Postagens Mais Acessadas

22.11.14

Postergar a vinda do bebê implica em pais mais seguros e satisfeitos?


Que os casais estão tendo menos filhos na contemporaneidade não há dúvidas. As estatísticas mundiais mostram isso e nosso IBGE também. Nossa taxa de filhos no Brasil é de 1,7 por casal.
Ter um número reduzido de filhos pode estar associado não só aos recursos financeiros, mas também ao desejo pessoal e, muitas vezes do casal, em investir em projetos relacionados a carreira, educação, problemas sócio-familiares, entre outros.
Estudiosos da área social ressaltam que casais ao postergarem a vinda do primogênito acabam por desenvolver e concretizar sonhos. Quando o bebê “aparece” esses sonhos estão consolidados, permitindo que os parceiros se sintam mais realizados, satisfeitos, seguros e completos para iniciar o processo de criação e educação dos filhos, sem se sentirem atropelados por investimento na educação ou carreira.
Parece que a ideia de construir uma família grande, segundo os cientistas sociais, tem implicações importantes, principalmente quando a candidata a maternidade tem mais de 35 anos. O relógio biológico age desfavoravelmente para a mulher desejosa de seu primeiro bebê. Resultado, os casais vão se adaptando a um número menor de filhos (1 ou 2).
Pais jovens relatam que a vinda de um filho pode modificar a realização de projetos a curto e longo prazo e até mesmo a desistência deles, além de contribuir para um certo esfriamento conjugal. Decorrência do excesso de atividades em curso. Por outro lado, pais mais velhos, referem um grau maior de plenitude e realização. Referem que a maturidade e a aquisição de escolaridade e do investimento profissional na época certa os deixaram mais relaxados para desfrutar do primeiro filho.
Apesar dos questionamentos da melhor fase ou época para ter filhos, uma coisa é certa, a maioria dos casais referem que não se imaginam sem seus filhos, independentemente de terem tido em uma fase mais jovem ou mais madura. Afirmam ainda que a presença dos filhos dentro do lar é pouco contestável, mesmo eles não sendo autênticos “Lord Inglês mirim”.
É claro que ter um filho em uma fase ou outra da vida não descarta a possibilidade de experienciarmos junto a eles sentimentos de preocupação, alegria, raiva, tristeza, satisfação, decepção e a percepção de termos feito ou não um bom trabalho. Postergar a vinda do primeiro filho não é uma garantia de resultados positivos na balança da vida.
Da mesma forma que encontramos pais jovens muito atentos e dedicados na criação de seus filhos, podemos também observar pais maduros pouco responsáveis e tolerantes demais com o “excesso de energia” de sua criança. Cada casal sabe onde lhe aperta o calo e cada qual tem seus valores e, democraticamente, são livres para tomar suas decisões quando o assunto é postergar ou não a vinda do primeiro bebê.
Uma coisa é certa, não podemos afirmar que o casal que posterga a vinda do primogênito será mais feliz do que aquele casal jovem que resolveu assumir seu primeiro bebê. Não podemos associar felicidade, bem-estar e completude somente a casais maduros, com bom nível educacional e bem sucedido economicamente.
Satisfação, segurança e felicidade são “valores” que agregamos a nossa vida independentemente de termos coisas ou bens. Se o casal quer postergar a vinda do primeiro filho que o faça. Porém, se o casal acredita que os filhos são bem vindos numa fase de maturidade ou não – que assim seja!
Comparações nunca foi uma boa opção – causam estresse, ansiedade e muita angústia.
Que cada um (casal) cuide de sua vida da melhor maneira possível sem interferência de outrem.


