha os ambientes bem arrumados.É caseiro e gosta de ter gente por perto, pois desde pequeno quer se relacionar com o outro. Gosta de ser admirado.
*ESCORPIÃO de 23 / 10 a 21 / 11
Um bebê esperto e observador. Seu olhar profundo revela a intensidade de sua personalidade. De intuição bastante aguçada, desde pequenino ele percebe muito do que ocorre à sua volta, sem que ninguém lhe diga nada. É um bebê que reage bem às mudanças, pois a transformação faz parte da sua natureza. Intensidade é a palavra-chave deste bebê. Possui uma incrível capacidade de recuperação energética.
*SAGITÁRIO de 22 / 11 a 21 / 12
Um bebê independente e aventureiro. O fundamental para ele é ter muito espaço, seja no berço, no quarto ou na casa. Ele gosta de se aventurar em passeios ao ar livre. Em longas viagens de carro, programe algumas paradas para ele não ficar muito tempo preso a cadeirinha. Com temperamento independente, a ordem do dia para este bebê é a liberdade.
*CAPRICóRNIO de 22 / 12 a 20 / 01
Um bebê só aparentemente sério e reservado. Gosta do contato físico e vai adorar que voce o incentive a expressar as próprias emoções. mantenha os brinquedos e objetos à vonatde do brincalhão. ele pode até não demonstrar, mas ele curte massagem relaxante e coceguinhas nos pés.


Lembre-se, essas características são apenas a expressão lúdica dos bebês de cada signo!



29.11.11

Como interpretar o desenho das crianças



O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação da criança de seu mundo interior e exterior.
O especialista deve levar em conta a condição biográfica e familiar da pessoa que desenhou, bem como sua história pessoal, que servirá como marco de referência de quem está fazendo o desenho. Além disso, é necessário levar em conta que um desenho é importante, mas não define tudo. É uma expressão de sentimentos e de desejos que podem ajudar a saber, por exemplo, como se sente a criança a respeito da sua família, sua escola, etc. Através dos desenhos das crianças, pode-se observar detalhes que para uma pessoa adulta pode passar despercebido. O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação entre a criança e seu mundo exterior. A primeira porta que a criança abre o seu interior.
Formas de interpretação do desenho infantil
Existem algumas pistas que podem orientar os pais sobre o que diz o desenho do seu filho. No entanto, são puramente orientações. Segundo a especialista canadense, Nicole Bédard, o desenho diz muitas coisas. Exemplos:
Posição do desenho – Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento atual.
Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas parecem ser feitas por crianças que normalmente precisam de pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.
Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.
A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstra falta de vontade ou fadiga física.
As cores do desenho – O vermelho representa a vida, o ardor, o ativo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; o laranja, necessidade de contato social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o marrom, a segurança e planejamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação. 
Esses tipos de interpretação, são apenas uma pincelada dentro do grande mundo que é o desenho infantil. Não devemos generalizá-los. Cada criança é um mundo, assim como as regras de interpretação do desenho infantil. Se algo lhe preocupa com seu filho, procure a ajuda de um especialista

Voce sabe o que é Cyberbulling?


Voce sabe o que é Cyberbullyng?

Chama-se Cyberbullying ao ato de, intencionalmente, denegrir, ameaçar, ou humilhar alguém, através das redes sociais, ou outras plataformas virtuais. É um comportamento inaceitável e incorrecto, que não deve ser desvalorizado ou ignorado ainda que, na sua generalidade, seja protagonizado por jovens contra outros jovens.
Como agir?
  Hoje deixamos alguns dicas sobre como aconselhar os seus filhos no caso destes receberem mensagens ofensivas no seu telemóvel, no seu perfil numa rede social (MySpace, Facebook, entre outros) ou quando estão  jogando online:
  

1. Nunca responder a mensagens que têm como objetivo de ofender quem as recebe, pois estará  encorajando o agressor, e bloquear de imediato o remetente.
  
2. Guardar sempre este tipo de mensagem, pois esta pode servir de prova caso o assunto assuma proporções maiores.
  
3. Reportar o problema a pessoas que possam ajudar a resolvê-los, como os administradores dos sites onde a mensagem foi recebida; e qualquer situação ilegal deve ser denunciada às autoridades. Relatar também a situação a alguém de confiança - pais, amigos ou professores.

4. Ensinar a respeitar-se a si próprio e aos outros, tentando demonstrar que estar online é bastante público e real, apesar de não parecer.

Mostre ao seu filho que a Internet é uma ótima ferramenta quer de estudo, quer de diversão, mas que tem os seus perigos e que é fácil saber como evitá-los!

Nem sempre nossos filhos conseguem ter a dimensão de seus atos, devido a sua própria imaturidade. Para tanto, eles ainda precisam da supervisão e do aconselhamento de um adulto.

27.11.11

Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe – Bebê nasceu! ...e agora? Depressão Pós-parto


Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe – Bebê nasceu! ...e agora?
 E o que dizer da depressão pós-parto
Nos últimos vinte anos, tem havido um crescente reconhecimento de que para algumas mulheres, a gravidez pode vir sobrecarregada de muitos transtornos de humor, e, em particular da depressão.
Para algumas mulheres o período da gestação é coroado de muitas alegrias, para outras surge o peso da tristeza e da melancolia.
Estima-se que cerca de trinta por cento das gestantes apresentem sintomas depressivos durante a gestação e que vinte por cento sejam realmente caracterizadas como depressivas.
A depressão pós-parto tem sido vinculada a rupturas no estabelecimento da comunicação mãe-bebê: menor atenção da mãe com seu bebê, menor comunicação vocal e visual, menor frequência das interações que envolvem o tocar, o sorrir, o interagir com a criança.
As mãe deprimidas tem dificuldade em realizar a leitura das necessidades de seus bebês e acabam por se tornarem invasivas, negativistas, pouco afetivas e continentes com seus filhinhos.
O que será que predispões uma mulher a sofrer de depressão pós-parto?
Novamente os culpados são os hormônios femininos. Algumas mulheres possuem uma sensibilidade particular a alterações hormonais, sendo o estresse gestacional/pós-gestacional o gatilho para o desencadeamento da depressão. Por outro lado, outros estudiosos acreditam que a história familiar da mulher, sua relação com sua mãe e parentes próximos teriam um efeito adicional na alteração do humor da mulher no período perinatal.
Com o parto, ocorrem reações conscientes e inconscientes na mulher e não podemos negar que essas reações também ressoam no ambiente familiar e social, que podem reativar ansiedades – ansiedades relacionadas ao próprio parto e nascimento – seria o primeiro marco da perda de todo o aconchego e prazer que tínhamos dentro do útero e a saída irrevogável para o mundo em que todos vivem.
O nascimento deixa uma cicatriz de parto, representada pela cicatriz umbilical, a qual simboliza a separação. Portanto, o parto , para a mãe, é vivido como uma forte separação de algo que por um tempo foi sentido como seu e que agora tem uma vida independente dela, mas que ao mesmo tempo é inteiramente dependente dela. É como perder uma parte de si e encontrar essas mesmas partes em outro lugar.
Parece confuso, não? É pura poesia!
Além dos acontecimentos inconscientes, a mulher também expressa carência materna e do companheiro. Quando essas carências não podem ser, de alguma forma superada ou contemplada, a puérpera pode erguer alguns mecanismos de defesa para tentar lidar com a situação e esses mecanismos vão variar de mulher para mulher. Entre eles é comum a recém-mamãe apresentar-se cheia de energia, euforia, preocupação com seu estado físico, preocupação com a ordem e organização da casa. As visitas são recebidas com muito calor humano, a disposição em dar conta de tudo é exacerbada e quem olha a puérpera não acredita que ela precisa de ajuda – ela está dando conta de tudo.
Todavia, seu aspecto físico sinaliza cansaço, doenças podem surgir e distúrbios do sono aparecem facilmente
Ao contrário, a nova-mamãe pode apresentar-se com um profundo retraimento. Ela prefere ficar isolada, sente uma certa decepção pelo bebê que acabou de chegar ao mundo, sente-se carente e dependente de proteção.
Parece que ela compete pelas atenções e carinhos direcionados ao bebê. Sua percepção é de que ela vive a serviço do bebê e que nunca mais recuperará sua identidade pessoal.
Uma mulher mais sensível, certamente terá mais segurança se ela dispuser de uma rede de apoio que colabore de maneira satisfatória, proporcionando confiança e segurança, principalmente no que diz respeito as atividades maternas. Quanto menos critica e hostilidade ela receber, um ambiente mais acolhedor e carinhoso ela vai perceber. Isso facilitará o resgate de sua autoconfiança e a capacidade em responder as necessidades do bebê.
Não querendo ser nostálgica, mas até alguns anos atrás era comum o filho mais velho colaborar no cuidado com o filho mais novo. Isso de certa maneira já propiciava algumas competências para a maternidade ou mesmo paternidade no futuro. Com as famílias reduzidas, essas experiências foram se tornando mais escassas e derradeiras.
Fatores de risco podem ser identificados, no sentido de apontar mulheres com maior potencial para o desenvolvimento da depressão pós-parto. Entre eles é possível destacar: histórico pessoal ou familiar de doença psiquiátrica, histórico de abuso sexual, abuso de álcool e drogas, dificuldade em contar com uma rede de apoio ou de suporte nos primeiros meses pós-parto, perda de emprego, luto familiar ou de ente querido, dificuldade financeira e de moradia, privação de sono no final da gestação, dificuldade em lidar com o temperamento do bebê.
Dados apontam que a depressão pós-parto pode não ser prevenida, porém pode ser esclarecida em grupos de psicoprofilaxia da gestação, parto e puerpério, tornando o assunto “mais palatável” entre as mulheres no período gestacional.
O início da depressão pode ocorrer não somente poucas semanas após o parto, mas também até sete meses após este. O que nos sugere que um cuidado na observação do humor das recém-mamães no primeiro ano após o parto é muito importante, principalmente em mulheres com histórico de depressão.
Algumas alternativas surgem como esperança na tentativa de reduzir a ocorrência de depressão pós-parto,e, entre elas podemos citar: cursos de preparo para maternidade, psicoterapia, prescrição de remédios de indicação médica e manter o sono em dia.

Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe - Bebê nasceu! ...e agora? Baby-blues


Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe – Bebê nasceu! ...e agora?
Baby-blues

...E vamos lá. Continuar de onde paramos – o baby-blues.
A mamãe fica ansiosa, estressada e angustiada com tudo que ela tem que fazer: cuidar do bebê, dar conta dos afazeres da casa, cuidar do companheiro, receber as visitas, entre outras atividades do cotidiano, e, ainda, quando sobra um tempinho, se dar uma olhadinha no espelho e reparar que não deu tempo para pentear os cabelos. É uma verdadeira maratona fora de competição.
A maioria das avós comenta que o culpado de tudo isso são os hormônios femininos em descompasso que tomam conta do corpo da mulher –  “como um encosto “desde o comecinho da gestação. No início eles provocam náuseas, vômitos, sonolência, humor lábil e agora, no pós-parto, provocar esse tal de “bebê-azul”.
Baby-blues – algo melancólico que deixa a mulher meio estranha.
De um lado ele instiga a mãe a lembrar constantemente que o bebê existe e do outro deixa a mãe também azulada, azulada no sentido de se sentir meio perdida, com sentimentos de menos valia e de que não vai dar conta da situação.
Deve ser azul de raiva por não entender o que o bebê quer dizer com seu chorinho (as vezes chorão) no seu comecinho de vida, azul por não ter outra opção de cor, pois seus vestidos coloridos de não grávida não lhe vestem bem ainda, azul por permanecer muito tempo acordada sob a luz do abajur. Azul, por poder ser a cor da mágoa sem causa aparente, que se agrava aos menores fatos do dia a dia.
Penso que grandes autores da dramaturgia, por mais que tentem, são incapazes de tecer um enredo tão rico como o da mulher no período do baby blues. São as estações chuvosas e nebulosas que melhor o exemplificam.  É uma grande turbulência que permite a mulher entrar em contato íntimo com seu filho – acomete cerca de 70% a 90% das puérperas. Aparece por volta do terceiro ou quarto dia pós-parto e dura mais alguns dias.
Contudo, como saber diferenciar um clássico baby-blues de uma depressão puerperal?
O Baby-blues pode ser considerado como um estado de fragilidade e hiperemotividade em que a puérpera se “desmancha” em lágrimas, chora por algumas horas e logo depois nem pensa mais sobre o que desencadeou seu pranto. Entre um choro e outro, há espaço para a alegria de ter dado a luz a um bebê saudável e desejado.
Portanto, o choro é intermitente e o que fala mais alto é o sentimento de incapacidade em assumir o papel de mãe.
E as mães que já tiveram filhos anteriormente, elas também vivenciam o baby-blues? Certamente, só que elas temem não dar conta de todos eles.
Bem, parece que rodeamos, circulamos e não respondemos o que desencadearia o baby-blues.
Para alguns estudiosos do assunto, os culpados da turbulência emocional das mulheres recém paridas seriam os hormônios femininos em queda rápida. Todavia, como explicar a mãe de bebês prematuros que, muitas vezes, só levam seus filhos para casa após uma, duas ou mais semanas pós-parto e até então não apresentaram os sintomas do baby-blues? Não nego a tristeza que elas sentem por não estar com seus bebês nos braços.
Passado o período de hospitalização do bebê, ambos (mãe-bebê) retornam ao lar e sem que ninguém perceba, o baby-blues começa a mostrar suas garrinhas e a mãe se desmancha em lágrimas, torna-se hipersensível e melancólica.
Sem falar nas mães que adotam bebês. Elas também, em sua maioria, não escapam do baby-blues (choro, tristeza, falta de confiança em si mesma, sentimento de incapacidade em serem boas mães, entre outros).
Françoise Dolto e Myriam Szejer* costumam afirmar que o bebê começava a ser a partir do terceiro dia pós-parto. Tempo quase que suficiente para a mãe identificar que o bebê em seus braços não é o mesmo que ela construiu em seu imaginário durante nove meses. Este bebê é singular, único, diferente de tudo que ela pode imaginar.
É um momento onde a recém-mãe pode perceber que seu filho é dependente dela para tudo e o tudo é o tudo mesmo. Não tem um tudo parcial ou compartilhado – ele é um “serzinho” a mercê de seus cuidados e afetos: alimentar, higienizar, promover calor, mobilidade, aconchego, ternura, amor e tantos outros afetos e qualidades que só uma mãe devotada comum** poderia oferecer ao seu bebê.
O terceiro dia pode ser também o período em que o bebê começa a mostrar ao que veio. Sua força de vida e sua vontade de viver neste mundo que o cerca. O choro se torna mais forte, o bebê dorme um pouquinho menos, há o início do diálogo mãe-bebê – olho no olho, o leite desce, o bebê precisa ser inserido no seio familiar e ocupar seu espaço. A mãe é capaz de relembrar fatos de seu passado mais remoto – é como se acontecesse algo mágico e a mente da mulher ficasse mais transparente aos fatos de sua história.
Os recém-papais também não escapam do baby-blues. Pode não ser tão acentuado como nas mulheres, mas também exibem um certo grau de melancolia. Refletem se serão bons pais, se darão conta em cuidar da família e prover o necessário para todos. Muitos pensam se ainda terão assegurado seu lugar no coração de suas companheiras. Não se espantem se alguns maridos após o nascimento de seu filho “cair de cama” em decorrência de uma gripe, sinosite ou outra patologia que simbolize esse período conflitante.
É interessante lembrar que a mulher teve nove meses para se adaptar e se acostumar com a idéia de ser mãe. Para o homem, o significado é mais demorado, pois os ingredientes da massa não são adicionados um a um em seu ventre mês após mês. Quando ele menos espera, o bolo já vem prontinho e decorado com um laçinho azul ou rosa.
É com o parto e a proximidade do bebê que o homem experimenta a realidade de ter uma vida sob sua responsabilidade. Portanto, foi preciso cortar o cordão umbilical que ligava o bebê a mãe para que o papai pudesse se conectar psicológicamente ao seu filho. Foi da cisão da mãe com o bebê que nasceu, realmente, a união da criança com seu pai. 

