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29.11.11

Como interpretar o desenho das crianças



O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação da criança de seu mundo interior e exterior.
O especialista deve levar em conta a condição biográfica e familiar da pessoa que desenhou, bem como sua história pessoal, que servirá como marco de referência de quem está fazendo o desenho. Além disso, é necessário levar em conta que um desenho é importante, mas não define tudo. É uma expressão de sentimentos e de desejos que podem ajudar a saber, por exemplo, como se sente a criança a respeito da sua família, sua escola, etc. Através dos desenhos das crianças, pode-se observar detalhes que para uma pessoa adulta pode passar despercebido. O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação entre a criança e seu mundo exterior. A primeira porta que a criança abre o seu interior.
Formas de interpretação do desenho infantil
Existem algumas pistas que podem orientar os pais sobre o que diz o desenho do seu filho. No entanto, são puramente orientações. Segundo a especialista canadense, Nicole Bédard, o desenho diz muitas coisas. Exemplos:
Posição do desenho – Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento atual.
Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas parecem ser feitas por crianças que normalmente precisam de pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.
Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.
A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstra falta de vontade ou fadiga física.
As cores do desenho – O vermelho representa a vida, o ardor, o ativo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; o laranja, necessidade de contato social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o marrom, a segurança e planejamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação. 
Esses tipos de interpretação, são apenas uma pincelada dentro do grande mundo que é o desenho infantil. Não devemos generalizá-los. Cada criança é um mundo, assim como as regras de interpretação do desenho infantil. Se algo lhe preocupa com seu filho, procure a ajuda de um especialista

Voce sabe o que é Cyberbulling?


Voce sabe o que é Cyberbullyng?

Chama-se Cyberbullying ao ato de, intencionalmente, denegrir, ameaçar, ou humilhar alguém, através das redes sociais, ou outras plataformas virtuais. É um comportamento inaceitável e incorrecto, que não deve ser desvalorizado ou ignorado ainda que, na sua generalidade, seja protagonizado por jovens contra outros jovens.
Como agir?
  Hoje deixamos alguns dicas sobre como aconselhar os seus filhos no caso destes receberem mensagens ofensivas no seu telemóvel, no seu perfil numa rede social (MySpace, Facebook, entre outros) ou quando estão  jogando online:
  

1. Nunca responder a mensagens que têm como objetivo de ofender quem as recebe, pois estará  encorajando o agressor, e bloquear de imediato o remetente.
  
2. Guardar sempre este tipo de mensagem, pois esta pode servir de prova caso o assunto assuma proporções maiores.
  
3. Reportar o problema a pessoas que possam ajudar a resolvê-los, como os administradores dos sites onde a mensagem foi recebida; e qualquer situação ilegal deve ser denunciada às autoridades. Relatar também a situação a alguém de confiança - pais, amigos ou professores.

4. Ensinar a respeitar-se a si próprio e aos outros, tentando demonstrar que estar online é bastante público e real, apesar de não parecer.

Mostre ao seu filho que a Internet é uma ótima ferramenta quer de estudo, quer de diversão, mas que tem os seus perigos e que é fácil saber como evitá-los!

Nem sempre nossos filhos conseguem ter a dimensão de seus atos, devido a sua própria imaturidade. Para tanto, eles ainda precisam da supervisão e do aconselhamento de um adulto.

27.11.11

Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe – Bebê nasceu! ...e agora? Depressão Pós-parto


Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe – Bebê nasceu! ...e agora?
 E o que dizer da depressão pós-parto
Nos últimos vinte anos, tem havido um crescente reconhecimento de que para algumas mulheres, a gravidez pode vir sobrecarregada de muitos transtornos de humor, e, em particular da depressão.
Para algumas mulheres o período da gestação é coroado de muitas alegrias, para outras surge o peso da tristeza e da melancolia.
Estima-se que cerca de trinta por cento das gestantes apresentem sintomas depressivos durante a gestação e que vinte por cento sejam realmente caracterizadas como depressivas.
A depressão pós-parto tem sido vinculada a rupturas no estabelecimento da comunicação mãe-bebê: menor atenção da mãe com seu bebê, menor comunicação vocal e visual, menor frequência das interações que envolvem o tocar, o sorrir, o interagir com a criança.
As mãe deprimidas tem dificuldade em realizar a leitura das necessidades de seus bebês e acabam por se tornarem invasivas, negativistas, pouco afetivas e continentes com seus filhinhos.
O que será que predispões uma mulher a sofrer de depressão pós-parto?
Novamente os culpados são os hormônios femininos. Algumas mulheres possuem uma sensibilidade particular a alterações hormonais, sendo o estresse gestacional/pós-gestacional o gatilho para o desencadeamento da depressão. Por outro lado, outros estudiosos acreditam que a história familiar da mulher, sua relação com sua mãe e parentes próximos teriam um efeito adicional na alteração do humor da mulher no período perinatal.
Com o parto, ocorrem reações conscientes e inconscientes na mulher e não podemos negar que essas reações também ressoam no ambiente familiar e social, que podem reativar ansiedades – ansiedades relacionadas ao próprio parto e nascimento – seria o primeiro marco da perda de todo o aconchego e prazer que tínhamos dentro do útero e a saída irrevogável para o mundo em que todos vivem.
O nascimento deixa uma cicatriz de parto, representada pela cicatriz umbilical, a qual simboliza a separação. Portanto, o parto , para a mãe, é vivido como uma forte separação de algo que por um tempo foi sentido como seu e que agora tem uma vida independente dela, mas que ao mesmo tempo é inteiramente dependente dela. É como perder uma parte de si e encontrar essas mesmas partes em outro lugar.
Parece confuso, não? É pura poesia!
Além dos acontecimentos inconscientes, a mulher também expressa carência materna e do companheiro. Quando essas carências não podem ser, de alguma forma superada ou contemplada, a puérpera pode erguer alguns mecanismos de defesa para tentar lidar com a situação e esses mecanismos vão variar de mulher para mulher. Entre eles é comum a recém-mamãe apresentar-se cheia de energia, euforia, preocupação com seu estado físico, preocupação com a ordem e organização da casa. As visitas são recebidas com muito calor humano, a disposição em dar conta de tudo é exacerbada e quem olha a puérpera não acredita que ela precisa de ajuda – ela está dando conta de tudo.
Todavia, seu aspecto físico sinaliza cansaço, doenças podem surgir e distúrbios do sono aparecem facilmente
Ao contrário, a nova-mamãe pode apresentar-se com um profundo retraimento. Ela prefere ficar isolada, sente uma certa decepção pelo bebê que acabou de chegar ao mundo, sente-se carente e dependente de proteção.
Parece que ela compete pelas atenções e carinhos direcionados ao bebê. Sua percepção é de que ela vive a serviço do bebê e que nunca mais recuperará sua identidade pessoal.
Uma mulher mais sensível, certamente terá mais segurança se ela dispuser de uma rede de apoio que colabore de maneira satisfatória, proporcionando confiança e segurança, principalmente no que diz respeito as atividades maternas. Quanto menos critica e hostilidade ela receber, um ambiente mais acolhedor e carinhoso ela vai perceber. Isso facilitará o resgate de sua autoconfiança e a capacidade em responder as necessidades do bebê.
Não querendo ser nostálgica, mas até alguns anos atrás era comum o filho mais velho colaborar no cuidado com o filho mais novo. Isso de certa maneira já propiciava algumas competências para a maternidade ou mesmo paternidade no futuro. Com as famílias reduzidas, essas experiências foram se tornando mais escassas e derradeiras.
Fatores de risco podem ser identificados, no sentido de apontar mulheres com maior potencial para o desenvolvimento da depressão pós-parto. Entre eles é possível destacar: histórico pessoal ou familiar de doença psiquiátrica, histórico de abuso sexual, abuso de álcool e drogas, dificuldade em contar com uma rede de apoio ou de suporte nos primeiros meses pós-parto, perda de emprego, luto familiar ou de ente querido, dificuldade financeira e de moradia, privação de sono no final da gestação, dificuldade em lidar com o temperamento do bebê.
Dados apontam que a depressão pós-parto pode não ser prevenida, porém pode ser esclarecida em grupos de psicoprofilaxia da gestação, parto e puerpério, tornando o assunto “mais palatável” entre as mulheres no período gestacional.
O início da depressão pode ocorrer não somente poucas semanas após o parto, mas também até sete meses após este. O que nos sugere que um cuidado na observação do humor das recém-mamães no primeiro ano após o parto é muito importante, principalmente em mulheres com histórico de depressão.
Algumas alternativas surgem como esperança na tentativa de reduzir a ocorrência de depressão pós-parto,e, entre elas podemos citar: cursos de preparo para maternidade, psicoterapia, prescrição de remédios de indicação médica e manter o sono em dia.

Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe - Bebê nasceu! ...e agora? Baby-blues


Quase duzentos e setenta dias dentro da mamãe – Bebê nasceu! ...e agora?
Baby-blues

...E vamos lá. Continuar de onde paramos – o baby-blues.
A mamãe fica ansiosa, estressada e angustiada com tudo que ela tem que fazer: cuidar do bebê, dar conta dos afazeres da casa, cuidar do companheiro, receber as visitas, entre outras atividades do cotidiano, e, ainda, quando sobra um tempinho, se dar uma olhadinha no espelho e reparar que não deu tempo para pentear os cabelos. É uma verdadeira maratona fora de competição.
A maioria das avós comenta que o culpado de tudo isso são os hormônios femininos em descompasso que tomam conta do corpo da mulher –  “como um encosto “desde o comecinho da gestação. No início eles provocam náuseas, vômitos, sonolência, humor lábil e agora, no pós-parto, provocar esse tal de “bebê-azul”.
Baby-blues – algo melancólico que deixa a mulher meio estranha.
De um lado ele instiga a mãe a lembrar constantemente que o bebê existe e do outro deixa a mãe também azulada, azulada no sentido de se sentir meio perdida, com sentimentos de menos valia e de que não vai dar conta da situação.
Deve ser azul de raiva por não entender o que o bebê quer dizer com seu chorinho (as vezes chorão) no seu comecinho de vida, azul por não ter outra opção de cor, pois seus vestidos coloridos de não grávida não lhe vestem bem ainda, azul por permanecer muito tempo acordada sob a luz do abajur. Azul, por poder ser a cor da mágoa sem causa aparente, que se agrava aos menores fatos do dia a dia.
Penso que grandes autores da dramaturgia, por mais que tentem, são incapazes de tecer um enredo tão rico como o da mulher no período do baby blues. São as estações chuvosas e nebulosas que melhor o exemplificam.  É uma grande turbulência que permite a mulher entrar em contato íntimo com seu filho – acomete cerca de 70% a 90% das puérperas. Aparece por volta do terceiro ou quarto dia pós-parto e dura mais alguns dias.
Contudo, como saber diferenciar um clássico baby-blues de uma depressão puerperal?
O Baby-blues pode ser considerado como um estado de fragilidade e hiperemotividade em que a puérpera se “desmancha” em lágrimas, chora por algumas horas e logo depois nem pensa mais sobre o que desencadeou seu pranto. Entre um choro e outro, há espaço para a alegria de ter dado a luz a um bebê saudável e desejado.
Portanto, o choro é intermitente e o que fala mais alto é o sentimento de incapacidade em assumir o papel de mãe.
E as mães que já tiveram filhos anteriormente, elas também vivenciam o baby-blues? Certamente, só que elas temem não dar conta de todos eles.
Bem, parece que rodeamos, circulamos e não respondemos o que desencadearia o baby-blues.
Para alguns estudiosos do assunto, os culpados da turbulência emocional das mulheres recém paridas seriam os hormônios femininos em queda rápida. Todavia, como explicar a mãe de bebês prematuros que, muitas vezes, só levam seus filhos para casa após uma, duas ou mais semanas pós-parto e até então não apresentaram os sintomas do baby-blues? Não nego a tristeza que elas sentem por não estar com seus bebês nos braços.
Passado o período de hospitalização do bebê, ambos (mãe-bebê) retornam ao lar e sem que ninguém perceba, o baby-blues começa a mostrar suas garrinhas e a mãe se desmancha em lágrimas, torna-se hipersensível e melancólica.
Sem falar nas mães que adotam bebês. Elas também, em sua maioria, não escapam do baby-blues (choro, tristeza, falta de confiança em si mesma, sentimento de incapacidade em serem boas mães, entre outros).
Françoise Dolto e Myriam Szejer* costumam afirmar que o bebê começava a ser a partir do terceiro dia pós-parto. Tempo quase que suficiente para a mãe identificar que o bebê em seus braços não é o mesmo que ela construiu em seu imaginário durante nove meses. Este bebê é singular, único, diferente de tudo que ela pode imaginar.
É um momento onde a recém-mãe pode perceber que seu filho é dependente dela para tudo e o tudo é o tudo mesmo. Não tem um tudo parcial ou compartilhado – ele é um “serzinho” a mercê de seus cuidados e afetos: alimentar, higienizar, promover calor, mobilidade, aconchego, ternura, amor e tantos outros afetos e qualidades que só uma mãe devotada comum** poderia oferecer ao seu bebê.
O terceiro dia pode ser também o período em que o bebê começa a mostrar ao que veio. Sua força de vida e sua vontade de viver neste mundo que o cerca. O choro se torna mais forte, o bebê dorme um pouquinho menos, há o início do diálogo mãe-bebê – olho no olho, o leite desce, o bebê precisa ser inserido no seio familiar e ocupar seu espaço. A mãe é capaz de relembrar fatos de seu passado mais remoto – é como se acontecesse algo mágico e a mente da mulher ficasse mais transparente aos fatos de sua história.
Os recém-papais também não escapam do baby-blues. Pode não ser tão acentuado como nas mulheres, mas também exibem um certo grau de melancolia. Refletem se serão bons pais, se darão conta em cuidar da família e prover o necessário para todos. Muitos pensam se ainda terão assegurado seu lugar no coração de suas companheiras. Não se espantem se alguns maridos após o nascimento de seu filho “cair de cama” em decorrência de uma gripe, sinosite ou outra patologia que simbolize esse período conflitante.
É interessante lembrar que a mulher teve nove meses para se adaptar e se acostumar com a idéia de ser mãe. Para o homem, o significado é mais demorado, pois os ingredientes da massa não são adicionados um a um em seu ventre mês após mês. Quando ele menos espera, o bolo já vem prontinho e decorado com um laçinho azul ou rosa.
É com o parto e a proximidade do bebê que o homem experimenta a realidade de ter uma vida sob sua responsabilidade. Portanto, foi preciso cortar o cordão umbilical que ligava o bebê a mãe para que o papai pudesse se conectar psicológicamente ao seu filho. Foi da cisão da mãe com o bebê que nasceu, realmente, a união da criança com seu pai. 

