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28.12.14

Frustração e tédio: não tem nada pior para agravar o humor das crianças (Parte 2)

                A semana passada, comentamos sobre os possíveis fatores, que poderiam deflagrar a frustração e o tédio nas crianças pequenas. Falamos sobre a falta de sono, ou, de cochilos ao longo do dia, e, o quanto essas variáveis podem deixar as crianças, quando privadas, irritadas e pouco tolerantes às situações banais do cotidiano. Falamos também da necessidade de mantermos o combustível energético dos pequenos em bom nível para que eles tenham fôlego, para atravessar as diversas rotinas do dia e sempre acompanhados de um adequado suporte hídrico.
Não menos importante, também, reforçamos a necessidade de sermos criativos na hora de estimularmos as crianças em atividades monótonas, pelo menos ao olhar delas, como a ida ao supermercado, ao banco, a consulta médica, entre outras.  Ter sempre um joguinho, um brinquedo preferido e livrinhos de histórias a disposição evita que a monotonia ative comportamentos desorganizados.
                No artigo de hoje vou comentar sobre a hiperestimulação.
Como você se sente ao entrar em um recinto cheio de gente, com barulho em demasia, e, para piorar a situação, um calor terrível. Acredito que a resposta seria um grande mal estar e um desejo de abandonar o local para respirar um ar fresco. O mesmo ocorre com as crianças. Porém, elas não sabem que é só achar uma porta de saída, que tudo ficará bem de novo.
                O excesso de estímulos deixa a criança com seus órgãos dos sentidos a mil. Elas não conseguem filtrar o que é positivo e o que é negativo. Elas absorvem como esponjas tudo que as rodeiam. Caso o passeio do dia seja uma festinha de aniversário na casa de amiguinhos, procure não chegar ao local com seu filho cansado ou com fome – planeje antes um lanch
inho e um período de repouso. Um brinquedo preferido também pode ajudar no passeio, pois a criança se sente segura e com lembrança concreta de sua casa.
                Caso você perceba, que o pequeno está ficando cansado, birrento ou irritado, são sinais de que seu combustível de tolerância está se esgotando, e, que a hora de ir embora chegou. Não queira negociar um tempo extra no passeio, pois a criança ainda é imatura para desenvolver doses adicionais de flexibilidade e características de negociador. Ofereça um abraço e diga que vocês já estão indo para casa.
                Outro fato que pode potencializar o mal humor em crianças é o fato delas não poderem permanecer numa atividade quando ela está muito prazerosa. As crianças adoram um parquinho ou brincar em grupo com amiguinhos. Quando sinalizamos que está na hora de ir para casa elas ficam muito desapontadas e insatisfeitas. Falando em desapontadas, atividades rotineiras como higiene bucal e corporal, guardar os brinquedos, também tiram as crianças do prumo. Elas jogam uma bela negativa em cima dos cuidadores e ficam intempestivas. Uma maneira prática de minimizar o problema seria enfrentar a realidade e demonstrar que entendemos o que elas sentem: “Ok, eu entendo que você gostaria de continuar brincando e não quer ir para casa”. “Temos que ir embora, do contrario você chegará atrasado na escola”. Mostramos a realidade e ao mesmo tempo nos demonstramos sensíveis as suas emoções e sentimentos. Existem situações que não precisamos ser tão rígidos e podemos oferecer uma boa dose de flexibilidade.
                Tenho observado que algumas crianças quando estão temerosas ou com medo de algo, negam seu sentimento, e, tornam-se dúbias, chorosas e estressadas. Não precisa ser uma grande aventura, o simples fato de ir para a escolinha, pode ser um exemplo. Entender a situação e estar disponível para traduzir em palavras o que a criança está sentindo é de grande valia. A ação mostra a criança que a entendemos e que estamos do lado dela, mesmo quando o assunto é ir de encontro à independência relativa.
                Por fim, gostaria de lembrar que a expressão comportamental das crianças é uma linguagem não falada, mas que pode estar contendo diversos conteúdos e significados. Como pais e cuidadores atentos, antes de nos contaminarmos com o mal humor, frustração ou tédio das crianças, precisamos nos colocar no lugar delas e pensarmos com antecipação para evitar os comportamentos infantis desorganizados.


4.12.14

Frustração e tédio: não tem nada pior para agravar o humor das crianças (Parte 1)


                Quem nunca olhou para uma criança ou experienciou em causa própria um pequenino teimoso, cheio de querer, que Chora, esperneia, briga com os outros ao seu redor, e, que a obediência passa longe!
Ouvir, nem pensar! Se tornam temporariamente surdos!
                Nem todos os dias a criança exibe esse cenário conflitante. Ela se parece conosco, adultos. Tem dias que acordamos do avesso e não podemos olhar para uma mosca, que nos sentimos exacerbadamente irritados. Pois bem, as crianças também têm seus dias nebulosos. Até mesmo as crianças mais amáveis, muito tranquilas e solícitas, apresentam dias que não sabem como lidar com as emoções e sentimentos não nobres.
                Algumas situações podem despertar ou deflagrar o “leãozinho interior” dos pequenos. Eles não são como os adultos, que tentam racionalizar, respirar fundo, e, buscar a melhor saída. Os pequenos ficam confusos e não sabem o que fazer com o que estão sentindo. Ainda são imaturos para governar um turbilhão de sensações!
Um grande despertador da irritabilidade infantil é a falta e a qualidade de sono repousante. Os estudos mostram, que a criança quando dorme mal (horas a menos ou falta de um cochilo) fica menos atenta, disposta, hiperativa, mal humorada e exibe a birra como válvula de escape.
A criança dormir mal já é uma catástrofe, imagine agora a família dormindo mal – é um verdadeiro caos doméstico. Pais privados de sono se tornam impacientes, irritadiços e sujeitos a perder o controle.
Evite as desordens do sono, proporcionando períodos de descanso à criança durante o dia, e, uma boa noite de sono reparadora. Detalhe, não há milagre! A boa e velha rotina é a grande solução.
As crianças são sensíveis e conhecidas como “antenas parabólicas” – captam todas as informações do ambiente, mas nem sempre sabem o que fazer com elas. As emoções e os sentimentos se desorganizam e o entendimento sobre o contexto situacional passa longe. Moral da história: podem reagir aos problemas domésticos com muita inabilidade emocional, portanto, problema de casal se resolve entre o casal e os filhos são poupados!
Outro agravante da birra ou do chilique infantil é a fome. Assim como os adultos, às vezes nos sentimos estranhos, quando estamos com fome. Ficamos zonzos, o pensamento fica alterado e a tolerância reduzida. Uma dieta equilibrada contribuiria muito para evitar o problema. Saidinhas ao longo do dia com os pequenos podem ser complementadas com um lanchinho saudável e uma garrafinha com suco e água também ajudam a hidratar e a evitar a sede. Sem energia, as crianças ficam desconfortáveis e intolerantes. Você já viu carro andar sem combustível?
As crianças são verdadeiras “mentes brilhantes em ação integral”. Pensam mais rápido do que seu corpo pode responder. Não aceitam perder tempo com atividades desnecessárias quando o assunto é brincar. Para que comer? Para que amarrar o tênis? Para que colocar a sandália? Para que parar a brincadeira e ir ao sanitário. Tudo isso é perda de tempo quando o assunto é brincar e se divertir.
Elas até tentam, mas logo percebem que a atividade requer um tempo de pausa e logo se frustram, ficam irritadas e a teimosia vira palavra da hora. Como adultos pensantes, precisamos entender que em alguns momentos podemos ser mais tolerantes e aguardar o tempo das crianças, mas em outros, quando o tempo nos cobra uma ação preponderante, precisamos intervir e ajudar a criança a ganhar tempo. Isso não significa fazer por eles, e sim, manter o fôlego.
Criança entediada é um grave problema. Os pequenos foram “planejados” para ser criativos, aprender coisas novas e testar suas potencialidades e habilidades no mundo. Quando não oferecemos estímulos apropriados. eles se viram de qualquer forma, e, é ai que o caldo entorna – as emoções se desorganizam! Uma criança entediada corre o risco de deixar desabrochar o mau comportamento ou aprontar alguma arte!