5.11.11

O que fazer quando a criança pequena chora e a mãe precisa trabalhar?


O que fazer quando a criança pequena chora e a mãe precisa trabalhar?
Este não é um fato isolado, e, certamente
acontece em muitos lares. As mães desempenham vários papeis (esposa, filha, neta,
funcionária, chefe entre outros tantos) e se sentem na obrigação de darem conta
de todos.
Entretanto, quando o assunto é filho, a coisa
“entorna”, principalmente, por que eles conseguem nos enganchar num sentimento terrível
e devastador - o de culpa ou de que não estarmos fazendo de tudo para sermos
boas mães.
Independente do sentimento gerado, quando a
mãe tem que sair para o trabalho, não é nada confortável deixar o filho
chorando. Nós nos sentimos verdadeiras algozes e desalmadas perante as
crianças.
De nada vale nos sentirmos assim, com esse
tipo de atitude das crianças, e, aqui estou me referindo as crianças
pequeninas, na faixa de um a um ano e meio (1 a 1,5 anos). A primeira coisa que
temos de entender é o que está se passando com a criança nessa faixa etária.
A criança com cerca de 15 meses está numa
fase que denominamos de “treinamento”. É uma fase muito importante para ela,
pois, já adquiriu a posição ereta, seu plano de visão mudou e ela pode ver o
mundo sob vários ângulos.
Parece
que seu bum-bum é um verdadeiro coxim – macio e muito resistente a quedas. É
uma fase de verdadeiros arqueologistas, pois exploram tudo. Não sobra um cantinho
ou um buraquinho - muito menos os buraquinhos das tomadas.
Sua tolerância
a frustração está um pouco mais refinada, ou seja, já tolera que alguém ou um
amiguinho lhe tire um brinquedo sem chorar torrencialmente como fazia até pouco
tempo.
Aceita com mais facilidade as pessoas e gosta
de se aproximar e interagir com elas. Digo isso, por que na fase anterior
(menos de quinze meses) a criança estava muito mais ligada a mãe e periodicamente
“treinava” se separar da dela, retornando de tempos em tempos para se abastecer
de afeto e da presença da mamãe.
Entretanto, nem tudo são flores e precisamos
recordar que estamos falando de uma criança de cerca de um ano e meio.
Nessa fase a criança ainda é pequena para
entender que a mãe vai sair para trabalhar e a seguir voltará para casa. Muitas
delas se sentem inconsoláveis.
A criança também precisa de um período de
adaptação para se afastar da mãe – ir se acostumando paulatinamente a outra
pessoa ou a escolinha. Quero enfatizar que a separação é lenta e gradual.
Apesar da criança ser bem novinha, a mãe deve
conversar e explicar, em palavras de fácil entendimento, que “a mamãe vai sair para trabalhar e que
voltará ao final do dia”. Mesmo que a criança demostre certo descontentamento,
as palavras carinhosas da mãe geram conforto e segurança.
A criança nessa fase ainda precisa ter a lembrança
mais freqüente da mãe. Para tanto vale telefonar algumas vezes durante o dia
para que ela ouça voz da mãe, deixar perto dela um objeto exclusivo da mãe: um
porta retrato com a foto da mamãe ou da família, ou se preferir a tecnologia,
falar com ela pelo computador ou pelo Ipad. São formas de aliviar a separação e
transformar esse processo em algo mais lúdico e confiante.

30.10.11

Criança mal educada... ninguém merece!



Crianças mal educadas... ninguém merece!
Quem nunca passou pela experiência de visualizar uma cena terrível protagonizada por uma criança mal educada? Agressividade, explosão de ira e raiva e atitudes desrespeitosas são comuns em reações do tipo “criança mal educada”.
Ao mesmo tempo em que essa criança domina a cena com um show desmedido, seus pais ou cuidadores ficam na posição de reféns ou de algozes, elevando a voz, praticando algum gesto violento ou mesmo ameaçando-as colocar freio no momento que chegarem em casa. Todavia, que tipo de freio é este?
Gritar e ameaçar não são as melhores atitudes para cessar o comportamento de uma criança mal educada, muito menos praticar algum tipo de castigo físico. Alguns especialistas comentam que uma forma tranqüilizadora de lidar com a situação é utilizar ‘um tempo de pausa”, na qual a criança é colocada em uma situação, que ao ver e sentir dela, é desagradável e pouco confortável. Este tempo é o suficiente para ela ceder e refletir sobre seu comportamento.
O local destinado para este fim deve ser seguro e adequado para cada faixa etária da criança e ela deve permanecer no local até se acalmar e seu comportamento tornar-se conveniente. Um dado importante para ser enfatizado é que na maior parte das vezes, a criança tende a manter um determinado comportamento quando ele é recompensado (“todos me olham”; papai e mamãe estão prestando atenção em mim”; “a professora não gosta quando eu faço isso, mas ela se aproxima de mim”; etc.) e a deixá-lo quando é ignorado.
Conclusão, sempre que for possível, não dê atenção ao mal comportamento da criança (gritar, espernear, se jogar no chão, entre outros),e, ao contrário, quando ela fizer algo positivo, parabenize-a com afeto e gestos de carinho. A criança precisa sentir que ela é amada pelo que ela é, e, que ela não precisa de atitudes desrespeitosas para chamar a atenção de alguém.
Se tudo parece tão fácil, então como é possível agir em algumas situações de conflito? Não é receita de bolo. Entretanto, em minha experiência como terapeuta, tenho colhido bons frutos com a metodologia que vou apresentar a seguir:
1-Pais, cuidadores e educadores precisam ter paciência e persistência em suas atitudes.
Alguns pais sem desejarem emitem dupla mensagem aos seus filhos. Num momento, onde o bom humor impera ou estão diante de uma situação onde não podem contrariar os filhos tudo é permitido, compras, brincadeiras, alimentos e etc. Num outro momento, onde o humor está abalado, a mesma situação é vivida com ansiedade, angústia e o não a criança soa como algo sem precedentes e descabível. Assim sendo, não há criança que possa decifrar o código de conduta dos pais. Os pais precisam de consistência e perseverança para mostrar o que é certo e errado, e, tenha certeza, os filhos agradecem por esse exemplo de conduta e carinho.
O que fazer se a criança apresentar um comportamento inadequado? A melhor coisa é lançar mão do “tempo de pausa” e explicar brevemente que se ela não se acalmar ela vai ficar no lugar “X” e não poderá sair enquanto não se acalmar.
2-Ter um lugar para chamar de seu.
Em algumas situações nos sentimos fragilizados ou impossibilitados de repreender nossos filhos, e aqui não cabe enumerar os “n” motivos, pois, cada um sabe o seu.
O mais importante, no momento, é salientar a criança que seu comportamento está sendo inadequado e que ao chegarem em casa ela irá para o lugar de costume para pensar em seu comportamento.
Entretanto, incentive, elogie e seja muito afetiva quando seu filho estiver se comportando bem. Isso agregará boa autoestima e certeza de que vale a pena ser vista e valorizada por boas condutas.
3-A introjeção da negativa.
Não podemos esquecer que a criança viaja por um ciclo evolutivo, e, por isso, não vamos esperar que um bebê de um ano e pouco seja bem comportado – ele ainda está tecendo um longo caminho rumo aos bons hábitos e boas maneiras. A partir dessa fase os exemplos dos adultos serão fundamentais para seu comportamento, tanto os éticos como os morais.
É por volta dos 2 anos de idade que a criança vai assimilando a noção de certo e errado (não e sim) – limites. Contudo, desde pequenininho vale a pena reforçar o bom comportamento e as boas atitudes e desestimular as atitudes e os comportamentos inadequados.
4-Desatenção dos pais
Não é raro identificarmos por trás de uma ação ou comportamento inadequado de uma criança, um desejo de chamar a atenção e ser vista por seus pais ou cuidador. Nessas circunstâncias a criança torna-se intolerante e mal educada com o intuito de chamar a atenção dos pais para si. É uma forma delas dizerem “quando vocês não me cuidam eu me sinto sozinha e pouco valorizada”. Vale a pena parar para refletir e observar se o tempo dedicado as crianças está sendo satisfatório, bem como a escuta cuidadosa, e, se o amor e o carinho estão presentes nas atitudes do dia a dia. Caso a criança não se sinta valorizada em suas necessidades sua auto referência torna-se prejudicada.
Em conclusão, educar uma criança dá trabalho – nos demanda olhar para elas com toda nossa atenção, cuidado e carinho. No balanço final, chegamos a conclusão de que fizemos um bom trabalho e que criar nossos filhos valeu muito a pena.

