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18.9.12

Agressão, chute e birras - Como lidar com a situação?


Agressão, chute e birras - Como lidar com a situação?


Numa situação como essa o melhor a fazer é evitar as emoções exageradas e recorrer a razão. 
Caso seu filho esteja brincando com um brinquedo rico em pecinhas e começar a atirar as pecinhas nas outras crianças, tire-o de lá.

 Sente-se com ele, mostre as outras crianças se divertindo. Procure  explicar que ele poderá voltar para a brincadeira quando ele estiver mais calmo e não for machucar ninguém. 
Vamos deixar algumas dicas, porém elas não tem por objetivo servir de manual de instrução. São tão somente exemplos simples de como disciplinar as crianças em algumas situações de estresse físico e emocional que acontecem no cotidiano. Vamos lá:

*Evite perguntas do tipo:

"Como você se sentiria se outra criança jogasse uma bola em você?". Crianças pequenas não conseguem se imaginar no lugar de outra ou mudar de comportamento baseado nesse tipo de conversa. Mas elas entendem direitinho quando uma atitude gera consequências negativas. Elas ainda “funcionam” ação e reação.

*Procure manter a calma, sim a calma, mesmo sabendo que não é fácil: 
Gritar, bater ou dizer voce é "feio", malcriado ou que não está sendo um  menino legal não o fará mudar de atitude. Você só o deixará mais irritado, nervoso e destemperado.

 Para que ele possa aprender a controlar a própria raiva e a frustração, a primeira coisa a fazer é ver como os adultos fazem, o famoso modelo. Lembre-se o exemplo é você. 
*Imponha limites claros 

Não espere seu filho bater ou agredir o irmão pela terceira ou quarta vez para  dizer: "Agora chega!". Ele deve saber que fez algo errado já na primeira vez. Tire-o da situação em que está por um ou dois minutos. Deixe a poeira abaixar um pouco. Isso ajudará a acalmá-lo (e provavelmente a voce também). 
Com o tempo, ele vai relacionar o mau comportamento com a consequência ruim, e aí vai compreender e associar que, se morder ou bater, acaba perdendo bons momentos de brincadeira, alegria e a convivência com os coleguinhas. 
*Eduque-o da mesma maneira usualmente 
Toda vez que possível, aplique a mesma  bronca quando ele repetir o mesmo comportamento inadequado. Se ele mordeu, bateu, beliscou, empurrou o irmão e essa não tiver sido a primeira vez, diga: "Você mordeu o Pedrinho de novo e isso quer dizer que vai ficar de castigo outra vez".
Com essas atitudes habituais seu filho vai notar que sempre que ele faz algo errado você o educa e chama sua atenção da mesma maneira. Existe uma constância em seu comportamento como mãe (e pai).

Mesmo em público, não deixe a vergonha ou o constrangimento impedirem você de reprovar o mau comportamento de seu filho. Outros pais já passaram por isso. Caso as pessoas fiquem olhando, não dê muita atenção. 

*Ajude seu filho a se expressar pela palavra e não por meio de atitudes agressivas 
Espere seu filho se acalmar e procure conversar com calma sobre o ocorrido (mau comportamento). Pergunte sobre o que o fez ficar tão bravo, chateado ou nervoso. Diga que é normal as pessoas sentir-se bravo, mas que não é por isso que os indivíduos saem chutando, batendo ou mordendo.

Incentive-o a usar as palavras como forma de expressão e não as atitudes raivosas. Ou ainda, ensine-o a contar até 10, respirar fundo e aguardar a raiva passar. É um bom começo.

Não adianta voce fazer um belo discurso e não agir como modelo!

*Elogie o bom comportamento 

Sempre que ele tiver um bom comportamento ou fizer uma boa ação, procure elogiá-lo e incentivá-lo a ser assim.
*Limite o tempo de TV 
Alguns programas televisivos vem recheados de agressividade, formas abusivas de tirar proveito do outro ou mesmo desrespeito e falta de solidariedade. Quando voce identificar um programa desse tipo, aproveite para conversar com seu filho e explicar que isso não é adequado.
*Providencie atividades físicas 
Atividades ao ar livre, esportes, dança e atividades livres ajudam as crianças a liberar energia e criatividade.
*Quando a agressividade saiu do controle doméstico e está interferindo no âmbito social e escolar a procura por um especialista pode fazer toda a diferença.

