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30.9.16

Essas crianças destroem tudo que veem pela frente


Não é raro ouvirmos dos pais, que eles cansam de comprar brinquedos para as crianças, e, no final, elas quebram ou destroem tudo. Fico pensando sobre que idade essas crianças estão e que tipo de brinquedos esses pais compram. Uma criança na fase préescolar ainda não é muito cuidadosa e muito menos entende o valor de um brinquedo caro, o suor que os pais tiveram que “gastar” para adquiri-lo.
As crianças na faixa dos 2 a 6 anos são desbravadoras, querem entender como as coisas funcionam, o que existe dentro do brinquedo e como elas se articulam. Elas são muito curiosas, e, porque não dizer, meio pesquisadoras!
Isso não quer dizer que não podemos, enquanto pais, ensinar e orientar os filhos a cuidarem de seus brinquedos. Não é só em relação ao comportamento que precisamos ser claros com os pequenos. O cuidado e o armazenamento dos brinquedos podem seguir a mesma regra. Podemos salientar os brinquedos que podem ser pintados, rasgados, ou, até mesmo desmontados, tendo em mente, que o brinquedo foi feito para brincar e não para ficar na prateleira, do contrário, não é um brinquedo e sim um enfeite, ou, um troféu.
As crianças pequenas também se sentem motivadas a cuidar de seus brinquedos e a dar vida a eles, principalmente quando elas sentem que existe um espaço para expressarem sua criatividade sem medo de se sujar ou de estragar alguma coisa. Elas adoram pintar, usar tinta de dedo sobre uma cartolina branca, desenhar no chão com giz, ou, “pintar e bordar” em rolo de papel.
Se o brinquedo foi feito para brincar, temos que oferecer brinquedos seguros e resistentes para as crianças pequenas. Brinquedos que elas possam manipular, montar, desmontar, levar para o banho, para a consulta médica, para a casa dos avós e exercer toda a criatividade e espontaneidade.
Do que adianta dar um brinquedo caro e da moda para os pequenos, se no fundo vamos estar em estado de alerta, para que ele não sofra avarias ou se torne sujo? Crianças na fase préescolar não precisam de brinquedos sofisticados e caros. Elas precisam de espaço para brincar, coleguinhas, ar livre, natureza, adulto cuidador e protetor, que supervisione, sem atrapalhar a brincadeira, e, brinquedos, que exercitem o corpo, a mente e a interação social.
As crianças não nascem sabendo o preço das coisas ou como devem fazer para manterem em boas condições seus brinquedos. Elas aprendem observando os adultos e recebendo orientações deles. Assim, desde pequeno, ensine seu filho a guardar os brinquedos no lugar certo, como conservá-los, e, no momento certo, fazer uma doação dos brinquedos antigos, para uma instituição ou para outras crianças. Trocar brinquedos com outras crianças também pode ser uma boa opção para pais e filhos. Afinal, a criança terá sempre algo novo para se divertir e explorar.
Mostre para seu filho o brinquedo que pode ser desmontado, o livro que pode ser pintado ou rasgado, e, o brinquedo que pode sofrer arremesso ou queda. Como falei as crianças não sabem muita coisa ainda.
Quando “acidentes” acontecerem (um brinquedo quebrar por mau uso) converse com seu filho e novamente ensine-o a cuidar de seus brinquedos. Explique que se ele não cuidar bem de seus pertences ele não terá com o que brincar em outro momento. Seja firme, porém não exagere na reação (raiva, desgosto, desapontamento), ou, no uso de medidas intempestivas. Devagar e com constância, seu filho vai entender o que pode e o que não pode fazer.

O mais importante é a mensagem que você está passando ao seu filho, ou seja, brincar com cuidado e responsabilidade vale a pena, pois, o brinquedo vai estar por ali, esperando a próxima brincadeira!

