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3.1.13

Onde eu posso brincar?


Que brincar é trabalho mental e físico para as crianças ninguém tem dúvida, mas no mundo contemporâneo será que existe espaço para brincar e para brincadeiras criativas?
Bem, as crianças precisam de tempo e de espaço para brincar, explorar o mundo, desenvolver o físico, a mente, expandir a consciência e delimitar o que é certo e o que é errado. Treinar habilidades sociais e comportamentais, pensar sobre a vida, inventar um mundo mágico e voltar para a realidade num toque de mágica e ter muito prazer em fazer as coisas.
Brincando as crianças descobrem quem elas são, o que queremos delas e o que não aprovamos em sua conduta. O brincar é um processo completo de aprendizagem da vida. Quando falo brincar não é de uma brincadeira solitária e sim de uma socialização, da convivência sadia com amiguinhos, com os pais, com avós muito companheiros e até aquela tia coruja que adora encher a criança de beijos.
Quando brincam, as crianças precisam de afeto para expandir sua criatividade e se possível sem nenhuma condição imposta pelos adultos. A final criança também tem normas de conduta (e cá para nós, elas podem dar um banho de moral em muito adulto).
Quando a criança está ao ar livre o mundo não se torna o bastante. Ela tem a oportunidade de contemplar a natureza, desfrutar do ambiente pouco limitante, do aroma das plantas, da brisa que balança seu cabelo e desgruda sua roupa do corpo. São sensações muito prazerosas – é tão bom!
Uma pesquisa realizada no Brasil mostrou que a maioria das mães (73%) acreditam que seus filhos tem pouco tempo para brincar fora de casa e que seria muito proveitoso elas poderem brincar ao ar livre e de brincadeiras que elas pudessem exercer e colocar para fora seus potenciais e energia.
Se a maioria das mães pensam assim, então, por que será que os filhos brincam tão pouco em parques, pracinhas, clubes, áreas de lazer e etc.?
Para muitas mamães a falta de tempo dos pais e da criança foi uma questão levantada e não menos salientado foi o medo da violência.
Parece que estamos num impasse: para brincar é preciso disponibilizar tempo e cuidado e se não brincar as crianças tem maior risco de desenvolverem obesidade, dificuldades na sociabilidade e construção da vida de relação, restrição na expansão da criatividade, entre outras.
E agora? O que fazer?
Existe o ideal e o possível -  afinal sempre há opções!
Não podemos negar que precisamos criar espaço nas agendas de pais e filhos para proporcionar tempo de brincadeiras ao ar livre. A convivência com outras crianças é muito salutar e momentos descontraídos com os pais e a família geram união, carinho e noção de pertencimento em um núcleo amoroso.
Outro dia eu estava num passeio em são Paulo e me deparei com um lugar muito charmoso. Parecia uma casa de interior. Toda pintadinha em tons delicados, muito arborizada e a entrada da casa era um convite as brincadeiras. Era uma verdadeira casa de brincar!
Nesse espaço as crianças podem brincar a vontade e de maneira segura.
O ambiente é cheio de livros, brinquedos de madeira, bonecas de pano, brinquedos atuais, giz de cera, muitos lápis de cor e tinta de dedo. Massinha para modelar e argila “rolam solto”.
O tanque de areia é grande o suficiente para estimular o toque, as habilidades motoras e construir castelos de areia, com direito a boneca princesa e “carrinhos off road” .
A criança tem espaço e tempo para desenvolver suas habilidades e sua imaginação sem o rigor da escola e sem a restrição do espaço doméstico, que muitas vezes é bem diminuto e a bagunça é intolerável.
É uma delícia assistir as crianças brincando descalças, pisando na grama, chupando jabuticaba do pé, cantarolando com os passarinhos e pintando a parede como se isso fosse a coisa mais normal da vida. Que vida!
Coisas simples assim merecem destaque principalmente quando são possíveis de serem proporcionadas as nossas crianças.
Voce já pensou em levar seu filho a pracinha hoje?

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