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29.4.14

Os bebês são de outro mundo!

                Os bebês, desde sua idade mais tenra, são capazes de coisas extraordinárias.  Por extraordinárias exemplifico conhecimentos que os colocam no topo das capacidades do reino animal.
            O primeiro ano do bebê pode ser considerado como um marco em seu desenvolvimento. É uma corrida rumo as conquistas e habilidades que assegurarão, ao pequenino, um espaço “preferencial” no mundo em que vivemos – no mundo pensante em que existimos. Os bebês deixam a fase “molinha” para, com o tempo, tornarem-se verdadeiros desbravadores do ambiente que os cercam.
            No primeiro mês os bebês dormem a maior parte do tempo e nem por isso estão simplesmente curtindo um soninho. Eles estão aprendendo sobre o mundo. Conhecendo a mãe em suas particularidades (cheiro, voz, gosto do leite materno, toque, carinho, ruídos, etc.) e descobrindo situações de desconforto, como, umidade, calor, barulho, dor, entre outros.
            Com a entrada do segundo mês, os bebês garantem uma boa sequencia de aprendizado sobre princípios da física. Aprendem que tudo que sobe / desce, ou seja, chupetas, mamadeiras, brinquedinhos e outros dispositivos do mundo infantil não se sustentam no ar sem o suporte das mãos da mamãe ou de outro cuidador. Aprendem também que os objetos não desaparecem simplesmente por saírem de seu campo de visão. Eles criam a expectativa que em breve eles reaparecerão novamente.
            Com a chegada do terceiro mês, os bebês iniciam a sustentação do pescoçinho e, a partir disso, seu campo de visão começa a mudar. Sua força está mais acentuada e agarrar objetos e brinquedinhos é seu grande prazer.  Que o diga os cabelos da mamãe. Vacilou, tracionou!!!
            Parece incrível, mas no quarto mês de vida do bebê, ele é capaz de “nadar”, pois apresenta o reflexo de prender a respiração dentro da água. Ele está treinando para ser o Cielo de amanhã!
            Quem disse que os bebês só se interessam pela física, ou seja, causa e efeito? Pois bem, os pequerruchos, nessa fase, estão começando a treinar para as olimpíadas de matemática. Apresentam noções básicas de mais e menos. Sabem quando lhes é apresentado um número “x” de objetos e percebem quando algum é retirado. Como? A expressão facial muda quando isso acontece – existe uma situação de ansiedade.
            É um biólogo em experimentação. Aos seis meses está mais autônomo e o fato de sentarem sem auxílio dos pais, permite olhar o ambiente em sua totalidade e os detalhes aparecem como verdadeiras lupas. Junto com sua capacidade em focar detalhes, aos sete meses o pequeno já está desenvolvendo sua habilidade em  perceber as emoções do outro - A fazer a leitura facial das emoções.
            Os bebês desde cedo apresentam noção de hierarquia, e essa habilidade aparece nas criançinhas de oito meses. Elas percebem quem manda no pedaço, quem é o maior, quem tem mais força. Em adição, muito antes de iniciarem a linguagem eles são capazes de fazer amizade. Aos nove meses, interagem com amiguinhos da mesma idade, oferecem sua chupeta ou sua mamadeira ou ainda um brinquedinho quando percebe que seu amigo está chorando ou com face de sofrimento. É o início da empatia!
            Aos dez meses o bebê está a mil – seu desenvolvimento neuromotor é exponencial. Adora engatinhar pelo meio que o cerca,  “conversa” (balbucia) ao longo do dia, aprendem musiquinhas e se balançam com o ritmo delas.  Quem nunca viu vídeos na internet com bebês dançando ao som de musicas que “alimentam” seu ouvido musical? Pois bem, aos onze meses os pequerruchos conseguem perceber diferenças nos ritmos musicais e a vibrarem mais com as musicas que lhe incitam os movimentos corporais e a se acalmarem com musicas mais tranquilas.

Finalmente, aos doze meses os bebês estão rumo aos primeiros passos. Passos em direção a frente de seu tempo, mas também rumo a detectar os mentirosos. Percebem quando o adulto expressa uma coisa e faz outra. E tem gente que acha que pode enganar um bebê – ledo engano!!

14.4.14

Como saber se meu pequenino está se adaptando na escolinha

Não é nenhuma dúvida para os pais antenados e amorosos que fazer a adaptação de uma criança na escolinha causa bastante estresse, não só nos pais como no pequeno (a). Se para um adulto isso é difícil, imagine para uma criança, que ainda, apresenta poucos recursos emocionais para lidar com a nova situação. As crianças ainda não dominam a linguagem como os adultos, e, se isso não bastasse o veredito final não é deles.
Com boa vontade e com um espírito de “investigador ou de detetive” é possível levantar algumas questões e contrapô-las com nosso poder de observação e de fazer boas conclusões. Isso não será muito difícil se adicionarmos uma pitada de intuição de mãe para certificar se o pequeno (a) está feliz e seguro para enfrentar seu novo ciclo de vida – ir para a escola!!
Toda criança quando vai para a escola precisa de um período de ajuste ao novo ambiente. De início ela pode ficar chorosa e chateada ao chegar ou deixar a escolinha. Esse comportamento é mais incidente em crianças que não estão acostumadas a se separarem de seus pais. Vivem e convivem num ambiente restrito aos familiares e os pais possuem poucos amigos, sendo a maioria deles adulto. Portanto, o tempo de adaptação da criança vai depender do temperamento do pequeno e da persistência amorosa dos pais e da escolinha.
Mesmo que a criança tenha dificuldade em se separar da mamãe ou do cuidador ao chegar na escola, é muito provável que após um tempinho, ele relaxe, descubra coisas interessantes na escola e se solte a cada dia mais. Tenha paciência e facilite o processo de interação do mesmo. Por outro lado, se você perceber que após alguns dias seu filho permanece visivelmente entristecido ao final do período em que ficou  na escola, talvez ele esteja demonstrando que não está bem e não está se sentindo seguro e maduro para permanecer na escolinha.
Outro dado precioso para ser observado na criança é o seu comportamento. Observe o comportamento de seu filho no momento que você for buscá-lo na escolinha – procure as pistas: como está a carinha dele? Como está a expressão facial? Observe como está a aceitação alimentar, o sono e o repouso. Procure notar se seu filho está apresentando modificação do comportamento diário: está mais quieto que o habitual, está mais bravo ou agressivo que anteriormente, está mais retraído ou pouco comunicativo.
Mesmo ele estando em uma escola, com normas e rotinas, ele ainda é pequeno e você não deve descuidar do seu “sexto sentido”.  Passe pela escola em uma hora não programada e diga que você gostaria de vê-lo, mesmo que de longe. Observe se ele está brincando, interagindo e feliz no ambiente. Certifique-se que ele está sendo bem cuidado e que ele parece seguro e relaxado no local.
Por outro lado, se você encontrar seu filho chorando, infeliz, com cara de poucos amigos em “suas visitinhas fora de hora”, confie em sua intuição e repense se ele está preparado para a escolinha. Converse com a professora, tente novas opções de adaptação. Se nada funcionar, pode ser que seu filho ainda esteja imaturo para ir para escolinha e ainda precise de um tempo maior em casa ou de outra escola que facilite esse processo de transição.
Finalmente, uma criança bem adaptada na escola volta para casa feliz, bem humorada e bem cuidada, e, provavelmente você vai se sentir confiante em deixar seu filho no local que você escolheu para acolhê-lo.