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26.12.12

Ano Novo: que venha 2013


Que venha 2013!
           
Não foi fácil, mas realizamos muitos feitos em 2012. 
Feitos pequenos, feitos grandes e feitos não terminados. Aqueles que ainda precisam de lapidação.
            Não importa!
 O que realmente importa é que estamos na “lida” e nela teremos que continuar.
Todo ano que se finda carrega consigo sentimentos de nostalgia e certo saudosismo – até que foi bom...
Promessas são refeitas e planos delineados nos pensamentos e no papel para garantir o sucesso no transcorrer do novo BOM ANO.
Que assim seja!
Que seja um ano de gentileza, solidariedade, corrida a favor de bons negócios e oportunidades. Oportunidades enriquecedoras na vida de cada um, porém sem o jeitinho brasileiro de querer levar vantagem em tudo, ou pelo menos, em quase tudo.
Que todos possam ter seu “ quilhão”  de coisas boas, de muitas venturas e completude familiar.
Que estejamos juntos em mais um maravilhoso e esplendido Ano Novo!
Gostaria de dividir com vocês um lindo texto de Mario Quintana – tem muito a ver com o novo tempo que está chegando.

Quem Sabe um Dia

Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

Feliz 2013!!

15.12.12

Cólica: fragilidade e imaturidade do bebê ou emoções a flor da pele?


Muitas mães ficam desesperadas com as cólicas intestinais que acompanham a maioria dos bebês até cerca do final da décima segunda semana de vida da criança.
Parece que nada consola a mãe e o bebê.
As cólicas são comuns em bebês desde o nascimento, principalmente depois dos 15 dias, seguindo até os três meses de vida.  Normalmente ocorrem no mesmo horário. Raramente acontece em bebês com mais de seis meses de idade.
Os bebês choram em demasia e nada parece acalmá-los – nem peito ou balanceio!
Ele fica inconsolável, seu rostinho torna-se avermelhado, faz caretas de dor, se contorce e encolhe as perninhas.
Alguns estudos relatam que a causa das cólicas poderia estar associada a maior ansiedade da mãe, ou seja, quanto menos experiente e angustiada a mãe estiver mais ansiedade ela transmite ao seu filhinho. A resposta do bebê ao ambiente extenuante seria a exacerbação da cólica.
Essa conclusão teria sido inferida em estudos com lactentes em instituições. Os pesquisadores observaram que bebês institucionalizados apresentavam menos cólicas que bebês que residiam e conviviam com suas mães.
A tensão ou o estresse do ambiente pode deixar o bebê tenso e agitado, acentuando a cólica.
As mães relatam que as cólicas geralmente ocorrem ao fim do dia quando todos estão mais cansados. Se a mamãe ficar nervosa, ansiosa ou mesmo muito angustiada, o bebê sente essa ansiedade e insegurança.  Por isso a mamãe tem que tentar ficar o mais tranqüila possível e passar segurança para o seu bebê com muito amor e carinho.
Por outro lado, a área acadêmica salienta que sua origem estaria relacionada a imaturidade do sistema digestório do bebê. As paredes do intestino se contraem e relaxam sem controle e esse movimento descoordenado pode resultar em um processo muito dolorido.
O que fazer para minimizar a situação?
1-    Evite que o bebê engula ar durante a amamentação natural ou artificial – incline bem o bebê na hora da mamada, coloque-o para arrotar e deixe-o dormir de lado,
2-    Aplique compressa morna no abdome do bebê e cuidado para não queimá-lo (só morninha!), faça movimento de bicicleta com as perninhas do bebê por alguns minutinhos, massageie a barriguinha do nenê com as mãos aquecidas e mova sua mão em movimentos circulares.
3-    Procure manter um ambiente calminho e agradável para a mamãe e o bebezinho, principalmente nos horários de amamentação.
4-    Cante, qualquer música ou ritmo – não se preocupe se você desafinar, pois seu bebê nem vai perceber. Isso ajuda a “colocar o intestino do bebê” no ritmo.
5-    Promova um balanceio ritmado e agradável.
6-    Na hora da cólica conecte a sua barriga, pode ser a do papai também, a barriguinha do bebê. Isso ajuda a aliviar a cólica e a expelir gases. O banho de balde pode ser também um excelente recurso. Na dúvida, "mergulhe" seu bebê e deixe-o relaxar na água morna por alguns minutinhos. Isso ajuda muito a aliviar as cólicas e o estresse.
7-    Encontre outras posições que acalme ou proporcione conforto e alívio ao seu bebê.
8-    Chás podem provocar ainda mais cólica já que o intestino do bebê ainda está imaturo.
9-    Se na hora do desconforto do bebê a mãe sentir que não está dando conta do recado, pedir ajuda pode ser de grande valia. Afinal ninguém tem que dar conta de tudo, entender tudo e ainda estar sempre no controle das emoções.

2.12.12

Estratégias de favorecimento ao parto normal baseada em evidência



Em todas as culturas, a gravidez e o nascimento representam mais do que simples eventos biológicos, já que são integrantes da importante transição do status de mulher para mãe.

