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19.2.11

Compreendendo a Vida afetiva do bebê em seus primeiros Meses


Compreendendo a vida afetiva do bebê em seus primeiros meses O primeiro ano de vida do bebê é de suma importância. Cuidados físicos são muito importantes, tais como: calor, alimentação e atenção a higiene. Entretanto, o pequenino ser precisa muito mais do que isso, ele precisa de amor – fonte nutridora de crescimento mental saudável. Este amor inicial é o que garante a “nutrição mental” ao longo da vida, favorece o desenvolvimento intelectual, emocional e afetivo. Não posso esquecer de mencionar que esperar um bebê significa esperança e otimismo, bem como renovação no amanhã. É claro que como pais desejamos que ele seja um anjinho e ao mesmo tempo, tememos que ele seja agitado e impeça boas noites de sono. Neste momento, cabe a mim dizer que os bebês choram e não escolhem horário para isso, afinal o choro é a comunicação primitiva do bebê. É a primeira forma de interação com o mundo. Os primeiros dias do bebê, e ai posso ressaltar, os primeiros três meses, podem ser bastante duros, tanto para ele como para os pais. A mãe pode se sentir perdida, pequena e insuficiente para cuidar do bebê e dos afazeres que a cerca. O pai ainda não descobriu direito seu papel na família estabelecida – não sabe se agrada a “gregos ou a troianos”. O mesmo ocorre com o bebê – ele não sabe que apito toca. Nosso bebezinho ainda não fala. As novas experiências extrauterinas lhe causam espanto e ao mesmo tempo forte desejo de aproveitá-las ao máximo. Nesse período, a pessoa que pode facilitar o processo é a mãe, pois ela é capaz de estabelecer prioridades e uma rotina para que essas atividades aconteçam. O bebê agradece e se sente seguro com tantos cuidados amorosos e por sentir que nesse início de vida ele é prioritário. O pai, não menos importante, assegura proteção a mãe a ao bebê e com isso confirma o estabelecimento da nova família. Ele pode ser considerado o guardião familiar. Necessidades do bebê O bebê precisa de poucas coisas em seu início de vida. Entretanto, o peso dessas poucas coisas é muito grande. Ele precisa ser amparado, mantido aquecido, alimentado e limpinho. Cada função pode ser melhor compreendida se analisarmos uma a uma individualmente. Amparado e a essa atividade podemos unir o emocionalmente compreendido. O bebê humano é o ser vivo que mais despreparado vem ao mundo – ele não consegue defender a si próprio em seu começo de vida. Ele tem que ser pego, carregado e embalado com cuidado e mantido aquecido e confortável. Dentro do útero ele estava confortável e seguro. Agora ele precisa se adaptar ao mundo externo e para isso necessita sentir que seus pais o carrega com conforto, carinho e segurança e nesse aspecto uma mãe devotada e muito interessada nele faz toda a diferença. Essas atitudes proporcionam ao bebê um sentido de continuidade, de integração e harmonia. Todo seu corpinho é assinalado e contido por um colinho gostoso e aconchegante. São por meio dessas experiências repetitivas que ele acaba descobrindo onde começa e termina seu corpo – é o verdadeiro sentido do ser – ser um bebê humano. Higiene e outra atividade que proporciona grande experiência ao bebê. Os bebês adoram se sentir limpinhos e confortáveis. Entretanto, eu não estou assinalando somente a higiene corporal. Quero enfatizar também a higiene mental. Quando o bebê chora é como se ele também estivesse buscando um alívio para suas aflições e é ai que um adulto pode ajudá-lo a decodificar suas necessidades. O adulto utiliza suas habilidades mentais para ajudar a traduzir a linguagem não verbal do nosso pequeno ser. O adulto facilita o entendimento do bebê e procura resolver grande parte de seus incômodos (fralda suja, fome, frio, calor) e não o deixa só. Alimentação – é um dos maiores deleites do bebê quando tudo vai bem. Posso dizer que é o melhor brinquedo do parque de diversões. É na alimentação que o bebê começa a exercitar o receber. Quando o bebê é alimentado e aqui, no período etário que estou enfatizando (os primeiros meses), amamentado ou ingerindo seu leitinho gostoso e morno, ele está recebendo não só substâncias importantes para o seu desenvolvimento orgânico, mas também amor, carinho e proteção que servirão de alimento para seu desenvolvimento mental e afetivo. Quando o bebê está mamando ele está “experienciando” carências que podem ser satisfeitas por uma mãe disponível e atenciosa. É o amor materno falando mais alto (mas também pode ser uma avó atenciosa ou uma outra pessoa substituta afetuosa). Desenvolvimento do amor e confiança é regido pelo número de experiências boas e tranquilizadoras que tivemos na infância. É claro que ninguém tem só boas experiências, mas é de suma importância que quando bebê, tenhamos tido um excedente de boas experiências em relação as ruins. O que seriam as boas experiências? Pais amorosos que acalmam seu bebê quando chora, um bom leite morno para aplacar a fome, uma roupinha bem confortável nos dias quentes e outra para os dias mais frios, um creminho para tratar a assadura do bumbum, um colo aconchegante e afetuoso, entre outras – tudo isso faz o bebê se sentir melhor e amado e num futuro próximo ele retribuirá com um belo sorriso. Não quero dizer que o bebê nunca pode sofrer uma frustração ou não ter nenhuma má experiência. Mesmo porque, seria enganoso assegurar que a vida humana não passa por conflitos. Conforme o bebê vai se desenvolvendo ao longo dos meses, algumas pequenas frustrações possibilitam a ele exercitar sua capacidade de tolerar alguns desejos não satisfeitos – é o início do exercício mental. O exercício mental proporciona ao bebê utilizar a memória, comparar dados de realidade e usar princípios de probabilidade – eles realmente são muito inteligentes. Ele aprende que pode esperar um pouquinho e que isso não significa que a mamãe sumiu com a comida (leitinho), que ele não foi abandonado e que pode lidar um pouquinho com o sofrimento da espera. Outras dificuldades não menos importantes, é o bebê que não dorme ou que rejeita o alimento. A dificuldade em dormir pode estar sinalizando a dificuldade em ficar sozinho, em se separar da mamãe e ser deixado só com suas fantasias. Fantasias sim – os bebês também imaginam e fantasiam coisas nem sempre paradisíacas – é normal e esperado. Se os pais não mantiverem a calma e se desesperarem ou ficarem ansiosos demais, os bebês fazem a leitura e se confrontam com o desconforto dos pais, gerando um ciclo vicioso regado por medo e ansiedades. Quase que desconsiderei um item muito importante, proteção e estímulo. No comecinho da vida do bebê (cerca dos três primeiros meses), ele precisa de um ambiente quieto e confortável (silêncio, suavidade e temperatura adequada), sem muitos estímulos áudio e visuais e que não favoreçam a agitação, a inquietude e a ansiedade. A partir dessa fase, o brincar já pode ser iniciado por meio e chocalhos, brinquedinhos coloridos, sons tranqüilizantes e outros, pois o bebê enquanto brinca, ele pensa sobre sua vidinha, sobre o mundo a sua volta e o significado que pode dar a ele.

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