Assim, deixe seu filho desbravar o mundo de maneira criativa e responsável. Aproveite para ter livrinhos dentro do carro e conte para ele uma história. Use da criatividade na hora das compras. Pergunte para a criança quantas embalagens vermelhas ela viu na prateleira de massas. Na fila do banco peça para o pequeno contar quantas pessoas estão de calça cumprida. Use suas habilidades de adulto ao seu favor e ao mesmo tempo estimule a inteligência que existe em seu filho.

22.11.14

Postergar a vinda do bebê implica em pais mais seguros e satisfeitos?


Que os casais estão tendo menos filhos na contemporaneidade não há dúvidas. As estatísticas mundiais mostram isso e nosso IBGE também. Nossa taxa de filhos no Brasil é de 1,7 por casal.
Ter um número reduzido de filhos pode estar associado não só aos recursos financeiros, mas também ao desejo pessoal e, muitas vezes do casal, em investir em projetos relacionados a carreira, educação, problemas sócio-familiares, entre outros.
Estudiosos da área social ressaltam que casais ao postergarem a vinda do primogênito acabam por desenvolver e concretizar sonhos. Quando o bebê “aparece” esses sonhos estão consolidados, permitindo que os parceiros se sintam mais realizados, satisfeitos, seguros e completos para iniciar o processo de criação e educação dos filhos, sem se sentirem atropelados por investimento na educação ou carreira.
Parece que a ideia de construir uma família grande, segundo os cientistas sociais, tem implicações importantes, principalmente quando a candidata a maternidade tem mais de 35 anos. O relógio biológico age desfavoravelmente para a mulher desejosa de seu primeiro bebê. Resultado, os casais vão se adaptando a um número menor de filhos (1 ou 2).
Pais jovens relatam que a vinda de um filho pode modificar a realização de projetos a curto e longo prazo e até mesmo a desistência deles, além de contribuir para um certo esfriamento conjugal. Decorrência do excesso de atividades em curso. Por outro lado, pais mais velhos, referem um grau maior de plenitude e realização. Referem que a maturidade e a aquisição de escolaridade e do investimento profissional na época certa os deixaram mais relaxados para desfrutar do primeiro filho.
Apesar dos questionamentos da melhor fase ou época para ter filhos, uma coisa é certa, a maioria dos casais referem que não se imaginam sem seus filhos, independentemente de terem tido em uma fase mais jovem ou mais madura. Afirmam ainda que a presença dos filhos dentro do lar é pouco contestável, mesmo eles não sendo autênticos “Lord Inglês mirim”.
É claro que ter um filho em uma fase ou outra da vida não descarta a possibilidade de experienciarmos junto a eles sentimentos de preocupação, alegria, raiva, tristeza, satisfação, decepção e a percepção de termos feito ou não um bom trabalho. Postergar a vinda do primeiro filho não é uma garantia de resultados positivos na balança da vida.
Da mesma forma que encontramos pais jovens muito atentos e dedicados na criação de seus filhos, podemos também observar pais maduros pouco responsáveis e tolerantes demais com o “excesso de energia” de sua criança. Cada casal sabe onde lhe aperta o calo e cada qual tem seus valores e, democraticamente, são livres para tomar suas decisões quando o assunto é postergar ou não a vinda do primeiro bebê.
Uma coisa é certa, não podemos afirmar que o casal que posterga a vinda do primogênito será mais feliz do que aquele casal jovem que resolveu assumir seu primeiro bebê. Não podemos associar felicidade, bem-estar e completude somente a casais maduros, com bom nível educacional e bem sucedido economicamente.
Satisfação, segurança e felicidade são “valores” que agregamos a nossa vida independentemente de termos coisas ou bens. Se o casal quer postergar a vinda do primeiro filho que o faça. Porém, se o casal acredita que os filhos são bem vindos numa fase de maturidade ou não – que assim seja!
Comparações nunca foi uma boa opção – causam estresse, ansiedade e muita angústia.
Que cada um (casal) cuide de sua vida da melhor maneira possível sem interferência de outrem.


