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Pequeno Manual do Bebê

O Início da vida: 9 meses dentro da mamãe


Vocês já pensaram que a gravidez durar 9 meses é uma benção? Os pais ganham tempo para lidar com a idéia de um novo membro na família, Cada novo bebê é único, assim como cada gestação e cada período de vida do casal. Quase todos os pais precisam tentar ajustar algum conflito entre ou dentro deles. Pensamos no relacionamento com nossos pais, irmãos e é claro, com nossos parceiros, tanto passados quanto presentes. Tudo isso influenciará no conceito do que é tornar-se mães/pais para nós. Temos idéias conscientes e inconscientes sobre o que é ser bons ou maus pais e sobre a nossa capacidade de realizar esta importante tarefa. Pense nisso!

Elementos Essenciais ao Bebê

Segurar/limpar/alimentar - ninguém tem dúvidas que essas funções são fundamentais para o desenvolvimento do bebê. O bebê quando nasce não sabe onde ele começa e onde ele termina e é por isso que no início de sua vidinha ele precisa tanto da mãe para lhe mostrar esses limites - que temporariamente pense em suas necessidades, reconheça e esteja pronta para conter e acolher suas ansiedades. O bebê sentirá segurança em sua mãezinha se ela se dispuser a se dedicar de corpo e alma durante os meses iniciais de seu bebê, decodificando seu choro, sua fala corporal, olhando-o olho no olho com carinho, segurando-o com firmeza - em fim olhando e ouvindo seu bebê.

Limpando o Bebê

É claro que o asseio é fundamental para o bebê. Evita infecções e promove conforto. No asseio operam fatores psicológicos: para o bebê, o corpo e a mente estão muito próximos. Portanto, o bebê não precisa só de higiene corporal, mas também mental. Assim como ele esvazia a bexiga e o intestino, ele precisa esvaziar suas emoções de desprazer. Como ele faz isso? Se comunicando pelo choro e tendo um adulto continente por perto para decodifica-lo, conter suas angustias e por fim aliviá-lo com afeto.

Alimentando o Bebê


Alimentação é o maior dos prazeres do bebê quando tudo vai bem. É a experiência central de sua vidinha, ele recebe nutrientes, amor, experiência de vida e cresce tanto mental como fisicamente. É uma relação muito íntima que se estabelece entre a mãe e o bebê e este sente que sua mãezinha está disponível em todos os sentidos para ele. No início da vida do bebê, a constância de alguém cuidando dele confere segurança, amor e nutrição. Haverá momentos em que o bebê se sentirá aborrecido e infeliz e precisará contar com seu reservatório de esperança que será constantemente renovado na amamentação prazerosa exercida entre a mãe e seu filhinho.

Seio ou Mamadeira - Qual é o melhor para o Bebê?

Não tenho dúvidas que a nutrição ao seio é o melhor alimento para o bebê. No entanto, é importante lembrar de que tanto a amamentação ao seio como na mamadeira podem dar ao bebê um bom início de vida, satisfatório e saudável. Não esquecer que a segurança do bebê vem da constância da presença da pessoa que cuida dele. Estas primeiras experiências de amamentação permitem que seja formada uma profunda ligação emocional, que servirá de base para todas as outras relações que o bebê desenvolverá em sua vida.

Desenvolvimento do Amor e da Confiança no Bebê


As bases de nosso caráter são estabelecidas na infância, e o sentimento de que a temos dentro de nós para lidarmos com o que a vida nos apresenta se liga à repetição de experiências boas e tranquilizadoras na infância. Ninguém tem só experiências boas. No entanto, na infância, é muito importante que as boas experiências excedam as ruins. Esta vivência promove esperança e gera confiança no bebê em relação aos seus pais e depois no mundo.