2.10.11

Como estimular bebês com síndrome de Down?



Como estimular bebês com síndrome de Down?
Desde que nasce o bebê vai se relacionando com seu meio ambiente. É por meio dos órgãos dos sentidos e pela experiência com que ele lida com seu meio ambiente que o bebê vai fazendo as integrações em seu cérebro, principalmente no que diz respeito aos aspectos emocionais e cognitivos.
Portanto, quanto mais estimulamos o bebê, mais esperto ele vai ficando. Nessa fase, a criança é uma esponja que absorve conhecimentos e afetos. Entretanto, lembre-se, tudo na medida certa e sem extremos. O bebê com síndrome de Down responde aos estímulos, mas de uma maneira um pouco mais lenta. Portanto, tenha paciência e dê tempo ao tempo.
O bebê com down apresenta uma maior necessidade em ser estimulado seu aspecto motor. São muitas as atividades lúdicas e trabalhos corporais que podemos oferecer com bebê, querem ver:
Idade: 0 – 3 meses
Estimulação auditiva:
Ofereça ao bebê objetos ou brinquedos sonoros que possam ser associados a rotina (um patinho que faz barulhinho e representa a hora do banho, relógio tic-tac).
Coloque pequenos diferentes objetos e com texturas diferentes na palma das mãozinhas do bebê, para que ele os sinta e aprenda.
Desenvolvimento esquemático:
Procure manter os objetos ou brinquedinhos mais tempo em suas mãozinhas. Se ele tender a abrir as mãos e deixá-los cair, ajude-o a sustentar por um tempinho maior (aros plásticos, bobs de diferentes tamanhos e materiais, argolas, cubos pequenos, bolinhas plásticas de diferentes tamanhos).
Estimulação equilíbrio e motor:
Utilize a bola suissa para deslizar o corpinho do bebê, ora para frente, ora para trás, numa brincadeira alegre e interativa (bolas de diferentes tamanhos).
Estimular a permanência dos objetos:
Use bonecos para brincar de achou/esconde e trabalhe a permanência do brinquedo. Em determinados momentos foque partes do objeto, em outros o objeto total. Tudo com muita paciência e alegria (bonequinhos de pano, fantoches, dedoches).
Idade: 3 – 6 meses
Conceito do próprio corpo:
Estimular o bebê a movimentar seus bracinhos, suas mãozinhas, sua cabeça. Olhar para os lados, agarrar pequenos brinquedos e manusear objetos de uma mão para outra. (aros, argolas, chocalhos, etc)
Imitação de gestos:
Brinque com o bebê em frente ao espelho. Faça várias expressões faciais e observe a expressão do bebê. Aproveite para cantar e fazer gracejos (espelho, espelho para bebê).
Manipulação e exploração:
Não dê ao bebê todos os brinquedos ao mesmo tempo. Procure direcioná-lo a um objeto por vez e estimule-o a explorá-lo. Use brinquedos coloridos, com sons, luzes e botões de apertar ou girar (jogos de manipulação causa e efeito).
Idade: 6 – 9 meses
Permanência do objeto:
Ofereça caixas com tampa para estimular ao bebê que coloque peças ou brinquedinhos dentro da caixa. Tampe a caixa, agite-a, auxilie o bebê a ficar curioso sobre seu conteúdo. Celebre a abertura da caixa e deixe o bebê explorar seu conteúdo (caixa com tampa, brinquedos pequenos e seguros).
Desenvolvimento de esquemas:
Ofereça ao bebê objetos de formas, texturas e cores diferentes. Observe a reação do bebê e interaja com ele. Ajude-o a explorá-los. (bolas, aros, arcos, argolas, bobs, pulseiras plásticas).
Relações espaciais:
Ajude o bebê a introduzir aros, arcos no pedestal e celebre cada acerto (aros, arcos coloridos, bases).
Imitação:
Estimule, por meio de seu comportamento gestual, a bater palminha, erguer os braços, mover as perninhas, movimentar a cabeça, etc. (corpo). Cumprimente o bebê a cada conquista.
Idade: 9 - 12 meses
Imitação: intente realizar ações que estimulem o bebê a reproduzir os seus movimentos, tais como, bater sobre a mesa, chutar um brinquedinho, levantar os braços. Estimular o bebê, respeitando suas habilidades (corpo)
Discriminação de objetos familiares:
Estimule o bebê a identificar 3 objetos familiares (chocalho, bonequinho, bola) e coloque-os de frente para ele. Coloque outros objetos parecidos aos originais que você mostrou anteriormente ao bebê. Solicite que ele os pegue e os entregue a você. Parabeníze-o em cada acerto. Repita a ação com cada objeto semelhante (chocalho, bola, boneco e outros objetos familiares ao bebê).

28.9.11

Homem também apresenta queda hormonal após nascimento do bebê



Homem também apresenta queda de hormônio após o nascimento do bebê
Até pouco tempo era conhecido que as puérperas apresentavam uma redução no nível de hormônio feminino. Essa queda estava relacionada a necessidade biofisiológica da mulher em direcionar sua atenção e afeto ao seu filhinho recém chegado. Seria a verdadeira preservação do ninho que acabara de nascer.
Pesquisas atuais têm demonstrado que os homens, quando se tornam pais recentes, também apresentam essa queda de hormônio, ou seja, de hormônio masculino. É como se a natureza também estivesse olhando para o todo e ajudasse a preservar a nova família que se formou.
Assim como as mães, os homens também estariam aptos a cuidarem de seu filho - ao seu modo é claro – com um jeito masculino de ser!
Muitos de vocês poderiam estar questionando a queda do nível hormonal, baseando-se na idade do homem e com isso detectando um viés nos achados obtidos com essa afirmação. O mais interessante de tudo, é que essa pesquisa foi realizada com mais de 600 homens em idade compatível com a reprodução e comparado com homens na mesma idade e sem filhos.
É claro que com o avançar da idade masculina, a taxa de testosterona vai declinando lentamente. Todavia, o estudo mostra que essa queda foi duas vezes maior quando o homem se tornou pai (estudo publicado na revista científica The Proceedings of the NationalAcademy of Science de 2011).
Outro dado inédito foi observado em pais que passavam mais de três horas por dia brincando com seus filhos. Esses homens também efetuavam tarefas habituais do dia a dia, tais como, alimentar, promover cuidados de higiene, vestir e até mesmo ler livros de historinhas para suas crianças. Os homens que desempenhavam essas atividades também apresentavam queda do nível de testosterona plasmática.
O Dr. Christofer Kusawa (lider da pesquisa), afirmou que cuidar dos filhos é um trabalho tão grande que, por necessidade, requer cooperação de ambos os pais para que as coisas fluam de uma maneira satisfatória, e, que os genitores são biofisiológicamente programados para ajudar nessas funções, e, por isso o estudo foi tão inovador.
A inovação da pesquisa foi surpreendente, a partir, do momento que ela pode demonstrar, objetivamente, que a paternidade, e, as exigências no cuidado de um ser humano totalmente dependente de outro, requerem muitos ajustes nos primeiros meses de vida do bebê. Neste aspecto, os reguladores primordiais seriam os emocionais, os psicológicos e os físicos para atender as demandas do momento.
Os resultados revelados por esse estudo, vão de encontro ao que já era conhecido a algum tempo, ou seja, os recém-papais, assim como as recém-mamães também podem apresentar o “baby blues”.
O “baby blues” seria um estado de impotência frente as exigências que o novo serzinho demanda de seus pais, deixando-os com sentimentos de que não conseguirão dar conta do ‘recado”.
Outro dado fomentado pela pesquisa, é que os níveis inferiores de testosterona nos recém-papais estariam relacionados a maior proteção contra doenças crônicas, o que poderia explicar, em parte, por que os homens casados e com filhos são, em geral, mais saudáveis que os homens solteiros da mesma idade. Seria o fator responsabilidade para com a família falando mais alto.
As informações obtidas com esse estudo podem trazer um sentido a mais, se aceitarmos a idéia de que homens com níveis inferiores de hormônio masculino têm maior probabilidade de manter um relacionamento monogâmico com sua parceira, de auxiliar no cuidado para com os filhos e de preservar a unidade familiar.
Seria isso verdade inquestionável?
Precisamos aguardar novas informações científicas
De qualquer forma, as informações colhidas no estudo nos faz nos aproximarmos mais dos homens e a vê-los como parte integrante do processo de cuidar dos filhos e de assegurar a unidade, tão necessária, que é a família.