10.11.14

Nascimento sob autohipnose consciente


Voce já pensou em passar por um trabalho de parto mais fácil, mais rápido e com muito menos desconforto?
Não é preciso ser nenhum cientista ou profissional da área da saúde para saber que cada parturiente reage de uma maneira peculiar durante o trabalho de parto. Umas são mais doloridas, outras mais calmas – sem falar naquelas que são ativas e até no momento do parto não descartam uma boa caminhada para ajudar na descida do bebê. Uma técnica muito interessante tem surgido como uma proposta a mais para auxiliar as mulheres na hora de dar a luz – o “Nascimento sob auto hipnose consciente”.
Mas, o que é isso? A gestante fica em transe? A gestante fica fora de sintonia e é sugestionada a fazer alguma coisa?
Nada disso!
Por volta da 25 e 29 semana de gestação a mulher pode aprender, de maneira consciente, a relaxar mais profundamente, a respirar de forma orientada no período da dilatação e expulsão e a visualizar, de maneira criativa e prazerosa, o nascimento de seu filho.
A técnica visa criar um panorama positivo na hora do parto, permitindo a redução da angústia e da ansiedade, além de promover a tranquilidade e a sintonia da mãe com seu bebê. Nesse contexto, a futura mamãe assume o protagonismo da parturição, fica livre para adotar as melhores posições para ajudar no parto, ao mesmo tempo em que está alerta ao seu corpo. A parturiente projeta em sua tela imaginária os passos para um momento sutil e delicado, reverberando em sua alma alegria e prazer.
O nascimento sob hipnose consciente ajuda a gestante a usufruir de métodos de controle do desconforto, tais como: posições variada para ajudar seu bebê a nascer, massagem, compressas em temperaturas distintas, banhos, técnicas respiratórias, visualização de um parto rápido e saudável, entre outras.
 Quando a mulher pode contar com técnicas que ajudam, na hora do parto, a reduzir a dor ou desconforto, as coisas ficam mais fáceis e a travessia rumo a maternidade é acalentadora.
Não nego que quando a gestante está com dor seu sentimento é de medo e como tal, seu desejo é de fugir da situação. Os hormônios do estresse inundam o corpo gravídico, há redução do fluxo sanguíneo para o útero e há predominância  nos músculos. Estruturas recrutadas para a hora do escape.
Resultado, o útero reduz as contrações, ocorre diminuição da oferta de oxigênio e ocitocina, deixando o parto mais trabalhoso e longo. Portanto, equilibrar os sentimentos e manter a calmaria pode ser uma facilidade encontrada na prática do “Nascimento sob auto hipnose consciente”.
Vamos enumerar as vantagens em favorecer o parto sob autohipnose:
1-    Ajuda a manter níveis elevados de oxigênio durante o trabalho de parto por meio da respiração préorientada;
2-    Auxilia na redução de medicalização para alívio de dor e para acelerar o trabalho de parto;
3-     Aumenta a chance de concretizar o parto normal;
4-     Reduz a ocorrência de episiotomia;
5-    Eleva a autoconfiança da parturiente;
6-     Auxilia na manutenção do relaxamento e autocontrole da gestante durante o parto;
7-    Prepara a mãe para amamentar o bebê na primeira hora do nascimento;
8-     Permite a gestante executar a técnica em qualquer lugar escolhido para ter seu filho;
9-     Favorece o nascimento do bebê em local mais calmo e acolhedor;
10-  O parceiro deixa de ser um simples espectador do trabalho de parto para se tornar parte central do processo de parturição.
11-  Ao incluir de forma ativa o parceiro, a técnica estimula a segurança, o orgulho e a próatividade em estar num parto ajudando seu filho a vir ao mundo.
O parceiro tem um papel primoroso ao lado da parturiente, auxiliando-a a realizar a Técnica,  e,  juntos estão ativamente trazendo ao mundo um ser tão especial da melhor forma possível – com respeito, amor e solidariedade.
            Ao iniciar o trabalho de parto, os parceiros acionam todo o aprendizado sobre a técnica e colocam em prática os passos e asseguram, de maneira carinhosa, a cumplicidade e a responsabilidade de trazer ao mundo o filho desejado.


8.11.14

Criança também sofre de depressão? Mas, ela é tão pequena!!!


A depressão infantil (DI) não é um assunto de moda, é uma desordem contemporânea, que causa sofrimento e dor na vida infantil, faz parte do cardápio de doenças, que pode acometer os pequenos e os adolescentes. Até algum tempo a trás, era pouco diagnosticada, e, assim ela era empurrada da infância até a idade adulta, provocando grande sofrimento e sequelas.
A criança retraída, tímida em excesso ou “danada”, com comichão nas ventas, passaria longe de um diagnóstico de depressão infantil. Por falta de diagnóstico adequado, receberia rótulos que, infelizmente, poderia marcá-la para o resto da vida. Os rótulos além de não contribuir para a estabilidade emocional da criança, agravariam e camuflariam algo que não estaria indo nada bem.
Tanto isso é verdade, que na década de 60 havia um desenho animado (Lippy the Lion & Hardy Har Har, 1962 - Hanna-Barbera) que apontava para uma dupla de bichos com alguma desordem afetiva. O primeiro era uma hiena chamada de Hardy, que vivia se queixando da vida. Não tinha ânimo para nada, só via o lado negativo das coisas, o pessimismo era o sentimento predominante. Hardy seria considerado, nos dias atuais, um depressivo, e, o Lippy (o leão) um co-dependente, que tentava  o tempo inteiro salvar o amigo da tristeza. Bem, ele não vem ao caso, pelo menos nesse artigo.
Pois bem, as características do Hardy podem aparecer nas crianças também. Elas demonstram muita tristeza, falta de interesse para as atividades de vida diária, o prazer em brincar é empobrecido, ausência de disposição para buscar novas atividades ou estudar, e, se tudo isso não bastasse, ainda se sentem com baixa autoestima e pobre auto-referência.
Algumas crianças apresentam alteração do apetite (para mais ou para menos), mudança no ritmo de sono e repouso, hiperatividade, irritabilidade e agressividade. Além dos sintomas emocionais, os pequenos também podem somatizar, referindo dor de cabeça, dor de estômago, dor abdominal, alteração do ritmo intestinal, alergia de pele, coceira pelo corpo, enurese, etc. Os sintomas físicos podem ser uma tentativa, que a criança lança mão, para chamar a atenção de seus pais para seu sofrimento emocional.
A DI não é uma raridade e pode ocorrer em cerca de 1% das crianças na fase da pré-escola; em 2% na idade escolar e quase 3% na adolescência.
Tenho observado em relato de pais, que anteriormente seu filho era amigável, calmo e de uma hora para outra, seu comportamento virou do avesso, está respondão, prepotente e intolerável, tanto em casa como na escola. Os amigos o evitam!
Os pais costumam comentar, que fazem de tudo para seus filhos e por isso não entendem o porquê da desordem emocional ter “caído de para quedas” em suas famílias, que se sentem impotentes e decepcionados. Alguns pesquisadores encaram a DI como uma doença biológica que incide em membros anteriores da família, que é decorrente de alterações neuroquímicas, e, que também aparece como sintoma de desorganização do sistema familiar. Embora, a DI seja rica em sintomas, ela é difícil de ser diagnosticada dada a sua complexidade.
Será que o tratamento da depressão infantil é igual a do adulto?
Após rigorosa avaliação e diagnóstico com psiquiatra infantil, o profissional pode recomendar o uso de medicamentos, que na atualidade, são muito seguros e não causam nenhuma forma de dependência. Junto com o tratamento medicamentoso o acompanhamento psicológico é instituído. Pode ser na forma de terapia familiar e individual.