15.9.16

Não fale com estranhos

 Quem nunca falou para o seu filho “Não fale com pessoas que você não conhece”; “Não aceite balas ou guloseimas de estranhos”; “Não aceite carona de quem você não conhece”; entre outras frases de preocupação.
Alertar os filhos é sempre válido, mesmo por que as crianças, em sua ingenuidade, tendem a confiar nos mais velhos ou em pessoas que “vendem” uma imagem de credibilidade. Ninguém está dizendo que seu filho precisa virar um anti-social de uma hora para outra. Apenas que ele adote medidas de auto-proteção. A melhor coisa é ensinar a criança a se proteger quando você não estiver por perto – estamos falando em proteção e não em “neura”.
A melhor forma de proteger as crianças de pessoas desconhecidas que possam causar algum dolo é estipulando regrinhas básicas do tipo:  quando eu ou um cuidador estivermos perto de você, você pode ser simpático e aceitar um diálogo, do contrário, evite ser empático com estranhos.
Não aceite passeios ou oferta de diversão de estranhos. Essas pessoas podem causar algum prejuízo a você. Solicite a ajuda de um adulto o mais breve possível. Se preciso for, pratique, ensene ou faça um teatrinho da regra sugerida até que você esteja segura de que seu filho entendeu sua solicitação.
Ensinar seu filho a se proteger não quer dizer causar pânico ou traumas na criança!
Catastrofizar uma suposta situação pode gerar trauma ou retração na criança. Alerte seu filho de forma lúdica, contando estórinhas, fazendo um teatrinho com bonecos ou até mesmo inventando uma musica sobre o tema. As crianças amedrontadas não agem, apenas reagem e a reação pode ser de estagnação.
Sempre que possível relembre as regras com seu filho e pontue positivamente quando ele fizer o que você solicitou de maneira positiva. Não é por que ele deve ser precavido que ele não pode ser amável  e agradável com as pessoas que são de seu meio e do ambiente social da criança (amigos, professores, familiares).
Como a criança pode saber se um indivíduo é confiável ou não?
Acredito que é muito difícil!  As vezes, até nós, adultos, nos enganamos com as pessoas que parecem ser confiáveis ou não. Por isso as regras são necessárias e enfatizá-las usualmente serve de precaução.
Evite amedrontar os pequenos com histórias aterrorizantes de crianças sequestradas, sumidas, assassinadas ou até com programas de televisão apelativos que incentive o medo ou receio nos indivíduos.

Lembre-se cumprimentar as pessoas é uma coisa (educação e simpatia), porém abrir a guarda é outra!

1.9.16

O que é isso? Meu filho deu para se esconder atrás de mim!



Qual pai ou mãe nunca passou por esse tipo de experiência um dia na vida, de seu filho se esconder por de trás? É só chegar perto um adulto fazendo graça ou dizendo que ele é lindo ou uma gracinha, que o pequeno logo vai se esconder atrás dos pais, e se estiver em casa, vai para outro cômodo e fica espiando de “rabo de olho”.
O que é isso?
Meu filho tá ficando esquisito?
É a famosa timidez!
As crianças são muito curiosas, aventureiras e desbravadoras dos sete mares. Por outro lado, existem algumas crianças que são mais contidas e reservadas em sua curiosidade. É o “jeitão” de cada uma! Ser tímido não é uma patologia.
O caso se transforma num problema quando a criança se torna inibida ao exagero, a ponto de evitar o contato com as pessoas fora de seu círculo de confiança, impedindo de fazer e ter amigos, de participar de eventos sociais, de expressar toda sua vivacidade e potencialidade.
Como os pais podem ajudar seu filho numa situação básica de timidez?
Os pais precisam entender seu filho e não cobrar atitudes que ele ainda é imaturo para expressar. Antes de tudo, precisam conhecer o que se espera em cada etapa de desenvolvimento de seu pequeno. Por exemplo, uma criancinha de dois anos que não quer ir a uma festa de casamento não deve ser forçada. Obrigá-la pode agravar a situação e transformar a festa em um caos. Lembrem-se, as criancinhas superam sua timidez, a partir do momento, que adquirem confiança em si mesma e no ambiente.
Aceitar a timidez do filho, é uma maneira de entender o temperamento particular do pequeno, e fazê-lo entender, que cada um tem sua maneira de ser e de fazer parte do mundo. Por outro lado, elogiar a criança quando ela falar com um coleguinha, uma amiga dos pais, ou o caixa de supermercado é uma forma de fazer reforço positivo e de prestigiar a iniciativa da criança.
Como já mencionei algumas vezes, ser o exemplo pode ajudar muito. Deixe seu filho observar sua conversa com outras pessoas, brinque de teatrinho com ele. Ora ele é um personagem ora ele é outro. Uma hora ele é um bichinho muito falante, em outro momento ele é um personagem quieto e que gostaria de ser um cantor e cantar para uma plateia de bichos curiosos da floresta. Ser lúdico pode fazer milagres!
O importante nessa história toda é evitar fazer censuras e comparações com amiguinhos, primos ou irmãos. Nunca humilhe ou castigue seu filho por ele não se “comportar” frente aos outros como você gostaria. Isso vai gerar muito mal estar, medo e receio por parte da criança.
Evite os rótulos! Não nomeie seu filho para as outras pessoas como ele sendo assim mesmo – tímido, quieto, retraído. Tal atitude pode se tornar uma profecia e os recursos internos de seu filho podem minar nesse contexto.
Já conheci muitas crianças tímidas que superaram a timidez e se transformaram em atores, gerentes de empresas, professores e etc.