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22.4.12

Existem pais que só amam no condicional – Se...


Existem pais que só amam no condicional – Se...

A autoestima pobre pode ser fruto de uma visão distorcida de si mesmo, e, ao que tudo indica, é a pandemia do mundo. Outro dia, conversando com um cirurgião plástico sobre o amor próprio, ele me confidenciou, como médico e professor, que as pesquisas sobre qualidade de vida poderiam demonstrar ótimos resultados, se nelas contemplasse uma frase de efeito: como anda sua autoestima?
A autoestima não é moldada ou passada por DNA. Ela é decorrente do espelho, que os pais fornecem aos seus filhos. A imagem refletida por esse espelho ficará marcada para o resto da vida. Para as crianças, os pais tem sempre razão. Portanto, o que os pais dizem ou fazem aos seus filhos tem o registro mental de verdade irrefutável.
As coisas funcionam mais ou menos assim: se uma mãe diz a sua filha, que ela é má por não cumprir suas determinações, ou, por não executar uma tarefa qualquer; a criança se enxergará como uma pessoa má. Não estou delimitando a área, quando dou o exemplo da mãe, isto porque, o pai, o professor, os avós e tios também tem sua influência na autoreferência da criança.
Um “Eu” saudável não significa ostentação, orgulho, se sentir melhor do que os outros. Um “Eu” saudável é apenas (o que já é muito) um sentimento calmo de auto-respeito, de seu real valor para sua família e para o mundo. Uma criança com boa autoestima está satisfeita consigo mesma, e, não descarta suas inabilidades, ou, suas fraquezas.
Quando os pais não veem cada filho como uma pessoa especial e única, os problemas já começaram. Isso quer dizer, que esses pais estão amando no condicional (se) – se você fizer tudo certo, da forma que gostamos e esperamos, então, você será realmente amado – Já ouviu falar em “script”? É mais ou menos assim que a criança vai se construindo – na base de uma tarefa / missão de comportamento, ou, de atitudes.
Como a criança precisa muito de amor e atenção, ela vai se moldando as expectativas de seus pais, e, aos poucos, vai perdendo sua própria identidade.
Algumas famílias adoram dizer, que criaram seus filhos de maneira igual, e, não sabem onde erraram. Pois bem, algumas crianças são mais sensíveis e choram mais – precisam de um pouco mais de atenção e conforto. Outras são mais independentes e se sentem orgulhosas, quando os pais elogiam suas habilidades em fazer algumas coisas sozinhas. Pais que tratam seus filhos de forma igual começam errando por ai.
Uma autoestima baixa dificulta o entrosamento com outras crianças, dificulta o estabelecimento de vínculos afetivos significativos, e, no futuro pode repercutir nos estudos, nas relações amorosas, e, no desempenho do trabalho.
Gostar de si e ter boas referências sobre si, faz com que a criança saia em busca de aprovação daqueles que a circundam. Caso ela perceba, que ela não consegue esse reconhecimento, ela vai usar diferentes tipos de estratégias para ser vista e ouvida. Essa mesma criança pode tornar-se briguenta e agressiva, ou, ao contrário, comportar-se de maneira submissa (boazinha). Pode ainda ficar sempre doente, tirar as melhores notas na escola, ou, as piores.
Quando essas atitudes não fluem, como resultado de um sinal de pedido de socorro, a criança pode desenvolver mecanismos de defesa para suportar a rejeição e a menos valia. Nesse momento, ela abre mão de si mesma e começa a construir uma fachada falsa de segurança e de auto-suficiência, com o objetivo de esconder a pessoa que ela se vê por trás da máscara: uma pessoa de pouco valor.
É o início de uma vida apagada, sombria e com obstáculos difíceis de serem ultrapassados.
Mesmo assim, muitos pais ainda insistem no se...

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