O mais importante de tudo é não ter medo ou preconceito de procurar ajuda especializada. Quanto antes a DI for diagnosticada, menos sofrimento a criança e a família terão de enfrentar. A DI tem tratamento, que é seguro e multifacetado, e, a partir do momento que a criança ou o adolescente são vistos e o retorno de seu valor é restituído, a criança e o adolescente passam a desfrutar de uma vida normal, sem prejuízo cognitivo e mental!

28.10.14

Pais e filhos em boa sintonia


Se eu perguntar o que lhe remete a fotografia de uma linda criança, provavelmente você responderá: alegria, felicidade, vivacidade, esperança, renovação, entre outras
. Temos a tendência de nos sentirmos atraídos por crianças, principalmente, quando elas exibem doçura, meiguice, calmaria e desproteção.
                Até agora tudo bem. O problema surge quando nos deparamos com essas mesmas crianças fora de uma situação idealizada. Quando as olhamos e vivenciamos sua forma de ser, sentir e existir no mundo real – com características peculiares e com temperamento e personalidade próprias. Crianças não são atrativas e meigas o tempo todo. Esse é nosso ponto crucial!
                Elas apresentam suas características individuais e apreciam nos questionar para entender quem elas são e como o mundo se comporta ao redor delas. São verdadeiras cientistas políticas e filosóficas, testando a vida!
                Cuidar das crianças no cotidiano do lar implica desafios constantes: amor, rotina, carinho, organização, broncas, limites, zelo e etc. Crianças pequenas exigem muito de nossas habilidades como pais, cientes de sua missão como educadores de seus filhos. Conviver em harmonia pode ser uma aventura “off Road” – cheia de altos e baixos, de prazer e desprazer, de ganhos e alguma frustração. A final de contas não somos pais perfeitos. Somos seres humanos que estão tentando fazer o melhor por seus filhos, cujo objetivo primordial é zelar para que sejam bons cidadãos e felizes no mundo que estão inseridos.
                Vivemos num redemoinho de circunstâncias – estamos sempre tentando conduzir o barco da melhor forma possível, e, nesse redemoinho, muitas vezes, esquecemos ou não atentamos com cuidado o quanto é importante viver o presente com nossos filhos e desfrutar do aqui agora com eles.
                Queremos chegar ao fim do dia com a consciência de que fizemos o nosso melhor. Que cumprimos as metas estabelecidas para o dia. Todavia, não percebemos que estamos apenas “tocando” mais um dia. Cobramos boa alimentação das crianças, asseguramos que a casa está organizada, nos satisfazemos em analisar que profissionalmente fizemos nosso melhor e ao final do dia já estamos ávidos pelo sonho de uma boa noite de sono para recomeçar o próximo dia – parece que sempre estamos conectados no botão do automático. E como tal, acabamos exigindo o mesmo de nossos filhos e automaticamente eles acordarão bem humorados, educados, organizados e disponíveis para ouvir nossas orientações e recomendações. As vezes, eu me pergunto: quem vive na fase do faz de contas?
                As crianças, assim como nós adultos, quando finalizam seu dia podem estar cansadas e pouco tolerantes a cobranças. O que elas mais gostariam é de serem abastecidas de carinho, atenção e uma boa dose de humor. Será que ao invés de chegarmos ao final do dia com um “check list” na mente de coisas a fazer, não poderíamos, simplesmente, reservar trinta minutos para alimentarmos nossos filhos de atenção exclusiva?!
                Poderíamos esquecer, nessa meia hora, do jantar, do sonar para coisas a fazer, dos problemas do cotidiano, das frustrações do trabalho e até mesmo de alguma rusga de casal, para vivenciarmos com empatia nossos filhos.
                Tenho certeza que as crianças agradeceriam muito por esse cuidado especial, se sentiriam prestigiadas e valorizadas por terem pais que as olham e as escutam de corpo e alma, e, principalmente por que as ensinam que no lar as pessoas são o foco mais valoroso do mundo.

                

6.10.14

Pais habilidosos pode gerar filhos habilidosos

           
            Voce acredita que pais habilidosos pode gerar filhos habilidosos?
           A primeira coisa que precisamos definir é habilidade. Habilidade é uma característica ou particularidade que o indivíduo tem em efetuar algo com destreza e maestria. Pode ser entendido, também, como uma aptidão ou qualidade em fazer algo especial ou bem feito.
            Pois bem, o primeiro passo para criar filhos habilidosos é ter pais habilidosos – uma família com habilidades em comum é capaz de gerir com maestria e competência a educação dos filhos. São pais que procuram se questionar quanto a educação das crianças e como incentivar o diálogo respeitoso entre eles. Entendem que ninguém aprende uma lição sem passar por ela.
            Os pais habilidosos procuram educar seu filho para o hoje e para o amanhã. Não desejam Xerox de sua árvore genealógica, mas sim filhos que passem por uma encubadora de boas ideias e atitudes. Filhos que não agem como súditos, mas que respeitam seus pais e a sociedade como um todo de maneira consciente.
Pais que desenvolvem em seus filhos a independência responsável, a competência e trazem consigo mesmas uma boa referência de autoestima e de empatia.
Nesse contexto, os pais habilidosos funcionam como faróis que iluminam o desenvolver de seus filhos, emitindo sinais claros do que toleram e do que não toleram. As regras em casa são claras e praticadas no cotidiano.
São pais cuidadosos e amorosos ao emitir suas regras, e, ao mesmo tempo conseguem ser moderadores quando necessários. São pais de carne e osso – com acertos e com erros – com desejo e pratica de manterem o equilíbrio em suas ações. Se permitem voltar atrás quando preciso.
Os pais habilidosos evitam as negativas desmedidas e enfatizam a criação de seus filhos nos aspectos positivos. O lar pode ser visto como um laboratório para testar com carinho e responsabilidade aquilo que a criança vivenciará no exterior sem a tutela direta dos pais. A criança pode errar e ser corrigida sem medo de ser agredida. Isso gera confiança nos pais e competências pessoais nas crianças para enfrentar o mundo lá fora.
Os pais habilidosos não esperam que seus filhos sejam perfeitos, mas também entendem que os comportamentos inadequados são conversados e colocados para a criança na forma de valores. As consequências geradas pelos maus comportamentos e pelas más atitudes são pontuadas junto as crianças e com elas são levantadas formas construtivas de reparar o erro.
Pais habilidosos entendem que para formar bons cidadãos não há necessidade de que seus filhos sejam iguaizinhos a eles. Entendem que seus filhos precisam ter suas próprias identidades e potencialidades.
Os pais habilidosos podem gerar filhos habilidosos quando chamam para si a incumbência de gerir a educação e a disciplina de seus filhos e confiam cada vez mais em si próprios e nos filhos que estão apresentando ao mundo.

