Postagens Mais Acessadas

22.4.12

Conheça um pouco sobre nós - Terapeutadebebes


Nosso consultório de Família realiza diversas atividades, entre elas citamos:
* Orientação e preparo para o parto normal
* Orientação, saúde mental e acompanhamento pós-parto
* Orientação e auxílio a amamentação
* Orientação e auxílio nos primeiros cuidados ao bebê (puericultura)
* Atendimento especializado a adolescentes em peri-parto (físico e emocional)
* Terapia familiar, casal e individual
* Terapia vincular mãe-bebê
* Cursos e palestras relacionadas aos temas citados  em "Loco", empresas e em outras cidades e Estados

Resposta ao Leitor


Colecionei nos últimos dois meses, algumas perguntas que foram as mais frequentes em minha Coluna do Jornal Atibaia Hoje, e, irei respondê-las a seguir. Espero que o leitor se identifique com algumas delas.

Leitor: Não é incomum meu filho, de cerca de 4 anos, me empurrar ou me bater enquanto estou tentando conversar com as visitas em casa. Fico constrangida e percebo que as visitas dão um sorriso amarelo e no final todos caem na risada. O que devo fazer numa situação como esta?
Jornal Atibaia Hoje: Eu sei que não é fácil repreender o filho na presença de um auditório, principalmente quando as pessoas acham graça na demonstração de raiva das crianças. Entretanto, as crianças vão crescer e se não forem chamada a atenção, por seu comportamento inadequado desde cedo, as demonstrações de raiva, no futuro, serão de fúria. Esteja segura em seu papel e de sua responsabilidade como mãe, e, da próxima vez que isso acontecer, chame a atenção de seu filho longe de todos, dizendo seriamente a ele, que você desaprovou o que ele fez. Lembre-se que a energia que seu filho emprega em um ataque de raiva tende a aumentar conforme ele cresce. Imagine então o que ele fará quando tiver na adolescência.

Leitor: Ando muito confuso, pois meus amigos dizem que devo ser amigo de meu filho e não devo pegar no pé dele o tempo todo. Do contrário serei um chato. Isto está correto?
Jornal Atibaia Hoje: Em primeiro lugar você deve lembrar que você pertence a uma escala hierárquica em sua família e, portanto, você e sua esposa são os responsáveis pelo lar e as normas são regidas pelo casal. Antes de tudo você é pai e depois amigo que quer o bem estar de seu filho. Você não precisa ficar chamando a atenção de seu filho o tempo todo, mesmo porque isso é chato e ninguém aguenta. Não faz mal algum fingir que não percebeu certas situações ou ignorar pequenos deslizes (pequenos mesmo!). O que não pode é deixar passar delitos mais graves, situações desgastantes, mais serias e que levem ao prejuízo de outrem.

Leitor: Como chamar a atenção de um filho adolescente que desde cedo não segue normas, rotinas e tem dificuldade em aceitar limites?
Jornal Atibaia Hoje: Posso lhe dizer que você tem um problemão, se não um “grande pepino para descascar”. Dependendo das reações de seu filho, lastimo lhe dizer, que reverter uma situação como essa é bem difícil. O primeiro passo é o diálogo. Se não surtir efeito parta para o plano B, proibindo-o de utilizar o computador ou outro equipamento eletrônico que ele curta muito. Caso este plano não mostre resultado eu lhe aconselho a procurar ajuda de um profissional o mais breve possível. Na adolescência o não cumprimento de regras é chamado por alguns especialistas de conduta antisocial. Na idade adulta de transtorno de personalidade antisocial com consequências legais. O que você vai preferir: descascar o pepino agora ou sofrer com cortes profundos amanhã?

Leitor: O que devo esperar ou exigir de uma babá ou cuidadora?
Jornal Atibaia Hoje: Primeiro de tudo que a indicação seja de fonte confiável (empresa, amigos, parentes e etc.). Segundo que ela obedeça suas ordens e suas recomendações. Terceiro, uma babá não tem por responsabilidade efetuar as lições de casa com as crianças – o papel dela é ser uma boa cuidadora na ausência dos pais – brincar com as crianças, levá-las ao parquinho sempre com a anuência dos pais ou outras atividades lúdicas e de higiene. É importante que ela mantenha em lugar visível os telefones de emergência para localizar os pais ou familiares próximos.


www.atibaiahoje.com.br

Existem pais que só amam no condicional – Se...