Paciência, perseverança, limite e bom senso contam muito no dia a dia de pais e filhos. A final, lidar com os pequenos requer muita prática, habilidade e amor.

12.9.12

A partida dos filhos: voos necessários


A partida dos filhos

Temos falado nos últimos artigos sobre perdas. Perdas que são necessárias para nosso crescimento pessoal e espiritual. Teremos dificuldades em compartilhar os ganhos se não nos prepararmos para as perdas.
Tenho visto que muitos pais têm dificuldades em deixar seus filhos alçarem seus voos. É muito comum, nos dias de hoje, encontrarmos adultos presos aos seus pais. Não estou me referindo a indivíduos com graus de desabilidades e sim adultos que não conseguem se desprender de sua família de origem.
Observo homens que não conseguem estabelecer um relacionamento estável e de confiabilidade mútua com sua parceira porque, de uma maneira ou de outra, permanecem tomando conta de suas mães.
Por outro lado, há os que se casam, mas que continuam emocionalmente vinculados em demasia as suas mães. É como se elas ocupassem um lugar central na vida desses homens e as suas esposas ficam em segundo plano. Não estou inferindo que os filhos não devam ser gratos aos seus pais. Isto porque devem, porém gratidão e reconhecimento é uma coisa, dívida é outra.
Onde está o fio da meada? Minha experiência tem mostrado que quando o casamento e a conjugalidade não vai bem, a mãe acaba por escolher um filho para ocupar o lugar do companheiro. Este filho passa a ser o centro de sua vida – sua dedicação é intensa e em contrapartida, esta mãe estimula uma coalisão mãe-filho.
Como o filho carece de amor, carinho e reconhecimento afetivo de sua mãe, ele fica preso a ela. Qualquer movimento do filho no sentido de se separar de sua mãe (rumo ao crescimento pessoal), cobranças, ameaças, chantagem emocional ou doenças aparecem. Como o filho se sente em dívida com mãe tão dedicada e sacrificada por ele, a culpa o mantém preso a ela.
Em um outro estágio, podemos encontrar homens passivos e pouco proativos. São homens que até fazem movimentos rumo à independência e autonomia. Saem das azas materna, mas acabam contraindo matrimônio com uma mulher autoritária que reproduz o papel de sua mãe. É o famoso “se correr o bicho come, se ficar o bicho pega”.
Por uma série de circunstâncias, essas mulheres/mães não souberam preparar seus filhos para a partida – para a autonomia física e emocional. No momento em que elas deveriam abrir as asas e deixar seus filhos experimentarem o mundo lá fora para crescerem e se tornarem indivíduos plenos e realizados, eles por algum motivo foram impedidos. A situação pode ser agravada ou complementada quando não existe a figura de um pai disponível, com o qual pudessem se identificar.
No imaginário dessas mães elas mantêm seus filhos ao seu lado. Entretanto, os filhos experienciam intenso conflito entre amor e o ódio e também entre o desejo de se desprenderem e o desejo de crescerem. É como se esses filhos ficassem presos em uma caixa de ouro, pois não conseguem amar e honrar suas mães porque o que realmente os conecta a elas é a divida de gratidão e não o reconhecimento amoroso da dedicação.
Quanto mais tentamos segurar as pessoas perto de nós pela dívida de gratidão ou pelo carnê afetivo, mais os perdemos. Esses filhos podem até ficar ligados fisicamente a suas mães, porém, emocionalmente estão distantes.
Comentei sobre a dificuldade de algumas mães em deixar seus filhos voarem, mas o mesmo pode ocorrer com alguns pais e suas filhas.
O mais importante de tudo é que para se tornar adulto é preciso se separar dos pais. É necessário deixar o mundo da infância e ter condições emocionais para viver a própria vida.