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26.6.15

Será que existe a Boadrasta?



Alguns homens passam por certas dificuldades relacionais, com seus filhos, quando eles introduzem a nova parceira – a “Boadrasta”. Nem sempre, as crianças aceitam de bom grado a nova companheira do pai, e, situações adversas acontecem com frequência. Boadrasta e as crianças podem sair muito magoadas.
Como lidar com a nova realidade e causar menos estresse possível para ambos os lados?
De início pode não ser fácil, mas com boa vontade “Boadrasta” e “Boascrianças” podem achar pontos em comum e progressivamente afeição, respeito e cumplicidade, podem aflorar positivamente.
Um começo interessante é a “Boadrasta” reconhecer seu papel na relação com as crianças e entender que críticas, punições e disputas não facilitam o processo relacional. Pelo contrário, cria um abismo entre a nova parceira e os filhos.
Outro ponto a considerar é que as crianças precisam de um tempo especial com seus pais. Sentir que o pai é só dela e ela é a criança mais especial do mundo.
Caso existam filhos do lado da “Boadrasta”, num primeiro momento, evite misturar os meus, os seus, os nossos. Deixe que as aproximações aconteçam lentamente de cada lado. Assim, ninguém se sente atropelado ou em desvantagem. Não force a barra cobrando amores e empatias imediatas.
As crianças precisam de um tempo para entender a situação e perceberem, que não há necessidade de disputas entre elas mesmas. Que tanto a “Boadrasta” como o “Bompadrasto” estão jogando no mesmo time e querem a harmonia dentro da nova configuração familiar.
Quando as crianças percebem que o ambiente é pouco estressante e as relações estão abertas para novos relacionamentos, os pequenos tendem a baixar a guarda e a aproveitar o que o casal tem de melhor.
Aceitar os filhos do novo parceiro não é uma tarefa fácil, porém, é um investimento e uma construção diária que vale a pena. Ser gentil, amável, disponível e saber que ninguém está roubando o lugar de ninguém, são pontos fortes a considerar com frequência. Competição e cabo de guerra só afastam as crianças e as empurram para um abismo relacional sem volta. Lugar de mãe será sempre da mãe, e, lugar de pai será sempre do pai e ponto!
E quanto à ex-mulher ou o ex-marido, como fica a relação?
Se possível ela deve ser o mais cordial possível, evitando provocações, ciladas, falta de respeito e estar disponível para um diálogo aberto sobre as crianças quando necessário.

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