5.11.11

O que fazer quando a criança pequena chora e a mãe precisa trabalhar?


O que fazer quando a criança pequena chora e a mãe precisa trabalhar?
Este não é um fato isolado, e, certamente
acontece em muitos lares. As mães desempenham vários papeis (esposa, filha, neta,
funcionária, chefe entre outros tantos) e se sentem na obrigação de darem conta
de todos.
Entretanto, quando o assunto é filho, a coisa
“entorna”, principalmente, por que eles conseguem nos enganchar num sentimento terrível
e devastador - o de culpa ou de que não estarmos fazendo de tudo para sermos
boas mães.
Independente do sentimento gerado, quando a
mãe tem que sair para o trabalho, não é nada confortável deixar o filho
chorando. Nós nos sentimos verdadeiras algozes e desalmadas perante as
crianças.
De nada vale nos sentirmos assim, com esse
tipo de atitude das crianças, e, aqui estou me referindo as crianças
pequeninas, na faixa de um a um ano e meio (1 a 1,5 anos). A primeira coisa que
temos de entender é o que está se passando com a criança nessa faixa etária.
A criança com cerca de 15 meses está numa
fase que denominamos de “treinamento”. É uma fase muito importante para ela,
pois, já adquiriu a posição ereta, seu plano de visão mudou e ela pode ver o
mundo sob vários ângulos.
Parece
que seu bum-bum é um verdadeiro coxim – macio e muito resistente a quedas. É
uma fase de verdadeiros arqueologistas, pois exploram tudo. Não sobra um cantinho
ou um buraquinho - muito menos os buraquinhos das tomadas.
Sua tolerância
a frustração está um pouco mais refinada, ou seja, já tolera que alguém ou um
amiguinho lhe tire um brinquedo sem chorar torrencialmente como fazia até pouco
tempo.
Aceita com mais facilidade as pessoas e gosta
de se aproximar e interagir com elas. Digo isso, por que na fase anterior
(menos de quinze meses) a criança estava muito mais ligada a mãe e periodicamente
“treinava” se separar da dela, retornando de tempos em tempos para se abastecer
de afeto e da presença da mamãe.
Entretanto, nem tudo são flores e precisamos
recordar que estamos falando de uma criança de cerca de um ano e meio.
Nessa fase a criança ainda é pequena para
entender que a mãe vai sair para trabalhar e a seguir voltará para casa. Muitas
delas se sentem inconsoláveis.
A criança também precisa de um período de
adaptação para se afastar da mãe – ir se acostumando paulatinamente a outra
pessoa ou a escolinha. Quero enfatizar que a separação é lenta e gradual.
Apesar da criança ser bem novinha, a mãe deve
conversar e explicar, em palavras de fácil entendimento, que “a mamãe vai sair para trabalhar e que
voltará ao final do dia”. Mesmo que a criança demostre certo descontentamento,
as palavras carinhosas da mãe geram conforto e segurança.
A criança nessa fase ainda precisa ter a lembrança
mais freqüente da mãe. Para tanto vale telefonar algumas vezes durante o dia
para que ela ouça voz da mãe, deixar perto dela um objeto exclusivo da mãe: um
porta retrato com a foto da mamãe ou da família, ou se preferir a tecnologia,
falar com ela pelo computador ou pelo Ipad. São formas de aliviar a separação e
transformar esse processo em algo mais lúdico e confiante.