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30.12.13

Adolescência: “O” fase difícil!

Como enxergar o mundo quando não se é mais criança e muito menos adulto?
Como se olhar no espelho, se despedir do corpo infantil, e visualizar um corpo em mudanças? Diga-se de passagem, mudanças rápidas no sentido físico e emocional da palavra.
A partir de quando a criança deixa de ser apenas uma criança para entrar no mundo turbulento da adolescência? Segundo o Estatuto da Criança e adolescência isso ocorre na faixa que compreende os 12 e 18 anos de idade (o estatuto não leva em conta os adolescentes tardios). É um período de insatisfações, rebeldia, risos alternados com choro, de grande expressão de amor e romantismo, que ronda essa fase (a moda deles).
É um momento onde o corpo grita as transformações e as mudanças. A voz muda de tonalidade, os pelos se tornam mais evidentes em áreas específicas de gênero, as extremidades se alongam, a ejaculação aparece nos meninos e a menstruação nas meninas. As mamas se pronunciam, os quadris ganham volume e movimento, a lá Oscar Niemayer, e, em ambos os sexos o humor oscila tal qual às estações do ano no Brasil.
As mudanças não param por ai, a agressividade aparece como mecanismo de defesa e de enfrentamento de novas situações. A felicidade e a tristeza andam lado a lado. Apreciam andar em grupo e apresentam grande necessidade em ser aceitos por ele.
Ainda são muito imaturos, e, por isso experienciam sentimentos contraditórios: muito amor e carinho e ao mesmo tempo impulsividade, indecisão, e, grande desejo de fazer algo grandioso pelo mundo (mesmo que depois de uma grande ideia lhes batam sono, preguiça e uma vontade imensa de refletir sobre o tudo e o nada).
Preferem ficar horas no quarto divagando, avaliando erros e acertos e procurando respostas sem o auxílio de um adulto. Tudo é muito rápido na adolescência e as emoções são muito contraditórias. Hoje ele é a pessoa que eu mais amo e quero ficar. Amanhã pode ser que tudo mude. Tudo isso acontece para o adolescente ir fixando suas escolhas com mais competência e estabilidade.
Experimentar é a palavra de ordem do adolescente! Experimentar a descarga de adrenalina (correr riscos); fazer pequenas transgressões; descobrir os próprios limites, assumir decisões, que nem sempre parecem muito coerentes aos olhos do adulto.
Adulto, por falar nele, os adolescentes tendem a se afastar da “voz da experiência”. Os pais são vistos como castradores, retrógrados, e, pouco antenados. Na verdade o adolescente age dessa maneira para buscar suas potencialidades, descobrir sua personalidade e estabelecer suas próprias metas. O jovem percebe que está no meio do caminho, não é mais criança e não tem a autonomia dos adultos – se descobre uma célula em processo mitótico!
Ousam na petulância, mas exigem respeito e renegam o paternalismo. Descobrir o mundo é a grande missão. Embora, queiram e precisam de experiências novas, eles não se atentam que ainda precisam muito dos valores do mundo adulto. Por isso, muitas vezes, se esquecem, que os pais existem. Esquecem de avisar onde estão, esquecem de ligar quando chegam em determinado lugar, deixam a mãe esperando no carro enquanto conversam com os colegas e etc.
O humor é tão lábil como as formas de um caleidoscópio. E sabe de quem é a culpa? Dizem os pesquisadores que é por causa da tempestade hormonal. O futuro adulto está sendo lapidado simultaneamente pela biologia humana, pelos valores culturais de uma sociedade, pela maturidade emocional e mental, pelos comportamentos do grupo onde ele está inserido, e, pelas competências e habilidades que ele está desenvolvendo perante o mundo.
Como ajudar o adolescente a viver melhor com suas mudanças repentinas?
Queimar energia é uma maneira de reduzir a oscilação de humor, organizar e dinamizar o tempo para estimular a auto-responsabilidade, colocar não e limites na hora certa, valorizar as opiniões e boas atitudes, estimular o desenvolvimento do auto-controle e da empatia, viver com equilíbrio e sabedoria.

Parece simples, não? Pode até ser, desde que exista a presença constante de pais amorosos e claros em suas decisões e exigências.

18.12.13

Natal com “N” maiúsculo!!

Não sou uma regra, mas também não me sinto um peixe fora da água. Em época como as de agora me sinto saudosista e esperançosa como muita gente.
Saudosista porque parece que os anos anteriores foram melhores ou tiveram menos agruras do que este que está se despedindo. Esperançosa no que diz respeito em nos tornarmos seres humanos melhores, renovados, empáticos e desejosos em construir um mundo melhor para nós e nossos filhos.
Esperançosa em termos no mais amplo dos sentidos um Natal com “N” maiúsculo!
No mesmo instante que refletia sobre isso, tive a oportunidade de folhear um livro de crônicas de Veríssimo, no qual ele falava sobre o Natal. Senti que seria muito bacana poder dividir essa crônica com muitas “sacadas” com vocês.
Leiam e pensem se não tem tudo a ver com o nosso momento político e social atual. Se não tem tudo a ver com o que pensamos de uma data natalina.