Seu Filho de 2 Anos

Temos agora a evolução de um bebê totalmente dependente para ainda não sensata criancinha de 2 anos, que anda, fala, corre, brinca, pensa, raciocina e pode fazer com que nós pais, percamos o senso de perspectiva e passamos a tratá-la como um pequeno adulto! Sob pressão a criança de 2 anos logo se transforma num bebê que ainda precisa do colinho da mãe e que ao mesmo tempo sentem-se aliviados com a crescente independência e a conquista diária de suas habilidades. Assim, esta criancinha de 2 anos ora pode nos deixar fascinados ora furiosos. Pensemos nisto antes de exigir determinados comportamentos de nossos filhinhos.

O Respeito e o Desenvolvimento da Confiança na criança de 2 anos ou mais

Parte do processo de educação de uma criança envolve a expectativa de que ela aprenderá a respeitar as outras pessoas, e quando deixa de fazê-lo a criança é quase sempre punida. Mas as crianças precisam ter primeiro a experiência de serem respeitadas para que possam então desenvolver o auto respeito, do qual advém o respeito pelos outros. É difícil permitir que a criança seja ela mesma, pois isso requer que confiemos em nossa capacidade de ser bons pais. Queremos que as crianças que concebemos sejam boas, que demonstrem nosso valor e, não raro, que satisfaçam esperanças e ambições que não conseguimos realizar. São os nossos desejos que espelhamos na criança e não levamos em conta os verdadeiros desejos da criança.

Birras e a criança de 2 a 3 anos

As crianças de 2, 3 anos irritam-se facilmente, pois ainda não aprenderam a lidar com as frustrações, como os adultos. Pais e adultos também se irritam - Isso é normal, mas algumas pessoas acham que isso é errado - Se aceitarmos que todos podem ficar zangados/irritados, então a coisa fica mais fácil. Veja, o adulto procura ser firme, claro, definido - sem cometer excessos, sem perder o controle (deveria). Pode utilizar meios ou seus recursos interiores para não perder a paciência, tais como: respirar fundo frente a uma situação constrangedora ou difícil, pensar duas vezes antes de tomar uma atitude intempestiva, sair da sala, dar uma voltinha, ir para outro cômodo da casa, ou outra atividade. A criança de 2 ou 3 anos, ainda não tem esse raciocínio e quando fica irritada a raiva se expressa na superfície da pele e para quem quizer ver. O que fazer então? Respirar fundo, ter paciência e pensar duas vezes se o local que vocês vão levar as crianças realmente é apropriado para elas ou se elas já estão cansadas para continuar um determinado passeio ou se o que ela está realmente precisando no momento é de uma resposta negativa e firme por parte dos pais - limite é educar! As crianças precisam aprender a ouvir não. O nãona hora certa é também expressão e carinho. É favorecimento dos pais para a formação de um futuro adulto mais tolerante e adequado na vida futura.

A Criança Autoritária de 2 anos (ou mais)


Vocês já ouviram falar que algumas; "criancinhas de 2 anos” ou mais são vistas como pequenos tiraninhos? Pois bem, de nada adiante ser um grande tirano - você sempre sairá vencedor - é maior e mais inteligente. Alguns pais preferem o recurso das palmadas, do grito ou de castigos punitivos 'a reflexão. No entanto, vale a pena perguntar se você quer que seu filho cresça medroso e submisso, sem vontade própria e facilmente influenciado pelos outros ou um, valentão que aprendeu que a única maneira de conseguir o que quer é submetendo alguém mais fraco e dele tirar proveito. Se quisermos que nossos filhos se transformem em pessoas imaginativas, habilidosas e flexíveis, este é um dos melhores períodos para ajudá-los - com nossas ações e nosso esforço em demonstrarmos com o uso das palavras o certo e o errado. Pensemos sobre isso.

Desenvolvimento da Consciência do Bebê de 2 anos


Quando os pais conseguem respeitar seu filho de 2 anos quase o tempo todo e procuram discipliná-lo em vez de puni-lo, o bebê começa a desenvolver a consciência. Ela passa a se sentir culpada quando faz algo errado, e, em vez de tentar esconder sua má ação, sente a necessidade de levá-la ao conhecimento dos pais e de outros adultos em que ela confia.

