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23.4.15

Quero um lar de paz!


Que delícia se todos os nossos dias fossem tranquilos e de muito bem estar.
   Tudo estaria em boa sintonia e os filhos, assim como nossos parceiros, fariam tudo que solicitamos e a casa estaria em ordem o tempo todo. Teríamos tempo suficiente para efetuarmos nossas tarefas, sem estresse, preocupação, e, ainda de quebra, teríamos tempo para fazer algo interessante para nós mesmas.
   Infelizmente, as coisas não são bem assim. Nem tudo sai como planejamos ou gostaríamos, e, muitas vezes o que nos resta é sentir bons momentos de raiva. Viver em família não é um mar de rosas,  sempre acontece algo que modifica nossa suposta esperança de dias sempre calmos.
   Quando o assunto é nosso parceiro, tentamos nos haver com ele da melhor forma possível, acionando nosso adulto interior para resolvermos os problemas do cotidiano. Por outro lado, quando o assunto são as crianças, temos a tendência de nos perdermos na irritabilidade, na raiva e em algumas situações nos tapinhas (estou tentando ser delicada e prudente).
   Ser pai e mãe responsáveis e amorosos é o desejo mais elevado, quando olhamos pela primeira vez o rostinho de nossos filhos. Com o tempo os bebês angelicais vão crescendo, mostrando que possuem desejos próprios, e, como tal, também procuram sua identidade, sua forma de ser e de agir no mundo. Tanto desejo de independência e de individuação podem gerar em nós, pais, momentos de raiva e descontrole.
   Calma, todos já nos sentimos desnorteados frente a uma sessão de ataque de nervos de nossos filhos e não somos anormais por isso. Somos pais e tão somente pessoas que desejam o melhor para nossos filhos. Somos pessoas que desejam um lar de paz! O problema é quando os momentos nebulosos cegam nossa mente e nossa razão, dificultando nossa tomada de decisão.
   Por que será que ficamos tão irritados com nossos filhos?
   Conhecer o que nos tira do sério pode ser o primeiro passo para não ficarmos irritados com as crianças. Somos multitarefas e conciliá-las pode ser muito difícil para nós, ainda mais sabendo que temos que ter tempo de qualidade com os pequenos.
   Quando engravidamos, preparamos tudo com muito afinco para receber os filhos, vai desde a roupinha, quarto, plano de parto, curso de gestantes, mas dificilmente fazemos um curso de pais. Pouco é falado sobre isso e numa dessas podemos ficar a mercê do coletivo. Na atualidade, não contamos com a mesma rede de apoio que contavam nossas mães. As famílias eram maiores, e, por isso, sempre tinha uma avó, uma tia, ou, uma prima para chamarmos na hora do sufoco. Para piorar as coisas, os pais de hoje são cobrados em demasia para serem excelentes.
   Ao tentarmos ser tão bons com nossos filhos, então, por que será, que eles  não se comportam como gostaríamos? Mais uma carga de frustração aparece e com ela alguma dose de raiva e decepção.
   Na verdade acho que esperamos muito de nós mesmos e nos tornamos pouco práticos e reflexivos. As crianças não são perfeitas assim como nós. Elas vão nos testar para assegurar sua vida no mundo em que vivemos. Portanto, cabe aos pais tentar, de maneira racional e amorosa, frear os impulsos dos filhos. Não com violência e autocracia, mas com responsabilidade e muita dedicação. Educar é uma das tarefas mais árduas que nos impomos desde que decidimos nos tornar pais.
   Procure controlar suas emoções mais negativas e tente ganhar tempo antes de tomar uma atitude precipitada. Quando esfriamos a cabeça e damos espaço a nós mesmos, as coisas ficam mais claras e sua importância diminui.
   Lembre-se o objetivo de uma educação reflexiva com nossos filhos não é sermos condescendentes e sim estarmos ao lado das crianças modulando seu comportamento para que eles cresçam e desenvolvam o senso crítico do por que não fazer determinadas coisas. Do contrário, eles deixam de fazer algo na frente do adulto para burlá-la quando estiverem sozinhos.

 

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