E você, quer ter um filho Xerox de sua árvore genealógica ou um filho que passou por uma encubadeira de amor, respeito, empatia, responsabilidade e desenvolvimento de suas potencialidades e habilidades?

11.9.14

Brincar de boneca ajuda a expressar as emoções

quintal, façam vocês mesmos, boneca de esconder (Foto: Raoni Maddalena)

Brincar de boneca ajuda a expressar as emoções

A afirmação, da terapeuta Regiane Glashan, da Unifesp, reforça a importância dessa antiga brincadeira.

Você já parou para prestar atenção em como seu filho brinca? Especialmente na brincadeira com bonecos – seja a princesa ou o super-herói –, ele expressa suas emoções de uma maneira que jamais conseguiria somente por palavras. “A brincadeira de boneca é uma forma de atenuar as angústias e ansiedades que eles não conseguem expressar verbalmente”, afirma a terapeuta de bebês, crianças e famílias Regiane Glashan, da Unifesp.
Por isso é tão importante que os pais dediquem um tempo para compartilhar desse momento com os filhos. Calma, não precisa se sentir culpado se você não consegue passar horas sentado no chão brincando de casinha. Segundo Regiane, é a qualidade do tempo que faz diferença. “Bastam 30 minutos por dia. Mas precisam ser totalmente dedicados a isso, sem celular, computador ou qualquer outra distração. E quem dá o tom da brincadeira é sempre a criança, nunca o adulto”, orienta.
Ainda segundo a profissional, a criança projeta sua realidade na brincadeira de boneca. Ou, pelo menos, aquilo que ela imagina como realidade ou futuro. “Aquela boneca ou boneco pode estudar, virar uma grande profissional, pode até ir para a lua”, diz.
Observe muito
Por tudo isso, além de se divertir junto, também é muito interessante observar seu filho brincar, pois é uma forma de entender como ele lida com o mundo à sua volta. Essa é a proposta do novo projeto da Mattel, que já acontece nos Estados Unidos desde abril deste ano e acaba de chegar ao Brasil. A ideia do Barbie Project é convidar os pais a olhar para si mesmos e para a forma como os seus filhos brincam com a boneca, compartilhando com outras famílias o que descobriram ao observar este momento.

Por Fernanda Montano - atualizada em 04/09/2014
http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Desenvolvimento/noticia/2014/09/brincar-de-boneca-ajuda-expressar-emocoes.html


31.8.14

Se o tapa não educa o que fazer então?


Com a lei da palmada muitos pais estão confusos sobre como disciplinar seu filho – “O que posso e o que não posso fazer”.  Porém, uma coisa é certa, violência não educa e sim machuca.
Você já pensou que até dois anos seu filho era uma gracinha, um docinho, um amor de criaturinha? Pois bem, até esse momento ele ainda era um bebê. Com a chegada dos famosos “Dois”, a criança vai se percebendo separado de sua mãe, e, como tal tem seus próprios desejos e sua intenção é se tornar cada dia mais independente; mesmo dentro de uma dependência relativa.
Com o desenvolvimento das crianças, suas agendas ficam cada dia mais complexas: brincar, escolinha, tarefas extracurriculares, etc. O preencher de atividades na agenda das crianças pode gerar um distanciamento da comunicação cuidador-criança. O tempo se torna escasso para o brincar e para o diálogo em família, sem contar que a maturidade emocional dos pequenos ainda é frágil para lidar com as necessidades do cotidiano. O cuidador fala e a criança não escuta!
Sei que, como pais, queremos filhos felizes e de bem com o mundo que os cerca. Para isso, não podemos simplesmente jogá-los “ao mundo”. Precisamos agir sobre o processo, corrigindo comportamentos inadequados, tirando proveito de uma determinada situação para ensiná-los como fazer melhor ou de outra maneira, ajudá-los a praticar o autocontrole das emoções mais complexas, e, acima de tudo manter uma relação de cumplicidade e reciprocidade.
Às vezes, nossos filhos se tornam intoleráveis. Podem estar cansados, com fome, com sono e a resposta é um belo ataque de nervos. Nesse momento vale a pena esperar ele se acalmar, sob a supervisão dos pais ou do cuidador e afirmar-lhes que não podemos ter tudo que queremos e que muito melhor de que gritar, esbravejar; é falar como estamos nos sentindo.
Ajudar a criança a colocar em palavras sua ira, raiva ou decepção é muito mais interessante do que ter crises explosivas e chutar. É claro que isso exige paciência, treino, perseverança e ... muita persistência!
Educar os filhos não é uma tarefa simples. Ela é repetitiva e pode até parecer que estamos sempre falando e fazendo as mesmas coisas. Sinto lhes informar, mas a criança precisa de repetição assim como os adultos. Nem sempre fazemos tudo de maneira correta e esperada. Sofremos alguns escorregões e contamos com alguém para chamar nossa atenção!
Ensinar / educar uma criança não é uma responsabilidade isolada que pode ser efetuada em módulos. Educar exige constância e continuidade – significa ensinar as mesmas lições por vezes, porém, sempre com pitadas diferentes de tempero. Uma hora precisamos ser mais firmes. Em outra podemos baixar a guarda e sermos mais flexíveis. Fazemos isso para ajudar a criança a assimilar os princípios éticos e morais regidos pela sociedade em que ela vive.
Lembre-se que não é porque uma criança aprendeu o que é certo que ela vai fazer sempre o certo. Assim como nós, adultos, falhamos em descumprir alguma regra, ela também pode dar algumas derrapadas. O importante é estarmos ao lado dela para ajudá-la a compreender o que é certo e o que é errado.