26.9.11

Conteúdo: Manual de Cuidados do Recém-Nascido (...e um pouquinho mais)

Recebemos muitos emails solicitando o conteúdo do livro que acabamos de lançar pela ONG Consciência Solidária. Seu miolinho é recheado de assuntos bem legais para a futura mamãe e seu bebezinho, para o futuro papai e para as avós que já estão ansiosas para conhecerem o netinho.


Gostariamos de lembrar as nossas leitoras, que para adquirirem um exemplar, é necessário nos enviar um email, que em seguida efetivaremos o pedido. Todo o dinheiro angariado com o livro, será doado para a ONG.


Vamos ao conteúdo:

* Família: nasce uma família; o ser pais; o ser avô/avó; dicas para a família

* Recém-Nascidos: primeiras orientações e cuidados com o RN; ABC da amamentação, ; observações importantes sobre o bebê; prevenção e acompanhamento de assaduras e outros assuntos; cólicas, choro, etc.

* Criando vínculo com seu bebê: a importância do toque; segurando seu bebê no colo; sono.

* Hora do banho: o momento de ralaxamento do seu bebê; material e orientações gerais; descamação do couro cabeludo.

* Desenvolvimento do bebê do primeiro ao décimo segundo mês.

* A força da estimulação para cada fase do bebê: do primeiro ao décimo segundo mês.

* O brinquedo certo: do primeiro ao décimo segundo mês.

* Prevenção de acidentes do primeiro ao vigésimo quarto mês do bebê.

* Medos infantis mais comuns: do primeiro mês a adolescência.

* Vida emocional do bebê: do primeiro ao décimo segundo mês.

* Referências bibliográficas.



As obras sociais da ONG Consciência Solidária agradecem por cada exemplar vendido.

Dra. Regiane Glashan

22.9.11

Síndrome da alienação parental




Síndrome da alienação parental, mas o que é isso? Alguma doença nova?

A síndrome da alienação parental não é um fenômeno novo, esteve e está em evidência há muito tempo nos consultórios terapeuticos, nos escritórios de advocacia e nos tribunais de justiça.

O conceito de família vem sofrendo mudanças nas últimas décadas, afrouxando-se os elos de afetividade, e, ai a consequencia é o distanciamento do vínculo afetivo.

Não é infrequente, após a quebra do vínculo conjugal, um dos genitores ou outra pessoa com ascendência sobre a criança, estimular sentimentos de abandono, de rejeição, de traição e com resultado mórbido e danoso, o sentimento de vingança.

Essa situação gera, em alguns genitores, um processo de destruição da imagem do outro genitor, quando aquele/a não consegue superar o processo de separação. O detentor da guarda da criança/filho começa então a deflagar no filho um processo de destruição da imagem do outro genitor.

O detentor da guarda, ao tentar destruir a imagem do outro, assume cada vez mais o controle, sendo que o outro é considerado um invasor a ser afastado custe o que custar. Custe até o esfacelamento emocional da criança. O pior de tudo, é que este conjunto de manobras destruidoras confere prazer e poder ao alienador e promove sentimentos de aniquilamento no alienado.

Comportamentos que caracterizam o genitor alienante:

* exclui o outro genitor da vida dos filhos

* não comunica ao outro genitor fatos importantes relacionados à vida dos filhos: escola, médico, comemorações, etc.

* interfere nas visitas

* organiza várias atividades nos dias de visita do outro genitor

* transforma a criança em espiã do ex-cônjuge

* critica a competência profissional e a situação financeira do ex-cônjuge

* ataca a relação entre filho e o outro genitor

A alienação parental, causa distúrbios emocionais indeléveis na criança, que vai carregar para sempre sequelas de uma convivência totalmente disfuncional e desequilibrada entre seus genitores.

16.9.11

Lançamento do Livro: Manual de cuidados do recém-nascido ...




Esta semana não vamos falar sobre um tema em específico, mas sim de um sonho que se tornou realidade; a publicação e a divulgação de nosso livro "MANUAL DE CUIDADOS DO RECÉM-NASCIDO... (e um pouquinho mais)" - pela ONG Consciência Solidária.

Foi um evento realizado durante o Curso de Gestante no Centro de Convenções Atibaia nos dias 14 e 15 de setembro.

Contamos com diversas autoridades de Atibaia e região, imprensa escrita e falada, patrocinadores, amigos e as futuras mãezinhas acompanhadas de seus futuros bebezinhos e familiares. Foi uma noite especial.

Assim sendo, gostaria de dividir este dia com todos voces.

4.8.11

Transtorno de Estresse Pós-Traumático Pós-Parto – E existe isso?




Transtorno de estresse pós-traumático pós-parto (TEPTPP)




Parece conversa de doido. Hoje em dia tudo ocasiona estresse. Querem ver só? Estresse alimentar, estresse oxidativo, estresse generalizado, estresse pós-trauma, estresse pós-cirúrgico, etc.
Estou apenas tentando descontrair frente a uma “conversa” tão séria – realmente o TEPTPP existe e causa muito sofrimento.
Grande parte das mulheres, quando estão gestando, planejam e idealizam o momento do parto. Essa idealização faz parte do enredo que lentamente a mãe vai construindo para seu filhinho e para introduzi-lo no seio da nova família.
A gestante fica ansiosa, eufórica, cria muitas expectativas e sonha com um dos dias mais felizes de sua vida. Nem tudo são flores. Algumas mulheres mesclam coragem e medo da hora do parto, pois, no fundo sabem que esse momento as marcará para o resto de suas vidas.
Infelizmente, para algumas mulheres, a vivência do parto é sentida e vivida como aterrorizante, sufocante e difícil de ser esquecida – é nesse momento que o TEPTPP pode se instalar.
Se pesquisarmos na literatura científica sobre esse assunto, o material clínico ainda é insipiente e pouco divulgado. Por isso resolvi escrever sobre este tema. Quero despertar no leitor a importância desse assunto.
A mulher que evolui para o TEPTPP apresenta alguns sintomas bem marcantes: sentem-se fracassadas e ao mesmo tempo se culpam, por não cumprir um papel semelhante as outras mães – não encaram o parto como algo “glorioso”; apresentam sentimentos de raiva, ansiedade, depressão e forte sensação de terem sido injustiçadas.
Não é infreqüente elas sofrerem de perda de controle do humor, reviverem cenas ou sonhos de um parto traumático e demonstrarem sensação de desligamento, ou seja, se distanciam de tudo e de todos.
Insistem usualmente em falar ou reviver questões relacionadas ao que aconteceu durante o parto e sua experiência frustrante e traumática.
Não obstante, se afastam do bebê, não por que não o ame, mas por tudo que ele representou durante o parto. O afastamento do bebê se agrega ao afastamento familiar e referem nítida sensação de serem incompreendidas por eles.
Abrem mão do convívio mais íntimo com o parceiro, temendo nova gestação.
Nota-se importante dificuldade em procurar ajuda, tendo em vista, que se sentem pouco acolhidas e amparadas. Costumam ouvir dos profissionais de saúde “o que importa é que tudo evoluiu satisfatóriamente, e, o seu filho está bem.
Com sintomatologia exuberante, o TEPTPP pode sofrer a influência de alguns fatores e entre eles destacamos: sentir-se emocionalmente e/ou fisicamente ameaçada ou a seu filho; sentir-se insegura, não ouvida e acolhida pela família, amigos e equipe de saúde; sentir-se desqualificada em seus sentimentos e opiniões; sofrer procedimentos obstétricos dos quais não esperava ou não concordava (toques, episiotomia, ruptura provocada da bolsa de águas, etc.).
Por outro lado, sabemos que a mulher pode ter experiências muito satisfatórias em seu parto, e, as mais citadas são: ambiente seguro, confortável e acolhedor; presença do companheiro ou de um acompanhante que lhe transmita segurança e apoio durante o trabalho de parto ou enquanto aguarda o parto cirúrgico; a percepção de que está sendo ouvida e compreendida pelos seus pares e pela equipe de saúde; ter acesso a informações sobre o desenrolar de seu parto; manter-se ativa e escolher as posições que facilitam o pré-parto; participar das decisões que acomete a sua pessoa e o seu bebê.
Lembrar que cada mulher-parturiente é única, e, cada experiência de parto é exclusiva e intransferível, e, a lembrança será para sempre.
Prevenir ou mesmo tratar a mulher vítima de estresse pós-traumático pós-parto é saúde mental da mulher e de seu bebê

1.8.11

Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe – terceiro trimestre: Parto normal ou Cesariana?



Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe – terceiro trimestre: Parto normal ou Cesariana?

Está chegando a hora. E, então parto normal ou cesariana?
Esta é uma questão que aflige muitas futuras mamães quando a gestação está chegando ao fim. Algumas mulheres sentem-se seguras quanto a experiência de um parto normal, outras não conseguem nem pensar no assunto e não abrem mão da cesariana. Durante o período gestacional a mulher tem a oportunidade de ir de encontro a suas raízes, e, aqui me refiro a história familiar, aos mitos e as crenças sobre dar a luz.
É claro que se a gestante é neta e filha de mulheres parideiras sua aceitação quanto ao parto normal é mais fácil e até encarado com muita normalidade. Ao contrário, uma mulher com antecedentes de familiares vindos ao mundo por meio do parto cirúrgico, não encaram o parto normal como uma viagem segura e esperada. Sem falar na influência negativa da mídia sobre o parto normal. O mais importante de tudo, é que a gestante e seu obstetra estejam em sintonia, para que na hora do parto, o profissional possa trazer o bebê ao mundo da melhor forma possível, onde mãe e filho estarão seguros e saudáveis.
Tenho observado que muitas mulheres até são desejosas em passar pela experiência de um parto normal. Entretanto, os médicos indicam por uma causa ou por outra uma cesariana. Essas mulheres podem julgar que são incapazes de dar a luz, ou ainda, se sentirem muito decepcionadas.
Nesse aspecto, penso que os médicos deveriam ser mais delicados e ponderarem com a gestante que, no momento, o mais importante é o parto seguro para ambos (mãe-bebê) e ao mesmo tempo deixar um espaço de reflexão para a mulher e fazê-la participar da decisão. Ela não se sentirá excluída ou pressionada frente a uma decisão teoricamente imposta. É uma forma humanizada de conduzir uma atitude médica sem excluir a opinião da parturiente.
Este é um momento muito importante da gestação, onde a grávida e o médico vão dialogar sobre: vamos deixar o trabalho de parto transcorrer sem nenhuma intervenção obstétrica? Vamos induzir? Vamos utilizar a peridural? Vamos optar por um parto humanizado? Vamos utilizar técnicas alternativas para o controle do desconforto/dor?
Seja qual for a escolha, ela será melhor tolerada quando tomada em comum acordo entre médico-parturiente.
Outras gestantes se sentem muito angustiadas com a idéia de enfrentar horas de trabalho de parto, e, preferem, de imediato, ter uma data programada para o bebê nascer (respeitando a idade gestacional de um bebê maduro).
O que importa realmente é que as mães sonham com o momento do nascimento de seu filho. Poder ouvir seu chorinho ou seu murmúrio, pode representar para a futura mamãe o verdadeiro sentido de dar a luz e vivenciar uma experiência de plenitude e de concretude do estabelecimento de uma família.
É uma abertura de espaço para que a mãe e o futuro papai recebam com amor e carinho, aquele que os nomeará como pais.
Finalmente, o terceiro trimestre de gestação é um período dinâmico e que ocupa muito espaço no psiquismo da mulher. É um período onde a futura mamãe quer conhecer o rostinho de seu filho, mas ao mesmo tempo, não quer que ele deixe o seu ventre protetor e aconchegante. É o momento da separação necessária – separação essa que propicia a reatualização das separações vividas pela gestante anteriormente a sua gravidez: as positivas e as negativas.
É em meio a tantos pensamentos e sentimentos que a mulher vai abrindo espaço para a chegada do bebê. Tanto em seu imaginário quanto fisicamente falando. É o clamor sublime de um momento inesquecível que ficará para o resto da vida de quem o viveu: mamãe, papai, vovós e vovôs, titios, futura madrinha e padrinho, amigos e toda equipe de saúde que também se emociona a cada “serzinho” que confirma o milagre da vida.
Em nosso próximo encontro vamos falar um pouco sobre o pós-parto e os sentimentos que costumam aparecer nessa fase. Até lá.

20.7.11

Depressão infantil não é frescura








Depressão infantil não é frescura
O apetite muda, pode estar aumentado ou drasticamente reduzido. Seu filho apresenta episódios constantes de insônia e os professores comentam que ele está com falta de concentração nas aulas. Os colegas reparam que ele chora muitas vezes. As atividades que antes eram prazerosas deixam de ser interessantes, e, a criança torna-se apática em relação a elas. Não é raro, as crianças expandirem os sintomas emocionais para o físico, apresentando dores de cabeça constantes, dores abdominais, sensação de aperto no peito e respiração curta, roer unhas, cutucar a pele (entre outras).
Para além desses sintomas, a criança está hiperativa, muito pessimista e acorda, na maior parte das vezes, cansado – Estes podem ser os primeiros sintomas, embora não únicos, de uma depressão infantil.
Há cada vez mais crianças até os 12 anos de idade, clinicamente depressivas, segundo a OMS. O pior de tudo, é que muitos pais não percebem os sintomas e acabam sendo influenciados com a idéia de que é normal e que toda criança tem oscilação de humor. É uma fase e vai passar.
Todavia, nem todos os pais ignoram a sintomatologia, como é o caso de Liliam mãe de Pedrinho, com oito anos de idade. Ela começou a desconfiar de que algo não ia bem com ele – seu comportamento estava alterado. Ele não parava quieto e ao mesmo tempo começou a ser mal educado e irritadiço.
Liliam insistiu com Pedrinho e ele acabou assumindo que estava sendo “perseguido”na escola por colegas mais velhos e que viviam ameaçando-o, caso ele não cumprisse as tarefas determinadas pelo grupo opressor. Pedro tinha muito medo de ser submetido a violência física e de ser chamado, pelos, amigos de covarde. Sua angústia e ansiedade estavam a flor da pele.
Para que o desenvolvimento da criança não seja comprometido, os pais têm que estar atentos a linguagem própria de cada idade. E, acima de tudo dar crédito as mensagens verbais e não verbais de seu filho.
No caso de Pedrinho, sua mãe estava “antenada” e logo procurou ajuda terapêutica. O pior de tudo é o preconceito ou negar que a criança está com algum problema emocional. Essa atitude só piora o quadro e reduz a autoestima da criança, deixando-a mais fragilizada e amedrontada.
Eu tive a oportunidade de atender uma mãe com a queixa de que sua filha tinha sintomas semelhantes ao que eu descrevi acima. Entretanto, ela negou que isso pudesse estar acontecendo com sua filha, que ela era uma criança para ter depressão e que meu diagnóstico emocional era um disparate, tendo em vista que sua filha não apresentava motivos concretos para deprimir – ela tinha tudo que queria e não lhe faltava nada.
Existem motivos para uma criança deprimir?
As razões para uma criança chegar a esse ponto, em sua maioria, está relacionada com a desestruturação nas relações familiares, aumento de divórcio e o fato dos progenitores passarem tempo reduzido com seus filhos.
A criança começa a criar um sentimento de solidão e sente que a casa (lar) deixa de ser um ambiente seguro, acolhedor e protetor para elas.
Como abordar o problema?
Eu, em particular, procuro ter alguns encontros com a criança e depois faço uma abordagem familiar. Tenho tido boas experiências. Contudo, nesse assunto, não existe certo ou errado. O importante é que os pais estejam atentos aos filhos e caso percebam que algo está diferente no comportamento deles, a ajuda deve ser procurada.
Lembrar também que os pais são os verdadeiros terapeutas de seus filhos e a proximidade afetiva é que garantirá o sucesso do prognóstico.