Modelos de atenção ao parto
Existem diversas formas ou modelos organizacionais de trazer o bebê ao mundo e assistir a gestante:
1-      Modelo médico: parto ocorre em ambiente hospitalar, sendo o profissional médico o responsável pela assistência (EUA, Irlanda, Brasil).
2-      Modelo natural: a mulher é considerada o foco das atenções e ele é encarado como um evento fisiológico normal que segue seu curso natural. Conta com uma equipe multiprofissional e as intervenções são mínimas (Holanda, Nova Zelandia, Escandinávia).
3-      Modelo humanizado: partos ocorrem em ambiente hospitalar, com participação de equipe multiprofissional e existe a hierarquização do cuidado (Inglaterra, Canadá, Alemanha, Japão).
A inclusão da gestação e do parto no domínio médico tem uma série de consequências, todas relacionadas à transformação da gestante numa paciente – semelhante a uma produção fabril, sem intercambio humanizado. O bebê é visto como produto principal e a mãe como produto secundário.
        Os obstetras são ensinados que a causa direta do sucesso geral do processo de parto nos tempos modernos são os procedimentos médicos, e por isso esses profissionais resistem tanto a abandonar essas práticas padronizadas.
A possível ocorrência de complicações ou vivencias de não tão boas experiências reforçam a adesão dos profissionais a procedimentos e modelos tecnológicos, intervencionistas. Os obstetras acreditam que o corpo feminino é deficiente e o médico pode corrigir as ‘falhas”.
Para Odent, os profissionais médicos são preparados para atuar em todas as complicações possíveis da gravidez e do parto, mas aprendem pouco sobre as variações fisiológicas possíveis de um parto normal, para as quais não há razão de alarme e intervenção.
O resultado é que todos os partos são vistos como problemas potenciais. Embora, os médicos reconheçam que para um parto normal o melhor não é fazer nada, seu treinamento e orientação no trabalho os levam a atuar de forma contrária, sendo praticamente impossível não intervir em condições que na realidade são variações fisiológicas. Em situação oposta a essa visão estão as enfermeiras obstetras e obstetrizes. Elas defendem o parto humanizado e com a mínima intervenção possível.

Recomendações da Organização Mundial da saúde para uso apropriado da tecnologia na assistência ao parto
                Desde a década de 70 a OMS tem desenvolvido diversos trabalhos relacionados `a assistência pré-natal e ao parto, motivada pela preocupação com a expansão do uso de tecnologia no parto, seu custo elevado e questionamentos sobre sua real necessidade. Dentre eles, a OMS recomenda:
1-      Presença de acompanhante durante o pré-parto e parto
2-      Estímulo a deambulação e movimentação da gestante durante trabalho de parto
3-      Abandono de práticas sem comprovação científica de eficácia e muitas vezes prejudiciais: enema, tricotomia pubiana,
4-      Moderação em intervenções: indução do parto, ruptura artificial da bolsa aminiótica, monitorização eletrônica constante
5-      Moderação no uso abusivo de episiotomia
6-      Proteção do períneo durante o parto
7-      Ausculta intermitente dos batimentos cardio-fetais
8-      Aleitamento materno na primeira hora (sala de parto)
9-      Permanência do bebê junto a mãe logo após o nascimento
Todavia, é sabido que para tornar essas medidas viáveis são necessárias profundas transformações na estrutura dos serviços de saúde, acompanhadas de modificações nas atitudes das equipes e pela redistribuição de recursos humanos e físicos.
Apesar dessas recomendações e da ênfase crescente no uso da medicina baseada em evidência, muitas práticas consideradas desnecessárias continuam sendo utilizadas, sem uma real avaliação de suas complicações para as mulheres e recém-natos.
A OMS em 1996 lançou um “guide line” “Care in normal birth: a practical guide “ baseado em evidências: A, B, C e D – práticas recomendadas como positivas e que devem ser encorajadas as práticas frequentemente utilizadas e de maneira inapropriada.
Práticas benéficas na assistência ao trabalho de parto
Segundo a OMS, um parto de baixo risco pode ser definido como aquele que tem início espontâneo, que é de baixo risco no início do trabalho de parto e que assim permanece até seu desfecho. O feto nasce espontaneamente em apresentação cefálica, com idade gestacional entre 37 a 42 semanas completas. Após o parto mãe-bebê se encontram em boas condições de saúde. Cerca de 70 a 80% das gestações poderiam ser consideradas de baixo risco no início de trabalho de parto.

Entre as práticas benéficas a OMS preconiza:
1-      Ambiente para assistência ao parto: local confortável e acolhedor que garanta privacidade e segurança as parturientes
2-      Profissionais que assegurem o conforto e a redução do medo, angústia e ansiedade da gestante
3-      Presença de acompanhante (Ministério da Saúde – Lei Federal 11.108/2005)
4-      Estímulo a movimentação livre da gestante
5-      Para parto de baixo risco profissional a livre escolha da gestante: médico ou enfermeira (Lei Federal 7498/860
6-      Comunicação aberta entre a gestante, familiares e equipe de saúde
7-      Uso de palavras compreensivas pela gestante e família
8-      Boa relação e livre comunicação entre a equipe de saúde
9-      Informação constante sobre a evolução do trabalho de parto gestante-equipe de saúde
Para o Ministério da Saúde do Brasil, humanizar o parto é reconhecer a individualidade das mulheres, o que permite ao profissional estabelecer um vínculo com cada mulher e perceber suas necessidades e capacidade de lidar com o processo do nascimento.
                Que as mulheres sejam respeitadas e encorajadas a tomarem a decisão em conjunto com seu profissional que melhor lhes cabe!!

Quer saber mais? Consulte a página do Ministério da saúde do Brasil, Agencia Nacional de Saúde e OMS.