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23.5.11

Conviver em família é um jogo



Conviver em família também é um jogo


Cada família cria ou desenvolve seu jeito próprio de conviver entre si e nenhum especialista pode garantir que este ou aquele modo será melhor. Isto por que há muitas variáveis em jogo. Viver em família nem sempre dá para seguir normas rígidas ou afirmar que existe uma fórmula ideal de felicidade. Entretanto, alguns aspectos merecem atenção e podem assegurar uma dinâmica familiar mais flexível e saudável.
Parece que quanto mais vivemos e estamos perto das famílias, percebemos que a qualidade da convivência entre os adultos acabam impondo um tom e decidindo sobre a atmosfera afetiva da família. Aqui vale a máxima: pais briguentos e desrespeitosos geram um clima de guerra entre os membros familiares. Voces tem dúvida disso?
A vida em família é como uma cascata de dominó. Veja se eu não tenho razão: caso uma criança adoeça, mesmo que seja uma simples gripe ou uma dor de ouvido, isso pode exigir que a mãe permaneça a noite toda acordada tentando promover alívio ao filho. Não é muito diferente em ter que ficar acordada até o filho adolescente chegar em casa após uma “baladinha”. Haja estrutura materna para agüentar noites mal dormidas. São exemplos muito simples, mas que falam do nosso dia a dia e podem expressar sensação de desanimo e cansaço. Afinal a rotina diária é cansativa e demanda muita energia de nossa parte para que ela prossiga sobre os trilhos.
As pequenas turbulências que ocorrem em nosso lar são suficientes para dar o tom da atmosfera familiar e depende muito de como os adultos administram tudo isso, ou, melhor dizendo, como todos lidam com isso. Não falo dos pensamentos e das atitudes que tomamos frente a um problema no transcorrer da semana ou do mês. Falo daquilo que raramente falamos ou evitamos falar que é o sentimento que permeia as “coisinhas’ do dia a dia. Na verdade são os sentimentos que colorem o dia a dia e que vão fazer a diferença nas relações familiares.
Será que eu posso falar abertamente com meu parceiro sobre minhas preocupações e necessidades? Será que meus sentimentos são levados a sério na família? Será que alguém me enxerga ou eu virei um “celofane” em vida? Esses questionamentos são essenciais para levarmos uma vida em família. Não adianta diariamente dizer: tchau eu te amo, até logo se cuida, se realmente eu e o outro não estamos cuidando da relação. Se nós não estamos olhando para o outro e entendendo suas reais necessidades e sonhando os mesmos sonhos ou pelo menos parte deles.
É o momento de perguntar-nos: como lidamos com conflitos?
É evidente que todas as famílias vivenciam conflitos e que nem sempre se solucionam num passe de mágica, por mais que todos os membros se amem e estejam dispostos a dialogar. Alguns conflitos acabam se enraizando tão profundamente em nossa vida individual que vira e mexe vem a tona e o (s) outro (s) não sabe (m) como lidar com isso. A meleca acaba de se dispersar do ventilador. É ai que a tão sonhada boa atmosfera familiar pode ficar densa, pesada e nebulosa.
Muitos casais têm medo de colocar seus reais sentimentos com medo de ser desqualificado ou ser renegado a um segundo plano. Outros ficam com medo de perder seu parceiro ou que suas reivindicações sejam interpretadas como cabo de guerra ou luta de poder. Quem será que flexibilizará o sistema familiar? Quem dará o primeiro passo rumo a bandeira branca? Quem se disponibilizará a iniciar um diálogo franco e amoroso?
Continuo acreditando que quem dá o tom ao convívio familiar é o casal, e, que ambos percebam que os conflitos são necessários. Unidos podem encontrar um caminho para lidar com eles. Não basta que os adultos se amem, é preciso também querer estar juntos e na mesma jornada. Os filhos, apesar de saber que todo pai e mãe brigam, assim como eles brigam com os irmãos ou com os amiguinhos, os filhos precisam de harmonia para desenvolver sentimentos de pertencer e confiança.
Tudo isso me leva a concluir que são necessárias duas coisas para conseguir uma atmosfera familiar bacana: amor e disposição para baixar a guarda e falar sobre os conflitos (o que eu preciso e o que me faz infeliz).

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