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5.11.11

O que fazer quando a criança pequena chora e a mãe precisa trabalhar?


O que fazer quando a criança pequena chora e a mãe precisa trabalhar?
Este não é um fato isolado, e, certamente
acontece em muitos lares. As mães desempenham vários papeis (esposa, filha, neta,
funcionária, chefe entre outros tantos) e se sentem na obrigação de darem conta
de todos.
Entretanto, quando o assunto é filho, a coisa
“entorna”, principalmente, por que eles conseguem nos enganchar num sentimento terrível
e devastador - o de culpa ou de que não estarmos fazendo de tudo para sermos
boas mães.
Independente do sentimento gerado, quando a
mãe tem que sair para o trabalho, não é nada confortável deixar o filho
chorando. Nós nos sentimos verdadeiras algozes e desalmadas perante as
crianças.
De nada vale nos sentirmos assim, com esse
tipo de atitude das crianças, e, aqui estou me referindo as crianças
pequeninas, na faixa de um a um ano e meio (1 a 1,5 anos). A primeira coisa que
temos de entender é o que está se passando com a criança nessa faixa etária.
A criança com cerca de 15 meses está numa
fase que denominamos de “treinamento”. É uma fase muito importante para ela,
pois, já adquiriu a posição ereta, seu plano de visão mudou e ela pode ver o
mundo sob vários ângulos.
Parece
que seu bum-bum é um verdadeiro coxim – macio e muito resistente a quedas. É
uma fase de verdadeiros arqueologistas, pois exploram tudo. Não sobra um cantinho
ou um buraquinho - muito menos os buraquinhos das tomadas.
Sua tolerância
a frustração está um pouco mais refinada, ou seja, já tolera que alguém ou um
amiguinho lhe tire um brinquedo sem chorar torrencialmente como fazia até pouco
tempo.
Aceita com mais facilidade as pessoas e gosta
de se aproximar e interagir com elas. Digo isso, por que na fase anterior
(menos de quinze meses) a criança estava muito mais ligada a mãe e periodicamente
“treinava” se separar da dela, retornando de tempos em tempos para se abastecer
de afeto e da presença da mamãe.
Entretanto, nem tudo são flores e precisamos
recordar que estamos falando de uma criança de cerca de um ano e meio.
Nessa fase a criança ainda é pequena para
entender que a mãe vai sair para trabalhar e a seguir voltará para casa. Muitas
delas se sentem inconsoláveis.
A criança também precisa de um período de
adaptação para se afastar da mãe – ir se acostumando paulatinamente a outra
pessoa ou a escolinha. Quero enfatizar que a separação é lenta e gradual.
Apesar da criança ser bem novinha, a mãe deve
conversar e explicar, em palavras de fácil entendimento, que “a mamãe vai sair para trabalhar e que
voltará ao final do dia”. Mesmo que a criança demostre certo descontentamento,
as palavras carinhosas da mãe geram conforto e segurança.
A criança nessa fase ainda precisa ter a lembrança
mais freqüente da mãe. Para tanto vale telefonar algumas vezes durante o dia
para que ela ouça voz da mãe, deixar perto dela um objeto exclusivo da mãe: um
porta retrato com a foto da mamãe ou da família, ou se preferir a tecnologia,
falar com ela pelo computador ou pelo Ipad. São formas de aliviar a separação e
transformar esse processo em algo mais lúdico e confiante.

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