Crônica do Natal (de novo)
Tenho inveja dos cronistas novos. Não porque eles não sabem que todas as crônicas de Natal já foram escritas e podem escrevê-las de novo. Mas porque podem fazer isto sem remorso.
Tem a crônica de Natal tipo “o que eu gostaria que Papai Noel me trouxesse”.
A Luana Piovani ou um fac-símile razoável, a paz entre os povos, um centroavante para o Internacional (ou um fac-símile razoável) etc.
Tem as infinitas variações sobre problemas encontrados por Papai Noel no mundo moderno (seu trenó levado num assalto, sua dificuldade em se identificar em portarias eletrônicas, protestos de ambientalistas contra o seu tratamento das renas, suspeita de exploração de trabalho escravo, suspeita de pedofilia etc.).
Tem as muitas maneiras de atualizar a história da Natividade (Maria e José em fila do SUS, os Reis Magos chegando atrasados porque foram detidos por patrulhas israelenses ou militantes palestinos, Jesus vítima de uma bala perdida).
Tem as versões diferentes da cena na manjedoura, inclusive — juro que já li esta, se não a escrevi — narrada do ponto de vista do boi.
Todas já foram feitas.
Há tantas crônicas de Natal possíveis quanto há meios de se desejar felicidade ao próximo. Os cartões de fim de ano são outro desafio à criatividade humana. Pois todas as suas variações também já foram inventadas.
Quando eu trabalhava em publicidade, todos os anos recebia encomendas de saudações de Natal e Ano Novo “diferentes”, porque os clientes não se contentavam em apenas desejar que o Natal fosse feliz e o Ano Novo fosse próspero.
Uma vez sugeri um cartão de Natal completamente branco com a frase “Aquelas coisas de sempre...” num canto, mas acho que este foi considerado diferente demais. E dê-lhe poesia, pensamentos inspiradores, má literatura e a busca desesperada do diferente. Um cartão em forma de sapato, de dentro do qual saía uma meia: a meia para o Papai Noel encher de presentes e o sapato para entrar no Ano Novo de pé direito. Coisas assim.
Enfim, tudo isto é apenas para desejar a você... Aquelas coisas de sempre.
 Luís Fernando Veríssimo


16.11.13

Nascer é um parto, assim como crescer e virar gente grande (parte 2)

No post anterior comentávamos sobre a importância da paternidade responsável, e, do cuidado que os pais deveriam ter em não inflar a autoestima das crianças ou do jovem, tendo como pressuposto o sucesso deles na idade adulta. Terminamos o artigo com o questionamento: como distinguir um elogio bom e positivo de outro ruim ou negativo?
Pois bem, não tenho uma receita de bolo e muito menos uma poção mágica, embora, gostaria muito de tê-la e poder dividi-la com meus amigos leitores.
O exemplo mais comum, de um elogio inadequado, é aquele que premia coisas banais ou tidas como corriqueiras. Querem um exemplo bem simples do cotidiano? Se a criança sabe colocar seus brinquedos dentro da caixa com destreza, não é necessário felicitá-la por isso. Se o jovem sabe que é seu dever todos os dias fazer sua lição, checar sua agenda, ou, ajudar em alguns deveres da casa, não é preciso parabenizá-lo, porém, é de bom tom agradecer. Afinal, reconhecimento e gentileza devem permear a vida de qualquer cidadão. Glória Kalil vive dizendo isso em seus livros de etiqueta social!
Os elogios não podem soar como mentira. Observe só: você deu o melhor de si; o problema foi que a professora ao elaborar a questão, o fez de maneira diferente da apostila. A criança ou o jovem percebe que seu elogio está fundamentado na mentira, pois, o enunciado de uma questão não precisa ser uma cópia exata da constante na apostila, no dia da prova.
Pesquisas elaboradas por um grupo de cientistas da Flórida mostraram que há poucas evidências científicas, relacionando elevada autoestima e sucesso escolar e profissional, e, que muitas vezes, ela pode ser contraproducente.
Em qual sentido?
O exagero na autoestima pode produzir indivíduos que exacerbam seus feitos e realizações, e, podem funcionar de maneira rebote, ou seja, tiram o estímulo para que a criança ou o jovem se dedique arduamente a uma tarefa ou objetivo futuro.
A criança ou o jovem hiperinflado em sua autoestima pode desenvolver uma visão distorcida de suas qualidades, com dificuldade para lidar com crítica, aprender com os erros, a se adaptarem aos desafios de viver e trabalhar em grupo e cuidarem da própria vida. Crescem insatisfeitos, alguns referem sentimento de vazio e outros desenvolvem alguma desordem de humor.
Não estou afirmando que as crianças ou adultos, que foram assegurados em sua autoestima vão se tornar adultos-problemas e não vão superar a síndrome da majestade. Muitas vão superar o fato de não serem perfeitos e vão deslanchar em suas escolhas, tanto na vida pessoal quanto profissional, e, serão capazes, ainda, de utilizarem todas as ferramentas proporcionadas pela família, para realizarem coisas boas na vida.
Baumeister, que é um neurocientista, refere, que mais do que ter muito boa autoestima, é mister conseguir ter controle sobre os impulsos, ter força de vontade e persistência para atingir o sucesso, seja ele pessoal e profissional. São ingredientes fundamentais para o crescimento do bolo humano, é quase um fermento.
A literatura atual recomenda algumas dicas para corrigir os efeitos da autoestima exagerada:
1) é preciso frustrar – é uma forma de mostrar a criança e ao jovem, que ele vive num mundo onde não se pode ter tudo, e, é preciso abrir mão de certas coisas pelos outros, 2) limites claros também é prova de amor. Não abra espaço para negociações em certos assuntos como escola. A criança e o jovem devem lembrar, que existem regras e limites a obedecer, 3) confiança mutua nas relações é essencial. A criança e o jovem devem acreditar, que sempre poderá contar com o amor e o carinho dos pais mesmo que ele fracasse em algo ou tenha dificuldades, 4) desapegar de coisas que não estão mais sendo necessárias é uma forma de olhar o semelhante e tirar o foco da atenção de si próprio.

Impor regras não significa ser um ditador, mas saber flexibilizá-las em algumas situações é tão importante quanto o elogio na hora certa!

