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28.9.11

Homem também apresenta queda hormonal após nascimento do bebê



Homem também apresenta queda de hormônio após o nascimento do bebê
Até pouco tempo era conhecido que as puérperas apresentavam uma redução no nível de hormônio feminino. Essa queda estava relacionada a necessidade biofisiológica da mulher em direcionar sua atenção e afeto ao seu filhinho recém chegado. Seria a verdadeira preservação do ninho que acabara de nascer.
Pesquisas atuais têm demonstrado que os homens, quando se tornam pais recentes, também apresentam essa queda de hormônio, ou seja, de hormônio masculino. É como se a natureza também estivesse olhando para o todo e ajudasse a preservar a nova família que se formou.
Assim como as mães, os homens também estariam aptos a cuidarem de seu filho - ao seu modo é claro – com um jeito masculino de ser!
Muitos de vocês poderiam estar questionando a queda do nível hormonal, baseando-se na idade do homem e com isso detectando um viés nos achados obtidos com essa afirmação. O mais interessante de tudo, é que essa pesquisa foi realizada com mais de 600 homens em idade compatível com a reprodução e comparado com homens na mesma idade e sem filhos.
É claro que com o avançar da idade masculina, a taxa de testosterona vai declinando lentamente. Todavia, o estudo mostra que essa queda foi duas vezes maior quando o homem se tornou pai (estudo publicado na revista científica The Proceedings of the NationalAcademy of Science de 2011).
Outro dado inédito foi observado em pais que passavam mais de três horas por dia brincando com seus filhos. Esses homens também efetuavam tarefas habituais do dia a dia, tais como, alimentar, promover cuidados de higiene, vestir e até mesmo ler livros de historinhas para suas crianças. Os homens que desempenhavam essas atividades também apresentavam queda do nível de testosterona plasmática.
O Dr. Christofer Kusawa (lider da pesquisa), afirmou que cuidar dos filhos é um trabalho tão grande que, por necessidade, requer cooperação de ambos os pais para que as coisas fluam de uma maneira satisfatória, e, que os genitores são biofisiológicamente programados para ajudar nessas funções, e, por isso o estudo foi tão inovador.
A inovação da pesquisa foi surpreendente, a partir, do momento que ela pode demonstrar, objetivamente, que a paternidade, e, as exigências no cuidado de um ser humano totalmente dependente de outro, requerem muitos ajustes nos primeiros meses de vida do bebê. Neste aspecto, os reguladores primordiais seriam os emocionais, os psicológicos e os físicos para atender as demandas do momento.
Os resultados revelados por esse estudo, vão de encontro ao que já era conhecido a algum tempo, ou seja, os recém-papais, assim como as recém-mamães também podem apresentar o “baby blues”.
O “baby blues” seria um estado de impotência frente as exigências que o novo serzinho demanda de seus pais, deixando-os com sentimentos de que não conseguirão dar conta do ‘recado”.
Outro dado fomentado pela pesquisa, é que os níveis inferiores de testosterona nos recém-papais estariam relacionados a maior proteção contra doenças crônicas, o que poderia explicar, em parte, por que os homens casados e com filhos são, em geral, mais saudáveis que os homens solteiros da mesma idade. Seria o fator responsabilidade para com a família falando mais alto.
As informações obtidas com esse estudo podem trazer um sentido a mais, se aceitarmos a idéia de que homens com níveis inferiores de hormônio masculino têm maior probabilidade de manter um relacionamento monogâmico com sua parceira, de auxiliar no cuidado para com os filhos e de preservar a unidade familiar.
Seria isso verdade inquestionável?
Precisamos aguardar novas informações científicas
De qualquer forma, as informações colhidas no estudo nos faz nos aproximarmos mais dos homens e a vê-los como parte integrante do processo de cuidar dos filhos e de assegurar a unidade, tão necessária, que é a família.

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