10.11.14

Nascimento sob autohipnose consciente


Voce já pensou em passar por um trabalho de parto mais fácil, mais rápido e com muito menos desconforto?
Não é preciso ser nenhum cientista ou profissional da área da saúde para saber que cada parturiente reage de uma maneira peculiar durante o trabalho de parto. Umas são mais doloridas, outras mais calmas – sem falar naquelas que são ativas e até no momento do parto não descartam uma boa caminhada para ajudar na descida do bebê. Uma técnica muito interessante tem surgido como uma proposta a mais para auxiliar as mulheres na hora de dar a luz – o “Nascimento sob auto hipnose consciente”.
Mas, o que é isso? A gestante fica em transe? A gestante fica fora de sintonia e é sugestionada a fazer alguma coisa?
Nada disso!
Por volta da 25 e 29 semana de gestação a mulher pode aprender, de maneira consciente, a relaxar mais profundamente, a respirar de forma orientada no período da dilatação e expulsão e a visualizar, de maneira criativa e prazerosa, o nascimento de seu filho.
A técnica visa criar um panorama positivo na hora do parto, permitindo a redução da angústia e da ansiedade, além de promover a tranquilidade e a sintonia da mãe com seu bebê. Nesse contexto, a futura mamãe assume o protagonismo da parturição, fica livre para adotar as melhores posições para ajudar no parto, ao mesmo tempo em que está alerta ao seu corpo. A parturiente projeta em sua tela imaginária os passos para um momento sutil e delicado, reverberando em sua alma alegria e prazer.
O nascimento sob hipnose consciente ajuda a gestante a usufruir de métodos de controle do desconforto, tais como: posições variada para ajudar seu bebê a nascer, massagem, compressas em temperaturas distintas, banhos, técnicas respiratórias, visualização de um parto rápido e saudável, entre outras.
 Quando a mulher pode contar com técnicas que ajudam, na hora do parto, a reduzir a dor ou desconforto, as coisas ficam mais fáceis e a travessia rumo a maternidade é acalentadora.
Não nego que quando a gestante está com dor seu sentimento é de medo e como tal, seu desejo é de fugir da situação. Os hormônios do estresse inundam o corpo gravídico, há redução do fluxo sanguíneo para o útero e há predominância  nos músculos. Estruturas recrutadas para a hora do escape.
Resultado, o útero reduz as contrações, ocorre diminuição da oferta de oxigênio e ocitocina, deixando o parto mais trabalhoso e longo. Portanto, equilibrar os sentimentos e manter a calmaria pode ser uma facilidade encontrada na prática do “Nascimento sob auto hipnose consciente”.
Vamos enumerar as vantagens em favorecer o parto sob autohipnose:
1-    Ajuda a manter níveis elevados de oxigênio durante o trabalho de parto por meio da respiração préorientada;
2-    Auxilia na redução de medicalização para alívio de dor e para acelerar o trabalho de parto;
3-     Aumenta a chance de concretizar o parto normal;
4-     Reduz a ocorrência de episiotomia;
5-    Eleva a autoconfiança da parturiente;
6-     Auxilia na manutenção do relaxamento e autocontrole da gestante durante o parto;
7-    Prepara a mãe para amamentar o bebê na primeira hora do nascimento;
8-     Permite a gestante executar a técnica em qualquer lugar escolhido para ter seu filho;
9-     Favorece o nascimento do bebê em local mais calmo e acolhedor;
10-  O parceiro deixa de ser um simples espectador do trabalho de parto para se tornar parte central do processo de parturição.
11-  Ao incluir de forma ativa o parceiro, a técnica estimula a segurança, o orgulho e a próatividade em estar num parto ajudando seu filho a vir ao mundo.
O parceiro tem um papel primoroso ao lado da parturiente, auxiliando-a a realizar a Técnica,  e,  juntos estão ativamente trazendo ao mundo um ser tão especial da melhor forma possível – com respeito, amor e solidariedade.
            Ao iniciar o trabalho de parto, os parceiros acionam todo o aprendizado sobre a técnica e colocam em prática os passos e asseguram, de maneira carinhosa, a cumplicidade e a responsabilidade de trazer ao mundo o filho desejado.


8.11.14

Criança também sofre de depressão? Mas, ela é tão pequena!!!