7.11.13

Nascer é um parto, assim como crescer e virar gente grande (parte 1)


Na atualidade o parto tem sido explorado com muito cuidado, principalmente, por envolver duas nobres pessoas, a mãe e seu bebê. O que seria melhor para a díade: parto normal ou cesariana? No hospital ou no domicílio? Com ou sem intervenções médicas?
Em fim, parir, nos dias atuais, nos leva a vários questionamentos. Contudo, o que estou me referindo neste texto é sobre a dificuldade de dar a luz e depois ter a lucidez de criar esse filho com amor, carinho e responsabilidade. Esse sim, vai ser um segundo parto.
A educação moderna tem exagerado muito em exaltar a autoestima das crianças, e, dessa maneira influenciou profundamente no comportamento delas e na repercussão de seu futuro.
Os adultos ocupados mimam as crianças, as confortam em situações muito simples do cotidiano, e, passam a ideia, que tudo pode ser resolvido rápido e sem nenhum sofrimento. A educação desses “meninos” parece muito mágica! Porém, se tem um cunho mágico, ela não pode ser vista e encarada como verdadeira.
Muitos pais acreditam que para educar filhos, com vistas ao bom desempenho, precisam, desde já, mostrar o quanto eles são especiais e inteligentes, e, que seus feitos são de grande valia e engrandecedores. Essas crianças crescem ouvindo de seus pais, professores e parentes que tudo que eles fazem é de extrema valia, e, acabam por desenvolver uma autoestima exagerada e pouco conseguem lidar com as frustrações do mundo real.
As crianças se transformam em majestades, verdadeiros exemplos do narcisismo, tão bem estudado e citado por nosso caro amigo Freud. Não nego, que os filhos são muito especiais. Especiais para seus pais e não necessariamente para o resto do mundo.
Muitas dessas crianças e jovens majestosas apresentam como bordão o famoso “eu me acho”, “eu sou o tal”, “tudo gira a minha volta e você que pegue carona na próxima rota”, etc. Eles se enquadram como alunos de destaque, e, se tiram uma nota inferior, a culpa é do professor que não explica bem a matéria. Se algo não acontece como planejado a culpa com certeza será do outro, e, esse outro pode ser um dos pais, do amigo, etc.
São jovens que não toleram criticas, se acham merecedores constantes de elogios e reconhecimento. Caso isso não ocorra, é por causa da inveja ou da injustiça.
Você já teve a oportunidade de encontrar um jovem ou adulto assim?
Claro que os pais tiveram boas intenções e ofereceram bons estudos, idiomas, viagens, competência tecnológica, entre outras oportunidades, um aparato cultural invejável, e, portanto, esses jovens têm tudo para se considerarem ótimos e imbatíveis.
Por outro lado, é motivo de questionamento, que raio de criação é essa onde imperou a atenção dos pais, a oferta de um rol cultural e no final gerou jovens tão egocêntricos?
Lendo algumas pesquisas americanas, observei, que a educação moderna tem duas fortes características: a primeira é o esforço incansável dos pais para proporcionar o sucesso futuro do filho (estudo e boa carreira). Isso é tão expressivo que desde pequenos, as crianças já são avaliadas, mesmo antes de entrar numa escola infantil. Existem pré-escolas em São Paulo com lista de espera! Dá para acreditar nisso? A segunda é o fomento dos pais em relação à autoestima de seus filhos.
Acredito que Nathaniel Branden (1969) quando evocou que as crianças precisavam de boa autoestima, para se tornarem bons cidadãos, não sabia que sua teoria daria tanta confusão. Ele acreditava, que se a criança era nutrida ao máximo de autoestima, ela não expressaria ansiedade, depressão e dificuldade de relacionamento. Na ânsia de criar filhos e adultos competentes e livres de traumas, os pais passaram a evitar as criticas, e, o elogio virou obrigação, mesmo quando ele não é necessário.
O resultado?
As crianças ou os jovens começam a acreditar, que são bons em tudo que fazem, e, criam uma imagem distorcida de si mesmos.

Como distinguir o elogio construtivo daquele puramente narcísico?
Aguarde o próximo post!!!

18.9.13

Curso de Estimulação de Bebês: da gestação ao primeiro ano de vida do bebê

Curso de Estimulação de Bebês
Da gestação ao primeiro ano de vida do bebê

Dia 26 de outubro - das 13 as 18h
Hotel Residence Atibaia em Atibaia - SP


As brincadeiras propostas para serem efetuadas pela futura mamãe com seu bebê, ainda no ventre, visam estimular as diversas capacidades e habilidades do bebê. Desde o ventre, o bebê já possui um rico ambiente propicio para brincadeiras e desenvolvimento de potencialidades. Aprenda a fazer isso!
É simples, gostoso, divertido e proporciona uma forte integração vincular mãe-bebê. É um tempo onde a futura mamãe dedica-se integralmente para seu filhinho!

Já a estimulação de bebê de zero a 12 meses é um programa lúdico, de intensa troca entre a mãe e seu bebê. É um programa também voltado para o papai e pessoas queridas que podem dedicar um tempo precioso a criança. 
Nessa proposta é trabalhado o estímulo as diversas potencialidades e habilidades do bebê, relacionado as múltiplas inteligências, a coordenação neuromotora, a memória, a atenção, aos afetos, entre outras atividades.
Participe!
Será uma tarde muito gostosa para adquirir novos conhecimentos, trocar ideias com outras mães e saborear um chá da tarde bem acolhedor!