Criancinhas de 2 anos Podem Sentir Medos ou Fobias?


Os pais podem perceber medos em seus filhinhos que eles não conseguem compreender. Muitas crianças dessa idade ficam com medo do escuro, de cachorros, de determinadas pessoas, de uma peça de roupa ou outros. Esses temores estão relacionados com a vida imaginativa da criança. O poder e a intensidade de seus sentimentos frequentemente assusta a criança de 2 anos que ainda não possui experiência suficiente de vida para ter certeza de que efetivamente não terão sucesso em destruir seja quem for que lhe esteja provocando uma raiva assassina. Existem outros medos relacionados com o entendimento incompleto da criança, e como exemplo citamos as diferenças sexuais.

A Importância do Brincar para Criança de 2 anos

As crianças começam a brincar desde a hora em que acordam. Quando as crianças brincam, elas também estão trabalhando, e sua absorção e concentração revelam algumas vezes quão arduamente estão trabalhando. Enquanto brinca a criança de 2 anos está aprendendo a determinar a diferença entre a imaginação e a realidade, descobrindo a maneira como as pessoas e as coisas se comportam no mundo. As crianças brincam para poder lidar com emoções fortes, como amor e o ódio, transferindo esses sentimentos para uma bonequinha, um ursinho ou carrinho preferido.

Problemas com o Sono no Bebê de 2 anos?


Na hora de dormir, a criança de 2 anos pode ter coisas demais na cabeça, o que também pode acontecer conosco - adultos. Ela pode se sentir tensa por não ter conseguido resolver satisfatoriamente as coisas durante o dia. A criança também está mais consciente do ciúme, e a hora de dormir significa para ela abandono, deixar os pais sozinhos ou que um irmão mais velho ficará acordado enquanto ela tem que ir para cama. Isso pode despertar raiva e ressentimento, mas tristeza também. Um acesso de raiva também pode perturbar o sono antes de ir dormir. Essa situação exige paciência por parte dos pais mas também uma suave firmeza, que tranquilize a criança, assegurando-lhe que seu medo/temor é infundado. Ver ou atender o tempo todo à criança, só vai reassegurar suas ansiedades de que há algo errado.

A Criança de 3 Anos e a Linguagem

A criança de 3 ou 4 anos vai aprendendo a ser segura, baseado na segurança que aprendeu com seus pais e com a vitória de conseguir vencer algumas dificuldades básicas de seu dia a dia. Neta fase a criança é muito energética e a linguagem substitui os desejos pré-verbais. A criança adora conversar, perguntar, fazer comentários, relatar eventos com muitos detalhes e sua capacidade imaginativa e fantasiosa é muito evidente.

Outro dado interessante desta fase, é a paixão que as crianças têm pelo QUANDO!


- Quando vamos ao play?

- Quando o papai vai chegar?


- Quando a chuva vai parar, para podermos comprar uma bola?


- Quando "Malú" pode vir aqui em casa?


- Quando é a hora de ver TV


- Quando, quando, quando ...


Isso mostra como são encantadores, curiosos, falantes e entusiastas pelos diversos assuntos, mas também mostram como podem ser exigentes e cansativos. Conselho: paciência - seu filho de 3 anos está descobrindo o mundo pelos 5 sentidos e pela abrangência da palavra.


Dica de especialista: quer entreter seu filho e ainda observar seus olhinhos brilhando? Conte suas histórias de infância, eles adoram. Aproveite para ler livrinhos infantis, apropriados para cada faixa etária e aproveite para se aproximar de seu filhinho. A criança estimulada saudavelmente fica divertida e animada. Sente-se feliz e valorizada.


