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13.2.13

Filhos para o amanhã



Ultimamente sofremos de uma patologia muito grave em relação a educação dos filhos: “`dificultose´ em dizer não aos filhos e `exagerite´ em permissividade dos pais”.
 Foi só uma brincadeira para chamar a atenção do leitor, mas que no fundo é a pura verdade!
Temos receio em dizer não aos filhos, e ficamos desarmados, quando eles nos colocam contra a parede e acabamos, por uma serie de motivos, dizendo sim. Sim a falta de respeito, sim a falta de educação, sim aos desejos desmedidos, sim a falta de regras ou ao não cumprimento delas, sim a arrogância e a petulância, etc.
Ficamos entre a cruz e a calderinha: de um lado terapeutas, pedagogos, médicos contrários à repressão do castigo físico, e, do outro, crianças sem um pingo de educação e respeito. Chegar ao equilíbrio parece difícil.
Quem nunca se deparou com uma cena onde a criança esperneava, gritava, se lambuzava com saliva e lágrimas, chutava os pais, e, no clímax da “tragédia”, se lançava ao chão constrangendo a todos, pais e espectadores?
Está complicado criar filhos nos dias atuais. Encontrar o termômetro parece um enigma.
Uma coisa é certa, a falta de limites na criança, viaja por todas as mídias (radio, televisão, internet, etc) e elas apontam para resultados de extrema agressividade, ond
e filhos agridem pais, parentes, vizinhos e até provocam torturas e mortes.
A falta de limites na infância é democrática e atinge a todos, pobres, ricos, brancos, negros, amarelos. Se rouba, se mata, se agride em nome do prazer e da intolerância. Quando o fato aparece nas mídias, podemos notar expressões de arrogância e desprezo. Arrependimento passa longe.
Os pais da era moderna estão muito mais flexíveis e permissivos. Não têm tempo para educar e vivenciar o processo de educação dos filhos. A educação, pautada nos alicerces familiares, está friável e pouco estruturada.
A educação dos filhos está semelhante à alimentação, na base do “fast”.
Vocês se lembram de um caso de desmoronamento de edifícios no Rio de Janeiro? Pois bem, o que faltou na construção da edificação foi estrutura!
Os pais estão esquecendo de um pequeno detalhe; quem oferece as colunas de sustentação as crianças são os adultos, e, quando essas colunas não são erguidas de maneira apropriada, calculadas em bases sólidas, elas caem.
Não adianta oferecer “o do bom” e “o do melhor” aos filhos, concretamente falando, se não se valoriza o que eles pensam e o que eles sentem. Para isso é preciso estar presente e ter tempo para fazer essa leitura.
Pouco adianta falar que temos que dar carinho, amor, proteção e boa educação aos filhos. Eles precisam de mais, e, esse mais, acompanha todo seu processo de crescimento. Filho precisa de amor, compreensão, dedicação, educação, estrutura familiar, limites, exemplos, e, principalmente de pais que zelem por seu crescimento como pessoa, como cidadãos inseridos na sociedade em que vivem.
Você já pensou que tipo de cidadão você quer que seu filho se torne?

3.2.13

Causas do choro do bebê

Se choro de bebê tivesse tradução tudo seria mais fácil. 
O problema é que os bebês não nascem com a tecla "sap".
O choro do bebê é a sua voz para pedir algo - é a fonte de comunicação de seus desejos e necessidades.
Ao ouvir o choro do bebê, a melhor coisa não é agir por impulso. 
Respire fundo, conte até 5 e tente decifrar a linguagem dos bebês. Tente entender o que seu bebê está querendo lhe dizer.
Vou deixar algumas dicas bem simples e fáceis de serem identificadas nos bebês.
Vamos lá:
   * Cansaço: a cabecinha do bebê se move de um lado para o outro ou pende. Os olhos ficam vermelhinhos e se abrem lentamente. O pisca-pisca se intensifica como se ele estivesse com tique nervoso. Os olhos podem ficar parados e vidrados - parece o Mister Magoo. Os bocejos são frequentes e os bracinhos se movem de maneira descoordenada. ele parece meio nervosinho.
Pode chorar por estar intolerante a cheiros e barulhos fortes.
   * Fome: o pescoçinho se estende em direção a mama ou se lateraliza para a direita ou esquerda. Os lábios ficam contraídos e a linguinha se enrola e  toca o céu da boca Coloca a mão na boca e tenta sugá-la.
   * Dores: barriga, ouvido, etc.: choro é seco, estridente e incansável. Faz muitas caretas, fica ofegante, se contorce, o corpinho pode tremer, fica rígido e com as extremidades azuladas. Calma ele não vai virar um 'Alien"!
   * Frio: os lábios inferiores tremem, pode ter calafrios e arrepios, contorce o corpinho e as extremidades podem ficar azuladas.
   * Calor: choro intermitente, impaciência, pele úmida e suor
Ao ouvir o choro do bebê a melhor coisa a fazer é ficar calma, afinal, os bebês não morrem de "choro agudo".
 Para decifrar a linguagem dos bebês demanda tempo e muita observação da linguagem não verbal e corporal do bebê. 
Aprender a ser mãe e filho não é nada fácil! É um longo caminho a percorrer, cujo destino final é o verdadeiro sentido de ser mãe e ser cuidado com muito carinho por alguém muito especial.