14.9.13

O conhecimento do bebê vem acompanhado de boas escolhas e emoções


Quanto mais de bem com a vida melhor aprendemos e nos posicionamos no mundo. Assim também acontece com os bebês. Coisas práticas e biológicas auxiliam em muito no desenvolvimento cognitivo dos bebes desde o intraútero.
A ciência tem demonstrado que amamentar o bebê por pelo menos 6 meses, a suplementação com vitamina D e manter o peso dos pais também tem forte impacto sobre o desenvolvimento cognitivo da criança pelo resto de sua vida.
As pesquisam demonstram que gestantes obesas podem comprometer o desenvolvimento do QI dos bebês em relação as crianças cujos mães tinham o peso dentro da normalidade. As mães teriam uma maior predisposição a inflamação, sendo esse fator fortemente influenciável ao tecido neurológico do futuro bebê (feto).
A biologia humana demonstra que é a partir da terceira semana de gestação que o tubo neural do bebê começa a se formar e, portanto, a origem do cérebro infantil. Pois bem, pesquisas indicam que a presença de quantidades adequadas de ácido fólico, antes mesmo da gestação, e durante a gravidez (Vit B), garantem o bom desenvolvimento dessas estruturas.
As coisas não param por ai!
Outras substâncias primordiais a inteligência do bebê estão relacionadas ao QI, e, entre elas o iodo e a vitamina D. A falta de iodo prejudica a inteligência do bebê e a suplementação de Vit D pode assegurar um incremento na cognição.
Cerca de 20 semanas após a fecundação, estruturas fundamentais para a comunicação neuronal estão em formação, entre elas os dendritos e a bainha de mielina – estruturas que compões as células nervosas e que facilitam a comunicação entre um neurônio e outro. Para que isso aconteça substâncias nobres são requeridas e principalmente o ácido ômega 3, moléculas de DHA e colina. Uma alimentação caprichada, contendo esses compostos, assegura um QI elevado nos bebês (peixes de água fria – sardinha e salmão; castanhas e gema de ovo).
Para termos uma ideia de como isso é importante, o bebê ao nascer faz aproximadamente 2,5 sinápses (informações neurônio/neurônio). Esse número atinge 15 mil por volta dos 3 anos de idade, e o volume cerebral quadruplica, desde que a alimentação e os fatores ambientais e o estresse materno estejam modulados.
A amamentação está na berlinda!
Os estudos comprovam o papel da amamentação na construção do intelecto infantil e os pontos adicionais ao QI são mantidos até a fase adulta do indivíduo. Amamentar contribui não só para o intelecto do bebê, mas também para seu lado afetivo, vincular e social.
O que o leite materno faz pelo bebê?
Muita coisa!
Primeiro: a resposta afetiva, o famoso “imprint” mãe-bebê, segundo: o vinculo progressivo, terceiro: a presença e o impacto de substâncias presentes no leite materno atuam na formação e crescimento da rede neuronal (gorduras e o ácido aracdônico), quarto: atividade de compostos relacionados a defesa imunológica que assegura o desenvolvimento saudável do bebê e quinto: ganho ponderal adequado (estatura e peso). Estudos apontam que a nutrição materna inadequada pode contribuir para uma redução de áreas cerebrais que participam das funções cognitivas e memória do bebê.
Em relação aos afetos e sentimentos, as crianças que são estimuladas a desenvolver a empatia e o respeito ao próximo e a natureza, desde cedo, têm maiores chances de desfrutar de uma vida mais saudável. Nesse sentido também podemos contextualizar a bem vinda presença de um animalzinho de estimação. Os estudos científicos demonstram que a interação das crianças com o anilmalzinho propicia o desenvolvimento de habilidades importantes para a vida delas, tais como: respeito, confiança, solidariedade e outros.
Por outro lado, existem compostos e substâncias que interferem negativamente no QI do bebê desde a vida intrauterina.
A poluição é uma delas. Agentes poluentes poderiam ultrapassar a barreira placentária e danificar o tecido cerebral do feto. De maneira importante também está o estresse materno. O excesso de cortisol, liberado na corrente sanguínea da mãe estressada, venceria a barreira placentária e alteraria áreas cerebrais do bebê relacionadas ao raciocínio lógico, matemático e leitura.
Outro dado interessante é o uso  de aparelhos eletrônicos para estimular os pequenos. Tablets, smartphones e computadores apesar de ser um forte apelo para os pais, a academia Americana de Pediatria contraindica esse recurso a crianças menores de 2 anos. As crianças têm o direito de aprenderem com as brincadeiras livres e não por meio de uma tela. As crianças expostas as mídias eletrônicas apresentam um menor desempenho da linguagem, do desenvolvimento emocional e outros prejuízos não menos importantes.
Em resumo as futuras cognições do bebê vão depender diretamente do controle de peso da mãe antes e depois da gestação, de sua nutrição ao longo da gravidez, da herança genética, da amamentação, do controle do estresse materno e do ambiente nutridor que receberá o futuro bebê.


11.9.13

Comparação e repressão: um péssimo modo de se relacionar com os filhos

Existe um ditado que diz assim ou mais ou menos assim: “ nenhum dedo das mãos é igual ao outro”. Pois bem, nenhum filho é igual ao outro e muito menos igual ao seu coleguinha.
Filho é único e até o momento não duplicável físico e emocionalmente falando. Comparar irmãos ou colegas é perda de tempo. É claro que existem semelhanças e um impulso “danado” em fazê-lo. Faz parte da trajetória humana para nos sentirmos normais dentro das semelhanças e diferenças.
Quando comparamos nossos filhos, entre si ou entre outros, geramos muita pressão nas crianças. É como se a “nota de corte” dela tivesse sempre que ser acima da média – sem permissão para falhas, equívocos ou erros. Ajustes e arranjos nem pensar!
Fazemos isso sem perceber. Fazemos em nosso dia a dia. Comparamos altura, desenvoltura física e cognitiva, aptidões, temperamento, personalidade, etc. – Nossos filhos estão sempre na berlinda. Tudo isso para nos sentirmos competentes e no caminho certo.
Criamos ansiedades para eles (filhos) e em nós mesmos. A criança quando percebe que é motivo de comparações, ela liga o botão do ... “e agora”?!
Como resposta sua ansiedade dispara, sente que precisa correr para alcançar o ideal familiar e que suas realizações, até o momento, são frágeis, pouco vistas e valorizadas. Será que realmente sou amado? Estou fazendo tudo direitinho para ter o carinho e admiração de meus pais? A criança vai perdendo sua espontaneidade e sua plena realização no mundo. É o início do uso de máscaras para parecer algo que os pais estão esperando dela.
Fique claro que não estou falando de permissividade, falta de limites e do emprego do bom e velho “ não” na hora certa! Muito menos que não devemos estar atentos para déficits. O pediatra e os profissionais que rodeiam as crianças são nossos melhores apoios.
As comparações acompanhadas de críticas são as piores. Por exemplo: “ falar cedo é melhor – assim ela pode expressar-se com mais facilidade do que as outras crianças”; “ quanto mais rápido ela andar, mais independente ela vai ficar”; “sair cedo das fraldas deixa a mãe mais tranquila e menos assoberbada”; “quanto mais informação você ofertar a criança mais inteligente ela vai ficar”; etc. Embora, não exista uma verdade absoluta nessas crenças, elas podem se tornar verdade para as crianças e comprometer seu futuro emocional e a forma como elas se enxergam e agem no mundo.
Amar os filhos sem “condicionais” parece ser o primeiro caminho para aceitar as diferenças, os tempos desiguais de amadurecimento de cada um e a possibilidade de serem seres humanos mais felizes e disponíveis para o mundo.

