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26.6.13

Brincar prá que?


            Que o brincar é essencial para o desenvolvimento da criança a maioria dos pais sabem, porém, que o valor da brincadeira não pode ser subestimada, isso poucos  se atentam.
Brincar vai além do mundo da fantasia infantil. A criança enquanto simula o “vrum” do motor do carrinho, empilha blocos coloridos, de tamanhos variados, ou ainda, quando acalenta um boneco, ela está experimentando as possibilidades de construir, de conhecer o que passa por suas mãos (forma, textura, cor, odor, tamanho) e o que acontece ao seu redor.
Quando brincam os pequenos descobrem coisas e processam informações, é como se eles estivessem fazendo um “autoinvestimento” a curto e longo prazo.
As pesquisas mostram que a criança que brinca é mais espontânea, esperta, interessada no ambiente que a cerca e tem maior facilidade em aprender. Sua curiosidade é mais aguçada e seu relacionamento com as pessoas é natural.
Ao brincar a criança exala prazer, expressa seus sentimentos, se abre para o aprendizado e o tempo passa como num passe de mágica. O mundo se torna mágico! Tudo é possível! A criança mostra aos pais, cuidadores e professores como elas são: temperamento, desejos, sentimentos e afetos.
As crianças pequenas, menores de 4 anos, costumam brincar sozinhas e seu mundo está voltado para o faz de conta, para a simulação de situações do dia a dia (dirigir o carro do papai, ser o motorista do ônibus, brincar de escritório, casinha, etc.). As brincadeiras proporcionam as crianças uma oportunidade de entrarem em contato com os problemas e as possíveis soluções que inundam seu imaginário. O fazem para depois devolverem as respostas ao mundo real, no aqui agora!
Por volta dos 5 anos, a criança envolve o outro em suas brincadeiras. Elas deixam de brincar ao lado de outras crianças para, então, brincar, interagir e dividir com as crianças ao seu redor.
É claro que o desenvolvimento infantil é muito particular e algumas crianças brincam com as outras mais cedo e outras o fazem mais tarde. São fases e como tal podem ser mais ou menos elásticas. O fato não deve causar preocupação ou alerta aos pais. Cada criança tem seu ritmo particular.
Estudos de neurociências mostram que estimular a brincadeira junto às crianças incrementa a habilidade física, a interação social, a criatividade, a segurança e a inteligência dos pequenos. Os pais precisam interagir com seus filhos para conhecê-los melhor.
O mundo globalizado, a restrição de espaço e de horários dificulta a interação das brincadeiras entre pais e filhos. Contudo, é interessante os pais reservarem um tempo diário ou semanal para se divertirem com seus filhos.
As agendas lotadas das crianças com afazeres extracurriculares desestimula a brincadeira, por deixar os pequenos cansados, e, muitas vezes, estressados com o excesso de atividades.
Por mais que os pais acreditem, que as crianças precisam de um “plus” para poderem competir no amanhã, é preciso que a criança tenha um espaço diário para não fazer nada, para soltar a imaginação, deixar a mente expandir, e com isso favorecer um espaço criativo para o brincar!
Quando os pais participam das brincadeiras com os filhos, eles têm a oportunidade de se entrosarem e conhecê-los melhor. É possível observar vulnerabilidades, pontos fortes, sentimentos, entre outros aspectos.
Ao brincar com as crianças os pais estreitam a confiança e o vínculo com seus filhos, a troca é íntima e contínua.
Os brinquedos oferecidos às crianças precisam ser variados. E aqui vale ressaltar que quem manda na brincadeira não é o gênero e sim a espontâneidade dos pequeninos. O brinquedo deve ser misto: não existe brinquedo direcionado ao sexo – é a criança quem escolhe.
Menina pode brincar de carrinho e menino pode pegar um boneco e dar vida a ele. O que vale é a criatividade e o contexto escolhido pela criança.
Mais importante que o brinquedo é a brincadeira!
Não interfira na ludicidade infantil. Deixe seu filho escolher o brinquedo: carrinho, bola, blocos, bonecos, caixas, material de sucata, papel, lápis de cor, tecidos, etc. Não se preocupe se seu filho não tem um brinquedo eletrônico e de última geração.
Para os pequenos é a brincadeira que faz toda a diferença.
As crianças se desenvolvem e brincam melhor quando há um adulto por perto, em um ambiente adequado. Semelhante à sala familiar de antigamente, onde “os causos” eram contados e recontados, e, as crianças desfrutavam desse ambiente caloroso.
Crianças até 2 anos gostam de brincadeiras que estimulam os sentidos (cores, texturas, escaladas nos móveis, buscar caminhos diferentes pela casa,  jogar bola, etc.). Já as crianças entre os 3 e 4 anos preferem as brincadeiras de faz de conta (escolinha, bombeiro, médico, etc), livros com pouco texto, jogar futebol, brincar de construtor, entre outras. Por volta dos 5 ou 6 anos, além das brincadeiras anteriores, os jogos de competitividade despertam muito interesse e interatividade (dama, tabuleiro, futebol, boliche, pular corda/elástico, etc.).
Quanto aos maiores de 7 anos ou mais, eles apreciam atividades ao ar livre e de maior complexibilidade.
E ai já brincou com seu filho hoje?!



13.6.13

A experiência do parto para alguns homens


            Alguns pais se sentem desejosos e corajosos para entrarem na sala de parto para apoiarem suas parceiras, outros são desejosos, mas não tão corajosos assim.
            Certos homens entram na sala de parto, apertam as mãos de suas mulheres, beijam sua face, lhes desejam boa sorte, e, deixam a sala obstétrica por não suportarem ver suas parceiras de alguma maneira sofrer.
        Sabemos que a lei, o Ministério da Saúde e a Organização mundial da Saúde recomendam a entrada do pai no momento do parto. Entretanto, alguns homens não conseguem participar desse momento.
            Não se sintam inferiorizados ou desqualificados. 
            Cada um tem seu limite!
           Converse com outros homens, divida suas angústias e ansiedades com os amigos, os parentes próximos, e, encontre o melhor caminho para ajudar sua parceira na hora do parto, bem como se ajudar, mesmo por que, nasce um pai, quando nasce um bebê.
            Heike Schurman (obstetra alemão) costumava enfatizar aos pais de primeira viagem: “você não precisa fazer nada que não queira. Durante o parto, fique num lugar que não atrapalhe, e, que seja confortável para você”.
            “A maioria dos homens tem receio de não mais achar sua mulher sensual depois de vivenciar essa experiência. Isso é bobagem. Como homem, você não precisa representar um enfermeiro. Você deve, sim, ficar à cabeceira de sua mulher, dando apoio emocional. Assim não verá o que não deseja”.
            Existem muitas maneiras do futuro papai apoiar sua esposa, ter uma participação inesquecível nesse momento, e, certamente, esse assunto já deve ter sido discutido durante a gestação. Cada um deve ter falado ao outro suas expectativas e desejos. O que um espera do outro, e, o que o companheiro poderá fazer amorosamente por sua companheira.
            A atenção, o calor humano, o afago carinhoso, a massagem delicada, o banho reconfortante, as caminhadas amparadas, a motivação para as respirações e relaxamento, e, outras atividades importantes durante o pré-parto devem estar acordadas.

Porém, o mais importante de tudo, é que toda a informação pode ser mudada na hora do parto, e, o homem deve estar aberto para isso. A mudança de planos faz parte da trajetória da mulher durante o trabalho de parto, e, o papel do homem é segui-la e confortá-la.