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18.9.13

Curso de Estimulação de Bebês: da gestação ao primeiro ano de vida do bebê

Curso de Estimulação de Bebês
Da gestação ao primeiro ano de vida do bebê

Dia 26 de outubro - das 13 as 18h
Hotel Residence Atibaia em Atibaia - SP


As brincadeiras propostas para serem efetuadas pela futura mamãe com seu bebê, ainda no ventre, visam estimular as diversas capacidades e habilidades do bebê. Desde o ventre, o bebê já possui um rico ambiente propicio para brincadeiras e desenvolvimento de potencialidades. Aprenda a fazer isso!
É simples, gostoso, divertido e proporciona uma forte integração vincular mãe-bebê. É um tempo onde a futura mamãe dedica-se integralmente para seu filhinho!

Já a estimulação de bebê de zero a 12 meses é um programa lúdico, de intensa troca entre a mãe e seu bebê. É um programa também voltado para o papai e pessoas queridas que podem dedicar um tempo precioso a criança. 
Nessa proposta é trabalhado o estímulo as diversas potencialidades e habilidades do bebê, relacionado as múltiplas inteligências, a coordenação neuromotora, a memória, a atenção, aos afetos, entre outras atividades.
Participe!
Será uma tarde muito gostosa para adquirir novos conhecimentos, trocar ideias com outras mães e saborear um chá da tarde bem acolhedor!

14.9.13

O conhecimento do bebê vem acompanhado de boas escolhas e emoções


Quanto mais de bem com a vida melhor aprendemos e nos posicionamos no mundo. Assim também acontece com os bebês. Coisas práticas e biológicas auxiliam em muito no desenvolvimento cognitivo dos bebes desde o intraútero.
A ciência tem demonstrado que amamentar o bebê por pelo menos 6 meses, a suplementação com vitamina D e manter o peso dos pais também tem forte impacto sobre o desenvolvimento cognitivo da criança pelo resto de sua vida.
As pesquisam demonstram que gestantes obesas podem comprometer o desenvolvimento do QI dos bebês em relação as crianças cujos mães tinham o peso dentro da normalidade. As mães teriam uma maior predisposição a inflamação, sendo esse fator fortemente influenciável ao tecido neurológico do futuro bebê (feto).
A biologia humana demonstra que é a partir da terceira semana de gestação que o tubo neural do bebê começa a se formar e, portanto, a origem do cérebro infantil. Pois bem, pesquisas indicam que a presença de quantidades adequadas de ácido fólico, antes mesmo da gestação, e durante a gravidez (Vit B), garantem o bom desenvolvimento dessas estruturas.
As coisas não param por ai!
Outras substâncias primordiais a inteligência do bebê estão relacionadas ao QI, e, entre elas o iodo e a vitamina D. A falta de iodo prejudica a inteligência do bebê e a suplementação de Vit D pode assegurar um incremento na cognição.
Cerca de 20 semanas após a fecundação, estruturas fundamentais para a comunicação neuronal estão em formação, entre elas os dendritos e a bainha de mielina – estruturas que compões as células nervosas e que facilitam a comunicação entre um neurônio e outro. Para que isso aconteça substâncias nobres são requeridas e principalmente o ácido ômega 3, moléculas de DHA e colina. Uma alimentação caprichada, contendo esses compostos, assegura um QI elevado nos bebês (peixes de água fria – sardinha e salmão; castanhas e gema de ovo).
Para termos uma ideia de como isso é importante, o bebê ao nascer faz aproximadamente 2,5 sinápses (informações neurônio/neurônio). Esse número atinge 15 mil por volta dos 3 anos de idade, e o volume cerebral quadruplica, desde que a alimentação e os fatores ambientais e o estresse materno estejam modulados.
A amamentação está na berlinda!
Os estudos comprovam o papel da amamentação na construção do intelecto infantil e os pontos adicionais ao QI são mantidos até a fase adulta do indivíduo. Amamentar contribui não só para o intelecto do bebê, mas também para seu lado afetivo, vincular e social.
O que o leite materno faz pelo bebê?
Muita coisa!
Primeiro: a resposta afetiva, o famoso “imprint” mãe-bebê, segundo: o vinculo progressivo, terceiro: a presença e o impacto de substâncias presentes no leite materno atuam na formação e crescimento da rede neuronal (gorduras e o ácido aracdônico), quarto: atividade de compostos relacionados a defesa imunológica que assegura o desenvolvimento saudável do bebê e quinto: ganho ponderal adequado (estatura e peso). Estudos apontam que a nutrição materna inadequada pode contribuir para uma redução de áreas cerebrais que participam das funções cognitivas e memória do bebê.
Em relação aos afetos e sentimentos, as crianças que são estimuladas a desenvolver a empatia e o respeito ao próximo e a natureza, desde cedo, têm maiores chances de desfrutar de uma vida mais saudável. Nesse sentido também podemos contextualizar a bem vinda presença de um animalzinho de estimação. Os estudos científicos demonstram que a interação das crianças com o anilmalzinho propicia o desenvolvimento de habilidades importantes para a vida delas, tais como: respeito, confiança, solidariedade e outros.
Por outro lado, existem compostos e substâncias que interferem negativamente no QI do bebê desde a vida intrauterina.
A poluição é uma delas. Agentes poluentes poderiam ultrapassar a barreira placentária e danificar o tecido cerebral do feto. De maneira importante também está o estresse materno. O excesso de cortisol, liberado na corrente sanguínea da mãe estressada, venceria a barreira placentária e alteraria áreas cerebrais do bebê relacionadas ao raciocínio lógico, matemático e leitura.
Outro dado interessante é o uso  de aparelhos eletrônicos para estimular os pequenos. Tablets, smartphones e computadores apesar de ser um forte apelo para os pais, a academia Americana de Pediatria contraindica esse recurso a crianças menores de 2 anos. As crianças têm o direito de aprenderem com as brincadeiras livres e não por meio de uma tela. As crianças expostas as mídias eletrônicas apresentam um menor desempenho da linguagem, do desenvolvimento emocional e outros prejuízos não menos importantes.
Em resumo as futuras cognições do bebê vão depender diretamente do controle de peso da mãe antes e depois da gestação, de sua nutrição ao longo da gravidez, da herança genética, da amamentação, do controle do estresse materno e do ambiente nutridor que receberá o futuro bebê.