Comparações e rigidez são algo que não pode ser aplicado aos filhos. Manter um processo educativo nesses moldes é perder a oportunidade de ouvir o que o filho tem a dizer de si próprio e a maneira como ele conhece e se coloca no espaço em que vive. É deixar de identificar seus desejos, suas habilidades e potencialidades. Pior de tudo, é uma estratégia pouco funcional dos pais para construir um futuro cidadão, que teoricamente, estaria aberto para desenvolver e expressar suas múltiplas inteligências e afetos.

26.8.13

Os bebês nascem muito mais inteligentes do que imaginamos (Parte 2)

Dando continuidade sobre o tema da última postagem sobre as capacidades inatas dos bebês, as menininhas são mais dispersas para as atividades que envolvem as relações sociais, enquanto que os meninos mantêm forte curiosidade por brinquedos que se movem ou se deslocam de um lado para outro.
Por outro lado, os bebês do sexo feminino aos seis meses são mais focados em rostos e adoram interagir com adultos. Já os meninos são mais “fugitivos”.
Meninos apreciam mais os móbiles e as meninas a face da mãe ou do cuidador. Por volta dos 18 meses as menininhas apresentam uma capacidade incrível em fazer a leitura não verbal da face humana. Os meninos são menos eloquentes nessa área. Talvez, por isso, os meninos tenham, no futuro, uma personalidade mais aventureira, exploradora e menos presa a detalhes. Essas qualidades apontam para um perfil mais desbravador do menino no futuro.
Os bebês são muito solidários. Ao ouvir o choro de um coleguinha formam um beicinho charmoso e delicado e começam a chorar junto. Isso é a pura tradução de empatia mútua. É como se eles estivessem consolando ao próximo. Caso tenham oportunidade oferecem a chupeta, a mamadeira ou um brinquedinho.
Porque eles fazem isso?
É uma maneira de se relacionarem com a própria espécie e assegurar a vida!
Os bebês aprendem a falar, expandem dia a dia o vocabulário e respeitam, sempre que possível, a gramática. Segundo pesquisadores, o cérebro dos bebês já nasce com ferramentas implícitas de linguística materna. É o ouvido atento e “antenado” a tudo desde a gestação.
Outros estudos salientam que os bebês têm muito mais facilidade para aprender outro idioma por volta de seis meses de vida.
Além da empatia os bebês são muito solidários. Após um ano de idade procuram consolar o outro bebê quando este parece desapontado ou infeliz. Fazem carinho e oferecem coisas que estão lidando no momento (brinquedo, alimento, chupeta, etc.) para tentar apaziguar a dor do outro. Isso não é só com os pequeninos. Se o bebê percebe que um adulto (mãe / cuidadora) está triste ou chorando, o bebê reproduz a citação anterior. Lindo não? Precisamos aprender mais com nossos bebês. Eles são lições de solidariedade em nosso cotidiano.
Criançinhas de cinco ou seis meses apresentam noção de boas ou más atitudes, ou seja, quando alguém faz algo tido como impróprio ou maldoso elas percebem. Tanto é que os bebês tendem a se aproximarem de coleguinhas mais velhos “politicamente” corretos ou bonzinhos.
Conclusão, bebês preferem pessoas de boa índole e os recompensam por isso. Como? Com beijos, abraços e afagos. Portanto, desde cedo os bebês têm noção de justiça – o que poderíamos traduzir em certo e errado.
Como podemos notar, os bebês desde a tenra idade são complexos e repletos de conhecimentos que a própria ciência ainda não desvendou como um todo. São cheios de potencialidades a desenvolver e habilidades a serem postas em “xeque”. São seres humanos que vêm se aprimorando de geração a geração.
Não necessitam de estímulos sofisticados e caros, mas desde que bebê é gente, precisam de muito carinho, amor, interação física e mental.
De início de uma mãe devotada comum e com o tempo isso vai reverberando para o papai, para os irmãos, para a família, para os amigos, para a escola e com o tempo para a sociedade como um todo.
É um ser com todo o potencial para amar, ser amado e se solidarizar com o outro. Apreciar e testar o mundo a sua volta e valorizar a natureza em sua imensidão.



Os bebês nascem muito mais inteligentes do que imaginamos (Parte 1)

