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26.5.16

Brigas entre irmãos



A disputa entre irmãos é comum e esperada, tanto pela atenção dos adultos, como por brinquedos, ou, pela satisfação dos próprios desejos. É compartilhando da experiência e vivência de termos irmãos, que aprendemos que o mundo não gira, somente para o nosso lado, que dividir a presença dos pais, a atenção de familiares, de brinquedos, é a coisa mais normal do mundo.
Nessa oportunidade de aprendizagem, a criança entra em contato com afetos diversos, e, ao mesmo tempo, ensaia como vai ser a “concorrência” no mundo lá fora, conforme vão crescendo e se desenvolvendo em todos os sentidos (físico, emocional, mental).
Contudo, nem sempre as coisas saem como, nós pais, gostaríamos, e, a briga começa a correr solta dentro de casa.
O que podemos fazer nessa hora?Adicionar aos favoritos
PARA PREVENIR
* As ações ensinam mais do que as palavras, então, dê o exemplo. A maneira como os pais lidam com os conflitos em casa, no trabalho, ou, no trânsito, servirá de modelo aos filhos.
* É muito importante reforçar, valorizar, elogiar, os momentos em que há paz e acordo. Mas não se engane com a ausência de brigas. Ela pode significar que uma das partes está insegura e acuada.
* As disputas são uma excelente oportunidade de trabalhar com as crianças, valores de justiça e de moral. Aliás, pode ser mais fácil entender esses conceitos, a partir de uma briga do que em momentos mais pacíficos.
NA HORA DA BRIGA
* Em situações simples, como pequenas discussões, procure não interferir, observando os argumentos, e o modo de expressar o pensamento de cada um dos filhos. Permita, que eles tentem resolver às questões sozinhos.
* Promova autonomia, mas não fique alheio ao embate. É preciso monitorar, mesmo que a distância.
* Caso julgue, que é necessário interferir, tente provocar uma reflexão, questionando o motivo inicial, expondo à razão de ambas as partes.
* Se a diferença de idade ou de tamanho for grande, fique atento aos excessos por parte do mais velho, ou, ao protecionismo pelo menor.
* Senso de justiça não é sinônimo de igualdade. Cada criança tem características, ritmos e necessidades próprias, e, os pais devem agir de acordo com elas.
* Não há nada de errado em tomar partido, quando entender, que um dos filhos está errado. Mas isso deve ser feito com base em princípios claros, justos e compartilhados com todos os envolvidos.
QUANDO ELES PASSAM DOS LIMITES
* As crianças têm uma limitação no controle da frustração, por isso, partir para a violência física não é anormal. Interfira imediatamente, sem agredir ninguém, claro. É necessário explicar veementemente que não serão aceitas trocas de agressões.
* Atue como um juiz: ouça todos os lados, e avalie a melhor forma de resolver o conflito.
* De acordo com a gravidade do atrito, talvez funcione privá-los de alguma atividade de lazer. Ou, ainda, quando os ânimos acalmarem, colocar as partes envolvidas na briga para conversarem, reconhecerem o erro, e, se comprometerem a rever sua conduta.

7.5.16

Alguns motivos para comemorar o dia das mães


Dificilmente encontramos famílias que não festejam o dia das mães. Por que será que este dia tem tanto simbolismo, mesmo na contemporaneidade.  O dia das mães representa não só a mãe, enquanto figura simbólica da família, mas também a maternidade, a mulher que trás a luz e a vida. A comemoração desse dia tem suas raízes na Grécia antiga, onde a entrada da primavera brindava Rhea, a mãe dos Deuses.
A partir desse conceito, Ann Jarvis, nos Estados Unidos, fundou, no final dos anos de 1850, o “Clube de Mães”, com o objetivo de promover a saúde de adultos e crianças do pós-guerra da Secessão. Em 1907, Anna Jarvis cria um memorial para sua mãe Ann, e, inicia uma campanha para que o governo americano reconhecesse o “Dia das Mães”. Com a crescente difusão da data, o dia das mães assume um caráter de amorosidade e ao mesmo tempo de comercialização ao redor do mundo.
É sobre essa amorosidade que gostaria de fazer uma reflexão junto ao leitor. A relação mãe-filho é um envolvimento complexo, sendo brindada, na maior parte das vezes, com carinho e dedicação. As mães, desde a concepção de seus bebês, vão proporcionando a sua prole um ambiente fertilizante: úmido, quente e escurinho. E assim, os bebês vão crescendo e se desenvolvendo, trocando amor, alimento e ao mesmo tempo uma relação muito íntima e pessoal.
Com o nascimento dos filhos, as mães, quando contam com um ambiente facilitador, procuram amparar sua cria, promovendo as crianças um ambiente suficientemente adequado, caloroso e nutridor. De início as mães se fazem muito presentes, e, com o passar do tempo, vão se tornando menos necessárias, ao ponto de “darem linha” para que seus filhos se preparem para alçarem voo solo.
É entre o cuidado íntimo e o “dar linha”, que as relações mãe-filhos vão se construindo. Muito caminho será percorrido, e, como em todo trajeto, nem tudo serão flores. Algumas mães no afã de suprir todas as necessidades de seus filhos invadem a linha tênue entre criar um reizinho mimado, infantilizado, e, despreparado para a vida, e, uma mãe distante das necessidades básicas de sua prole, negando-se a oferecer o calor e o caldo enriquecedor para o desenvolvimento de uma mente sadia. Os extremos são sempre problemáticos, o equilíbrio é a melhor saída.
 Como atingir esse equilíbrio?
A mãe “superbonder” pode correr o risco de criar filhos dependentes, inseguros e pouco assertivos. Por outro lado, o filho incentivado a dar conta de tudo, numa fase imatura de sua vida, pode crescer acreditando que ele não precisa de ninguém, e, assim, desenvolver um escudo para se proteger do mundo, visto e sentido como hostil. É o famoso “cara” durão por fora e inseguro por dentro. Portanto, a genialidade na relação com os filhos é encontrar o meio termo. Encontrar o equilíbrio na adição dos temperos, que irão assegurar o ponto certo ao bom paladar.
A relação confiável e a amorosidade entre mãe e filhos ajuda a construir cidadãos fortes e independentes, principalmente, quando a mãe demonstra claramente seu afeto às crianças, e, ao mesmo tempo mostra, que para viver nesse mundão de Deus é preciso ter regras e limites claros. Desse equilíbrio materno nascem as bases seguras para a construção de crianças confiantes em relação ao mundo de amanhã, e qual o papel que elas deverão se dedicar para ter um futuro digno.
E é nesse vai e vem, nesse sobe e desce, que se constrói, que se aprimora, que mãe e filhos vão tecendo os fios da vida, dando significado a cada fato que acontece no cotidiano, e, de quebra assegurando a saúde mental dos pequenos.
E ai?  Você ainda tem dúvida por que devemos comemorar o dia das mães?
Esqueça o lado comercial!
Foque apenas na missão que a nobre mulher-mãe tem para com a humanidade!