Existem pais que só amam no condicional – Se...

A autoestima pobre pode ser fruto de uma visão distorcida de si mesmo, e, ao que tudo indica, é a pandemia do mundo. Outro dia, conversando com um cirurgião plástico sobre o amor próprio, ele me confidenciou, como médico e professor, que as pesquisas sobre qualidade de vida poderiam demonstrar ótimos resultados, se nelas contemplasse uma frase de efeito: como anda sua autoestima?
A autoestima não é moldada ou passada por DNA. Ela é decorrente do espelho, que os pais fornecem aos seus filhos. A imagem refletida por esse espelho ficará marcada para o resto da vida. Para as crianças, os pais tem sempre razão. Portanto, o que os pais dizem ou fazem aos seus filhos tem o registro mental de verdade irrefutável.
As coisas funcionam mais ou menos assim: se uma mãe diz a sua filha, que ela é má por não cumprir suas determinações, ou, por não executar uma tarefa qualquer; a criança se enxergará como uma pessoa má. Não estou delimitando a área, quando dou o exemplo da mãe, isto porque, o pai, o professor, os avós e tios também tem sua influência na autoreferência da criança.
Um “Eu” saudável não significa ostentação, orgulho, se sentir melhor do que os outros. Um “Eu” saudável é apenas (o que já é muito) um sentimento calmo de auto-respeito, de seu real valor para sua família e para o mundo. Uma criança com boa autoestima está satisfeita consigo mesma, e, não descarta suas inabilidades, ou, suas fraquezas.
Quando os pais não veem cada filho como uma pessoa especial e única, os problemas já começaram. Isso quer dizer, que esses pais estão amando no condicional (se) – se você fizer tudo certo, da forma que gostamos e esperamos, então, você será realmente amado – Já ouviu falar em “script”? É mais ou menos assim que a criança vai se construindo – na base de uma tarefa / missão de comportamento, ou, de atitudes.
Como a criança precisa muito de amor e atenção, ela vai se moldando as expectativas de seus pais, e, aos poucos, vai perdendo sua própria identidade.
Algumas famílias adoram dizer, que criaram seus filhos de maneira igual, e, não sabem onde erraram. Pois bem, algumas crianças são mais sensíveis e choram mais – precisam de um pouco mais de atenção e conforto. Outras são mais independentes e se sentem orgulhosas, quando os pais elogiam suas habilidades em fazer algumas coisas sozinhas. Pais que tratam seus filhos de forma igual começam errando por ai.
Uma autoestima baixa dificulta o entrosamento com outras crianças, dificulta o estabelecimento de vínculos afetivos significativos, e, no futuro pode repercutir nos estudos, nas relações amorosas, e, no desempenho do trabalho.
Gostar de si e ter boas referências sobre si, faz com que a criança saia em busca de aprovação daqueles que a circundam. Caso ela perceba, que ela não consegue esse reconhecimento, ela vai usar diferentes tipos de estratégias para ser vista e ouvida. Essa mesma criança pode tornar-se briguenta e agressiva, ou, ao contrário, comportar-se de maneira submissa (boazinha). Pode ainda ficar sempre doente, tirar as melhores notas na escola, ou, as piores.
Quando essas atitudes não fluem, como resultado de um sinal de pedido de socorro, a criança pode desenvolver mecanismos de defesa para suportar a rejeição e a menos valia. Nesse momento, ela abre mão de si mesma e começa a construir uma fachada falsa de segurança e de auto-suficiência, com o objetivo de esconder a pessoa que ela se vê por trás da máscara: uma pessoa de pouco valor.
É o início de uma vida apagada, sombria e com obstáculos difíceis de serem ultrapassados.
Mesmo assim, muitos pais ainda insistem no se...

11.4.12

Como demonstrar afeto ao meu filho?


Como demonstrar afeto ao meu filho?

