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28.3.14

Birra: explosão de sentimentos e comportamento desorganizado

A birra nada mais é do que um comportamento desesperado, ruidoso e embaraçoso cometido por crianças ao redor de dois ou três anos. É uma forma que a criança encontra para contestar regras e limites impostos pelos adultos. Elas fazem um verdadeiro drama! Choram, dão pontapés, agitam o corpo, se jogam e rolam no chão, atiram objetos, se negam a comer ou realizar atividades do cotidiano (higiene, sono, repouso, vestir-se, etc.) entre outras não menos desastrosas.
Algumas dicas que podem ajudar a lidar com a criança na hora da birra:

1-    Não perca o controle e procure ser firme, mas ao mesmo tempo acolhedora: evite ser tomada pela irritação e raiva. Mantenha sua posição firme, não grite e explique de maneira objetiva que o comportamento dela está sendo inadequado. Se possível acalme-a pegando-a no colo.
2-    Resista aos apelos de sua filha e seja firme em suas atitudes: a birra não deve ser vista como corriqueira ou uma fase que logo passará. Lembre-se ela é um teste e se você for aprovada, sua filha sempre repetirá este comportamento para satisfazer seus desejos, conseguir o que quer e expressar seu autoritarismo. Portanto, ajude sua filha a lidar com a frustração desde pequenina.
3-    Cuidados com suas atitudes: bater porta, gritar, deixar o outro falando sozinho podem ser atitudes comuns dos adultos dentro de casa. A criança é muito esperta e logo estará reproduzindo o mesmo modelo e as mesmas atitudes. Se quisermos que nossos filhos lidem com as frustrações precisamos ser o modelo!
4-    Evite dar grande importância as birras: se a criança percebe que seu comportamento não está trazendo benefício nenhum a ela, ou seja, ganhos secundário, a tendência do pequeno é desistir e ir fazer outra coisa.
5-    Todo ato tem consequência: a criança precisa entender que seus atos têm consequência. A consequência pode ser uma privação. Ser privada de um brinquedo interessante por um determinado período, não ver um desenho que ela aprecia ou outro que o adulto avaliar com bom senso.
6-    Flexibilidade não combina com rigidez: é claro que os pais devem ser firmes quando é necessário e as regras e limites foram feitas para serem cumpridas. Entretanto, isso não significa que os pais devam se tornar déspotas no cotidiano do lar. Algumas regras podem ser negociadas com as crianças. Cinco minutos a mais no quarto de brinquedos antes de dormir não vai causar um dolo a ninguém! Flexibilizar também é uma forma de aprendizado para os pequenos.
7-    Valorize os sentimentos da criança e sempre que possível dê nome a eles: dar nome ao que a criança está experienciando pode ser muito útil nas horas de birra e ajuda a reduzir o estresse da criança. É uma forma empática de nos colocarmos no lugar do pequeno e mostrar a ele que nós podemos entendê-lo. A criança pequena ainda está em fase de processo de aprendizado e muitas vezes precisa de um adulto para traduzir suas emoções.
8-    Distração pode ser a alma do negócio: criticar ou chamar a atenção da criança o tempo todo é contra producente e causa mal estar e baixa autoestima no pequenino. Vale a pena tentar distrair a criança em momentos que ela não consegue se acalmar. Isso vale para locais públicos ou em locais que possam chamar muito a atenção das outras pessoas. Tente fazer a criança rir, mostre algo interessante, ofereça um copo de água e se nada der certo, finalize o passeio ou o compromisso e volte para casa. Todavia, fale para ela porque você está tomando essa atitude.
9-    Mostre o ambiente ao redor e compare com a atitude de seu filho: mostre para a criança o ambiente ao redor. Ninguém está chorando ou fazendo birra, apenas você. Como a criança pequena só enxerga a si própria, é uma maneira de ajudá-la a se sintonizar com as coisas ao seu redor.
10-  Evite discutir a relação na hora da birra: no calor da birra a criança pode ficar cega, surda e muda. Aguarde ela se acalmar e converse sobre o acontecido com calma e demonstre segurança em sua fala.
11-  Criança adora elogio: sempre que possível elogie o bom comportamento de seu filho após ter sido chamado atenção por algo inadequado, principalmente após um ataque de fúria. Mostre a ela que vale a pena se comportar para poder ter em troca um passeio legal ou outro divertimento interessante.
12-  Prevenção é a alma do negócio: não leve seu filho ao parque, cinema, supermercado ou outro local com fome, sono, sede ou cansaço. A irritação vem logo e a birra será consequência de uma necessidade biológica não atendida ou postergada. Evite o inevitável!
13-  Criança pequena ainda não sabe se colocar no lugar do outro. Portanto, evite conversas longas ou mostrar o quanto ela prejudicou o passeio. Atente-se para o momento e mostre noções de causa e efeito – vamos embora por que você se comportou mal.
14-  Calma, paciência, tranquilidade: evite gritar, bater, xingar, chamar seu filho de feio ou malvado. Isso agride a criança e só a deixa mais estressada. Imponha limites com segurança e carinho.
15-  Se você quer que seu filho aprenda como lidar com o mundo e com as regras e limites que ele impõe, seja o exemplo. Gentileza gera gentileza – bom senso gera bom senso – equilíbrio emocional gera equilíbrio emocional.
16-  Birra não é publicidade: não queira ser o agente transformador da educação num passeio ao shopping Center. Deixe a vergonha de lado e reprove o mau comportamento de seu filho – todos os pais já passaram por isso e os que não passaram, provavelmente estavam anestesiados!

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