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5.6.17

Papai e mamãe devem desejar um bebê juntos




Como deveria ser a chegada de um bebê: programada ou surpresa?
Se pensarmos, que em décadas passadas, nem ultrassom existia, o que dirá de métodos contraceptivos seguros e com poucos efeitos colaterais. Apesar, da pílula anticoncepcional, ter mais de 50 anos, ela passou por grandes evoluções, além, da chegada, no mercado de outros dispositivos contraceptivos. O que quero dizer, é que há algumas décadas passadas “estar grávida” poderia realmente ser uma grande surpresa.
Há 30, 40 ou mais anos passados, era esperado um número maior de filhos nas famílias. Na atualidade, é possível decidir o número de filhos que um casal gostaria de ter – de certa maneira os bebês são “programados.”
 Benditos métodos contraceptivos!
A chegada do bebê na contemporaneidade entra na lista de prioridades do casal. Primeiro vem a festa de casamento, depois a lua de mel, o carro da família, a casa própria e assim por diante. Quando as “coisas” parecem estáveis, é a hora de pensar no bebê. Não estou recriminando as escolhas ou as prioridades, apenas comentando sobre as crianças programadas.
Tornar-se pai/mãe, nos dias de hoje, parece uma decisão mais madura do que na época onde os métodos “naturais” reinava. Era uma verdadeira loteria ou crise de ansiedade. Os candidatos a pais poderiam, num belo dia, acordar papai ou mamãe e o famoso jargão ser entoado “foi sem querer”!
Atendo casais que apreciam muito a vida a dois, mas ora ou outra são pegos pelo marcador do relógio biológico feminino e a famosa pergunta aparece “será que devemos ter filho agora?”. “Vivemos tão bem só nós dois!”
Quando se é jovem tudo parece distante, e facilmente, algumas decisões podem ser postergadas, sem muitos questionamentos. Todavia, quando a mulher está na faixa dos quarenta anos, ter o primeiro filho pode ser um pouco conflitivo.
Certa vez, atendi uma mulher entre 34/35 anos, que estava em dúvida quanto a ter seu primeiro filho. Dizia ter uma vida prazerosa com o esposo, que a roda de amigos era fértil e muito ativa. Comentei com a paciente, que ela estava numa fase da mulher madura para ter um filho, que seu momento era de plenitude. Se ela trazia para a sessão uma demanda “filhos” é por que o assunto estava se tornando palatável para ela, e assim, sempre damos um jeito de criar um espaço amoroso em nossa mente, quando o desejo da maternidade emerge.
Tanto o pai quanto a mãe, quando têm um bebê, se tornam pais a partir desta criança, e, graças a ela, os horizontes se abrem, muitas questões podem vir à tona. Moral da história é isso que faz um casal evoluir – é se surpreenderem dia a dia com o “poder” da chegada de um filho. Não pretendo ser romântica e vislumbrar somente o lado bom do nascimento, mas entre ganhos e perdas, o casal que realmente se ama, tem um saldo positivo com a chegada de uma criança. Qualquer coisa que aconteça ao casal depois de ter bebê é transformador. Ninguém sai do nascimento de um filho do mesmo jeito que entrou. Nesse sentido todos nós, pais, um dia já fomos casulo e depois nos tornamos, com muita garra, borboletas.
Quanto à pergunta inicial, acho que cada indivíduo ou casal deve pensar com muita ponderação sobre a chegada de um filho. Quanto cada um está disposto a abrir mão de algumas coisas, provisoriamente ou não. Refletir o quanto um filho programado pode trazer maior estabilidade emocional aos parceiros do que o “fator” surpresa.
Claro, que o ser humano tem a capacidade de superar desafios e intempéries, porém, é mais saudável, mentalmente falando, fazer uma coisa por vez – cada coisa no seu tempo!

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