11.9.13

Comparação e repressão: um péssimo modo de se relacionar com os filhos

Existe um ditado que diz assim ou mais ou menos assim: “ nenhum dedo das mãos é igual ao outro”. Pois bem, nenhum filho é igual ao outro e muito menos igual ao seu coleguinha.
Filho é único e até o momento não duplicável físico e emocionalmente falando. Comparar irmãos ou colegas é perda de tempo. É claro que existem semelhanças e um impulso “danado” em fazê-lo. Faz parte da trajetória humana para nos sentirmos normais dentro das semelhanças e diferenças.
Quando comparamos nossos filhos, entre si ou entre outros, geramos muita pressão nas crianças. É como se a “nota de corte” dela tivesse sempre que ser acima da média – sem permissão para falhas, equívocos ou erros. Ajustes e arranjos nem pensar!
Fazemos isso sem perceber. Fazemos em nosso dia a dia. Comparamos altura, desenvoltura física e cognitiva, aptidões, temperamento, personalidade, etc. – Nossos filhos estão sempre na berlinda. Tudo isso para nos sentirmos competentes e no caminho certo.
Criamos ansiedades para eles (filhos) e em nós mesmos. A criança quando percebe que é motivo de comparações, ela liga o botão do ... “e agora”?!
Como resposta sua ansiedade dispara, sente que precisa correr para alcançar o ideal familiar e que suas realizações, até o momento, são frágeis, pouco vistas e valorizadas. Será que realmente sou amado? Estou fazendo tudo direitinho para ter o carinho e admiração de meus pais? A criança vai perdendo sua espontaneidade e sua plena realização no mundo. É o início do uso de máscaras para parecer algo que os pais estão esperando dela.
Fique claro que não estou falando de permissividade, falta de limites e do emprego do bom e velho “ não” na hora certa! Muito menos que não devemos estar atentos para déficits. O pediatra e os profissionais que rodeiam as crianças são nossos melhores apoios.
As comparações acompanhadas de críticas são as piores. Por exemplo: “ falar cedo é melhor – assim ela pode expressar-se com mais facilidade do que as outras crianças”; “ quanto mais rápido ela andar, mais independente ela vai ficar”; “sair cedo das fraldas deixa a mãe mais tranquila e menos assoberbada”; “quanto mais informação você ofertar a criança mais inteligente ela vai ficar”; etc. Embora, não exista uma verdade absoluta nessas crenças, elas podem se tornar verdade para as crianças e comprometer seu futuro emocional e a forma como elas se enxergam e agem no mundo.
Amar os filhos sem “condicionais” parece ser o primeiro caminho para aceitar as diferenças, os tempos desiguais de amadurecimento de cada um e a possibilidade de serem seres humanos mais felizes e disponíveis para o mundo.

Comparações e rigidez são algo que não pode ser aplicado aos filhos. Manter um processo educativo nesses moldes é perder a oportunidade de ouvir o que o filho tem a dizer de si próprio e a maneira como ele conhece e se coloca no espaço em que vive. É deixar de identificar seus desejos, suas habilidades e potencialidades. Pior de tudo, é uma estratégia pouco funcional dos pais para construir um futuro cidadão, que teoricamente, estaria aberto para desenvolver e expressar suas múltiplas inteligências e afetos.