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5.6.15

Não sejam perfeitos. Sejam apenas bons pais!



Esta semana eu atendi um casal a beira de um ataque de nervos, frustrados e cansados de repetirem sempre as mesmas coisas para seus filhos. Pelo relato, eles, aparentemente, não ouvem, e, tão pouco, obedecem a seus pais.
            A primeira pergunta que eu fiz foi: por que será que vocês falam e falam e seus filhos não os escutam?
            Por que será que vocês continuam a fazer as mesmas coisas todos os dias, e, não percebem que seus filhos estão fora de sintonia, ou seja, não estão em conexão com vocês?
            Os pais ficaram, por um tempo, calados, e, depois disseram que eles estavam cansados e exaustos por não disporem de ferramentas que evitassem que os mesmos  pudessem sair desse ciclo de lamúria e falta de solidariedade familiar.
            A segunda coisa que comentei é que eles deveriam relaxar, pois, não existem pais perfeitos, lares perfeitos, mas sim pais que tentam acertar com seus filhos, e, que às vezes, não sabem como.
            O terceiro comentário que fiz foi que tudo pode se tornar mais fácil ou ágil, quando temos dispositivos para baixar nossa angústia ou frustração para lidar com situações, quando não sabemos o que fazer, ou, quando estamos com raiva.
Tenho tido boas respostas com pais, que procuram se conectar com seus filhos, e, não deixar que o estresse do cotidiano aflore ou inunde a comunicação da família. Para tanto deixo algumas dicas:
- Procure conhecer os próprios pontos nevrálgicos: o que eu costumo fazer, pensar e sentir, quando estou fora de sintonia com as crianças; que tipo de comportamento infantil é capaz de me deixar aborrecido, ou, com raiva; o que costumo utilizar para prevenir uma resposta inadequada das crianças e perder a conexão com eles.
- Pense em todas essas dicas, e, associe introduzir medidas diárias de controle de estresse. Pode ser atividade física, leitura, massagem, ouvir música, pintura, etc. Procure respirar fundo sempre que sentir que vai perder a cabeça. Conte até dez, não, conte até vinte, e, pense na melhor saída. Evite qualquer forma de violência. Se nada disso funcionar, recite um mantra e busque a calmaria interior. Depois de recuperar a serenidade, busque a melhor saída para sua conexão com seu filho e a melhor comunicação possível.

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