Se pensarmos antes de agir tempestivamente com as crianças pequenas, vamos entender que corrigir um comportamento inadequado de imediato ajuda os pequeninos a lidarem com os sentimentos e a fortalecer a inteligência emocional. Com isso, estaremos construindo com nossos filhos um relacionamento de confiança e de credibilidade.

25.8.14

Você acha que as tensões familiares podem afetar os filhos?


Tenho observado que não só os conflitos do cotidiano podem afetar as crianças, mas também o humor de seus pais.
Pais pouco sensíveis, pouco disponíveis, e, com humor questionável, podem se distanciar de seus filhos, e, dificultar o entendimento dentro da família.
Pais, com algum grau de depressão, apresentam dificuldade em manter um diálogo em conexão com as crianças, pois, perdem muito da sutileza em detectar as necessidades afetivas básicas e ao mesmo tempo aparece um encurtamento da demonstração de afeto e sentimentos.
Alguns trabalhos têm demonstrado que a depressão paterna promove um isolamento importante dos filhos. Em contrapartida, a mãe se sente compelida em compensar o “distanciamento” do pai, se aproximando mais das crianças na tentativa de suprir a figura paterna.
Esses mesmo estudos apontam para os efeitos colaterais, que as relações conjugais tensas, podem desempenhar dentro da família. A criança pode sofrer quieta com o problema, e, os pais, por sua vez, deixam de  perceber as necessidades reais da infância (emocionais e atividades gerais de vida diária).
O mais interessante é que esses mesmos estudos demonstraram que a depressão paterna acaba tendo um efeito peculiar no casamento. Além de sobrecarregar a esposa nos cuidados com os filhos, essas mesmas mulheres apresentam a tendência em compartimentalizar seus sentimentos, sublimando suas reais necessidades e desejos. Ao mesmo tempo em que se tornam criticas em demasia com seu parceiro e costumam privar as crianças dos problemas mais simples do cotidiano.
Outro dado interessante é, que pais deprimidos podem se sentir mais inseguros em relação ao próprio matrimônio, e, por isso, têm mais dificuldade em se apegar aos filhos, com o receio de uma eventual separação de suas companheiras.
A importância do trabalho foi apontar para as diferentes formas de reação no comportamento de um dos cônjuges, frente à depressão, perante os filhos, e, que as crianças não saem ilesas da depressão de um dos pais.
Mesmo a mãe tentando compensar o vinculo friável dos pais com os filhos, durante estados depressivos, é provável que as crianças sofram com o distanciamento emocional do progenitor, e, isso possa atuar como fator estressante, de maneira a favorecer sintomas de ordem social e psicossomática: indisciplina, dificuldade de interação social, alergias, dores de barriga, dor de cabeça, entre outros.

Uma coisa é certa, se a depressão entre um dos parceiros é corrente e os conflitos relacionais são tamponados por um dos cônjuges é provável que um dia as crianças apresentem a conta aos pais.

14.8.14

Pensei que eu fosse dar conta de tudo!

         Com tantos programas de TV, revistas, sites e outras mídias a mamãe de primeira viagem passa a acreditar, que cuidar de seu bebê será sempre descomplicado (meio ilha da fantasia). Não quero induzir as futuras mamães, que a tarefa de assistir ao primogênito será difícil, porém, se evitarmos algumas situações que despontam no cotidiano, os cuidados poderão ser muito mais amenos e prazerosos.
A maioria das mães, ao receber seu bebê nos braços, pensa que de agora em diante seu tempo será exclusivo para o pequenino. De início, isso é verdadeiro. O nenezinho precisa da mãe de corpo e alma voltada para ele. É claro que nos primeiros meses repousar ou tirar uma boa soneca será complicado. É só começar a relaxar, que um chorinho logo aparece. Surge como um pano de fundo para nos lembrar, que precisamos fazer algo pelo bebê.
Por outro lado, existem situações, que não podemos baixar a guarda, uma delas é a alimentação. Mamãe bem alimentada é coisa séria! A mãe precisa de um aporte nutricional adequado e saudável para seguir com a amamentação.
Não dá para ir a academia? Não se desespere. Um passeio agradável com o bebê no carrinho pode atenuar a falta de exercícios físicos. A saída de casa e um bom ar fresco ajudam mãe-bebê a recuperar o fôlego e assegurar um tempinho para relaxar a mente.
Quem não sonha com o quarto do bebê bem arrumadinho, decorado em tons coloridos, que atraia muita alegria ao recém-chegado. Lembre-se de um detalhe, o excesso de adornos no quarto do bebê pode ser superestimulante para o pequenino, além de reter pó, que predispõe a alergias e ao nariz entupido. Objetos dentro do berço também devem ser levados em consideração. Podem provocar sufocamento!
Na hora do soninho, a posição “barriguinha para cima” é recomendada pela sociedade Brasileira de pediatria para evitar a morte súbita.
O que o bebê precisa em seu começo de vida é de muito amor, carinho, proteção, e, de um ambiente calmo, limpo, arejado e apaziguador.
Não caia no conto do vigário, de achar, que o bebê só chora quando tem fome. Ele chora para se comunicar. Como o pequeno não sabe usar as palavras ou apontar para algo que deseja, o choro pode ser entendido como “eu preciso”. Eu preciso de um bom leitinho morno, de descanso, de ter minhas fraldas trocadas, de um colinho e aconchego, etc.
Evite ser tão exigente com você mesma na busca da perfeição com os cuidados de seu lar. Procure relaxar e vivenciar com alegria e leveza a maternidade.
Valorize as fases de evolução de seu bebê e permita se desconstruir a cada aquisição ou sorriso de seu filho. Observe como ele toca sua pele quando mama, como ele olha para seu rosto e como ele se amolda em seu corpo. Parece dois em um!
Não é raro que o grande entrosamento mãe-bebê, possa sem querer, deixar o papai um pouco de lado. Pai é tão importante quanto à mãe. Ele só não engravida e dá a luz. Estimule-o a participar da rotina da criança e o inclua nas atividades importantes do bebê. Demonstre o quanto ele é necessário para vocês dois. Não seja tão controladora, pois, o papai pode cuidar tão bem do pequeno quanto você. Ele apenas o faz de uma maneira diferente!
Até o fim do primeiro trimestre, o bebê costuma acordar a cada duas ou três horas para mamar e dorme nos intervalos. Todavia, não se esqueça, que o bebê não está congelado num ciclo dorme-acorda-mama. Ele apresenta picos de crescimento e desenvolvimento físico e mental. Sempre que esses picos acontecem é possível que haja repercussões sobre o sono, o apetite e o humor.
O que fazer? Paciência, paciência e paciência!
Respeite as necessidades do bebê e reflita sobre o bom trabalho que você tem feito com ele.
Procure suas amigas, mas não fique comparando seu bebê aos delas. Cada bebê tem seu ritmo, seu tempo de amadurecimento e os picos de desenvolvimento são flexíveis. Na dúvida, aborde os questionamentos com seu pediatra, leia matérias confiáveis e livros de boa referência. Não de ouvido as comadres “bem intencionadas”.
Não seja altruísta, aceite ajuda nos meses que seguem após o nascimento de seu filho. Divida as atividades com as pessoas de sua confiança. Distribua tarefas com as pessoas solicitas e solidárias.
Confie em seu instinto materno, no fundo as mães sabem o que é bom para sua cria e esse instinto ajuda as mães a se ligarem positivamente aos seus bebês e, assim, criarem uma fonte nutridora e segura de amor, carinho, amizade e confiança.
Relaxe e na dúvida, lembre-se que os tempos tão gostosos e dedicados ao bebê não voltam mais e essa fase poderá ficar em nosso imaginário para sempre, povoando nossa mente e nosso coração de amor, carinho e uma vontade imensa, que um dia, esse momento possa voltar em nossas recordações afetuosas.