A depressão infantil (DI) não é um assunto de moda, é uma desordem contemporânea, que causa sofrimento e dor na vida infantil, faz parte do cardápio de doenças, que pode acometer os pequenos e os adolescentes. Até algum tempo a trás, era pouco diagnosticada, e, assim ela era empurrada da infância até a idade adulta, provocando grande sofrimento e sequelas.
A criança retraída, tímida em excesso ou “danada”, com comichão nas ventas, passaria longe de um diagnóstico de depressão infantil. Por falta de diagnóstico adequado, receberia rótulos que, infelizmente, poderia marcá-la para o resto da vida. Os rótulos além de não contribuir para a estabilidade emocional da criança, agravariam e camuflariam algo que não estaria indo nada bem.
Tanto isso é verdade, que na década de 60 havia um desenho animado (Lippy the Lion & Hardy Har Har, 1962 - Hanna-Barbera) que apontava para uma dupla de bichos com alguma desordem afetiva. O primeiro era uma hiena chamada de Hardy, que vivia se queixando da vida. Não tinha ânimo para nada, só via o lado negativo das coisas, o pessimismo era o sentimento predominante. Hardy seria considerado, nos dias atuais, um depressivo, e, o Lippy (o leão) um co-dependente, que tentava  o tempo inteiro salvar o amigo da tristeza. Bem, ele não vem ao caso, pelo menos nesse artigo.
Pois bem, as características do Hardy podem aparecer nas crianças também. Elas demonstram muita tristeza, falta de interesse para as atividades de vida diária, o prazer em brincar é empobrecido, ausência de disposição para buscar novas atividades ou estudar, e, se tudo isso não bastasse, ainda se sentem com baixa autoestima e pobre auto-referência.
Algumas crianças apresentam alteração do apetite (para mais ou para menos), mudança no ritmo de sono e repouso, hiperatividade, irritabilidade e agressividade. Além dos sintomas emocionais, os pequenos também podem somatizar, referindo dor de cabeça, dor de estômago, dor abdominal, alteração do ritmo intestinal, alergia de pele, coceira pelo corpo, enurese, etc. Os sintomas físicos podem ser uma tentativa, que a criança lança mão, para chamar a atenção de seus pais para seu sofrimento emocional.
A DI não é uma raridade e pode ocorrer em cerca de 1% das crianças na fase da pré-escola; em 2% na idade escolar e quase 3% na adolescência.
Tenho observado em relato de pais, que anteriormente seu filho era amigável, calmo e de uma hora para outra, seu comportamento virou do avesso, está respondão, prepotente e intolerável, tanto em casa como na escola. Os amigos o evitam!
Os pais costumam comentar, que fazem de tudo para seus filhos e por isso não entendem o porquê da desordem emocional ter “caído de para quedas” em suas famílias, que se sentem impotentes e decepcionados. Alguns pesquisadores encaram a DI como uma doença biológica que incide em membros anteriores da família, que é decorrente de alterações neuroquímicas, e, que também aparece como sintoma de desorganização do sistema familiar. Embora, a DI seja rica em sintomas, ela é difícil de ser diagnosticada dada a sua complexidade.
Será que o tratamento da depressão infantil é igual a do adulto?
Após rigorosa avaliação e diagnóstico com psiquiatra infantil, o profissional pode recomendar o uso de medicamentos, que na atualidade, são muito seguros e não causam nenhuma forma de dependência. Junto com o tratamento medicamentoso o acompanhamento psicológico é instituído. Pode ser na forma de terapia familiar e individual.

O mais importante de tudo é não ter medo ou preconceito de procurar ajuda especializada. Quanto antes a DI for diagnosticada, menos sofrimento a criança e a família terão de enfrentar. A DI tem tratamento, que é seguro e multifacetado, e, a partir do momento que a criança ou o adolescente são vistos e o retorno de seu valor é restituído, a criança e o adolescente passam a desfrutar de uma vida normal, sem prejuízo cognitivo e mental!