Voce sabia que os bebês apresentam um potencial incrível para linguística, matemática e são antes de tudo empáticos e preferem o bem em detrimento do mal? Adoram atividades excitantes, desprezam a monotonia e praticam a ciência da descoberta desde o início de sua vida.
Os bebês nascem sabendo várias coisas. Primeiro já apresentam um psiquismo, ou seja, um mundo mental, e, portanto, não nascem uma folha em branco como se pensava a algum tempo atrás. Experienciam muita coisa dentro do ventre – fazem trocas entre o meio ambiente interno e externo numa linguagem muito íntima e pessoal. São verdadeiras esponjas de conhecimento!
As habilidades vão se desenvolvendo em resposta a um meio saudável e estimulante.
Contudo, o que será que esses pequenos pensam? Pensam como nós, gente grande?
Quando pequeninos já demonstram interesse por determinado objeto. Mamam com avidez ou chupam chupeta com boa pressão. Sinal de que esses “objetos” são interessantes e prazerosos. Olham para tudo que cause surpresa ou lhes chamem a atenção e desviam o olhar quando a situação se torna monótona ou pouco atrativa.
Os bebês só fazem aquilo que querem. Sono, choro, alimentação e lazer podemos dizer que é quase uma escolha pessoal. Não adianta agente forçar – algumas regras lhes são peculiares.
Até pouco tempo acreditávamos que o bebê não tinha ideia da permanência de um objeto. Voce se lembra da brincadeira “Achou!!!!”?  Pensávamos que o bebê funcionava mais ou menos assim: “Vish, ela desapareceu e agora reapareceu novamente – ela vai mais volta”.
No entanto, pesquisas atuais tem demonstrado que os bebês sabem que os objetos ocultos não somem para o espaço e que a aritimética faz parte de seu cotidiano.
As coisas não param por ai. Bebês adoram ver coisas flutuando, do tipo bexiga inflada com gás hélio. É como se eles pensassem: “nossa porque isso não cai como a maioria das coisas”? Eles sabem mais de física do que podemos imaginar!
Como eles sabem tudo isso?
Desde o intraútero eles testam a gravidade por meio dos movimentos maternos e após o nascimento utilizam o próprio corpinho como experimento. Não é difícil confirmar o fato. É só observar como os bebês se movimentam desde cedo. Testam o ambiente tocando e avaliando a textura dos objetos, avaliando a forma, percebendo o cheiro e o paladar. Dessa maneira evitam acidentes grosseiros.
É como se os bebês fizessem mentalmente avaliações sobre o espaço, o tempo e a gravidade. Isso é ciência pura!
Estudos na área de neurociências têm apontado que desde o ventre materno o cérebro dos bebês meninos é inundado de hormônios masculinos e o das meninas de hormônios femininos. Isso seria um indicativo de que, embora, os brinquedos não tenha gênero, meninos preferem carrinho e meninas preferem bonecas. Isso significa que a preferência está pautada nas emoções e prazeres relacionados ao gênero.
Tanto isso é verdade que a partir da oitava semana de gestação há a formação do sistema genitourinário masculino. Antes disso não há distinção de sexo.
Gostou? A semana que vem tem mais sobre esse mundo maravilhoso dos bebês!

26.7.13

Dancing with "Mom"

A gravidez é um período inesquecível e especialmente marcante na vida de uma mulher.
É também uma fase de muitas mudanças e não podemos esquecer que uma série de adaptações ocorrem durante o período gestacional.
A grande maioria das gestantes experimentam algum tipo de desconforto e entre eles predominam as lombalgias, dores articulares, inchaço e sensação de peso nas pernas.
Existe um consenso na literatura científica de que: MANTER EXERCÍCIOS DE INTENSIDADE MODERADA DURANTE A GRAVIDEZ , TRAZ INÚMEROS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE DA MULHER E DO BEBE.
Benefícios do exercício físico durante a gestação:
- Aumento da resistência e flexibilidade muscular – suportando melhor o peso corporal e reduz o risco de lesões.
- Diminui alterações posturais.
- Reduz risco de diabetes gestacional.
- Trás grande benefício emocional – prevenindo a depressão pós-parto.
- Previne incontinência urinária pós-gravidez.
- Aumenta a chance de parto normal
Pensando nisso desenvolvemos o “Dancing with Mom” que nada mais é do que uma atividade que reúne ao mesmo tempo a música com seus ritmos diferentes, os movimentos da dança e a parceria mãe-bebê.
Durante a prática dessa atividade podemos obter os seguintes benefícios   
- Incorpora movimentos de diversos estilos de dança com fortalecimento e alongamento, contribuindo para consciência corporal, o que ajudará a entender as mudanças que ainda ocorrem no corpo gravídico.
- Promove a troca de experiências com outras gestantes.
- Melhora do controle da respiração, aumentando a capacidade respiratória, diminuindo a sensação de fadiga e auxiliando no parto.
- Estreita o vínculo mãe-bebê.
- Auxilia a mulher a se preparar para o parto normal.
- Melhora a recuperação da mulher no pós-parto.
- Os movimentos corporais efetuados pela mãe proporcionam ao bebê sensações e experiências que estimulam e aprendizagem e a inteligência.
- Ajuda no controle do ganho excessivo de peso.
- Proporciona alívio do estresse, proporcionando bem estar para a mãe e o bebê.

Dança gestante é uma proposta completa para atividade física durante a gestação, que poderá acompanha-la até o primeiro ano de vida do bebê.
... E ai, vamos dançar???!

carolraquelclopes@yahoo.com.br (fisioterapeuta voltada para a dança materna)

19.7.13

Os bebês amam suas mães

Desde que os bebês nascem eles veem ao mundo dotados de um poder de "imprint", ou seja, desde cedo imprimem seu corpo e seu afeto em sua mãe e dessa impressão nasce uma relação muito íntima e exclusiva. 
Mãe e bebê vão tecendo uma rede de comunicação não verbal, moldada por sensações e sutilezas invisíveis que só os dois podem decodificar.
Sinais são emitidos pela dupla para darem um significado ao amor que um sente pelo outro.
Desde o nascimento, os bebês procuram a face de sua mãe e os olhos apaixonados de um se encontra com o outro como numa magia de luz e encantamento. 
É o famoso olho no olho. 
Um é atraído pelo outro por meio do olhar amoroso e recíproco.
Condimentando a relação o bebê se apazigua nos braços da mamãe ao reconhecer seu cheiro e o sabor do leite materno.
A sedução amorosa é atitude de ordem para os bebês em relação as suas mães, mostrando que ambos estão fazendo um bom trabalho.
O primeiro ano de vida do bebê é fundamental para sua integração com sua família e com o mundo que o cerca. A cada mês a dupla mãe-bebê estreita a linguagem mútua. O bebê inicia sua conversa delicada e ao mesmo tempo integrativa - dá gritinhos, balbuceia e chama a atenção para si. Parece que só a mamãe entende seu vocabulário.
É uma conversa entre grandes amigos - um entende o outro.
O diálogo de hoje servirá de base e estímulo para o desenvolvimento da linguagem.
O bebê adora estar pertinho e aninhado a sua mãe. 
No segundo semestre de vida se apavora ao perceber a ausência da mamãe ou de ter que ir para o colo de estranhos.
É como se o bebê não visse na face das outras pessoas o rosto conhecido e apaixonante de sua mãe. É o famoso: não é a mamãe!!!! - Não é o meu porto seguro!!!!!
Eles adoram imitar a mamãe. A mãe é o verdadeiro sinônimo do "tudo de bom". 
Um bom exemplo é o gosto e preferência que as criancinhas tem por telefone. Apreciam colocar o aparelho no ouvido e ensaiarem um alô! É a mamãe??!!
Os bebês percebem que a mamãe é a fonte de amor e segurança e contam com ela para desenvolver e assegurar sua autoestima e autoreferência no mundo.