8.8.14

Se eu pudesse fazer tudo novamente (criação dos filhos)!!


Qual pai ou mãe nunca pensou: ah! Se eu pudesse fazer tudo novamente...
Eu corrigiria tal coisa, eu não faria aquilo, eu não teria dito aquela frase, eu, eu, eu. Um monte de “eus” cheio de culpa e ressentimentos.
A maioria dos pais quer acertar com seus filhos, proporcionar-lhes um bom suporte para o desenvolvimento físico, mental, biológico, para que eles sejam felizes, alegres, bem sucedidos e inseridos no mundo que os cercam. Todavia, logo no primeiro ano de vida da criança, pai e mãe percebem que não existe uma receita precisa e infalível para criá-los. Logo a receita cai por terra, pois, o que se adapta a uma criança não se adapta a outra necessariamente.
Algumas crianças são suaves e fáceis de lidar. Outras apresentam um temperamento mais incisivo e exigem uma participação mais eloquente de seus pais. Quando isso passa a ser motivo de discussão nas salas de espera de pediatras, o bolo pode passar do ponto e queimar, ou, ser retirado do forno antes do tempo. Muito mais que ouvir conselhos sobre criação dos filhos, eu acredito, que ouvir o nosso coração é mister.
Enfocar os momentos que desfrutamos ao lado de nossos filhos é mais importante que promover uma agenda cheia de atividades aos pequeninos, sem tempo para a criatividade, a espontaneidade, a fantasia, o brincar e o ócio, a mente das crianças empobrece. Adoro momentos de pernas para o ar com os pequenos, sempre aparece uma frase, uma palavra, uma sugestão inesperada, que rende bons momentos de gargalhada. No não fazer nada, podemos dar azas a inteligência.
Quando estamos de corpo e alma com as crianças, em qualquer atividade lúdica, esquecemos regras, podemos nos soltar e sair da posição enrijecida de comando.
Quebrar regras, de vez em quando é saudável para ambas as partes: pais e filhos! Quando fazemos isso, parece que nos humanizamos mais e ficamos mais próximo deles. Fazer concessões também pode ser uma maneira de mostrar aos pequenos, que ser flexível ajuda muito no convívio familiar.
Existem regras que não podem ser quebradas: respeito, educação, boas maneiras, entre muitas, e, outras que...
As crianças quando desejam algo, o desejam por que é gostoso e dá prazer. Na verdade, a insistência de algo “bom” está associada aquilo que dá prazer no ato, e não ao desejo de deixar os pais enfurecidos. As crianças pequenas ainda vivem sob o domínio do princípio do prazer.
Ai está nosso papel enquanto pais, mediar o tal prazer. Mostrar que existe hora para tudo, relativizar e não castrar.
Quantas vezes nos zangamos com nossos filhos, somos rudes, perdemos a paciência e nos arrependemos a posteriori. Pois bem, que tal treinarmos a calma e a respiração profunda. Numa próxima situação, onde a perda da estribeira esteja querendo emergir, respirar fundo, manter a calma, conter o pequeno e ajudá-lo a lidar com suas emoções, pode ser uma atitude de mestre. Colocar em palavras as emoções que o pequeno sente, ajuda a entender o que ele quer, ou, o que ele precisa.
Não seja rígida ou ríspida demais. Comece praticando a gentileza e só em último caso use a rigidez. Pode ser uma maneira diferente e assertiva de enxergar a educação de nossos filhos.
As vezes nos magoamos, quando nossas crianças dizem que não nos amam, que não nos queria como pais, que somos horríveis e que desgostam de nossas atitudes. Claro que isso acontece, quando uma negativa é aplicada a atitudes ou comportamentos inadequados das crianças.
A empatia é o grande termo da modernidade. Ela significa se colocar no lugar do outro. Pois bem, se coloque no lugar de seu filho. Você gostaria de ter sempre chamada a sua atenção? O tempo todo ser cobrada por acertos? As crianças são semelhantes a nós, também apresentam dificuldade em assumir, que “pisaram na bola”, de entender que a correção é para o bem delas, que sua mãe está fazendo o melhor para ela agora e plantando boas sementes para o amanhã.

Uma coisa é certa, no presente as crianças não compreendem a razão de limites e de negativas. Que eles são úteis para seu desenvolvimento, mas certamente no futuro elas irão lhe ser gratas por tudo isso!