13.7.11

Existe Transtorno Bipolar em crianças?



Que história é essa de transtorno bipolar em crianças? Pode isso?


Com o intuito de facilitar o entendimento dos sintomas de uma criança pequena portadora de transtorno bipolar, resolvi transcrever uma história que me foi contada por uma mãe durante a primeira entrevista terapêutica. Leiam com atenção a história de Jonas M. T..Jonas é uma criança muito simpática de cinco anos de idade e com um sorriso maroto e enfusiástico.Ele tem uma história de comportamento tempestuoso que seguia desde a infância. É brilhante, articulado, aprende rápido - e tão imprevisível quanto um furacão.A partir do momento que ele arrancou seu primeiro dente, ele começou a morder - frequentemente seus amiguinhos e por vezes arrancava sangue. Com cerca de dois anos de idade Jonas foi convidado a se retirar da pré-escola, pois o seu comportamento era agressivo e inadequado com as outras crianças e por vezes com as professoras.Sempre obtinha excelentes pontuações na escola, mais seu “comportamento” requeria melhorias. É uma criança amorosa, carinhosa, mas exige que tudo seja feito na hora: geralmente grita quando é contrariado e quando furiosa, as veias do pescoço ficam salientes. O contraste do comportamento é um ponto muito evidenciado.Alguns dizem que “Jonas” é apenas um garoto, e isso é tudo. Ele vai crescer e aprender com a vida. Coloque seu filho em uma escola mais rígida e que cobre tarefas e bom comportamento. Outros dizem que Jonas tem transtorno de déficit de atenção. E já outros mais especializados em “conselhos” de como educar filhos dizem que uma “boa surra” tudo se resolveria. E ainda tem aqueles pais que comentam: “jamais deixaria meu filho agir desse modo”.Ninguém parece disposto a considerar a idéia de que Jonas pode estar apresentando os primeiros sintomas de transtorno bipolar do humor.Sua mãe lutou grande parte da vida contra depressão. Seu pai tem transtorno bipolar do humor. E então?Jonas, no minimo é um grande candidato para ser bipolar.Essa é a história de Jonas. Uma história que certamente pode ser também a sua, ou mesmo de alguém que conheças. É triste, mas se Jonas obtiver tratamento precoce, menos prejuízos na vida ele carregará com sigo e com a família. É verdade, a família sofre e se desgasta junto..Os estudos indicam que mais de 80% das crianças bipolares provêm de famílias com histórico de transtorno bipolar do humor e/ou há casos de alcoolismo em ambos os lados da família.Alguns sintomas das crianças podem revelar transtorno bipolar do humor:
· A ansiedade de separação (quando os pais vão trabalhar, por exemplo).
· Raivas e birras explosivas (com a duração de várias horas).
· Irritabilidade bem marcante.
· Comportamento de oposição (geralmente não aceita bem regras).
· Frequentes mudanças de humor.
· Distração.
· Hiperatividade.
· Impulsividade.
· Inquietação.
· Pensamento acelerado.
· Comportamento agressivo.
· Grandiosidade.
· Compulsão por carboidratos.
· Baixa auto-estima.
· Dificuldade de levantar pela manhã.
· Ansiedade social.
· Supersensibilidade ambiental.
· Enurese (principalmente em meninos).
· Fala rápida ou pressionada.
· Comportamento Obsessivo.
· Excessivamente sonha acordado.
· Dificuldades de aprendizagem em algumas áreas do saber.
· Pobre memória de curto prazo.
· Falta de organização.
· Hipersexualidade.
· Comportamento manipulativo.
· Prepotência.
· Mentiras.
· Pensamentos suicidas.
· Destruição de bens materiais.
· Alucinações e delírios.

30.6.11

As lágrimas falam mais que mil palavras





As lágrimas falam mais que mil palavras
Chorar faz parte da vida. Mas muitos pais têm dificuldade em lidar com o choro dos seus filhos.
Seja quando os bebês comunicam ou quando os maiores fazem birra, é preciso tentar encará-lo com calma. Afinal, ninguém cresce sem lágrimas. O difícil é escolher o caminho correcto quando o assunto é lidar com as lágrimas de uma criança. Algumas pesquisas mostram que a resposta dos pais ao choro dos bebés nos três primeiros meses é crucial para o desenvolvimento emocional e neurológico. A resposta rápida ao bebé não vai fazê-lo ficar mimado nem impaciente. O que deixa uma criança mimada e birrenta é a ansiedade dos pais ou detalhes importantes como a falta de firmeza ao pegá-la no colo. Se a embalarem com segurança, e corresponderem à sua necessidade de forma tranquila, ela sentir-se-á amparada e poderá chorar menos.

A função das lágrimas

É preciso lembrar que o choro é fundamental para a vida e que as lágrimas têm mais funções do que podemos imaginar. Quando elas escorrem pela face é porque há um excesso na quantidade produzida. Esse lacrimejamento abundante pode ser causado por vários motivos: seja por uma razão física (como a dor), seja por razões emocionais (tristeza, medo). Os bebês até aos 2 meses, mais ou menos, choram sem lágrimas. Isto porque eles ainda não precisam humidificar os olhos. Na sala de parto, por exemplo, o choro é seco e tem função fisiológica. No útero da mãe, o feto é oxigenado pela placenta. Ao nascer, o choro serve para abrir os seus pulmões e permitir a passagem do ar. É graças ao choro que o bebé consegue comunicar nos primeiros tempos de vida. É também por meio das lágrimas que, já maiores, desabafamos e expressamos os nossos sentimentos, mesmo em situações de alegria.

Causas do choro nos bebês

- fome

- cólicas

- calor ou frio

- sono - fralda suja

- tédio ou necessidade de contacto

- dor

- desconforto

- excesso de estímulo

- susto ou medo

O meu filho chora demais!

A maioria dos especialistas entendem como chorona uma criança que passa mais de três horas por dia aos prantos, mas não existe um consenso. Se a criança estiver com todas as necessidades atendidas e continuar a chorar é bom consultar um pediatra.

Quando o choro se transforma em birra

A partir dos 9 meses, a criança percebe que, ao chorar, consegue algumas coisas. Pode assim passar a usar o choro para conseguir outras coisas que deseja, tentando manipular os pais. Se os pais acham que aquilo que a criança pede é desnecessário, não devem dar só porque ela chorou. Se ela chorar e os pais cederem, vão confirmar que ela consegue o que quer pela birra. As lágrimas deixam de ser inocentes… Depois do primeiro aniversário, a tendência é que a criança troque as lágrimas por palavras. Ainda assim, o choro é frequente e as causas, variadas. Chorar faz parte do crescimento emocional. As causas da maioria dos choros deixam de ser fisiológicas e passam a ser psicológicas. Apesar de estar a aprender a falar, a criança só consegue expressar os seus sentimentos com lágrimas. Isso ocorre porque ela ainda não tem maturidade emocional e o seu aparelho cognitivo ainda não está suficientemente desenvolvido para permitir uma expressão verbal das emoções. Portanto, a criança lida com a raiva, as angústias e as frustrações, chorando. Com o tempo, ganhará maior autonomia e entenderá melhor os limites que os pais lhe colocam.

As três regras-chave

1. Incentive a criança a falar dos sentimentos. Verbalizando as suas próprias experiências e pergunte-lhe como se sentiu perante momentos diversos.

2. Não desvalorize o choro da criança. É importante que ela saiba que você entende os motivos, ainda que não concorde.

3. Estimule os comportamentos que gosta, ignorando os que não aprova.

22.6.11

Quase Duzentos e Setenta dias Dentro da Mamãe: terceiro trimestre - Segunda Parte





Quase Duzentos e Setenta dias Dentro da Mamãe: terceiro trimestre - Segunda Parte : O que esperar do irmãozinho e do papai.





