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20.2.14

Pais não precisam ser perfeitos!

       A maioria dos pais colocam, como prioridade em suas vidas, os cuidados com os filhos, principalmente, se eles forem pais de “primeira viagem”.
Quem nunca ouviu dizer que “uma mãe é para dez filhos”? Pois bem, as mulheres desempenham a arte de cuidar, principalmente dos outros. No quesito, olharem e cuidarem de si próprias as coisas ficam nebulosas, é como se fosse um pecado original olhar para si antes de olhar para o outro.
A situação piora com a chegada do primeiro filho. O espelho passa longe, e, banho só se for de acordo como propõe a SABESP/SAAE, ou seja, só rapidamente. Claro que sabemos que nos primeiros meses de vida do bebê fica difícil a mãe ter bons períodos de descanso, manter refeições calibradas, ou, se entregar a uma noite de sono embalada por boa música. Por outro lado, espairecer a mente é bom para a saúde mental da mãe e do bebê. Que tal, tirar alguns minutos do dia e passear de carrinho? Desfrutar um pouco da natureza, e, de quebra ainda ganhar elogios pelo lindo bebê, trocar algumas palavrinhas com conhecidos e manter a caminhada em dia?
Aceite toda ajuda que for oferecida por pessoas queridas. Ser altruísta, no momento, só leva a exaustão e sentimento de decepção, a final das contas, quem nos exige perfeição?
Procure junto ao seu companheiro manter um ambiente calmo e acolhedor em sua casa. Deixe a luz entrar durante o dia e não se sacrifique com excesso de organização e limpeza do lar. Saiba que o próprio bebê “pulveriza” um aroma de renovação e alegria no lar.
Não pense que a qualquer choro ou resmungo do bebê ele precisa ser salvo! Não precisa sair correndo, correr risco de quedas e viver sobre uma angústia impensável. Os bebês costumam chorar apenas para sinalizar o famoso “eu preciso de...”, eu preciso mamar, eu preciso que troquem minhas fraldas, pois, estou úmido, eu preciso de aconchego e um bom colinho, eu preciso ser estimulado, eu preciso de ..., ou melhor, antes de “salvar” seu bebê, tente decodificar o choro e a linguagem corporal do pequeno. De início, tudo parece complicado e igual, mas com o tempo, você será capaz de diferenciar os vários tipos de choro e movimentos corporais do bebê.
Quando pergunto aos pais o que eles fariam se pudessem voltar no tempo. A maioria relata que seriam mais relaxados e tranquilos. Gostariam ainda de ter curtido mais o primeiro ano do bebê sem tanta rotina, método e neura. Apreciariam muito, ser espontâneos e curtirem mais cada fase do filho. Sabe aquele sorrisinho maroto do bebe? Ele fica para sempre em nossa memória e é capaz de modificar o dia de qualquer pessoa.
Eu sei que de início não existe um bebê sem sua mãe. Mãe e bebê são um só. O papai fica de lado, por mais que ele seja convidado para submergir no mundo maravilhoso e fantástico da maternidade. Todavia, quando eles não são valorizados e apreciados pelas coisas boas, que eles podem fazer nesse período, eles tendem a se afastar, e, muitos podem se excluir e alterar a dinâmica familiar. Pense, o filho vem para selar o amor de um pai por uma mãe e vice-versa.
Não nego que a maior parte do cuidado com o bebê fica reservado à mãe, contudo, o papai pode contribuir com tarefas muito importantes, tais como: trocar fraldas, dar um banho relaxante, vestir o pequenino, levá-lo ao pediatra, promover alguns passeios rápidos, etc.
Não há como negar, muitos estudos da infância mostram, que crianças precisam de rotina e que elas proporcionam segurança e conforto. Por outro lado, ainda estamos falando de um bebê de poucos meses e que não merece uma agenda familiar espartana. Assim sendo, vamos pensar um pouco, até próximo dos noventa dias, os bebes mamam a cada duas ou três horas e repousa nos intervalos. Quando tudo vai bem, esse ciclo se repete por semanas. Entretanto, alguns bebês apresentam cólica, alteração do sono e modificam o humor e a dinâmica da casa. Pensando nisso, os pais precisam se revezar para que o descanso apareça em suas agendas. Aceitar ajuda dos avos e tias queridas ajudam a aplacar o cansaço e o desgaste de dias e noites com pouco descanso. Do contrário, em pouco tempo teremos um casal com tolerância “zero” um com o outro e uma criança estressada.
Lembre-se cada bebê é único, e, os marcos de desenvolvimento não são precisos de um bebê para outro. Seja mais elástica, flexibilize as comparações. Dúvidas devem ser sempre compartilhadas com o pediatra e não com a comadre, que se vangloria de seu filho andar, falar e comer sozinho aos nove meses.
Palpites, “pitacos”, conselhos e boa intenção o mundo está cheio. Ouça sua intuição e eleja uma pessoa coerente, preparada técnica e cientificamente para lhe ajudar com seu bebê. Existem bons profissionais da área da saúde que se dedicam ao desenvolvimento infantil com afinco e competência e estão perto de você para lhe ajudar sempre que preciso for.