4.8.14

Meu filho parece que está num sobe e desce

               
Tudo estava tão bem até a pouco, e de maneira repentina, meu filho que costumava ser gentil, amoroso, e, gostava de seus brinquedos, parece que entrou num carrinho de montanha-russa. Estou abismada como as coisas estão!
Sua vida, de uns tempos para cá se assemelha a um parque de diversões, ora com muita euforia e adrenalina, ora com muito ressentido e com um humor de arrepiar. A rebeldia chegou e estacionou lá em casa.
Tenho reparado que seu corpo está mudando: a voz pode ir do mais grave ao mais estridente dos ruídos, as emoções sobem e descem num piscar de olhos, os braços estão tão longos e cada vez mais ele requer privacidade.
Acho que o rapazinho está entrando na adolescência. Uma oportunidade para relembrar da minha, e como eu reagia às pequenas broncas, à falta de energia em colaborar com as coisas da casa, e, à grande dúvida “pareço fora do ninho”!
Percebo que controlar as emoções e os sentimentos é uma função difícil para o adolescente. Ele pode passar horas na frente do espelho observando cada mudança em seu corpo. Os cabelos merecem atenção em destaque. Cada dia testa um gel diferente, um corte arrojado, a loção pós-banho, que antes era vista como superfula, agora tem destaque na prateleira do banheiro. Não é só isso, o garoto descobriu a real função do desodorante. Acho que alguém comentou sobre o “cê-cê” dele.
Emocionalmente ele está meio imprevisível. Um dia ele está estável e age com uma maturidade admirável, mas de uma hora para outra fica mal humorado, choroso, zangado, e, mais parece uma criança fazendo birra. Não consegue mais modular suas emoções e sentimentos.
Uns dizem que é por causa dos hormônios, outros dizem que o menino está crescendo e com isso vem o medo de virar gente grande, com responsabilidade, ter que fazer já as escolhas de longo prazo.
Não deve ser nada fácil!
O nobre rapazinho também esta susceptível a criticas e desgosta quando alguém faz comentários sobre sua altura, perfil corporal e projeções para o futuro.
Ele pode se sentir checado e sofrer com a pressão.
O nobre adolescente tem passado mais tempo com a turma e acho que na verdade estão tentando se enquadrar em diversos aspectos da vida, testar hipóteses do tipo “será que sou normal?”, “esse povo me aceita como eu sou?”, “será que eles me acham interessante?”
Ao fazer tantos testes de aceitação os adolescentes estão tentando romper com os laços infantis que os ligam aos pais, e, começam um novo processo rumo a diferenciação, uma viagem para desabrochar para a vida.
Não é incomum encontrar o jovem, ora, na “hibernação mental”, ora, nos infinitos questionamentos sobre a vida. Por que isso? Por que aquilo? Por que eu não posso? Por que ele pode? Por que fazer isso agora? Por quê? Por quê? Por quê?
Acho que tantos porquês sevem para amortecer os sentimentos de perdas e medos, de testar o quanto podem ir alem, e, se realmente existe um adulto para modularem sua liberdade com responsabilidade.


Ajude seu filho a desenvolver habilidades e competências afetivas


Qual pai ou mãe não está preocupado com o sucesso de seu filho. Pensamos como poderemos contribuir para nossa prole se desenvolver com saúde, dignidade, poder usufruir de um futuro próspero e feliz.
Não raro nos pegamos superprotegendo as crianças, tentando poupá-las de sofrimentos e frustrações. Inconscientemente lhes negamos a autonomia, responsabilidades e  competências, que os auxiliam para o desenvolvimento de uma vida produtiva e auto suficiente. Esquecemos que é muito difícil construir valores sem praticá-los. De nada adianta fazermos um “rosário” de você deve fazer isso e aquilo, se nós, pais, não damos o exemplo, ou, muito menos nosso discurso não combina com a prática.
Outro dia, lendo um capítulo de um livro de autoria de John Medina, um neuro cientista infantil, que afirma, que para termos filhos bem sucedidos precisamos, antes de tudo, educa-los com habilidade, perseverança, carinho e concentração. Os filhos são como águias, observam tudo e a todos, porém, ainda não têm maturidade para fazer um julgamento racional e coerente.
A partir disso, o autor sugere que tenhamos como cerne no processo educativo de nossos filhos alguns aspectos muito importantes, e dentre eles podemos citar a responsabilidade, a conquista da autonomia, a empatia, a meritocracia, a gratidão, e, as competências para lidarmos com as frustrações.
As mães atuais (assim como os pais) não têm muito tempo para dispor aos seus filhos. Sua jornada de trabalho é interminável, e o gás, para estar de corpo e alma com as crianças, parece estar sempre na reserva. Assim sendo, parece mais fácil adiantar as atividades domésticas e fazer o trabalho pelos filhos, tais como, guardar os brinquedos, organizar o armário dos pequenos, colocar a comida no prato, e, outras ações que rompem o hábito das crianças para lutarem e conquistarem sua autonomia. A criança que pega um objeto de uma prateleira tem condições de guardá-lo. De início demonstramos como fazer, depois fazemos  juntos, e, com o tempo podemos cobrar o procedimento.
Temos muita dificuldade em aceitar os erros da turminha. Ajudamos a fazer a lição de casa dos pequenos com dedicação e sempre procuramos uma solução. Não deixamos que eles errem e sejam corrigidos pelos professores. Nós mesmos não damos uma chance aos professores de identificarem onde as crianças precisam de reforço ou devam ser corrigidas. Estamos sempre um passo a frente. Ao “ajudarmos” as crianças a fazer a lição, reduzimos sua curiosidade, deixamos de instigá-las a buscar novas saídas e retiramos constantemente os obstáculos a serem superados.
O mundo atual também não tem ajudado muito, pois, estamos cada vez mais individualistas, pouco olhamos para os lados e atentamos para as necessidades de nosso vizinho. Vivemos de um modo egocêntrico, cobramos nossos filhos para que sejam altruístas, emprestem seus brinquedos ao coleguinha e percebam como tem pessoas que vivem com muito pouco. Cobramos empatia das crianças se não a exercitamos.  Como adultos, o se colocar no lugar do outro, e, perceber como ele se sente, pode ser friável até dentro de casa. Ainda estamos presos a tabus, preconceitos e casualidades. Filho bem sucedido é igual à filho feliz.
Temos a pré-concepção, de que para as crianças serem felizes, elas precisam ter tudo do bom e do melhor e que nada pode faltar. Os pais contemporâneos viciam as crianças no ter, e não no ser. As crianças precisam ter tudo. É uma matemática desonesta, pois, presentes e mimos não suprem a presença amorosa e responsável dos pais. Quando premiamos as crianças, sem o devido mérito, corremos o risco de criar crianças mimadas, que não sabem dar valor ao empenho pessoal ou de outrem, e as cobranças, com certeza, serão intermináveis.
Atolar as crianças com presentes não as farão mais felizes e realizadas. É preciso ensiná-las a serem gratas, e isso pode ser ensinado, pelo exemplo no cotidiano dos pais, principalmente, a partir das palavrinhas mágicas: por favor, e, muito obrigado.
É dever dos pais ajudar seus filhos a lidar e a superar seus medos. Para fazer isso, precisamos de pais presentes, com tempo para dialogar com seus filhos, trocar ideias, demonstrar seus sentimentos, afetos, reconhecer que todos precisam de ajuda em algum momento da vida.