Demonstrar afeto aos filhos não é simplesmente beijar, abraçar, acariciar, e fazer suas vontades.
Existem várias formas de dizer que amamos, admiramos e gostamos de estar junto a eles. a seguir enumeramos algumas:
1- dizer não na hora certa (e não a todo instante): limites passam para a criança a sensação de que alguém se importa com ela,
2- demonstrar carinho ao próximo: as crianças aprendem pelo exemplo: respeitar o semáforo, não jogar papel no chão, manter a fila, etc. Mostrar que existe carinho e respeito entre os pais, a família e os amigos,
3- planejar um dia ou um momento muito especial para ele: fazer uma comidinha especial para a criança, desenhar uma figura e colorir para o filho e deixar na porta da geladeira, pegá-lo na escola e na saída irem a um parquinho ou a uma lanchonete, etc.,
4- dar sentido a linguagem (palavras): declarar nosso amor ao filho de maneira clara e sem condicional - eu simplesmente te amo por que voce é meu filho. gosto de te abraçar e de estar com voce por que a sua presença me enche de amor e orgulho,
5- deixar um bilhete surpresa, uma mensagem na tela do PC ou mandar um "whats up" ou torpedo: coloque na lancheira, na mochila um bilhetinho delicado dizendo de seu amor e carinho por ele - gestos simples e delicados geram bem-estar, sorrisos e reafirma sentimentos e afetos positivos na relação filial,
levar um café da manhã na cama: quem não gosta de um carinho assim? É uma forma de sair da rotina e tornar o dia inesquecível,
6- ler um livrinho ou assistir a um vídeo: é um momento de integração, proximidade, magia de historinhas legais e filminhos com mensagens positivas,
7- ver fotos antigas: as fotos são momentos inesquecíveis. Mostram as relações no presente e no passado - permitem a troca de experiências, afetos e ainda fazem uma volta na história pessoal de cada um
8- Faça algo diferente: qualquer coisa segura e criativa!!!

As primeiras palavras (agente nunca esquece)

As primeiras palavras (agente nunca esquece)
É comum acharmos que algumas coisas são complicadas ou desinteressantes para as crianças entenderem.
Palavras como claro escuro, raso, profundo, largo, estreito, acima, abaixo e outras de uso comum.
Falar essas palavras auxilia a criança a desenvolver a noção espacial, a noção de movimento e melhorar o raciocínio matemático e exato. 
Essas observações foram constatadas por um estudo realizado num estudo da Universidade de Chicago (EUA) com 52 crianças, com faixa etária variando entre 1 e 4 anos em conjunto com seus cuidadores (pais, avós ou babas).
Eles entenderam que primeiro a criança percebe seu corpo no espaço e só depois o relaciona com os objetos.
Nomear os objetos claramente e dizer as palavras de forma objetiva, enquanto se brinca e faz as coisas com as crianças, ajuda na compreensão do fato, da ação e do movimento resultante.
Não é para os pais ou cuidadores adotarem um comportamento artificial com as crianças, basta brincar e falar as palavras corretamente e não se preocupar se elas vão realmente serem compreendidas.

Meu filho bate, belisca e morde. O que eu faço?

Não é incomum eu ser procura por pais, principalmente mães devido a demonstração de agressividade das crianças pequenas: " meu filho tem 2 anos e de uns tempos para cá ele tem mordido, batido e beliscado outras crianças na escola e geralmente é sem motivo. Chama os amiguinhos de bobo e não deixa ninguém brincar em paz - preciso de ajuda - SOS terapeuta por favor"!!
Precisamos dar um desconto as crianças, pois nessa faixa etária ela ainda está desenvolvendo a linguagem,e, por isso acaba demonstrando os sentimentos por meio do choro, dos gestos e atitudes não muito politicamente corretos. 
Elas também estão incorporando a noção de limites e para tanto, os testa com frequencia. Isso é uma forma delas conhecerem até onde podem ir e como os adultos se comportam quando elas ultrapassam os limites.
O ideal é observar os momentos em que a criança fica estressada, enraivecida e com demonstração de agressividade e tente entender os momentos ou ocasiões que isso acontece.
Pode ser que a criança esteja tentando chamar a atenção para algo que está em desarmonia em casa, esteja tentando chamar a atenção dos pais para que eles estejam mais presentes e outros motivos não menos importantes.
Quando isso acontece, a agressividade desmedida, os responsáveis precisam estar atentos para não responder uma agressão com outra agressão, tendo em vista que atitudes agressivas retroalimentam a agressividade e reforçam o comportamento da criança.
Na hora do problema, o melhor a fazer é dizer um NÃO bem firme, com segurança e posteriormente, refletir os motivos que podem estar levando um filho a estar expressando seus sentimentos de maneira tão desorganizada.
Por outro lado, procure elogiar e valorizar os comportamentos legais da criança - dar um beijo, um abraço gostoso, reforçando o quanto voce gosta dele e que aprecia muito o bom comportamento dele.