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27.5.13

Colo não faz mal e os bebês adoram


A mãe logo que o bebê nasce sente o imenso desejo de tê-lo nos braços, olhar seu rostinho e afagar seu corpo macio e sedento de calor e afeto.
Nos anos 50 alguns psicólogos recomendavam às mães que deixassem seus bebês chorarem, do contrário, seus filhinhos seriam manhosos, dependentes e só se acalmariam no colo. O vicio em colo seria tanto que as mães não poderiam fazer mais nada a não ser ficar dia e noite com a criança nos braços.
Hoje os modernos estudos na área de neurociências mostram o inverso – colo faz bem. O bebê deixado sozinho pode sentir-se abandonado, angustiado e amedrontado.  Sentimentos e sensações que não fazem bem a nenhum ser humano, principalmente numa fase tão delicada e desprotegida que é o primeiro ano de vida do bebê.
Quando a mãe está perto, o cheiro familiar, a frequência cardíaca e a frequência respiratória retornam ao bebê a deliciosa sensação de um dia já ter vivido e sentido isso. O ambiente devolve ao bebezinho a inspiração de um momento mágico experiênciado dentro do útero. É como se ele estivesse restituindo a magia de uma convivência de proteção e amparo total.
O corpo da mãe promove instantaneamente o relaxamento do bebê – é um verdadeiro “Prozac”.
A mãe que pega seu bebê no colo fica menos ansiosa e mais confiante em sua maternagem, e por sua vez,  o bebê também entra nessa sintonia: fica mais tranquilo, mama melhor, sente menos cólica e chora menos.
E ai? Vale a pena acalentar o bebê no colo?
Outro dado que reforça o quanto o bebê precisa de um colinho em seu início de vida é a sua capacidade visual. De início eles enxergam a uma distância de 20 a 30 cm, o suficiente para mirar a face da mãe, encontrar o mamilo e se deliciar do contato olho a olho com sua mãe.
Deixar o bebê chorar e não confortá-lo pode causar danos permanentes na criança. Os estudos comprovam esses danos por meio de estudos de imagem cerebral.
E ai, vai deixar chorar conforme a comadre recomendou?
As crianças que choram sem ser aplacadas em seu desconforto e sofrimento podem tornar-se adultos mais suscetíveis ao estresse, carentes, inseguros, dificuldade de contato social,  e muitos referem um sentimento de vazio inexplicável.
O contato mais íntimo com os bebês proporciona uma vida mais segura e promove no futuro relações mais saudáveis no ambiente que as rodeiam.
O colo desperta no bebê uma experiência de amorosidade, segurança e totalidade. Aqui não estou afirmando que os bebês devem ficar no colo o dia todo e que suas mães não podem nem sequer experienciar um banho relaxante e um copo de água fresca. Muito menos que seus bebês não podem nem sequer dar um "resmunguinho". Estou enfatizando, tão apenas, bom senso e carinho para esse nobre hospede que ficará conosco por muito e muito tempo.
Perto de suas mães os bebês se sentem em casa. Se o bebê chora é por que ele não sabe falar: "ei você ai, poderia trocar minhas fraldas. Eu estou sujinho e com fome" !
Os bebês gostam muito de um colinho e algumas posições facilitam seu dia a dia:

A)Colinho na vertical: após a mamada auxilia o bebê a arrotar, B) de costas para o peito da mamãe: permite que o bebê tenha uma visão melhor do ambiente, C) face a face: o bebê pode se alimentar das expressões faciais da mamãe, D) de bruços: ajuda a aplacar as cólicas do bebê.

23.5.13

O bebê chegou... Papai descobriu o ciúme!

 O nascimento de uma criança é um momento muito especial na vida do casal.

O bebê é o marco que vem para consagrar o amor e o desejo mais sutil de conceber uma família.
            Por outro lado, nem tudo são flores e em alguns casos aquilo que deveria transcorrer de maneira harmoniosa entra num período de turbulência. Tudo que foi planejado durante a gestação, após o nascimento do bebê, acaba se transformando em tensão e conflito.
 O recém papai percebe e sente que seu mundo não é mais o mesmo e que esse pequeno “serzinho” foi capaz de mobilizar sentimentos e sensações nunca percebidas anteriormente.
            Questões conscientes e inconscientes emergem na mente desses pais e num piscar de olhos a criança que esse pai foi, quando pequenino, reaparece num passe de mágica. A criança do passado rouba a cena do presente trazendo consigo experiências relacionais com sua família de origem. Essas experiências, muitas vezes, não são as melhores.
            Além do “flashback”, o pai percebe que a vida de casal não é mais a mesma, o ambiente está centrado na figura do bebê e as pessoas ao redor estão mais envolvidas com a mãe e o bebezinho. É quando o pai se pergunta “Parece que eu estou me perdendo de mim. O que está acontecendo”?
            Por outro lado, se a mamãe estiver psicologicamente tranquila ela conseguirá se desconectar um pouco do ambiente e se voltar para seu bebê formando uma díade. O estabelecimento dessa relação integradora, sempre que possível, deve ser facilitada pelo pai.
            Quando o ciúme paterno aparece essa relação fica mesclada de momentos amorosos e momentos de discórdia e dificuldades relacionais entre os parceiros.
            O papai não perece ser ciente desses sentimentos confusos e comportamentos e emoções conflitantes aparecem: indiferença, raiva, desprezo, ansiedade, angústia, negação e sintomas relativos ao estado depressivo (tristeza e irritabilidade), entre outros.
            Mas o que é isso que o papai pode estar sentindo?
            Ciúme!
            Ao mencionar a palavra ciúme, parece que uma carga de valores é colocada no foco. Representa para as pessoas algo ruim e desprezível. Todavia, algo muito mais importante está por ser entendido.
O que o recém papai está sentindo é um medo muito grande de perder o afeto de alguém para outrem. De ser repudiado por experienciar um sentimento tão inaceitável, principalmente ao se tratar de uma criancinha indefesa.
O que fazer numa situação como essa?
Uma boa conversa franca entre o papai e a mamãe pode ser um bom começo. Muitas vezes o deixar emergir os conflitos pode facilitar a consciência dos sentimentos e facilitar o processo de reconhecimento do ciúme e recuperação da relação pai e filho. Em outro momento isso não é possível e a ajuda psicológica é o melhor caminho.

O acompanhamento emocional ajuda o pai a entrar em contato consigo mesmo e simultaneamente “libera” a mãe para que ela possa cuidar, em todos os sentidos, de seu bebê.