9.2.14

Origem das brincadeiras


Brincadeira
Quando o homem começou a brincar?
O homem começou a brincar a partir do momento que ele foi se constituindo como sujeito. 
Como um ser existente no universo e em contato com o meio ao seu redor.
A criança desde o intraútero já “brinca”. 
Brinca com o cordão umbilical, lambe a placenta, rodopia movimentos graciosos e ensaia movimentos de repetição e sucção. Toca suas mãozinhas, leva a boca seus dedinhos e se distrai com os movimentos da mamãe, com a luz do lado de fora e percebe a melodia e avoz emanada pela mãe ou pelo lado externo do ventre. São formas primárias de jogo e brincadeira.
O bebê ao nascer também inicia um processo ou ensaio de brincadeiras. Ao emitir sons delicados ele insita sua mãe a olhar para ele e iniciar uma conversa – é o início do jogo mãe e filho. 
Durante a mamada o bebê se desgruda do seio, sorri, lança alguns “balbuceios” e retoma a mamada. É outra forma de brincadeira. É um jogo sutil entre mãe e filho.
Adão e Eva também brincavam no paraíso. A melhor brincadeira foi a da maçã. Um jogo que custou ao mundo a saída do paraíso, mas também a perpetuação da espécie humana, segundo a visão bíblica.
Os homens primordiais também brincavam. 
Brincavam a sua maneira. Subiam em árvores para colher frutos, programavam suas caçadas, coçavam um a cabeça do outro e assim o tempo passava.
O lúdico pode existir na forma de brincadeira espontâneas e de jogos. O que importa é como as crianças liberam sua imaginação, criatividade e fantasia. Como elas transportam seu mundo interno para o externo e vice-versa.
Brincar sempre foi de interesse e curiosidade do homem. A psicanálise deu muita importância a isso. Freud, Melanie Klein, Winnicott e outros autores nos confronta com a evidência de que são os mesmos mecanismos os que operam na formação da subjetividade e na patologia, na saúde e na doença. Assim, observaram que por meio da brincadeira o indivíduo expressa suas fantasias mais profundas miscigenadas com os diversos tipos de afetos e sentimentos.
Freud no início dos anos de 1900 se interessou pelo brincar - pelo jogo do carretel, simbolizando o inconsciente e a permanência do objeto de amor. Logo depois, Melanie Klein contrapôs as brincadeiras de carrinho dos meninos com a cena primária. Ana Freud já tinha uma visão mais pedagógica do brincar (a brincadeira poderia ser dirigida). Não muito mais tarde surge DW Winnicott, o qual desenvolveu uma grande brincadeira com seus pequenos pacientes por meio do jogo do rabisco - qualquer um pode começar e não existe regras.        Outros psicanalistas foram cada vez mais se aprofundando no brincar e a realidade - a fantasia, a imaginação e os sentimentos das crianças.
A partir do século 19 os pesquisadores queriam entender a importância do brincar com uma visão mais acadêmica (comprobatória). Estudiosos do assunto como, Wallon, Piaget, Vygotsky se dedicaram a isso e a conclusão que chegaram foi que boa parte da comunicação das crianças com o ambiente se dá por meio da brincadeira, experienciando assim a vida, a cultura e a arte.
A criança baseia a brincadeira no afeto e no movimento e, portanto, desenvolve a aprendizagem e o interesse pela vida.
A criança brinca para aprender ou ela aprende para brincar?

Provavelmente os dois!!