Postagens Mais Acessadas

6.4.16

As artes plásticas e a música na vida do bebê

 Quando falo em “artes” para bebês, não quero introduzir os pequenos, nos conhecimentos do impressionismo, da arte moderna, ou, de qualquer artista complexo e famoso. Arte para a criança significa poder envolver o corpo no espaço em que ele habita. É instigar sua coordenação motora, seu equilíbrio, testar suas sensações, usar em toda a sua potencialidade seus órgãos dos sentidos, poder pensar, falar e ouvir de maneira interativa.
É uma forma, da criança pequena dizer que está no mundo e que faz parte dele.
É deixar o bebê criar livremente sua interação com o mundo infantil e o mundo adulto. Quando deixamos os pequeninos voarem e expressarem sua criatividade expontâneamente, o pequeno desenvolve sua linguística, um vínculo de confiabilidade, e, pode de quebra assegurar, que existe um adulto antenado por perto, para lhe proteger, e, reabastecer sua mente de conforto e atenção.
Descobrir os sons da natureza, ouvir o som dos animais e dos pássaros junto ao bebê, facilita a expressão, a improvisação de sons, movimentos e a intercomunicação.
Depois do quarto mês de vida do bebê, o reflexo de preensão é substituído pelo de intenção, e, dessa maneira, o bebê expressa seus desejos pelos objetos, que lhe chama a atenção. As coisas não param por ai.  Por volta dos cinco meses, o pequeno estende seus bracinhos para agarrar os objetos e levá-los a boca. Com isso ele desvenda os mistérios das formas, texturas e sabores, o bebê avalia cuidadosamente cada objeto, passa o brinquedinho de uma mão para a outra, já demonstra ser um verdadeiro artista! Percebe que existem cores diferentes, e, a mamãe ressignifica essa predileção afirmando para o bebê o quanto ele gosta de determinado objeto “azul”.
Dos nove aos doze meses, se oferecermos uma cartolina em branco e um punhado de lápis colorido, os pequenos artistas esboçam traços, salivam de prazer, sorriem e treinam a linguagem pré-verbal.
Deixar a criança exercer sua criatividade ao ar livre, na presença de material atóxico e com múltiplas texturas, incita o bebê a explorar o mundo ao seu redor. Nesse contexto valem as tintas de dedo, os pinceis de vários tamanhos, papeis com texturas, rolinho de tinta, esponja, entre outros materiais seguros para essa faixa etária.  Permita que a diversão corra solta, sem tempo e limites para começar ou acabar. Apenas brincar num local seguro, confiável e compartilhado. Quando perguntamos para acriança o que é isso? O que é esse desenho ou pintura, certamente seus olhinhos se encherão de alegria e frescor. Isso é a base da comunicação de amanhã.
                                E a música, onde entra nessa história?
                Desde o intraútero a criança já está imersa num mundo de sons interno e externo ao corpo materno, e, as pesquisas mostram, que os bebes reagem a esses sons. Desde o nascimento, o bebê identifica a voz da mãe, do pai e é capaz de se acalmar e prestar atenção nelas. Desta “audição sonora” a interação e o apego mãe-bebê vão se consolidando e reverberando para o papai e para os demais membros da família num compasso lento, harmônico e progressivo.
Quando a mãe e o pai colocam melodias em suas falas ou cantam para seus filhos, a linguagem vai se ampliando, e, o bebê pode se apropriar da sonoridade de seus pais e da cultura onde vive.
As diversas formas de produzir sons para o bebê (falar, cantar, imitar o som dos pássaros, tocar um instrumento, etc.) é um convite para promover a interação e deixar emergir do bebê momentos gratificantes de alegria e de muito contato.
O bebê desde muito pequeno vocaliza sons e adora brincar com eles. Dessa maneira, graciosamente, explora o ambiente e se comunica com o mundo a sua volta. Ao ouvir uma música predileta, usa o corpinho para entrar na melodia, interagir com seus cuidadores, usufruir de momentos de descontração e muito prazer.
E você, já pensou em promover um momento artístico com seu bebê?

Nenhum comentário:

Postar um comentário