Postagens Mais Acessadas

28.1.17

Ajude seu filho a superar o divórcio!


             Não há dúvidas que um divórcio é complicado para a família como um todo, principalmente para as crianças. Todos acabam sentindo um senso de perda muito grande e períodos de intensa angustia.
Após uma separação a família não será mais a mesma, não só em sua configuração, mas também no relacionamento e afetos. Para tanto, os pais precisam fazer o seu melhor para ajudar as crianças a superarem as emoções conflituosas, em destaque a raiva, o medo e a insegurança frente a nova vida a seguir.
Os adultos conseguem com maior facilidade lidar com as dificuldades que a nova vida lhes apresenta. Entretanto, as crianças ainda não sabem como as coisas vão acontecer e se os seus pais continuarão tão próximos quanto antigamente. As crianças experienciam alto grau de ansiedade quando os pais vivem em discórdia ou em “pé de guerra”. Separações pautadas no respeito e na compreensão facilitam o entendimento e aceitação das crianças  e ainda ajuda-as a superar as dificuldades.
Resolvi escrever esse artigo, tendo em vista o número elevado de casais que me procuram para ajudá-los a enfrentar a separação e ao mesmo tempo auxiliar seus filhos a encarar a situação com menos pesar e sofrimento. Assim, deixo algumas dicas ou estratégias para que os casais pensem e possam colocar em prática com seus filhos.
1-      Procure conversar com as crianças sobre a intenção da separação de maneira amigável e transmitindo a elas confiança e amorosidade. Por exemplo: “ Mamãe e papai não estão mais se entendendo muito bem e isto está nos deixando muito infelizes. Por isso, percebemos que será melhor para todos que vivamos em casas separadas, mas unidos em nosso amor por vocês”.
2-      Reassegure as crianças que elas sempre poderão contar com a presença, o amor e o carinho da mamãe e do papai. Por exemplo: “Durante a semana vocês ficarão com a mamãe e aos finais de semana com o papai (ou outro arranjo previamente estabelecido pelos pais)”. Se voces acharem necessário ou mais fácil para facilitar o processo do diálogo, usem historinhas, bonecos, fantoches para falar sobre a separação. O importante é passar a mensagem que elas terão acesso a ambos os pais.
3-      Não negue as emoções das crianças! Procure mostrar que vocês entendem que é normal elas se sentirem triste e receosas quanto ao evento. Enfatize que quando elas se sentirem tristes ou com medo elas devem falar sobre isso com vocês. Não tenham receio de falar sobre sentimentos com seus filhos – falar sobre afetos ajuda as crianças a superarem as angústias, os medos e as incertezas do amanhã.
4-      Reassegure aos seus filhos que a separação não foi ocasionada por eles. As crianças tendem a ser egocêntricas e a acharem que, de alguma maneira, seu comportamento ou pensamento provocaram, magicamente, a separação dos pais. Elas precisam saber que a decisão quanto ao divórcio foi tomada pelos pais.
5-      Evite falar mal do antigo parceiro ou causar qualquer tipo de blasfêmia. Isso tem nome, alienação parental. As crianças precisam sentir que seus pais são valorosos e amorosos.
6-      Procure inserir a criança na nova configuração familiar – seu novo quarto, suas novas coisas e se possível, peça a ajuda dela para a aquisição de novos objetos ou mobiliário.
7-      Fique atento a possíveis mudanças de comportamento das crianças. Algumas podem sofrer regressão do tipo: voltar a fazer xixi na cama em uma idade não mais esperada para isso, voltar a querer dormir com o papai ou a mamãe, falar de maneira infantil ou errada para a idade, entre outros eventos. Procure ser paciencioso e não reforçar o comportamento regredido dos pequenos, tentando corrigi-los o tempo todo.
Não há duvida de que uma separação é difícil para qualquer um, principalmente para as crianças – elas precisam se sentir amadas por ambos os pais, e, ao mesmo tempo necessitam de um ambiente calmo para poderem crescer e se desenvolver física e emocionalmente falando. Caso você ou seu antigo parceiro entendam que não estão dando conta do conflito, é indicado procurar ajuda especializada!

