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10.1.13

O bebê chegou: como fica o mais velho?



Criança mais velha se ressente com a chegada do irmãozinho: a primeira reação é de contentamento e em seguida percebe que não será mais o centro das atenções da família.
O que está acontecendo?
Não se assuste é o velho e conhecido “ciúme”. É raro a criança  não vivenciar  esse sentimento.
A família passa a entoar um mantra diário: “mamãe vai lhe dar um companheiro para dividir as coisas e as brincadeiras em casa”; “o papai diz que com um irmãozinho eu nunca mais vou ficar sozinho”; “agora tudo é nosso”.
Mas quem disse que o pequeno pediu um irmãozinho?
De início, a gestação da mamãe é uma grande novidade. Todos ficam felizes, mas no fundo ninguém pediu a opinião da criança se realmente ela queria um irmãozinho e se ela quer passar do posto de rei para alguém que agora vai dividir o trono ” irmãmente”!
Na realidade não há como prever se a criança vai dar sinais que se sente ameaçada em perder seu posto de número “um” na família. Com frequência o filho mais velho tende a regredir e virar meio “nenezão” e os “se (s) tornam-se condicionais”.
Se a criança já deixou a fralda pode ser que ela tenha uma recaída. Se ela deixou o peito pode ser que ela solicite-o novamente. Se ela estava dormindo em sua caminha pode ser que ela peça para voltar para o berço. Se ela havia dispensado a chupeta e trocado por um ursinho marrom com carinha de maroto pode ser que ela a queira de volta. Se ela estava indo muito bem na escolinha pode ser que ela comece a fazer birra e chore na porta da escola e agarre em seu pescoço. Se ela tinha um apetite de leão pode ser que empurre o prato e lhe diga que prefere a sopinha da vovó. E assim vai...
Uma coisa é certa, a criança volta um pouquinho para trás para se sentir segura e perceber que seu mundo não desmoronou e que no fundo pode contar com seus pais amorosos e presentes.
O ciúme pode acontecer em qualquer fase da criança, ou seja, incide em qualquer idade. Entretanto, ele é mais aparente quando a criança está na faixa dos 2 ou 3 anos – é uma fase onde ela é ainda muito egocêntrica e o mundo gira em torno dos pais.
O ciúme, no fundo, é democrático: não tem preferência por sexo, raça, constituição familiar e etc. Ele chega de mansinho e acaba se instalando – sem ter dia ou hora para acabar.
Para a criança o seu mundo se transformou num caos. É como se de início ele tivesse tudo ao seu dispor e de um momento para outro existe uma “coisinha” que encanta a todos e lhe rouba muito da atenção e dos cuidados familiares, principalmente dos pais.
Como amenizar o processo?
Manter a calma é essencial – demonstre em atitudes simples que seu filho é muito importante para o casal e de preferência isso deve acontecer antes do bebê nascer. Solicite a ajuda dele para escolher as roupinhas e incentive-o a conversar com o irmão desde a barriga. Não deixe para fazer adaptações na casa após o nascimento do irmãozinho. Se tiver que fazer o faça durante a gestação, assim a criança vai se adaptando as mudanças gradualmente.
Coloque seu filho na escola antes do irmãozinho nascer. As mudanças graduais favorecem a auto-referência de seu filho e ele não vai pensar que esta sendo expulso de sua rotina, de seu espaço e que está perdendo suas coisas mais queridas.
Facilite o processo explicando que no momento o bebê precisa de mais cuidados e solicite a ajuda dele para coisas simples, como pegar fraldas ou creme para assadura. Reserve um tempo exclusivo para estar com seu filho mais velho, encare as “regressões” como acontecimento normal, eleve a autoestima de seu filho potencializando suas qualidades e vantagens em ser a criança mais velha e dê a ela responsabilidades, tais como, ajudar a colocar a mesa, guardar os brinquedos e deixar os chinelos do papai perto da cama.

3.1.13

Onde eu posso brincar?


