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28.6.12

Meu filho mais novo bateu no mais velho. E agora?


Quando o filho mais novo bater no irmão mais velho é preciso intervir.
A agressão física não deve ser tolerada ou incentivada por ser engraçadinho.
É importante a criança aprender a expressar a raiva, ciúme, descontentamento ou a frustração por alguma coisa usando a palavra. Afinal é assim que gente civilizada costuma fazer.
Os sentimentos precisam ser transformados em palavras e não em agressão. No caso de uma criança pequena, cerca de 2 anos ou pouco mais, os pais devem segurar a mãozinha e dizer que não pode bater, mostrar que essa atitude é inadequada e que esse comportamento gera tristeza no irmão ou amiguinho e que também machuca.
Dizer a criançinha que ela deve gostar do irmão não trará bons resultados, pois ela ainda não consegue perceber as conecções afetivas de seu ato. Ela ainda é mais comportamental.
O ideal é a mãe ou o responsável sentar com a criança e dizer que entende que ela está com raiva, ciúme ou outro sentimento, que isso é normal, mas que não é por isso que ela pode sair estapeando as pessoas.
Dê exemplos pessoais, do tipo, lembra quando a mamãe ficou com raiva de ter queimado o bolo do lanche da tarde? Pois bem, eu não saí batendo em ninguém e nem mesmo chutei a parede. Eu falei que senti muita raiva por não ter conseguido preparar algo gostoso para nós. Respirei fundo e fiz um bom lanchinho de queijo!



Acho que meu filho não gosta de mim


O ser humano é um ser “programado” para viver em sociedade e desde cedo ele aprende isso.
De início é cuidado, amparado e acarinhado por sua mãe, que devagar vai abrindo o leque de convivência com o pai, irmãos, avós, tios, amigos, creche, escola formal e etc. 
Como se vê o ser humano adora conviver com gente. Gente como a gente!
Os pais devem se preparar para isso, pois os filhos sempre buscam a companhia e a convivência do outro por razões que nem sempre são muito claras. É bom lembrar que estamos falando de crianças.
Se no momento o prazer está associado em jogar bola, o menino tenderá a procurar outras crianças para dividir a brincadeira, ou mesmo um tio, o papai, ou as pessoas disponíveis do parquinho, mesmo que a mãe adore futebol e se disponha a fazê-lo. 
Lembre-se o ser humano é um ser sociável que vive em comunidade.
Por outro lado, para ir ao teatrinho, a criança pode preferir a mãe ou uma tia próxima e tudo bem. O que importa é garantir a diversão.
Quando bebê, o colo da titia ou de uma amiga próxima, muitas vezes, é solicitado pela criança. Embora, saibamos que os bebês comumente preferem o colinho da mamãe.
A máxima do assunto é compreender que os pais precisam ter maturidade em aceitar as frustrações de que os filhos podem, por algum momento, preferirem a companhia do outro em detrimento da deles.
Isso não sinaliza desamor ou descaso, e sim uma necessidade intrínseca do ser humano: estabelecer contato com o outro.

Dicas importantes e práticas para as mães que pretendem deixar seu filho na escolinha ou no berçário.


Deixar a criança pequena, pela primeira vez, aos cuidados de um cuidador pode ser uma experiência dolorosa para mãe e bebê.
Quanto menor a criança maior é a angústia, principalmente para a mãezinha. Entretanto, a separação é uma etapa que faz parte da vida de qualquer ser humano. Afinal nossa primeira experiência de separação é o ventre materno.
Com isso, estou tentando dizer que a separação é inevitável, porém pode ser efetuada e trabalhada de uma maneira menos dolorosa para ambos os lados.
O que fazer então?
·         Estabelecer vínculos amorosos e cuidadosos desde o nascimento: se a criança sente que sua conecção com a mãe é forte o suficiente desde o nascimento – apego seguro, o afastamento não representará algo semelhante ao abandono ou deprivação.
A mãe precisa tentar estabelecer um equilíbrio entre as funções maternas e o trabalho, estabelecendo períodos para se devotar ao seu filhinho e estreitar os laços amorosos.
Como saber se esses laços estão fragilizados? Quando o bebê chora demais e de maneira desesperada, passa por períodos de apatia, desvia o olhar ou se recusa em aceitar a alimentação. Caso isso ocorra vale a pena reconsiderar a situação e partir para uma orientação especializada.
·         Selecionar um local apropriado e confiável: Se a mãe não se sentir confiante e confortável com o lugar escolhido para deixar seu bebê ela não conseguirá se separar com segurança de seu filho. Para tanto, alguns fatores devem ser levados em consideração: organização, higiene, luminosidade, cuidadoras fixas para os bebês (até um ano e meio do bebê deve ser uma cuidadora para cada cinco crianças), carinho para com os bebês – o famoso colinho amoroso, sonoridade (uma musiquinha tranquilizadora pode cair muito bem), segurança contra acidentes, e outros.
·         Atenção a alimentação: preparo, qualidade dos produtos, dos alimentos e higiene: deve haver uma cozinha específica para atender as necessidades das crianças.
·         Nove meses é uma etapa de grande atividade para o bebê: enquanto o bebê não engatinha as coisas funcionam sobre certo controle. A partir de nove meses as cuidadoras e o local deve ser pensado para esses futuros “andantes”.
·         Lidar com as emoções na hora de se separar do bebê no berçário: ambos sentem muito a separação. Entretanto, o maior desafio é par a mãe. O bebê e sua mãe de início são uma união indissolúvel. Por isso, se a mãe estiver muito angustiada o bebê fará a leitura das emoções da mamãe e seu sofrimento se acentuará.
O que fazer? Conter as emoções e passar para o bebê muita segurança.
·         Certificar-se que nesse período de adaptação do bebê ao berçário fique por perto do bebê pessoas conhecidas: cuidadora, mãe, pai ou a vovó.
·         Estar perto no período de adaptação: na fase de adaptação não é indicado e muito menos aconselhável que a mãe deixe a criança no berçário, vire as costas e vá embora. É um verdadeiro abandono para com o bebê. A presença de alguém afetivo e conhecido do bebê faz toda a diferença. Aos poucos ela se acostuma com o novo modelo de cuidados.
·         Detalhes que fazem a diferença na adaptação: demonstrar segurança ao bebê, falar em tom suave e calmo ajuda a passar segurança no momento da separação, deixar a criança sentir e visualizar o ambiente, oferecer brinquedos e atividades que estimulem a curiosidade do bebê e facilitar a interação da criança com as pessoas e o ambiente.
O mais importante é que no começo tudo parece um sofrimento imenso e que isso nunca vai passar. Seja confiante, amorosa e segura. Deixe seu filhinho sentir esses afetos que no final tudo dará certo!