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17.11.12

Bebê pode aprender a dormir desde cedo: de alguns dias a 3 meses


Como é o sono dos bebezinhos?
De início os bebês dormem de 17 a 18 horas por dia nas primeiras semanas e atinge 15 horas lá pelo terceiro mês. Dormem em períodos fracionados de 3 a 4 horas e acordam para mamar. Muitos bebês conseguem dormir a noite toda com cerca de 4 semanas, mas a maioria ainda vai acordar uma vez/madrugada até cerca de 6 ou 7 meses de idade.
Para o bebê dormir a noite toda, o melhor é contar com uma rotina desde o início, lembrando que ela não pode ser muito rígida. Afinal, nós temos um Ser ainda muito pequenino.

O que fazer para ter criar hábitos positivos para dormir?
Não desejamos impor ideias ou regras. São só sugestões de quem acompanha bebês e pais de longa data.

Desenvolva a capacidade de perceber os sinais de fadiga de seu bebê.
1-No começo de v ida do bebê, quero dizer, as primeiras 8 semanas o bebê não consegue ficar acordado por mais de 2 ou 3 horas. Portanto, não demore muito para colocá-lo para repousar, do contrário ele pode ficar muito estimulado e ter dificuldade para adormecer.
2-Observe a reação corporal do bebê: gestos e movimentos corporais. O esfregar de olhos, o roçar da orelhinha, os olhinhos meio fechados são sinais de sono e cansaço. Coloque-o no berço ou no lugar que você escolheu para ele dormir, assim ele vai “pegando a manha” de dormir sozinho.

Mostre a diferença entre o dia e a noite
1-Por volta de 2 semanas o bebê terá percepção do que será dia e noite. Assim, durante o dia deixe o sol entrar pelas janelas e aproveite a luminosidade. Não se preocupe muito com os barulhinhos da casa. O bebê logo se acostuma.
2-Procure colocar o bebê para mamar acordadinho. Converse com ele, faça carinho, algumas brincadeirinhas e de quebra ainda dê uma palhinha cantarolando para ele (pode ser sertanejo, rock pop, funk, etc.).
3-Durante a noite evite ascender luzes e fazer barulhos fortes. Amamente-o sem muita conversa e deixe que o bebê adormeça por si próprio. Por volta de 8 semanas procure deixá-lo no berçinho para que ele adormeça, mesmo ele estando acordado. Logo ele adormecerá.
Evite acessórios: balançar, sacolejar, passeios pela casa, etc. Lembre-se você pode e deve carregar seu bebezinho nos braços, acalentá-lo, aconchegá-lo e outras atitudes gostosas que só uma mãe sabe fazer, porém, evite fazer isso na hora do bebê dormir.
4-Siga sempre a mesma rotina que em algumas semanas tudo estará correndo as mil maravilhas (ou quase tudo).

...E quando algo estiver inadequado?
1-Bebês com mais de 8 ou 12 semanas podem acordar mais vezes a noite.
2-Estão acostumados com acessórios para dormir.
Nesses casos, observe se a fralda está molhada ou suja, se o bebê está desconfortável por algum motivo, cheque a temperatura corporal / ambiente e procure se recordar se ele mamou bem durante o dia, pois se isso não aconteceu, ele pode estar despertando por fome. Muitas vezes a presença da mãe, sua fala mansa e delicada e seu toque sutil são capazes de acalmar o bebê.
Alguns bebês se sentem mais protegidos se estiverem enrolados em uma mantinha ou algo mais fresquinho. Essa atitude faz o bebê se lembrar do tempo gostoso em que estava no útero da mamãe.
3-Evite que seu filhinho faça associações com a mamadeira, seio, água, colo na hora de dormir, colocando-o no berço ainda “meio” acordado.
4-Evite pegar o bebê durante a noite no primeiro resmungo, do contrário ele fará isso para solicitar sua presença de imediato. Portanto chorar não deve ser a “senha” para sair do berço.

Como ensinar meu bebê a dormir?
Existem muitos autores com práticas e teorias diversas e não vou questionar nenhum deles. Vou orientá-los segundo minha experiência como terapeuta de bebês.
1-Nunca deixe a criança chorar sozinha no berço – isso pode deixar marcas impressas no bebê de abandono e desamparo. O contato afetivo é sempre a melhor saída.
2-Lembre-se até cerca de 12 semanas é normal o bebê acordar a noite para mamar e a partir dos 6 ou 7 meses a coisa muda. Muda porque outros alimentos entram em cena na vida do bebê e suprem sua fome noturna.
3-Mantenha os bons hábitos de sono e a rotina na hora de adormecer o bebê: mesmo horário, mesmo local e o mesmo ambiente.

