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14.5.14

De onde eu vim? Qual minha origem?


                Não importa o credo ou a religião – não importa o quanto racional ou cientista eu seja. Uma coisa é certa – Os bebês existem desde o ventre. Isto é fato!
Numa visão mais ampla, o início das crianças se dá quando elas são concebidas, mentalmente, no imaginário de seus pais.
É uma situação experienciada desde que somos pequeninos, quando brincamos de casinha, de papai e de mamãe, de ir para a maternidade e ter um bebezinho e quando oferecemos um mamazinho para nossas bonecas.
Nossos futuros bebês estão impressos em nossas fantasias e em nosso imaginário. Podemos até dizer, eu não quero ter filhos, pois não me vejo como mãe ou pai. Por outro lado, podemos inferir, em nossos momentos de reflexão, que o futuro filho será clarinho, de olhos amendoados e certamente será lindo e calminho. Como é possível notar, os bebês estão em nossa mente existindo ou não. De qualquer maneira, ele é pensado – na exclusão ou no desejo de um dia ter um bebê nos braços.
Para o bebê existir de fato e de direito é preciso haver o encontro entre o óvulo e o espermatozoide em um ambiente acolhedor e viável – o endométrio materno. Com o desenvolvimento desse pequenino ser, órgão fundamentais vão se formando e o bebê aos poucos vai tomando forma e existindo na mente materna e em seu útero.
De início a mamãe acompanha a existência de seu bebê por meio de sinais físicos subjetivos (sono, enjoo, náuseas, etrc.). No entanto, a partir da décima sexta semana é possível sentir os movimentos delicados do bebê.
Que delícia – o bebê realmente existe. Existe e eu posso senti-lo e desfrutar de uma vida autônoma interna ao meu ventre.
Em algum momento do desenvolvimento do bebezinho dentro do útero, as forças de vida se encontram para celebrar um ser completo: anatomia, fisiologia e a psique. O cérebro do pequeno jê torna possível o registro de experiências e a acumulação de dados fenomenológicos. Parece um mine computador em plena atividade exponencial.
Com o nascimento do bebê, ele se torna reconhecido e referendado por todos – Até que em fim, ele realmente existe, ao vivo e a cores!
A partir de seu nascimento o bebê vai sofrendo processos de maturação, biológicos e psicológicos – determinantes na função eu – não eu. Não nego que a genética pode influenciar muito no processo de maturação, porém, o processo também sofre a influência do ambiente que o cerca – saudável ou não.
Para ser saudável, é necessário cuidados primorosos em seu começo de vida: mãe e filho devem estar separados somente por um espaçinho virtual. Na verdade, no início “dois são um”. Voce pode imaginar um bebê sem sua mãe ou sem um cuidador dedicado?
Gradualmente a díade vai esvanecendo, de maneira silenciosa e muito lenta. O processo é tão vagaroso, que a criança vai tendo tempo e maturidade para perceber, agora eu sou eu. É como se ela pudesse se olhar e se reconhecer eu sou eu.
A partir do momento que a criança nasce para ela mesma (eu sou) outros estágios de desenvolvimento humano vão se constituindo, um mais complexo que o outro.

O mundo interno e externo da criança vai se tornando infinitamente mais rico e em plena velocidade para trocas; trocas essas facilitadas por uma família suficientemente amorosa, dedicada e empática. Esse começo positivo é extremamente importante para o pequenino estabelecer o princípio de realidade – como as coisas acontecem no mundo e como, com o tempo, eu serei responsável por meu quinhão de atribuições. São as primeiras introjeções de regras e limites. São as primeiras saudações no mundo real.

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