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29.1.15

Meu filho não me escuta - Acho que ando falando demais!


      Fazemos de tudo para nossos filhos. Vamos buscar o que estiver ao nosso alcance para proporcionar satisfação e carinhas felizes. Porém, quando o assunto são regras claras ou chamar a atenção para algo inadequado que os pequenos tenham feito ou corrompido, parece que nosso julgamento entra na berlinda e esquecemos que nós é quem somos “o adulto”!
Falamos demais, proferimos discursos e parecemos oradores de partido político – gastamos uma energia danada e as palavras vão se perdendo ou são reduzidas a meros chiados esmaecidos em uma nuvem de cansaço. Aos ouvidos de nossos filhos parece que estamos falando fora da estação (chiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii). Os pequenos nos olham como se estivéssemos falando a língua de Marte – seria o martinez? Não estou condenando ou passando um “pitu” nos pais, apenas chamando a atenção para algo corriqueiro que acontece na maioria dos lares que tem criança.
Quanto mais objetivo e focado formos ao passar uma orientação aos nossos filhos, mais aberta e receptiva estará a audição dos pequenos para escutar, entender e fazer o que solicitamos. No lugar da oratória, aplique o bom olho no olho, voz segura e brevidade. Repita a orientação se necessário e não duvide de seu poder de síntese.
Outro dia uma mãe me relatou que pediu oito vezes para sua criança, de cinco anos, colocar a camiseta do uniforme para ir para a escola. Ela estava exausta, atrasada e com a paciência em frangalhos. Moral da história, gritou, esbravejou e colocou a vestimenta a força em sua filha. Sua percepção era de ser uma mãe desorientada, desorganizada e pouco pacienciosa! Referiu ainda que o acontecimento citado é um padrão em seu lar: “regras e rotina no lar parecem uma onda no mar: por favor faça isso, por favor faça aquilo, por favor, por favor, por favor” ...
O que fazer para fugir das armadilhas da suposta “surdez infantil”?
Em primeiro lugar, não caia na armadilha!
Em seguida estruture em sua mente o que você intenciona fazer durante o dia – um plano que pode ser mental ou por escrito. Faça o pedido em linguagem clara e concisa, e, por último fique ao lado da criança durante a execução da tarefa solicitada; de maneira calma e assertiva – caso seu pequeno não tenha atendido de prontidão a sua solicitação.
Lembre-se, consistência, rotina e quando possível alguma flexibilidade, desenvolve na criança segurança, confiabilidade e ajuda a estruturar a vida infantil. Para nossos filhos, saber que os dias têm uma continuidade e estabilidade esperada, proporciona uma sede amorosa.
Se abrirmos mão dessas pequenas estratégias, em nosso cotidiano familiar, brevemente as crianças vão estar num caos físico e emocional. Quem cria as rotinas domésticas são os pais e as crianças as seguem e não o inverso. Quem dá o tom de coerência e da segurança familiar são sempre os pais.

Criar uma rotina não demora muito para contagiar positivamente as crianças. Em menos de um “par” de semana os pequenos nem vão mais se imaginar sem elas. Seja flexível quando houver demanda, mas não faça da exceção a regra!

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