Em nosso último encontro finalizamos o artigo comentando que a mamãe já estava pronta para ir para a maternidade. No caso do irmãozinho. Como ele fica? E o papai? Será que ele está pronto também?
É de conhecimento que as crianças não têm a mesma noção de tempo que os adultos e consideram que tudo o que acontece é definitivo. Assim, se ela sair de casa, isto em sua mente é para sempre. Se disserem a ela que precisa ficar com os tios por um período, pode soar como abandono e desproteção.
A criança que não é informada dos acontecimentos – e aqui vale a pena enfatizar que não precisa ser rico em detalhes, pode sentir-se angustiada, ter pesadelos, achar que a separação temporária (ida a maternidade pela mãe e pai) é definitiva e ameaçadora e que ela está muito desamparada.
Qual é o resultado disso? A criança não sabe dizer que está se sentindo excluída e que se sente em segundo plano. Dessa maneira a sua saída é a introversão ou acessos de ira e agressividade. Reconhece o recém chegado como uma “pessoinha” que veio tomar seu lugar e as pessoas que ela tanto ama e confia.
Como lidar com a questão? Penso que a forma mais clara é a verdade e a objetividade: você vai ficar com o vovô e a vovó (se este for o caso), porque a mamãe está indo para a maternidade – lugar onde os bebês nascem, e o papai vai me acompanhar. Quero te assegurar que assim que o seu irmãozinho tiver nascido, seu pai virá lhe buscar para você conhecê-lo e também pra festejarmos juntos este momento.
O mais importante de tudo é comunicar ao filho o que está acontecendo sem se estender demais em explicações que podem gerar angústia e ansiedade. A verdade dos fatos dará força a criança para que ela suporte este pequeno período de distanciamento da mãe.
Bem, e os papais? Como vimos em capítulos anteriores, a mulher pode de alguma maneira, sentir-se só, desprotegida e desolada pela falta de amparo afetivo e social durante a gestação. Com o homem isso não é muito diferente. Razões pessoais também podem influenciar o humor dos homens quando a proximidade do nascimento do filho torna-se imperativo. Nesse momento, o pai também revive sua história enquanto filho e membro de sua família de origem. Pode se sentir excluído da viagem maravilhosa que é “dar a luz”. Dar a luz é uma viagem interior a dois e que o terceiro pode apenas confortar, mas não abreviar ou viajar pelo outro. Minha experiência tem demonstrado que a maioria dos pais estão muito participativos e envolvidos durante o pré-parto e o pós-parto, mas outros acabam ficando perdidos, confusos e impotentes.
A casa que era nutrida pela presença do casal e tudo era a cara dos dois, agora está mesclada com fraldas, roupinhas, berço, carrinho, banheirinha, utensílios infantis e tantos outros objetos que denotam a existência de um terceiro na relação marital. Isso tudo pode agitar e desequilibrar as emoções dos futuros papais.Sem falar que nunca a casa foi tão visitada pelos futuros avós, tios e amigos como nessa fase. A imobilidade emocional do homem pode “empurrá-lo para horas a mais no trabalho, happy-hour e, ou mesmo provocar algumas somatizações, tais como dores articulares, quebrar uma perna e etc. Fatores estes que acabam atraindo a atenção da esposa ou de parentes mais próximos.
Não estou querendo deixar a situação nebulosa ou afirmar que os exemplos acima ocorrem com todos os homens. Entretanto, algo deve ser levado em conta, como a possibilidade do homem também sentir solidão e desamparo.
Sentimentos intensos que podem representar o receio das responsabilidades na constituição da família ou do aumento dela. Sua virilidade, fortaleza e masculinidade estão sendo checadas e a sociedade cobra que este homem dê conta de todo o recado e ainda tenha energia e disposição para se manter alegre, altivo e confiante no futuro dessa família.
Assim como o papel da mulher durante todo o processo da maternidade é celebrado e sofre períodos de nebulosidade e turbulências, em menor grau, mas não menos importante, o homem também experiência momentos difíceis e denotam o quanto a conjugalidade precisa estar assegurada para que o casal desfrute desse momento fortalecidos e unidos.
Em nosso próximo encontro vamos falar sobre as emoções que permeiam a mulher no terceiro trimestre.
Até lá.

23.5.11

Conviver em família é um jogo



Conviver em família também é um jogo


Cada família cria ou desenvolve seu jeito próprio de conviver entre si e nenhum especialista pode garantir que este ou aquele modo será melhor. Isto por que há muitas variáveis em jogo. Viver em família nem sempre dá para seguir normas rígidas ou afirmar que existe uma fórmula ideal de felicidade. Entretanto, alguns aspectos merecem atenção e podem assegurar uma dinâmica familiar mais flexível e saudável.
Parece que quanto mais vivemos e estamos perto das famílias, percebemos que a qualidade da convivência entre os adultos acabam impondo um tom e decidindo sobre a atmosfera afetiva da família. Aqui vale a máxima: pais briguentos e desrespeitosos geram um clima de guerra entre os membros familiares. Voces tem dúvida disso?
A vida em família é como uma cascata de dominó. Veja se eu não tenho razão: caso uma criança adoeça, mesmo que seja uma simples gripe ou uma dor de ouvido, isso pode exigir que a mãe permaneça a noite toda acordada tentando promover alívio ao filho. Não é muito diferente em ter que ficar acordada até o filho adolescente chegar em casa após uma “baladinha”. Haja estrutura materna para agüentar noites mal dormidas. São exemplos muito simples, mas que falam do nosso dia a dia e podem expressar sensação de desanimo e cansaço. Afinal a rotina diária é cansativa e demanda muita energia de nossa parte para que ela prossiga sobre os trilhos.
As pequenas turbulências que ocorrem em nosso lar são suficientes para dar o tom da atmosfera familiar e depende muito de como os adultos administram tudo isso, ou, melhor dizendo, como todos lidam com isso. Não falo dos pensamentos e das atitudes que tomamos frente a um problema no transcorrer da semana ou do mês. Falo daquilo que raramente falamos ou evitamos falar que é o sentimento que permeia as “coisinhas’ do dia a dia. Na verdade são os sentimentos que colorem o dia a dia e que vão fazer a diferença nas relações familiares.
Será que eu posso falar abertamente com meu parceiro sobre minhas preocupações e necessidades? Será que meus sentimentos são levados a sério na família? Será que alguém me enxerga ou eu virei um “celofane” em vida? Esses questionamentos são essenciais para levarmos uma vida em família. Não adianta diariamente dizer: tchau eu te amo, até logo se cuida, se realmente eu e o outro não estamos cuidando da relação. Se nós não estamos olhando para o outro e entendendo suas reais necessidades e sonhando os mesmos sonhos ou pelo menos parte deles.
É o momento de perguntar-nos: como lidamos com conflitos?
É evidente que todas as famílias vivenciam conflitos e que nem sempre se solucionam num passe de mágica, por mais que todos os membros se amem e estejam dispostos a dialogar. Alguns conflitos acabam se enraizando tão profundamente em nossa vida individual que vira e mexe vem a tona e o (s) outro (s) não sabe (m) como lidar com isso. A meleca acaba de se dispersar do ventilador. É ai que a tão sonhada boa atmosfera familiar pode ficar densa, pesada e nebulosa.
Muitos casais têm medo de colocar seus reais sentimentos com medo de ser desqualificado ou ser renegado a um segundo plano. Outros ficam com medo de perder seu parceiro ou que suas reivindicações sejam interpretadas como cabo de guerra ou luta de poder. Quem será que flexibilizará o sistema familiar? Quem dará o primeiro passo rumo a bandeira branca? Quem se disponibilizará a iniciar um diálogo franco e amoroso?
Continuo acreditando que quem dá o tom ao convívio familiar é o casal, e, que ambos percebam que os conflitos são necessários. Unidos podem encontrar um caminho para lidar com eles. Não basta que os adultos se amem, é preciso também querer estar juntos e na mesma jornada. Os filhos, apesar de saber que todo pai e mãe brigam, assim como eles brigam com os irmãos ou com os amiguinhos, os filhos precisam de harmonia para desenvolver sentimentos de pertencer e confiança.
Tudo isso me leva a concluir que são necessárias duas coisas para conseguir uma atmosfera familiar bacana: amor e disposição para baixar a guarda e falar sobre os conflitos (o que eu preciso e o que me faz infeliz).