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11.1.12

E o bebê se lembra de tudo?


E o bebê se lembra de tudo?
O bebê tem um tipo “especial de memória” que ainda não pode ser configurada como memória consciente de longo prazo. Vamos entender isso melhor.
A criançinha, e a ela me refiro, ao bebê em seu começo de vida, já iniciou sua trajetória rumo as lembranças de coisas importantes, mas não da forma que esperamos. Trata-se da memória de reconhecimento.
Este tipo de memória permite ao bebezinho reconhecer e identificar pessoas e objetos vistos anteriormente. É por isso que, muitas vezes, o papai que fez muita careta para ele num dia, no outro, o bebê repete o comportamento como se estivesse dizendo: “eu sei o que você fez ontem”. Isso é “memória” e cognição.
A memória vai se aperfeiçoando à medida que a criançinha vai se desenvolvendo física e emocionalmente. O estímulo, as brincadeiras, o aconchego e o balanceio contribuem muito para o estabelecimento dessa memória. Os neonatos reconhecem a voz de sua mãe ao nascer por que já estavam acostumados com ela durante todo seu desenvolvimento intrauterino, assim como a do papai e das pessoas de convivência diária. Não é a toa que alguns bebês acostumados a “ouvir Bach” durante a gestação, se acalmam quando o seu responsável o deixa por alguns instantes “curtindo” o artista clássico.
            Outro aspecto interessante é o desenvolvimento dos órgãos dos sentidos no bebê. O tato, audição e olfato são muito desenvolvidos na criança ao nascer. Tanto isso é verdade que bebes amamentados ao seio são capazes de reconhecer o cheiro da mãe depois de cerca de uma semana pós nascimento, e em algumas semanas estão aptos a reconhecer o rosto dos pais e familiares e de expressar suas preferências por eles – isso acontece devido ao efeito “repetição”.
            Já a memória de curto prazo, capacidade de se lembrar de alguns detalhes de uma experiência específica em um período curto de tempo, esta começa a mostrar ação entre o final do primeiro semestre e o final de segundo semestre de vida do bebê (6 meses a 12 meses). Quanto mais ele viver uma determinada experiência, mais ele as fixará. Daí a importância das boas experiências do bebê.
Por boas experiências quero dizer, as mamadas gostosas, o pouco tempo que aguardou pela mãe quando a solicitou, o acolhimento nos momentos difíceis (cólica, febre, mal estar), o colinho aconchegante e tantos outros exemplos positivos – não quero dizer que o bebê não possa ter nenhuma frustração – até pode, mas gradualmente.
Com essa idade, seu bebê será capaz de lembrar onde estão seus brinquedos e a imitar ações que viu até uma semana antes. Ao mesmo tempo, também começará a mostrar que sabe o que vai acontecer na hora da comida, do banho e de ir para a cama.
Saber previamente o que vai acontecer é uma forma de mostrar que ele se lembra do que aconteceu da última vez. 
Querem um exemplo? Quando a mãe traz o pratinho de comida, o bebê sorri, bate as perninhas e ao mesmo tempo fica impaciente para saborear a comidinha. É por quê ele se ‘lembra” de como esse momento é prazeroso e conforta sua barriguinha.
Todavia,  a memória consciente de longo prazo e para eventos específicos, só vai aparecer depois do primeiro aniversário do bebê, entre 1 ano e 2 meses e 1 ano e meio. 

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