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26.8.13

Os bebês nascem muito mais inteligentes do que imaginamos (Parte 2)

Dando continuidade sobre o tema da última postagem sobre as capacidades inatas dos bebês, as menininhas são mais dispersas para as atividades que envolvem as relações sociais, enquanto que os meninos mantêm forte curiosidade por brinquedos que se movem ou se deslocam de um lado para outro.
Por outro lado, os bebês do sexo feminino aos seis meses são mais focados em rostos e adoram interagir com adultos. Já os meninos são mais “fugitivos”.
Meninos apreciam mais os móbiles e as meninas a face da mãe ou do cuidador. Por volta dos 18 meses as menininhas apresentam uma capacidade incrível em fazer a leitura não verbal da face humana. Os meninos são menos eloquentes nessa área. Talvez, por isso, os meninos tenham, no futuro, uma personalidade mais aventureira, exploradora e menos presa a detalhes. Essas qualidades apontam para um perfil mais desbravador do menino no futuro.
Os bebês são muito solidários. Ao ouvir o choro de um coleguinha formam um beicinho charmoso e delicado e começam a chorar junto. Isso é a pura tradução de empatia mútua. É como se eles estivessem consolando ao próximo. Caso tenham oportunidade oferecem a chupeta, a mamadeira ou um brinquedinho.
Porque eles fazem isso?
É uma maneira de se relacionarem com a própria espécie e assegurar a vida!
Os bebês aprendem a falar, expandem dia a dia o vocabulário e respeitam, sempre que possível, a gramática. Segundo pesquisadores, o cérebro dos bebês já nasce com ferramentas implícitas de linguística materna. É o ouvido atento e “antenado” a tudo desde a gestação.
Outros estudos salientam que os bebês têm muito mais facilidade para aprender outro idioma por volta de seis meses de vida.
Além da empatia os bebês são muito solidários. Após um ano de idade procuram consolar o outro bebê quando este parece desapontado ou infeliz. Fazem carinho e oferecem coisas que estão lidando no momento (brinquedo, alimento, chupeta, etc.) para tentar apaziguar a dor do outro. Isso não é só com os pequeninos. Se o bebê percebe que um adulto (mãe / cuidadora) está triste ou chorando, o bebê reproduz a citação anterior. Lindo não? Precisamos aprender mais com nossos bebês. Eles são lições de solidariedade em nosso cotidiano.
Criançinhas de cinco ou seis meses apresentam noção de boas ou más atitudes, ou seja, quando alguém faz algo tido como impróprio ou maldoso elas percebem. Tanto é que os bebês tendem a se aproximarem de coleguinhas mais velhos “politicamente” corretos ou bonzinhos.
Conclusão, bebês preferem pessoas de boa índole e os recompensam por isso. Como? Com beijos, abraços e afagos. Portanto, desde cedo os bebês têm noção de justiça – o que poderíamos traduzir em certo e errado.
Como podemos notar, os bebês desde a tenra idade são complexos e repletos de conhecimentos que a própria ciência ainda não desvendou como um todo. São cheios de potencialidades a desenvolver e habilidades a serem postas em “xeque”. São seres humanos que vêm se aprimorando de geração a geração.
Não necessitam de estímulos sofisticados e caros, mas desde que bebê é gente, precisam de muito carinho, amor, interação física e mental.
De início de uma mãe devotada comum e com o tempo isso vai reverberando para o papai, para os irmãos, para a família, para os amigos, para a escola e com o tempo para a sociedade como um todo.
É um ser com todo o potencial para amar, ser amado e se solidarizar com o outro. Apreciar e testar o mundo a sua volta e valorizar a natureza em sua imensidão.



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