17.1.17

Mães e Bebês podem estar em risco




Para que uma criança se desenvolva de maneira salutar ela deve contar com uma boa biologia (herança genética, boa formação intraútero), bons cuidados maternos, paternos, ambientais e adequado desenvolvimento cerebral. Todo esse conjunto de “desenvolvimentos” ajudam a convergir para um desenvolvimento infantil otimizado. Uma boa biologia, um ambiente amoroso, facilitador e vínculos satisfatórios vão ajudar a estabelecer o crescimento e desenvolvimento favorável do bebê.
O bebê, no comecinho de sua vida, é um ser totalmente dependente de sua mãe (cuidador), e, portanto, é impossível pensar num bebê sem ao mesmo tempo visualizar a sua mãe. Assim, a díade mãe-bebê precisam de amparo na gestação e no pós-parto. Esse amparo auxiliará a mãe a se dirigir, estar disponível de corpo e alma para seu filho, ir lentamente se adaptando as necessidades do pequeno, e, as formas sutis de comunicação entre ambos. Estamos falando de vínculo e apego!
Como nem tudo são flores, algumas situações podem predispor a futura mãe a adentrar num mundo mais nebuloso e estar sujeita a alterações psíquicas que podem influenciar diretamente sua relação futura com seu bebê. Profissionais da saúde, amigos e parentes que estão em contato frequente com as gestantes devem estar atentos a possíveis sinais de indicadores de risco para a complicação do vínculo mãe-bebê, entre eles destacam-se: alta ansiedade, medo exacerbado do parto, tristeza, suporte familiar insipiente, irritabilidade diária, violência domestica, histórico de abortos, depressão pessoal ou familiar, gravidez indesejada, preocupação exagerada com a carreira profissional, dificuldade em falar sobre o bebê, morte de familiar recente, alterações do sono e do apetite, doenças crônicas, entre outras.
A gestante que exibe alguns desses sinais está mostrando, mesmo que de uma maneira velada, que está precisando de ajuda psicológica, compreensão e amparo.
As coisas não param por ai. Todo mundo sabe que o pós-parto é um momento onde os vínculos vão ser assegurados e solidificados. Uma fase da mulher onde ela fica mais exposta às críticas, aos defeitos e ao julgamento alheio. Nesse contexto alguns indicadores podem sinalizar que a puérpera e seu bebê podem estar em risco: reduzida autoestima, isolamento familiar ou social e tristeza, sentimento de incapacidade para cuidar do bebê, insônia, ansiedade ou angustia excessiva, choro frequente, cansaço exacerbado, entre outros.
Falamos sobre os indicadores que podem apontar para uma mãe em risco. No entanto, há indicadores que podem demonstrar também a fragilidade vincular do bebê. A criança pode apresentar dificuldade para o aleitamento, chora intensamente e com dificuldade para consolá-la, a criança apresenta um olhar fugidio, sorri pouco e parece pouco dinâmico. É uma criança intolerante ao toque, não aprecia a ausência de vestimentas, apresenta dificuldade de interagir com a mãe ou outro cuidador, se irrita com facilidade e chora de maneira inconsolável.
Como vimos até o momento, para que o bebê se desenvolva de maneira adequada física e emocionalmente falando, ele precisa de uma mãe devotada, que de início “adivinhe” suas necessidades mais básicas (fome, higiene, dor, amparo , amor e carinho) e com o tempo vá dando “linha” para que ele possa ir em busca de sua independência relativa. Para isso ele precisa contar com uma mãe ativa, disposta a manter contatos sutis, que só ocorrem positivamente quando a mãe está disponível para seu filho.
Não desqualifico de maneira alguma a função paterna e, por conseguinte a função familiar e a rede social. Entretanto, é a mãe (cuidador imediato) que, de início, é capaz de moldar e modular os sentimentos e as necessidades do bebê para que ele consiga atingir seus estágios de desenvolvimento adequados e se direcionar com todas as suas potencialidades para as fases seguintes.