Que brincar é trabalho mental e físico para as crianças ninguém tem dúvida, mas no mundo contemporâneo será que existe espaço para brincar e para brincadeiras criativas?
Bem, as crianças precisam de tempo e de espaço para brincar, explorar o mundo, desenvolver o físico, a mente, expandir a consciência e delimitar o que é certo e o que é errado. Treinar habilidades sociais e comportamentais, pensar sobre a vida, inventar um mundo mágico e voltar para a realidade num toque de mágica e ter muito prazer em fazer as coisas.
Brincando as crianças descobrem quem elas são, o que queremos delas e o que não aprovamos em sua conduta. O brincar é um processo completo de aprendizagem da vida. Quando falo brincar não é de uma brincadeira solitária e sim de uma socialização, da convivência sadia com amiguinhos, com os pais, com avós muito companheiros e até aquela tia coruja que adora encher a criança de beijos.
Quando brincam, as crianças precisam de afeto para expandir sua criatividade e se possível sem nenhuma condição imposta pelos adultos. A final criança também tem normas de conduta (e cá para nós, elas podem dar um banho de moral em muito adulto).
Quando a criança está ao ar livre o mundo não se torna o bastante. Ela tem a oportunidade de contemplar a natureza, desfrutar do ambiente pouco limitante, do aroma das plantas, da brisa que balança seu cabelo e desgruda sua roupa do corpo. São sensações muito prazerosas – é tão bom!
Uma pesquisa realizada no Brasil mostrou que a maioria das mães (73%) acreditam que seus filhos tem pouco tempo para brincar fora de casa e que seria muito proveitoso elas poderem brincar ao ar livre e de brincadeiras que elas pudessem exercer e colocar para fora seus potenciais e energia.
Se a maioria das mães pensam assim, então, por que será que os filhos brincam tão pouco em parques, pracinhas, clubes, áreas de lazer e etc.?
Para muitas mamães a falta de tempo dos pais e da criança foi uma questão levantada e não menos salientado foi o medo da violência.
Parece que estamos num impasse: para brincar é preciso disponibilizar tempo e cuidado e se não brincar as crianças tem maior risco de desenvolverem obesidade, dificuldades na sociabilidade e construção da vida de relação, restrição na expansão da criatividade, entre outras.
E agora? O que fazer?
Existe o ideal e o possível -  afinal sempre há opções!
Não podemos negar que precisamos criar espaço nas agendas de pais e filhos para proporcionar tempo de brincadeiras ao ar livre. A convivência com outras crianças é muito salutar e momentos descontraídos com os pais e a família geram união, carinho e noção de pertencimento em um núcleo amoroso.
Outro dia eu estava num passeio em são Paulo e me deparei com um lugar muito charmoso. Parecia uma casa de interior. Toda pintadinha em tons delicados, muito arborizada e a entrada da casa era um convite as brincadeiras. Era uma verdadeira casa de brincar!
Nesse espaço as crianças podem brincar a vontade e de maneira segura.
O ambiente é cheio de livros, brinquedos de madeira, bonecas de pano, brinquedos atuais, giz de cera, muitos lápis de cor e tinta de dedo. Massinha para modelar e argila “rolam solto”.
O tanque de areia é grande o suficiente para estimular o toque, as habilidades motoras e construir castelos de areia, com direito a boneca princesa e “carrinhos off road” .
A criança tem espaço e tempo para desenvolver suas habilidades e sua imaginação sem o rigor da escola e sem a restrição do espaço doméstico, que muitas vezes é bem diminuto e a bagunça é intolerável.
É uma delícia assistir as crianças brincando descalças, pisando na grama, chupando jabuticaba do pé, cantarolando com os passarinhos e pintando a parede como se isso fosse a coisa mais normal da vida. Que vida!
Coisas simples assim merecem destaque principalmente quando são possíveis de serem proporcionadas as nossas crianças.
Voce já pensou em levar seu filho a pracinha hoje?