Postagens Mais Acessadas

18.3.14

Mães em alta velocidade - Carrinhos hotwheels e boas brincadeiras

Chris Flores e seu filho Gabriel 
     Preparar o jantar, ajudar na lição de casa e ensinar a arrumar o quarto são tarefas importantes de uma mãe com seus filhos. Mas, para que a criança se desenvolva bem emocionalmente, é preciso separar alguns minutos para, de fato, curtir a criança.
De acordo com a terapeuta infantil Regiane Glashan, que conversou com mães em um workshop promovido em São Paulo pela marca Hot Wheels, é importante dedicar um tempo diário para brincar com os filhos.
— Se a mãe deixar pelo menos meia hora para atividades lúdicas já está suprindo a necessidade da criança. Mas não é meia hora com comida e lição de casa, é brincando.
Segundo ela, a brincadeira deve ter a participação dos pais, mas quem direciona a atividade é a criança.
— Se o pequeno está mais tímido, vale a pena convidá-lo para brincar. Mas sempre ele dá o tom. No brincar, os pais não colocam regras.
Mesmo que os meninos queiram brincar de carrinho ou com super-heróis, a mãe pode e deve se oferecer para participar. E o mesmo vale para garotas brincando de boneca e casinha, no caso dos pais.
— A mamãe brinca de um jeito, o papai brinca de outro. E isso ajuda a quebrar tabus de gênero, porque a mãe também participa da brincadeira com o carrinho.
Regiane explica que não há atividades “de menino” e “de menina”, mas a criança tende a associar a brincadeira àquilo que vê os pais fazendo. Portanto, em uma família que a mãe tem carro, mas é o pai que lava, troca o óleo e conversa com entusiasmo sobre o assunto, brincar de carrinho se torna um modo de o pequeno se identificar e se aproximar da figura masculina.
Portanto, meninos podem brincar com bonecas e meninas com carrinhos e isso nada diz sobre a orientação sexual que as crianças terão.
— Brincar não tem gênero.
A maneira como a criança brinca também muda de acordo com a idade. Até os 2 anos, o pequeno se diverte sozinho e com exploração tátil.
— Brigas por brinquedos são muito comuns porque a criança não tem maturidade emocional para entender por que valeria a pena compartilhar.
Já de 3 a 6 anos, a criança se identifica com personagens, se apega a ídolos e usa muito a fantasia. Um guardanapo vira o cobertor da boneca, e a tampa da panela é o volante de uma nave espacial.
Só a partir dos 7 anos a brincadeira se torna coletiva e entram a cooperação e a competição. Nessa fase a criança assimila noções de regras e limites, mas as mães não devem se preocupar se o filho encarna o papel do vilão nem se diz que vai matar o herói da brincadeira.
— Ele precisa dessa experiência para se construir como sujeito.

Tempo livre na agenda cheia

Mesmo com muito trabalho, a apresentadora Chris Flores dedica horas de seu dia aos cuidados com o filho Gabriel, de 8 anos. E além de buscá-lo na escola, dar o jantar e ajudá-lo com a lição de casa, faz questão de participar das brincadeiras.
— Eu prefiro deixar de ir a um evento para ficar com ele. Porque eventos vão ter muitos outros, mas ele com essa idade, nesse momento, não vai ter mais.
Os fins de semana de Chris Flores também são de Gabriel, e os dois fazem corridas de carrinho e brincam com bonecos.
— Nas brincadeiras de super-herói eu sou o vilão e ele o herói. Ele está numa fase Power Rangers e gosta de todos os heróis. Geralmente me deixa participar de todas as brincadeiras, mas é por tempo determinado. Brinca um pouco comigo e depois fala ‘mãe, agora sou eu’.
A dupla ainda curte jogar Uno e ir ao cinema e ao teatro.
— E também tem que ter a rotina de mãe, a hora de falar não, de ser mais incisiva, de exigir a rotina. Não dá para ser amiga o tempo inteiro. 

 
http://entretenimento.r7.com/casa-e-familia/chris-flores-conta-como-curte-o-tempo-livre-com-o-filho-gabriel-a-noite-e-o-fim-de-semana-sao-dele-13032014

Nenhum comentário:

Postar um comentário