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18.3.12

Voce conhece as competências do bebê no primeiro ano de vida?


Voce conhece as competências do bebê no primeiro ano de vida?
 
            Antigamente acreditava-se que o bebê ao nascer era semelhante a uma folha em branco, ou, a um “pendrive” virgem. Sua única missão era mamar, dormir, chorar e eliminar urina e fezes. Só a partir do contato inter-humano é que suas habilidades iriam sendo definidas.
            Ao contrário de alguns anos atrás, todos os bebês nascem com uma matriz genética, ou seja, reflexos que visam garantir sua proteção e sua sobrevivência. De início, esses reflexos são comandados pelo cerebelo.
Com a maturação do sistema nervoso da criançinha, esses reflexos vão regredindo, dando lugar a outros movimentos conscientes. Pais e cuidadores podem acompanhar o desenvolvimento maturacional de seu bebê observando os seguintes aspectos:
Até aos 3 meses
Reflexo de sucção (ou sugar, chupar): ao colocar o dedo, chupeta ou mamilo na boca do bebê, este apertará os lábios e moverá a língua para trás e para a frente.
Até aos 6 meses
Reflexo de preensão palmar e dos pés: ao passar um dedo na palma da mão do bebê, ele deverá fechar os dedos em volta do seu. Faça o mesmo na planta do pé e o bebê deverá enrolar os dedos dos pés.
Até aos 9 meses
Reflexo de defesa: ao deitar o bebê de barriga para cima, segure num brinquedo a 30 cm do bebê e desça-o lentamente na sua direção. O bebê reagirá, virando a cabeça para um dos lados.
Até aos 12 meses
Reflexo de pisar: ao pegar no bebê por debaixo dos braços, este deverá fazer força com os pés como se quisesse suportar o seu próprio peso. O reflexo expira quando é substituído pela postura intencional ereta e pelo caminhar.

            Na verdade o bebê já realiza algumas proezas dentro do útero da mãe: chupa o dedinho, lambe e brinca com seu cordão umbilical, adota posições preferenciais, ouve e reconhece a voz de seus parentes mais achegados (com cerca de 20 semanas - principalmente a da mamãe), reage a posições desconfortáveis da mãe, sente o estresse da mãe e do ambiente que o circunda, entre outros.
Ao nascer, já nas primeiras semanas, seus cinco sentidos estão em ebulição. Entretanto, para a ativação dos mesmos, a mãe tem papel fundamental para estimular o processo. No que diz respeito a visão, o rosto humano é o que mais cativa o bebezinho; a voz da mãe o acalma e o acolhe, o cheiro do corpo materno estimula seu olfato para o aleitamento e o reconhecimento da mãe.
O tato está associado ao “reconhecimento de todo o seu ser – a sua existência enquanto ser humano – a mãe com seus cuidados maternais e de higiene delimita o seu corpinho, lhe dando noção de continuidade. O tato vai sendo aprimorado ao longo do primeiro ano, a partir dos diversos tipos de toques e texturas no qual o bebê vai sendo apresentado.
O paladar já está sendo aprimorado desde o intraútero, por meio do “degustar” do líquido aminiótico, e, depois do nascimento, pelo contato com o leite materno e os outros sabores e texturas que estão por vir.
Um grande marco no desenvolvimento do bebê, em seu primeiro ano de vida, é sua habilidade de explorar o mundo ao seu redor – é a sua grande oportunidade de conhecer a si e ao outro. Aos 3 meses, o bebê adquire controle da cabeça, movimenta com vigor seus olhinhos, reconhece os familiares e sorri gostoso para eles.
Aos 6 meses, o mundo já mudou bastante. O bebê já deixou de olhar para o “teto” e agora enxerga o mundo em 360 graus. Rola, alcança objetos e seus dedinhos parecem verdadeiras pinças – seus movimentos estão ficando mais delicados. Adoram mover objetos de uma mãozinha para outra. Adoram movimento de rebolado!
Aos 9 meses o bebê está rumo a independência. Está aprendendo a engatinhar e a colocar-se de pé. Perto dos 12 meses, o bebê estará com as pernas mais firmes para começar a andar, caminhar e subir nos pequenos obstáculos. Como em outras fases de seu desenvolvimento, eles amam elogios por suas novas vitórias.
Comunicação e cognição
            Antes de iniciar a linguagem falada, o bebê já se comunica com seus pais por meio da linguagem pré verbal: movimento corporal, choro, expressão facial, balbuceios e outros. É uma conversa baseada no afeto e carinho. Os pais precisam estimular e conversar com seus filhinhos, tendo em vista que a aquisição do vocabulário está diretamente relacionado a freqüência com que o adulto fala e se comunica com o bebê.
            As criançinhas observam tudo. Observam a gestualidade dos adultos e de crianças. A expressão facial dos adultos é decodificada com muita precisão e permite ao bebê decifrar como está o ambiente ao seu redor - principalmente emocionalmente falando.
            No âmbito neuromotor e cognitivo, o bebê não deixa nada para trás. Seu desenvolvimento social e emocional está a ritmo da velocidade da luz. Aprendem com muita rapidez. E se relacionam com as pessoas de formas diferentes. Uns são mais “dados” outros são mais reservados.
            Com cerca de 3 meses identifica a mamãe, o papai, e, sorri para o mundo, principalmente se ele for interessante. Aos 6 meses responde com sorriso ou grande atenção, quando lhe chamam pelo nome. A partir de 6, 7 ou 8 meses, poderá demonstrar algum receio pela face de estranhos ou familiares não muito próximos – é a famosa fase da ansiedade de separação, ou, “não é a mamãe”!
            Aos 9 meses, se entristece quando a mamãe ou o papai saem do recinto ou deixam a casa. Imita palminhas ou outros movimentos simples. Agora, em seu primeiro ano de vida (12 meses) procura pelo adulto, quando este lhe chama, adora observá-los e as crianças ao seu redor – aprecia as brincadeiras, mas prefere brincar sozinho
Autonomia
            Até 3 meses o bebê era totalmente dependente dos pais ou do cuidador. A partir dos próximos trimestres, com a estimulação do bebê, ele tenderá a descobrir coisas novas em seu mundo externo, e, se sentirá estimulado para rumar a independência e conquistar a sua autonomia. Cada mês que passa o bebê chora menos, pois acaba se interessando pelas coisas do ambiente. Aos 9 meses começa a manipular e a compreender sozinho como os objetos funcionam. Aos 12 meses o bebê já aponta o que quer, para onde quer ir, e, os brinquedos que prefere para desenvolver as brincadeiras.
É uma fase rica para o bebê e sua família, mas também cercada por certos perigos. O adulto deve estar sempre atento para a segurança 

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