Exemplo de rotina pré-sono
Formas de facilitar o soninho do bebê
1-Queime energia – se seu bebê é maiorzinho, um bom passeio ou atividades que exijam um pouco mais do bebê durante o dia podem facilitar o sono noturno. Passado esse período, próximo ao horário de calmaria, os pais precisam manter um ambiente tranquilo e mais na penumbra.
2-Tente um banho morno e relaxante antes de ir para o berçinho. O banho estimula o contato físico mãe-bebê (ou papai), além de proporcionar o contato olho no olho. Se você perceber que o banho estimula seu filhinho, procure banhar seu filho mais cedo.
3-Nada como uma boa massagem relaxante – pode ser um simples passeio das mãos amorosas da mamãe pelo corpo do bebê com o auxílio ou não de óleos essenciais ou então a boa e deliciosa Shantala. Logo após vem a colocação das fraldas e de roupinha confortável para dormir.
4-Acolha e acalme seu bebê com uma boa conversinha ao pé do ouvido. Com voz calma, doce e suave cantarole, conte uma pequena história, diga um versinho ou emita um som que induza calmaria ao bebezinho.
5-Dê boa noite e um até amanhã suave.
6-Bebês maiorzinhos gostam de um conforto para dormir (objeto transicional). Pode ser um paninho, um ursinho, um bonequinho ou outro. O bebê se acostuma a dormir e acordar com esse objeto de amor e carinho!

Proporcione um ritual de sono diariamente com muito amor e carinho ao seu filhinho. Saber o que vem a seguir para as crianças pequeninas promove bem-estar, segurança, calmaria e uma boa higiene de sono!



13.11.12

Criança com dificuldade para dormir: costume ou problema


Vícios de comportamento na hora do sono são as causas mais comuns para o despertar da criança durante o sono ou mesmo nem querer iniciá-lo. Embora, outros motivos possam interferir no repouso, tais como: ansiedade de separação, sonhos, barulhos estranhos, mudança de rotina, ida para a escolinha, doenças, dificuldade em respirar pelo nariz e outras.
Uma causa muito importante para a interrupção do sono infantil noturno é a inconsistência no horário do sono diurno – a famosa soneca. Cada dia o pequeno repousa em um horário, ou mesmo, a soneca não é estimulada devido a agenda cheia das crianças.
Será que existem formas para resolver o “X” da questão?

Os bons hábitos de sono devem ser instituídos desde a chegada da maternidade. Parece cedo, mas acredite, precisamos ensinar as crianças a dormir desde pequeninos.
A aplicação da rotina é interessante, pois evita o improviso e a bagunça de dias mal dormidos. Os bebês adoram “saber”o que vem a seguir – sempre banhados de amor, carinho e alguma flexibilidade (mamar, trocar fralda, banho, brincadeiras, sono, etc.). A melhor coisa é a criança adormecer sozinha e sem acessórios (balanceio, andar de carro, sacolejar).
                Caso você esteja experimentando um sono intranquilo com seu filho de mais de seis meses de idade, tente estas dicas

1* Caso ele não adormeça sozinho, permaneça no quarto sem muita interação corporal. Deixe que sua presença o acalme e evite conversar. Saia do quarto e repita o processo sempre que necessário. Os intervalos podem ser aumentados (minutinhos) até que a criança adormeça. NUNCA deixe o bebê chorando só no quarto – isso é abandono.
2* Lembre-se, a rotina durante o dia ajuda num sono reparador a noite e a soneca deve preceder o sono noturno cerca de três horas antes.
Não adianta, ele não larga a mamadeira
Se seu bebê está acostumado a mamar durante a noite, vá aos poucos diluindo o leite para o organismo se desadaptar desse nutriente. O ideal seria remover o leite de vez, mas a criança poderá se ressentir muito. Lembrar que a mamadeira noturna após os seis meses pode predispor as cáries.
* Outra saída seria oferecer água em um copinho com válvula de segurança para “matar a sede”.
Principais erros cometidos pelos pais na hora do adormecer das crianças
Não colocar a criança para dormir no mesmo horário regularmente: isso pode deixar o pequenino estressado ou hiperestimulado.
      * Usar acessórios para fazer o bebê dormir: balanceio todas as noites ou de madrugada, passeios de carro para induzir ao sono, sacolejar, etc. Quando a criança percebe que o estímulo cessou ela desperta e requer o movimento e a presença do adulto.
      * Colocar o pequerrucho para dormir na cama do casal e depois levá-lo para a caminha (ou berço). Isso pode ser conveniente para os pais cansados de noites mal dormidas. Entretanto, quando a criança percebe que não desfruta mais da companhia dos pais, ela acaba chorando e a maratona noturna recomeça.
Quem precisa de rotina?

