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1.10.16

O que fazer com a criança “mexedora”


A criança que não “mexe” não é criança. A criança já nasce com a predisposição de mexer! Mexe o pescoço para alcançar o seio para mamar, mexe as mãozinhas para conhecer um pouco sobre o mundo, mexe o corpo para indicar que está com fome ou com dor, e assim por diante. Mexer faz parte da descoberta do mundo!
Conforme a criança cresce, o ato de mexer fica cada vez mais elaborado, pois, ela sente que ao se movimentar e ao mexer nas coisas, ela estará desbravando o novo. Situação essa, que a enche de alegria e prazer. A palavra “proibido” ainda é desconhecida.
A criança pequena ainda não tem claro em sua mente o que pode mexer e o que não pode. Ela não distingue um simples bichinho de vidro, de um bichinho de cristal austríaco. Tudo parece “bichinho”, e, como tal pode ser um brinquedo.
A melhor forma de prevenir acidentes e tornar a casa segura é manter os objetos valiosos ou queridos em local alto ou em armários com portas e chaves. Áreas perigosas como as que abrigam materiais de limpeza, ou, com produtos que podem ser venenosos aos pequenos devem estar em áreas com portas e em prateleiras ou armários de difícil acesso aos pequenos.
Precisamos lembrar que as crianças de cerca de três anos estão tentando estabelecer um certo grau de independência e nem sempre entendem o porque de não terem  acesso a tudo que existe em casa.
Criar limites claros, do que a criança pode acessar ou não, é uma boa dica, e, poderá ajudar a evitar mexidas desnecessárias e perigosas.
Deixe claro ao seu filho o que você espera dele, por exemplo: “Você não pode brincar com o material de limpeza que está na lavanderia, pois, é perigoso, mas você pode brincar na sala com seus brinquedos”.
Quando você tiver que visitar uma loja, ou, ir a casa de alguém, converse com antecedência com seu filho sobre “mexer” em objetos e reafirme, que antes dele mexer ele deverá consultar você. Atitudes simples como esta mostram aos pequenos a noção de respeito, limite e prudência.
As crianças entendem uma mensagem, quando ela é clara e sem discursos presidenciais. Seja objetiva e mostre alternativas. Tudo bem, você não pode entrar na loja de cristais, mas podemos tomar um sorvete, e aí você terá espaço para deliciá-lo, de brincar com o carrinho, ou, bichinho de pelúcia, que você trouxe.
Se seu filho transgredir repetidamente uma solicitação sua, volte a explicar o motivo dele não poder fazer determinada ação. Lembre-se, ele ainda é pequeno e precisa de constância para assimilar as informações desse mundão de Deus.
Outro dia eu vi uma criança de quatro anos numa loja de departamentos, na sessão de copos, pratos e travessas fazendo malabarismo com um copo, e, a mãe “fingindo” não ver. Claro que esse copo foi ao chão. Os vendedores limparam a área, olharam feio para a criança e para a mãe, mas no final não houve nenhum aprendizado. Todos pareciam mudos, cegos e surdos. A criança não aprendeu nada de positivo com sua atitude. Pelo contrário, que o seu “mexer” não tem limites, causa e nem consequências.
Corrigir uma atitude inadequada do filho na hora certa, com respeito e firmeza, é sinônimo de boa criação, de educação e de confirmação de valores.
Por outro lado, quando seu filho não mexe no que não lhe é permitido, ele deve ter sua atitude valorizada, premiada com sua atenção e carinho. Atitudes positivas estimulam os pequenos a fazer de novo para receber incentivo, boas palavras e atenção amorosa.
As crianças pequenas têm olhos nas pontinhas dos dedos! Ver e mexer, é quase uma atração fatal! Precisamos ensiná-los desde pequenos a ver com os olhinhos e só então mexer quando houver a aprovação de um adulto.
 Dá trabalho?
Não tenho dúvida que sim, mas certamente valerá a pena para os pequenos e para os pais, que estão acertando na educação. São pais assertivos criando e educando bons cidadãos!


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