26.6.13

Brincar prá que?


            Que o brincar é essencial para o desenvolvimento da criança a maioria dos pais sabem, porém, que o valor da brincadeira não pode ser subestimada, isso poucos  se atentam.
Brincar vai além do mundo da fantasia infantil. A criança enquanto simula o “vrum” do motor do carrinho, empilha blocos coloridos, de tamanhos variados, ou ainda, quando acalenta um boneco, ela está experimentando as possibilidades de construir, de conhecer o que passa por suas mãos (forma, textura, cor, odor, tamanho) e o que acontece ao seu redor.
Quando brincam os pequenos descobrem coisas e processam informações, é como se eles estivessem fazendo um “autoinvestimento” a curto e longo prazo.
As pesquisas mostram que a criança que brinca é mais espontânea, esperta, interessada no ambiente que a cerca e tem maior facilidade em aprender. Sua curiosidade é mais aguçada e seu relacionamento com as pessoas é natural.
Ao brincar a criança exala prazer, expressa seus sentimentos, se abre para o aprendizado e o tempo passa como num passe de mágica. O mundo se torna mágico! Tudo é possível! A criança mostra aos pais, cuidadores e professores como elas são: temperamento, desejos, sentimentos e afetos.
As crianças pequenas, menores de 4 anos, costumam brincar sozinhas e seu mundo está voltado para o faz de conta, para a simulação de situações do dia a dia (dirigir o carro do papai, ser o motorista do ônibus, brincar de escritório, casinha, etc.). As brincadeiras proporcionam as crianças uma oportunidade de entrarem em contato com os problemas e as possíveis soluções que inundam seu imaginário. O fazem para depois devolverem as respostas ao mundo real, no aqui agora!
Por volta dos 5 anos, a criança envolve o outro em suas brincadeiras. Elas deixam de brincar ao lado de outras crianças para, então, brincar, interagir e dividir com as crianças ao seu redor.
É claro que o desenvolvimento infantil é muito particular e algumas crianças brincam com as outras mais cedo e outras o fazem mais tarde. São fases e como tal podem ser mais ou menos elásticas. O fato não deve causar preocupação ou alerta aos pais. Cada criança tem seu ritmo particular.
Estudos de neurociências mostram que estimular a brincadeira junto às crianças incrementa a habilidade física, a interação social, a criatividade, a segurança e a inteligência dos pequenos. Os pais precisam interagir com seus filhos para conhecê-los melhor.
O mundo globalizado, a restrição de espaço e de horários dificulta a interação das brincadeiras entre pais e filhos. Contudo, é interessante os pais reservarem um tempo diário ou semanal para se divertirem com seus filhos.
As agendas lotadas das crianças com afazeres extracurriculares desestimula a brincadeira, por deixar os pequenos cansados, e, muitas vezes, estressados com o excesso de atividades.
Por mais que os pais acreditem, que as crianças precisam de um “plus” para poderem competir no amanhã, é preciso que a criança tenha um espaço diário para não fazer nada, para soltar a imaginação, deixar a mente expandir, e com isso favorecer um espaço criativo para o brincar!
Quando os pais participam das brincadeiras com os filhos, eles têm a oportunidade de se entrosarem e conhecê-los melhor. É possível observar vulnerabilidades, pontos fortes, sentimentos, entre outros aspectos.
Ao brincar com as crianças os pais estreitam a confiança e o vínculo com seus filhos, a troca é íntima e contínua.
Os brinquedos oferecidos às crianças precisam ser variados. E aqui vale ressaltar que quem manda na brincadeira não é o gênero e sim a espontâneidade dos pequeninos. O brinquedo deve ser misto: não existe brinquedo direcionado ao sexo – é a criança quem escolhe.
Menina pode brincar de carrinho e menino pode pegar um boneco e dar vida a ele. O que vale é a criatividade e o contexto escolhido pela criança.
Mais importante que o brinquedo é a brincadeira!
Não interfira na ludicidade infantil. Deixe seu filho escolher o brinquedo: carrinho, bola, blocos, bonecos, caixas, material de sucata, papel, lápis de cor, tecidos, etc. Não se preocupe se seu filho não tem um brinquedo eletrônico e de última geração.
Para os pequenos é a brincadeira que faz toda a diferença.
As crianças se desenvolvem e brincam melhor quando há um adulto por perto, em um ambiente adequado. Semelhante à sala familiar de antigamente, onde “os causos” eram contados e recontados, e, as crianças desfrutavam desse ambiente caloroso.
Crianças até 2 anos gostam de brincadeiras que estimulam os sentidos (cores, texturas, escaladas nos móveis, buscar caminhos diferentes pela casa,  jogar bola, etc.). Já as crianças entre os 3 e 4 anos preferem as brincadeiras de faz de conta (escolinha, bombeiro, médico, etc), livros com pouco texto, jogar futebol, brincar de construtor, entre outras. Por volta dos 5 ou 6 anos, além das brincadeiras anteriores, os jogos de competitividade despertam muito interesse e interatividade (dama, tabuleiro, futebol, boliche, pular corda/elástico, etc.).
Quanto aos maiores de 7 anos ou mais, eles apreciam atividades ao ar livre e de maior complexibilidade.
E ai já brincou com seu filho hoje?!