A criança de 3 ou 4 anos e sua Forma de Ver o Mundo (Real e imaginário)


Não temos dúvida de que as crianças desta faixa etária têm muito a aprender e a se desenvolver. Neste momento, é importante classificar o que é real, o que realmente está acontecendo ou aconteceu, o que é faz de conta de uma história ou de um programa de TV, e o que é simplesmente invenção da "cabeça" da criança. Naturalmente, ela não compreende tudo isso, mas é essencial que os adultos saibam que as crianças dessa idade estão sempre se esforçando, e podem sentir-se inseguras a respeito de monstros, bruxas, feiticeiras ou extraterrestres. Muitas vezes, nós mesmos incentivamos, e de uma forma lúdica, como é o caso do Papai Noel e os contos de fadas.

As vezes, as crianças ficam em dúvida se um fato realmente foi real ou é fruto de um sonho ou de histórias fantasiosas. Portanto cabe ao adulto mostrar a criancinha desta fase o que é realidade e o que é fruto de sua imaginação ou invenção.


O Humor de seu Filho de 3 ou 4 Anos - Que drama!


Não tenha dúvida, seu filhinho de 3 ou 4 anos muda de humor rápida e dramaticamente. Os sentimentos são muito intensos, mas passam. Uma coisinha de nada pode ser sentida como uma catástrofe, seu mundo se despedaça. Imagine que uma mudança de planos, uma pequena frustração, pode deixar a criança dessa fase totalmente enfezada. Por outro lado, os pais podem introduzir algumas mudanças na vida diária da criança e esta reagir de maneira muito positiva e não lhe causar nenhum impacto.

Quero dizer que a reação e o humor de uma criança não podem ser sempre previstos com exatidão, o que torna a compreensão de suas respostas sempre com um olhar de imprevisibilidade e surpresa - mesmo quando você está certo de saber, alguma coisa diferente pode acontecer.


As crianças de 3 ou 4 anos têm as sensações corporais muito intensas - apresentam também sensações que são reações a pensamentos e sentimentos: "estou com medo, a cortina do quarto se mexeu", "estou excitado com a festinha de aniversário do Lucas" etc. Lembrar que tudo isso produzirá efeitos no seu filho desta faixa etária. A criança de 3 anos não sabe muito bem o que está sentindo e o que vem de onde. assim, para o adulto é muitas vezes difícil como responder.


Desta maneira, vale lembrar como algumas crianças respondem:


- As entusiasmadas e felizes geralmente conversam com facilidade e expressam o que sentem;


- As tristonhas e mais introspectivas podem ficar silenciosas e esperar a reação dos adultos;


- As zangadas gritam, podem ficar agressivas, batem portas, correm para o quarto ou fogem.


O importante para os pais ou os adultos é achar um modo de ajudá-las a colocar os sentimentos em PALAVRAS, de modo que elas e os adultos possam entender o que estava acontecendo, mesmo que possa ser mudado.


O que seu Filho de 3 Anos Pensa sobre a Família?


Nesta faixa etária, a criança precisa aprender que há muitos tipos de família. No início começam pensando que são todas iguais 'a sua, mas quando vão para a escolinha ou para a creche, logo percebem que há famílias de todo o tipo. Elas podem sentir-se perturbadas, intrigadas e questionadoras: " Porque sua família é assim?"- " Por que eu ganho menos presentes que a Giorgia?". Cabe aos adultos tentar ajudá-las a entender essa diversidade de famílias.

O mais importante é mostrar que ela é amada, desejada, que seus familiares se preocupam com ela e que ela está segura no ambiente que ela vive.


Não é fácil permitir que nossos filhos estejam num mundo com adversidades ao que nós vivemos. Eles se deparam com as diferenças de raças, religiões, estilos de roupas, modos diferentes de educar as crianças. Assim, eles têm necessidade de conversar com os adultos sobre as diferenças, aprender a respeito do modo de vida das famílias de seus amigos e então voltar para casa e conversar sobre tudo isso com a própria família. Isso permite que a criança comece a exercitar o igual e o diferente, mas de uma forma saudável, "reflexiva" e não discriminatória - isso reduz o medo do desconhecido.