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15.12.12

Cólica: fragilidade e imaturidade do bebê ou emoções a flor da pele?


Muitas mães ficam desesperadas com as cólicas intestinais que acompanham a maioria dos bebês até cerca do final da décima segunda semana de vida da criança.
Parece que nada consola a mãe e o bebê.
As cólicas são comuns em bebês desde o nascimento, principalmente depois dos 15 dias, seguindo até os três meses de vida.  Normalmente ocorrem no mesmo horário. Raramente acontece em bebês com mais de seis meses de idade.
Os bebês choram em demasia e nada parece acalmá-los – nem peito ou balanceio!
Ele fica inconsolável, seu rostinho torna-se avermelhado, faz caretas de dor, se contorce e encolhe as perninhas.
Alguns estudos relatam que a causa das cólicas poderia estar associada a maior ansiedade da mãe, ou seja, quanto menos experiente e angustiada a mãe estiver mais ansiedade ela transmite ao seu filhinho. A resposta do bebê ao ambiente extenuante seria a exacerbação da cólica.
Essa conclusão teria sido inferida em estudos com lactentes em instituições. Os pesquisadores observaram que bebês institucionalizados apresentavam menos cólicas que bebês que residiam e conviviam com suas mães.
A tensão ou o estresse do ambiente pode deixar o bebê tenso e agitado, acentuando a cólica.
As mães relatam que as cólicas geralmente ocorrem ao fim do dia quando todos estão mais cansados. Se a mamãe ficar nervosa, ansiosa ou mesmo muito angustiada, o bebê sente essa ansiedade e insegurança.  Por isso a mamãe tem que tentar ficar o mais tranqüila possível e passar segurança para o seu bebê com muito amor e carinho.
Por outro lado, a área acadêmica salienta que sua origem estaria relacionada a imaturidade do sistema digestório do bebê. As paredes do intestino se contraem e relaxam sem controle e esse movimento descoordenado pode resultar em um processo muito dolorido.
O que fazer para minimizar a situação?
1-    Evite que o bebê engula ar durante a amamentação natural ou artificial – incline bem o bebê na hora da mamada, coloque-o para arrotar e deixe-o dormir de lado,
2-    Aplique compressa morna no abdome do bebê e cuidado para não queimá-lo (só morninha!), faça movimento de bicicleta com as perninhas do bebê por alguns minutinhos, massageie a barriguinha do nenê com as mãos aquecidas e mova sua mão em movimentos circulares.
3-    Procure manter um ambiente calminho e agradável para a mamãe e o bebezinho, principalmente nos horários de amamentação.
4-    Cante, qualquer música ou ritmo – não se preocupe se você desafinar, pois seu bebê nem vai perceber. Isso ajuda a “colocar o intestino do bebê” no ritmo.
5-    Promova um balanceio ritmado e agradável.
6-    Na hora da cólica conecte a sua barriga, pode ser a do papai também, a barriguinha do bebê. Isso ajuda a aliviar a cólica e a expelir gases. O banho de balde pode ser também um excelente recurso. Na dúvida, "mergulhe" seu bebê e deixe-o relaxar na água morna por alguns minutinhos. Isso ajuda muito a aliviar as cólicas e o estresse.
7-    Encontre outras posições que acalme ou proporcione conforto e alívio ao seu bebê.
8-    Chás podem provocar ainda mais cólica já que o intestino do bebê ainda está imaturo.
9-    Se na hora do desconforto do bebê a mãe sentir que não está dando conta do recado, pedir ajuda pode ser de grande valia. Afinal ninguém tem que dar conta de tudo, entender tudo e ainda estar sempre no controle das emoções.

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