Mentirinha de criança (ou não?)


É de conhecimento de nós pais, professores e a maioria dos adultos que existe uma fase na vida das crianças que fantasia e realidade andam juntas, ou melhor dizendo, se misturam e isso caminha até cerca dos 6 ou 7 anos.
Isso porque suas histórias de vida estão mixadas com o cotidiano e com as fantasias dos livros, dos contos, dos filmes, das narrativas dos coleguinhas e etc. Nessa época a imaginação corre solta!
Depois dos 7 anos o sentido de realidade está mais presente e real na vida das crianças e a mentira deixa de ter um caráter predominantemente fantasioso.
Certamente, as crianças ainda continuaram mentindo ou omitindo fatos, porém, com objetivos mais reais, ou seja, proteção. Farão isso para se preservarem.
A mentira assume um aspecto intencional – usada para resolver um problema ou um conflito pontual, como por exemplo, fugir de um castigo, punição ou de uns tapinhas no bumbum.
Nesse momento é muito importante a intervenção dos pais. Estes devem ser firmes e ao mesmo tempo afetuosos, pois corrigir o filho na hora certa também é expressão de carinho e amor.
Os pais devem aproveitar a oportunidade para reforçar as crianças o valor da verdade e da sinceridade entre as pessoas que elas convivem.
A criança que mente com frequência está apontando para a dificuldade que ela tem em elaborar seus sentimentos de uma maneira salutar e assertiva.
É esperado que quando os pais forem conversar com seu filho não seja na frente de outras pessoas e muito menos acusá-la em alto e bom som que ela é uma mentirosa. Tal atitude desarma momentaneamente a criança, desestrutura sua autoestima e reforça o quanto é importante mentir.
Mentir passa a significar, não ser pega ou punida por pais abusivos e pouco protetores.
Até o momento falamos sobre a mentira “protetora”, que livra a criança de um castigo. Por outro lado, existem crianças que mentem por comportamento aprendido. São filhos de pais que habitualmente mentem. O hábito faz o monge e a mentira corriqueira incita a criança a mentir em situações do cotidiano.
De maneira geral, a criança pode mentir em várias situações: medo de ser punida, medo de perder o amor e carinho dos pais, medo de falar a verdade e não ser compreendida por seus pais ou aceita por quem ela gosta, medo de assumir responsabilidades, ser valorizada por amigos ou outro adulto, chamar atenção no seio familiar, punir alguém, pressão familiar ou escolar, etc.
Quando uma criança mente demais ela está demonstrando que algo não vai bem com ela – a compulsão por mentir é tão patológico quanto qualquer outra compulsão (comida, drogas, sexo, objetos, remédios, limpeza, etc.) e demanda cuidados médicos e psicológicos tanto com a criança como com a família. O acompanhamento é conjunto.
As crianças que usualmente mentem apresentam baixa tolerância à frustração, grau variado de agressividade, dificuldade em acatar ordens e seguir regras e limites. Parecem crianças muito seguras e prepotentes. Mas na verdade usam a mentira como uma máscara para se protegerem das dificuldades em enfrentar o mundo que as cerca e seu desejo mais íntimo é ser aceita e amada dentro e fora da família.
Por trás dessa máscara existe uma criança insegura e frágil gritando por ajuda.