13.6.13

A experiência do parto para alguns homens


            Alguns pais se sentem desejosos e corajosos para entrarem na sala de parto para apoiarem suas parceiras, outros são desejosos, mas não tão corajosos assim.
            Certos homens entram na sala de parto, apertam as mãos de suas mulheres, beijam sua face, lhes desejam boa sorte, e, deixam a sala obstétrica por não suportarem ver suas parceiras de alguma maneira sofrer.
        Sabemos que a lei, o Ministério da Saúde e a Organização mundial da Saúde recomendam a entrada do pai no momento do parto. Entretanto, alguns homens não conseguem participar desse momento.
            Não se sintam inferiorizados ou desqualificados. 
            Cada um tem seu limite!
           Converse com outros homens, divida suas angústias e ansiedades com os amigos, os parentes próximos, e, encontre o melhor caminho para ajudar sua parceira na hora do parto, bem como se ajudar, mesmo por que, nasce um pai, quando nasce um bebê.
            Heike Schurman (obstetra alemão) costumava enfatizar aos pais de primeira viagem: “você não precisa fazer nada que não queira. Durante o parto, fique num lugar que não atrapalhe, e, que seja confortável para você”.
            “A maioria dos homens tem receio de não mais achar sua mulher sensual depois de vivenciar essa experiência. Isso é bobagem. Como homem, você não precisa representar um enfermeiro. Você deve, sim, ficar à cabeceira de sua mulher, dando apoio emocional. Assim não verá o que não deseja”.
            Existem muitas maneiras do futuro papai apoiar sua esposa, ter uma participação inesquecível nesse momento, e, certamente, esse assunto já deve ter sido discutido durante a gestação. Cada um deve ter falado ao outro suas expectativas e desejos. O que um espera do outro, e, o que o companheiro poderá fazer amorosamente por sua companheira.
            A atenção, o calor humano, o afago carinhoso, a massagem delicada, o banho reconfortante, as caminhadas amparadas, a motivação para as respirações e relaxamento, e, outras atividades importantes durante o pré-parto devem estar acordadas.

Porém, o mais importante de tudo, é que toda a informação pode ser mudada na hora do parto, e, o homem deve estar aberto para isso. A mudança de planos faz parte da trajetória da mulher durante o trabalho de parto, e, o papel do homem é segui-la e confortá-la. 

27.5.13

Colo não faz mal e os bebês adoram


A mãe logo que o bebê nasce sente o imenso desejo de tê-lo nos braços, olhar seu rostinho e afagar seu corpo macio e sedento de calor e afeto.
Nos anos 50 alguns psicólogos recomendavam às mães que deixassem seus bebês chorarem, do contrário, seus filhinhos seriam manhosos, dependentes e só se acalmariam no colo. O vicio em colo seria tanto que as mães não poderiam fazer mais nada a não ser ficar dia e noite com a criança nos braços.
Hoje os modernos estudos na área de neurociências mostram o inverso – colo faz bem. O bebê deixado sozinho pode sentir-se abandonado, angustiado e amedrontado.  Sentimentos e sensações que não fazem bem a nenhum ser humano, principalmente numa fase tão delicada e desprotegida que é o primeiro ano de vida do bebê.
Quando a mãe está perto, o cheiro familiar, a frequência cardíaca e a frequência respiratória retornam ao bebê a deliciosa sensação de um dia já ter vivido e sentido isso. O ambiente devolve ao bebezinho a inspiração de um momento mágico experiênciado dentro do útero. É como se ele estivesse restituindo a magia de uma convivência de proteção e amparo total.
O corpo da mãe promove instantaneamente o relaxamento do bebê – é um verdadeiro “Prozac”.
A mãe que pega seu bebê no colo fica menos ansiosa e mais confiante em sua maternagem, e por sua vez,  o bebê também entra nessa sintonia: fica mais tranquilo, mama melhor, sente menos cólica e chora menos.
E ai? Vale a pena acalentar o bebê no colo?
Outro dado que reforça o quanto o bebê precisa de um colinho em seu início de vida é a sua capacidade visual. De início eles enxergam a uma distância de 20 a 30 cm, o suficiente para mirar a face da mãe, encontrar o mamilo e se deliciar do contato olho a olho com sua mãe.
Deixar o bebê chorar e não confortá-lo pode causar danos permanentes na criança. Os estudos comprovam esses danos por meio de estudos de imagem cerebral.
E ai, vai deixar chorar conforme a comadre recomendou?
As crianças que choram sem ser aplacadas em seu desconforto e sofrimento podem tornar-se adultos mais suscetíveis ao estresse, carentes, inseguros, dificuldade de contato social,  e muitos referem um sentimento de vazio inexplicável.
O contato mais íntimo com os bebês proporciona uma vida mais segura e promove no futuro relações mais saudáveis no ambiente que as rodeiam.
O colo desperta no bebê uma experiência de amorosidade, segurança e totalidade. Aqui não estou afirmando que os bebês devem ficar no colo o dia todo e que suas mães não podem nem sequer experienciar um banho relaxante e um copo de água fresca. Muito menos que seus bebês não podem nem sequer dar um "resmunguinho". Estou enfatizando, tão apenas, bom senso e carinho para esse nobre hospede que ficará conosco por muito e muito tempo.
Perto de suas mães os bebês se sentem em casa. Se o bebê chora é por que ele não sabe falar: "ei você ai, poderia trocar minhas fraldas. Eu estou sujinho e com fome" !
Os bebês gostam muito de um colinho e algumas posições facilitam seu dia a dia:

A)Colinho na vertical: após a mamada auxilia o bebê a arrotar, B) de costas para o peito da mamãe: permite que o bebê tenha uma visão melhor do ambiente, C) face a face: o bebê pode se alimentar das expressões faciais da mamãe, D) de bruços: ajuda a aplacar as cólicas do bebê.