  * As crianças gostam de um ambiente harmônico e previsível. A rotina facilita a vida da criança e de seus pais, pois todos sabem como as coisas em casa funcionam. Ao chegar a hora da soneca ou de dormir, crie um ritual para o pequeno compreender que a hora do soninho está chegando. É lúdico e ao mesmo tempo prático. Lembre-se, as atividades efetuadas com as crianças requerem continuidade e perseverança, mesmo quando elas ficarem maiorzinhas.
  *  Na hora da soneca e do sono noturno evite a superestimulação.
  * A criança precisa ter seu cantinho para repousar, assim como seus pais - deixe isso bem claro para ela. As vezes, temos que sinalizar o processo: pegar o pequeno no colo ou pela mãozinha e levá-lo até sua cama ou berço. Pode ser cansativo no começo, mas depois os baixinhos se acostumam.
* * Existem famílias que optam pela cama compartilhada. Se isso for um bom acordo para o casal, então tudo bem. O que não pode acontecer é o pequerrucho cada dia ser colocado e cobrado para dormir de uma forma diferente. A criança fica confusa e insegura.
















8.11.12

Mãe-Canguru: amor que salva e apega


MÃE-CANGURU: AMOR QUE SALVA e APEGA

É mais comum do que imaginamos, a frequência de nascimentos precoces em todo o mundo. Anualmente nascem vinte milhões de crianças com menos de dois quilos e meio. Um terço delas morrem antes de completar um ano de vida.
Como alternativa e forma de agregar o melhor cuidado para o Recém-nascido de baixo peso foi proposto o uso do método mãe-canguru – ou seja, a mamãe grudadinha a sua cria.
Não querendo desmerecer a tecnologia no emprego de equipamentos e mão de obra especializada em salvar vidas, gostaria neste artigo, de comentar sobre a importância da conexão mãe-bebê prematuro no método “canguru”.
No método canguru o vínculo mãe-bebê prematuro é reforçado minuto a minuto, pois ambos estão conectados pele a pele. Estão trocando afeto, calor e toques. O bebê permanece somente de fraldas, encostadinho na pele de sua mãe (tórax e mamas) como um selo.
Ao olharmos a cena, parece uma mãe-canguru acolhendo seu bebezinho que a natureza, por algum motivo, trouxe-o precocemente ao mundo aéreo.
O método canguru propicia o desenvolvimento de um contato íntimo e duradouro; de um desenvolver contínuo de responsabilidade da mãe pela manutenção da vida de sua cria e pelo apego afetuoso e delicado entre duas pessoas sedentas pela existência da continuidade humana.
Será que o apego também alimenta?
Assim como muitos animais, o ser humano recém-nascido vivencia o “impriting”, ou seja, uma tendência em se ligar a outra pessoa e dela receber tudo que precisa para viver: amor, cuidados e alimento.
O bebê de maneira inata “seduz” seu objeto de amor por meio da comunicação não verbal: choro, contato visual, agarrar-se, aconchegar-se e sorrir. Portanto, a mãe no método canguru está em constante retroalimentação do apego. Ambos vão lentamente estabelecendo uma base segura – um relacionamento pautado na confiança.
O bebezinho aconchegado a sua mãe percebe que pode contar com seu apoio e proteção e que ela está disponível e muito acessível a ele.
Quando o bebê se sente seguramente apegado a sua mãe ele desenvolve um contínuo sentimento especial de segurança e conforto e pode então desfrutar de “sua base” e ir lentamente explorando o mundo a sua volta.
A figura de apego não está restrita a mãe, embora seja ela a pessoa mais indicada: seu cheiro, seu calor e seu leite morno proporcionam ao bebezinho nutrientes fundamentais para seu crescimento emocional e físico. O sistema canguru pode contar com o reforço de outros entes queridos além da mãe: papai, vovós, tias e outros que se dispuserem a manutenção de uma vida em desenvolvimento.
Assim, quanto mais experiências de interação humana o bebê tiver com uma pessoa, maior será suas chances de apego e desenvolvimento emocional e físico. O comportamento de apego se mantém até o final do terceiro ano de idade da criança na base da reciprocidade.
Portanto, quanto mais a mãe, no método canguru, demonstrar interesse, disponibilidade e segurança ao seu bebê maior será a probabilidade dessa criança se desenvolver emocionalmente de maneira positiva.
A disponibilidade afetiva da mãe associada aos cuidados da equipe de saúde, demonstra que o método possibilita o estreitamento do vínculo mãe-bebê, estimula e reforça a autonomia e segurança dos cuidados da mãe em relação ao seu filho, reduz o tempo de choro do bebê, as sensações dolorosas, melhora o tempo de sono e promove tranquilidade do bebê, entre outros.
A mãe por sua vez, sente-se ativa e necessária no processo de saúde de seu filho.
É o amor e a técnica falando mais alto no sentido de assegurar o afeto, o carinho e o desenvolvimento saudável ao bebê ainda prematuro.


Regiane Glashan 
Terapeuta familiar, casal, individual e mãe-bebê                                                      
 Rebeca Batista da Silva
Enfermeira intensivista
  Coren-SP 171720